Yashá Gallazzi

@YashaGallazzi

Governo depende de PSD, PP e PR para barrar o impeachment. Hora de pressionar esses deputados!

Diz a revista Época, em matéria publicada hoje:

Dilma foi alertada: só terá chances de barrar o impeachment se mantiver PP,  PR e o PSD na base aliada. Se apenas um deles não estiver disposto a continuar, os outros dois, automaticamente, não estarão. “Se não vira abraço de afogados”, disse um cacique do PP a Dilma. Ela está ciente e, por isso, seus assessores não param de oferecer vantagens às legendas.

O governo precisa contar com os votos de PSD, PP e PR para barrar o impeachment. Para isso, não está medindo consequências e se mostra disposto a negociar qualquer coisa, com qualquer tipo de pessoa. Há notícias de que Dilma pode entregar o Ministério da Saúde ou o de Minas e Energia a Valdemar da Costa Neto, que usa uma tornozeleira eletrônica, pois cumpre prisão domiciliar.

O PT está fazendo de tudo, está jogando pesado para comprar deputados e barrar o impeachment. Segundo o que se apurou, há até uma tabela de preços servindo de parâmetro nas negociações: um voto contra o impeachment estaria valendo um milhão de reais em dinheiro, mais cargos no governo. Uma abstenção estaria sendo comprada por 400 mil reais.

Mas há uma coisa que um político gosta mais do que dinheiro e cargos no governo: o poder. Qualquer político (que não seja do PT, do PCdoB e do Psol) que se sentir ameaçado de perder o mandato que tem, abandonará o PT e votará pelo impeachment. Por isso devemos pressionar sem descanso cada um deles, para que saibam que estão sendo vigiados e nunca serão perdoados se ajudarem a salvar esse governo.

Abaixo uma lista com os contatos dos deputados de PSD, PP e PR, que são, hoje, os maiores alvos das pressões e chantagens do PT. Mande mensagens a todos, não só os do seu estado. Mande várias mensagens ao dia, todos os dias! Seja polido, mas firme: deixe claro que a sociedade está de olho neles e não vai esquecer os nomes de quem salvar o PT. A batