Yashá Gallazzi

@YashaGallazzi

Lula mandou e a máquina de moer reputações do PT já partiu pra cima de Moro

Quando foram divulgados os áudios das interceptações telefônicas pedidas pelo Ministério Público Federal e autorizadas pela Justiça, no contexto da operação Lava Jato, vimos qual era a maior preocupação de Lula e do PT: tirar o ex-Presidente do alcance do juiz Sérgio Moro, escondendo-o num ministério. A segunda era atacar! Avançar sem cuidado sobre qualquer um que Lula considerasse uma ameaça.

A máquina de moer reputações do PT é conhecida e já foi acionada diversas vezes contra as mais variadas pessoas: o caseiro Francenildo, o jornalista Mário Sabino, os políticos Serra, Alckmin, Aécio, Marina… Quem já se viu alvo da estratégia de desconstrução do PT, feita com apoio de seus braços na chamada sociedade civil, na imprensa e na internet, sabe o quanto é difícil evitar os ataques – a maioria das vezes baixos e sujos.

Nas gravações obtidas pela Justiça Federal, Lula é flagrado cobrando que o PT e os aliados ataquem e pressionem o MPF e o Judiciário. Não ataques retóricos, próprios de disputa política, mas ataques baixos mesmo, destinados a ferir reputações e criar vilões, para alimentar a narrativa falsa de que o PT é vítima de um “golpe”. Vejamos alguns trechos das conversas de Lula:

Conversa com o senador Lindbergh Farias (PT):

Lula: “Agora o companheiro Wadih Damous tem a história do promotor de Rondônia, que pegou um caso meu agora, que a mulherada tem que ir para cima dele. Terça-feira tem que ‘trucar’ o Janot e ‘triturar’…”
Lindberg (falando para Jandira): Ele está falando do promotor de Rondônia e Roraima, que as ‘mulheres’ tem que ir para cima dele, aquele maluco.

Conversa com Paulo Vannuchi:

Lula: “Nós vamos pegar esse de Rondônia agora, eu vou colocar a Fátima Bezerra e a Maria do Rosário em cima dele“.
Paulo Vannuchi: “É isso mesmo!”.
Lula: “Sabe porque, eu até tirei um sarro da Clara Ant de ficar procurando o que fazer, faz um movimento das mulheres, contra esse f.. d. p…! Ele batia na mulher, levava a mulher no culto religioso, deixava ela sem comer, dava chibatada nela, sabe?! Cadê as “mulher de grelo duro” lá do nosso partido?!”
Paulo Vannuchi: “(risos) É isso, mestre!”

Conversa com Jaques Wagner:

Lula: “Mas viu, querido, ela tá falando dessa reunião, ô Wagner, que queria que você visse agora, falar com ela, já que ela tá aí, falar o negócio da Rosa Weber, que tá na mão dela pra decidir. Se homem não tem saco, que sabe uma mulher corajosa possa fazer o que os homens não fizeram.”

Lula: “Eu às vezes fico pensando até que o Aragão deveria cumprir um papel de homem naquela p…, porque o Aragão parece nosso amigo, parece, parece, mas tá sempre dizendo ‘olha…’.

Conversa com o deputado Wadih Damous (PT)

Lula: Eu acho que eles têm que ter em conta o seguinte, bixo, eles têm que ter medo.

Wadih: Aham.

Lula:Eles têm que ter preocupação. Um filho da p. desses qualquer que fala merda, ele tem que dormir sabendo que no dia seguinte vai ter dez deputados na casa dele enchendo o saco, no escritório dele enchendo o saco, vai ter uma representação no Supremo Tribunal Federal, vai ter qualquer coisa.

Wadih: Aham.

Lula: Vai ter dez discursos na câmara contra ele, vai citar o nome dele, sabe? Se não parar com esse negócio de que eles tão acima do bem e do mal”

As ordens de Lula não foram ignoradas pelos tentáculos petistas na sociedade e já há mais de uma dezena de ações contra o juiz Sérgio Moro no Conselho Nacional de Justiça, pedindo que ele seja punido. Sindicatos abertamente ligados ao PT, na falta de argumentos jurídicos, tentam arrastar o juiz para um embate político. Senadores da base do governo alimentam, dia após dia, a narrativa de que ele seria um magistrado “autoritário”, agindo “à margem da lei”. O objetivo, porém, é apenas intimidar e constranger o magistrado, responsável pelo processo judicial mais importante da história do país.

Lula mandou atacar quem está acuando o PT e qualquer pedido de Lula é uma ordem para as peças que fazem funcionar a engrenagem do petismo. E não é a primeira vez que essa gente incita seus seguidores a avançar sobre adversários: José Dirceu, num passado não tão distante, discursou falando que os opositores do PT deveriam “apanhar nas ruas e nas urnas”:

Dias depois, a ordem dele foi atendida e Mário Covas foi agredido.

ATENÇÃO! Saiu a comissão do impeachment. PRESSIONE OS DEPUTADOS PARA QUE VOTEM A FAVOR!

Foi escolhida a comissão destinada a analisar o impeachment da presidente Dilma. Agora é com a gente: políticos respondem quando pressionados e 93% da sociedade desaprova o governo Dilma. 68% Se dizem a favor do impedimento de Dilma. Temos que fazer pressão sobre os membros da comissão, mostrar a eles que quem defender este governo não será perdoado jamais!

Abaixo um modelo de mensagem que todos podem copiar e usar livremente para enviar a todos os deputados da comissão, cujos nomes e endereços de email estão no fim deste post. Mande vários emails! Mande tweets, comente nos perfis deles no Facebook, mande mensagens de whatsapp. Enfim, não deixe de pressionar! Se eles tiverem certeza que estão sendo vigiados, não terão coragem de afrontar tanta gente. Nossa mobilização já foi capaz de colocar a Câmara pra trabalhar e constituir a comissão, não podemos relaxar agora.

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PREZADO(A) DEPUTADO(A)

O país assiste indignado e atônito a uma das páginas mais trágicas de sua história. A revolta com as ilegalidades e com a corrupção generalizada, porém, não foi capaz de acovardar a sociedade: no último dia 13 de março, mais de 4 milhões de pessoas foram às ruas em todo país pedindo o fim do governo Dilma e de tudo o que ele representa. A mobilização não parrou naquele domingo e segue acontecendo em várias cidades – e assim continuará até que esse capítulo seja encerrado.

A Câmara dos Deputados, como casa que representa o povo deste país, soube ouvir a pressão popular e instalou a comissão especial destinada a apreciar o processo de impeachment da presidente Dilma. Isso, porém, não basta! Queremos que a comissão não se feche em articulações e conversas internas, mas olhe as ruas e ouça a nossa voz. Não vamos recuar enquanto a presidente não for afastada do cargo e por isso, quando a hora chegar, contamos o seu voto A FAVOR DO IMPEDIMENTO DA PRESIDENTE DILMA.

Os membros dessa comissão estão sendo acompanhados de perto e quem escolher se colocar contra o povo e ao lado de um governo reprovado por 93% da sociedade não terá seu nome esquecido nas próximas eleições. O caminho que leva ao impeachment é inevitável. Vossa Excelência pode caminhar ao lado da população em direção a ele, ou ser atropelado junto com os poucos que insistem em defender um governo com 7% de aprovação.

VOTE PELO IMPEACHMENT DA PRESIDENTE DILMA! VOTE A FAVOR DA SOCIEDADE BRASILEIRA!

 

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Abaixo os emails dos integrantes da comissão especial do impeachment, já prontos para serem copiados e colados na barra de endereçamento (recomendo a colocar no campo “cópia oculta”, pra que não seja detectado o envio em massa).

dep.joaomarcelosouza@camara.leg.br; dep.altineucortes@camara.leg.br; dep.leonardopicciani@camara.leg.br; dep.luciovieiralima@camara.leg.br; dep.mauromariani@camara.leg.br; dep.osmarterra@camara.leg.br; dep.valtenirpereira@camara.leg.br; dep.washingtonreis@camara.leg.br; dep.albertofilho@camara.leg.br; dep.carlosmarun@camara.leg.br; dep.elcionebarbalho@camara.leg.br; dep.hildorocha@camara.leg.br; dep.lelocoimbra@camara.leg.br; dep.manoeljunior@camara.leg.br; dep.marxbeltrao@camara.leg.br; dep.vitorvalim@camara.leg.br; dep.benitogama@camara.leg.br; dep.jovairarantes@camara.leg.br; dep.luizcarlosbusato@camara.leg.br; dep.arnaldofariadesa@camara.leg.br; dep.paeslandim@camara.leg.br; dep.pedrofernandes@camara.leg.br; dep.elmarnascimento@camara.leg.br; dep.mendoncafilho@camara.leg.br; dep.rodrigomaia@camara.leg.br; dep.franciscofloriano@camara.leg.br; dep.mandetta@camara.leg.br; dep.moronitorgan@camara.leg.br; dep.jhonatandejesus@camara.leg.br; dep.marcelosquassoni@camara.leg.br; dep.cleberverde@camara.leg.br; dep.ronaldomartins@camara.leg.br; dep.eduardobolsonaro@camara.leg.br; dep.pr.marcofeliciano@camara.leg.br; dep.irmaolazaro@camara.leg.br; dep.professorvictoriogalli@camara.leg.br; dep.fernandofrancischini@camara.leg.br; dep.paulopereiradasilva@camara.leg.br; dep.geneciasnoronha@camara.leg.br; dep.laudiviocarvalho@camara.leg.br; dep.juniormarreca@camara.leg.br; dep.eriveltonsantana@camara.leg.br; dep.marceloaro@camara.leg.br; dep.pastoreurico@camara.leg.br; dep.bacelar@camara.leg.br; dep.aluisiomendes@camara.leg.br; dep.arlindochinaglia@camara.leg.br; dep.henriquefontana@camara.leg.br; dep.josementor@camara.leg.br; dep.pauloteixeira@camara.leg.br; dep.pepevargas@camara.leg.br; dep.vicentecandido@camara.leg.br; dep.wadihdamous@camara.leg.br; dep.zegeraldo@camara.leg.br; dep.beneditadasilva@camara.leg.br; dep.bohngass@camara.leg.br; dep.carloszarattini@camara.leg.br; dep.luizsergio@camara.leg.br; dep.padrejoao@camara.leg.br; dep.paulopimenta@camara.leg.br; dep.valmirassuncao@camara.leg.br; dep.assiscarvalho@camara.leg.br; dep.ediolopes@camara.leg.br; dep.joserocha@camara.leg.br; dep.mauricioquintellalessa@camara.leg.br; dep.zenaidemaia@camara.leg.br; dep.aeltonfreitas@camara.leg.br; dep.goretepereira@camara.leg.br; dep.joaocarlosbacelar@camara.leg.br; dep.wellingtonroberto@camara.leg.br; dep.juliocesar@camara.leg.br; dep.marcosmontes@camara.leg.br; dep.paulomagalhaes@camara.leg.br; dep.rogeriorosso@camara.leg.br; dep.evandroroman@camara.leg.br; dep.fernandotorres@camara.leg.br; dep.goulart@camara.leg.br; dep.irajaabreu@camara.leg.br; dep.erosbiondini@camara.leg.br; dep.ronaldofonseca@camara.leg.br; dep.odoricomonteiro@camara.leg.br; dep.toninhowandscheer@camara.leg.br; dep.jandirafeghali@camara.leg.br; dep.orlandosilva@camara.leg.br; dep.brunocovas@camara.leg.br; dep.carlossampaio@camara.leg.br; dep.jutahyjunior@camara.leg.br; dep.nilsonleitao@camara.leg.br; dep.pauloabiackel@camara.leg.br; dep.sheridan@camara.leg.br; dep.brunoaraujo@camara.leg.br; dep.fabiosousa@camara.leg.br; dep.izalci@camara.leg.br; dep.marianacarvalho@camara.leg.br; dep.rocha@camara.leg.br; dep.rogeriomarinho@camara.leg.br; dep.bebeto@camara.leg.br; dep.daniloforte@camara.leg.br; dep.fernandocoelhofilho@camara.leg.br; dep.tadeualencar@camara.leg.br; dep.jhc@camara.leg.br; dep.joaofernandocoutinho@camara.leg.br; dep.josestedile@camara.leg.br; dep.paulofoletto@camara.leg.br; dep.alexmanente@camara.leg.br; dep.sandroalex@camara.leg.br; dep.evairdemelo@camara.leg.br; dep.leandre@camara.leg.br; dep.flavionogueira@camara.leg.br; dep.wevertonrocha@camara.leg.br; dep.flaviamorais@camara.leg.br; dep.robertogoes@camara.leg.br; dep.chicoalencar@camara.leg.br; dep.silviocosta@camara.leg.br; dep.franklinlima@camara.leg.br; dep.welitonprado@camara.leg.br; dep.fabioramalho@camara.leg.br; dep.alielmachado@camara.leg.br; dep.alessandromolon@camara.leg.br; dep.aguinaldoribeiro@camara.leg.br; dep.jeronimogoergen@camara.leg.br; dep.juliolopes@camara.leg.br; dep.paulomaluf@camara.leg.br; dep.robertobritto@camara.leg.br; dep.andrefufuca@camara.leg.br; dep.fernandomonteiro@camara.leg.br; dep.luiscarlosheinze@camara.leg.br; dep.macedo@camara.leg.br; dep.odelmoleao@camara.leg.br;

 

Jean Wyllys e o fetiche pela morte disfarçado de humanismo iluminista

Jean Wyllys é o perfeito símbolo de um progressismo esquerdista que nos olha nos olhos, afetando humanismo e sincera preocupação, enquanto discorre com desenvoltura sobre a aceitabilidade de colocar fim a uma vida humana. É um iluminado! Um humanista da curetagem, que vê, por meio das luzes de úteros cauterizados um amanhã supostamente mais evoluído e menos obscuro, fundado no direito de extirpar vidas.

Sim, porque é disso que se trata, ao fim e ao cabo. O progressismo pode tentar disfarçar e tergiversar o quanto quiser, porque no fim das contas a coisa se resume sempre à questão primordial: é moralmente aceitável colocar fim a uma vida humana inocente?

Jean Wyllys, com a bagagem cultural de um ex-BBB, afirma que “a ciência diz que até a 12ª semana de gestação não há vida”. É mentira! Em primeiro lugar porque não existe essa entidade chamada “a ciência”. Existem várias – inúmeras! – correntes científicas as mais diferentes, algumas das quais com divergências inconciliáveis entre si. Há correntes que defendem – atenção agora! – uma coisa hedionda chamada aborto com nascimento parcial (há mais informações nesse link, mas cuidado: as imagens são fortes!). Será que alguém consegue me explicar a diferença entre isso e dar um tiro na nuca de um bebê recém-nascido? Eu sinceramente não vejo diferença alguma.

Mas isso é apenas para ilustrar que divergências sobre até quando seria aceitável abortar existem aos montes. Qual a referência de Jean Wyllys para cravar que até 12 semanas não há vida e depois sim? Aliás, qual seria esse depois? O começo da 12ª semana? O final dela e começo da 13ª? Com 11 semanas, 6 dias, 23 horas, 59 minutos e 59 segundos pode abortar, mas se esperar um segundo a mais aí já será assassinato de um bebê? Uma portaria do Ministério da Saúde vai regulamentar isso? E se a fila do SUS atrasar e chegar a 13 semanas, como fica? Vai abortar assim mesmo porque fez o pedido antes? Ou aí perde-se o direito? Alguém está pensando em como seria resolver essas questões práticas da burocracia? Ou só filosofar sobre tirar uma vida em potencial é suficiente?

Como dito, há uma infinidade de correntes científicas debatendo há décadas o marco inicial da vida humana e parece que ainda estamos longe de um consenso definitivo. Eu, que não me envergonho de ser um conservador, vejo os experts ainda cheios de dúvidas e, aqui da minha pequenez humana, tomo isso como mais uma razão para ser contra o aborto: na dúvida, melhor não nos arriscarmos a acabar com a vida de um bebê, não é mesmo? “Mas só é uma vida viável porque depende da mãe.” Sinto dizer, mas é assim na gravidez. E na infância. E na adolescência. Em alguns casos até na vida adulta. Um filho depende dos pais. Ponto. Essa é a vida. Essa é a natureza. Uma medida externa que interrompe esse ciclo é que vai contra a natureza.

Mas Jean Wyllys não! Ele é um iluminado. Um progressista. Um desses eleitos que foi abençoado com o conhecimento pleno que só a megalomania da esquerda radical dá a seus ícones. Jean Wyllys não tem dúvidas mundanas, ele tem apenas certezas: para ele, um homem de 17 anos que estuprou e matou uma mulher é uma pobre vítima da sociedade e deve receber “outra chance”. Já um bebê de 12 semanas não merece chance alguma.

O deputado, como vimos, adora citar as certezas científicas. Pois eu trago a ele a informação de que com 12 semanas o bebê já responde a estímulos. Também é nessa fase que os ossos já começaram a ser formados e os braços já atingiram seu comprimento final. Há milhares de livros sobre gravidez relatando que com 12 semanas o bebê consegue reagir à voz dos pais e até a músicas externas. No mundo do ex-BBB Jean Wyllys, isso não faz do bebê um ser vivo. No meu mundo isso já faz do bebê alguém mais humanizado que Jean Wyllys.

Mas eu não trago certezas científicas, como disse alhures. A ciência diverge em vários aspectos, ainda mais quando se trata de adotar como marco inicial para a vida a tal formação completa do sistema neurológico. E aí, trago notícias surpreendentes: a ciência diz que até a adolescência o cérebro ainda está em formação. E aí? Vamos legalizar o assassinato de crianças de 6, 9, 12 e 16 anos? Afinal, se o sistema neural não está plenamente formado…

“Mas eu sou contra o aborto. Jamais faria! Só acho que quem quiser deve ter o direito de fazer legalmente.” Você me perdoe a franqueza, mas se você diz isso é porque não passa de um covarde! Substitua a palavra aborto por – sei lá… – estupro ou assassinato e tente dizer aquela frase de novo. Pois é… Se repudiamos uma prática que consideramos moralmente hedionda só no silêncio do nosso quarto, é porque somos covardes e nos dobramos ao consenso politicamente correto. Se achamos algo monstruoso não basta que nos abstenhamos de fazê-lo: é preciso impedir que outros o façam, sim! E se você acha que a comparação não cabe porque assassinato e estupro afetam terceiros, mas aborto diz respeito só a mulher, a covardia é maior ainda. Afinal, você, no seu íntimo, já desumanizou o bebê que vai na barriga da mãe, só lhe falta coragem de admitir isso. Em outras palavras, você já é Jean Wyllys.

É válido e importante debater a questão do aborto, eu concordo. Principalmente porque precisamos sempre estar vigilantes, para impedir que um ex-BBB, alicerçado na sabedoria que traz sabe-se lá de onde, invoque falsas certezas científicas em nome da legalização do homicídio de bebês. Sim, porque, como falei, é disso que se trata, no fim das contas. A única pergunta que importa para que se comece o debate sobre o aborto é: você consegue explicar logicamente a diferença entre isso e um assassinato? Se conseguir, podemos estabelecer um diálogo. Se não conseguir, sinto dizer, mas a conversa terminou.

Eu não consigo. Como até hoje não me mostraram de forma lógica, por A + B, com 100% de certeza, que até X dias de gestação não há vida alguma, eu, na dúvida, prefiro evitar aquilo que pode ser um assassinato. Logo, sou contra o aborto, seja ele praticado na 12ª, 15ª ou 28ª semana. Um progressista da esquerda radical, não. Ele não tem dúvidas, porque ele se vê como a vanguarda que veio ao mundo para guiar o proletariado para o amanhã glorioso. Ele só pode ter certezas, porque se tiver dúvidas a ideologia dele morre. Eles são seres abençoados, entendem? Superiores mesmo. Dúvida é coisa de gente como nós, os reaças.

No debate sobre o aborto, devo dizer que tenho mais respeito pelo argumento dos ultralibertários, para os quais o corpo é da mulher e ela faz o que quiser e pronto. Eu discordo fortemente, fico até um pouco enojado. Mas do pondo de vista – como direi? – acadêmico, respeito mais. Principalmente porque não há nesse argumento o estranho fetiche assassino disfarçado de pseudo-humanismo, que gente como Jean Wyllys mostra sempre que defende a legalização do aborto.

Jean Wyllys quer te olhar nos olhos, segurar a sua mão e dizer que a saúde pública precisa que o aborto seja legalizado. Que ninguém gosta de aborto, claro. Mas que não tem jeito: é para um bem maior. Curiosamente, as maiores atrocidades da história do mundo foram cometidas pela ideologia que Jean Wyllys defende, sempre em nome de “um bem maior”. Foi em nome de “um bem maior” que os gulags foram criados. Foi em nome de “um bem maior” que o holomodor aconteceu. Foi, enfim, em nome de “um bem maior” que Stalin e Mao empilharam cadáveres na URSS e na China.

A esquerda radical quer debater o aborto? Acho ótimo! Vou além: por que não um plebiscito? É a esquerda, aliás, que vive falando em democracia participativa e em consulta popular, não é mesmo? Pois vamos perguntar ao povo o que ele acha disso, oras. Ou será que para Jean Wyllys só vale ouvir a sociedade sobre os temas em que a sociedade concorda com ele? Não deixa de ser curioso que o Psol acredita que o povo é maduro o bastante para um plebiscito sobre a dívida externa, mas não para dizer o que pensa sobre aborto…

Quer debater o aborto, Jean Wyllys? Então comece tirando essa máscara cínica da cara! Encare as pessoas nos olhos e admita que, por qualquer razão que seja (saúde pública, liberdade sexual, etc.) você defende o direito de colocar fim a uma vida humana em potencial. Esse é o pressuposto mínimo para que qualquer debate possa começar de forma honesta. Pode vir daí com seu humanismo da cureta, todo iluminado e cheio de razão. Nós, os reaças, estaremos aqui defendendo que um bebê de 12 semanas possa ter no mínimo as mesmas chances que você diz que um assassino como Champinha merece.

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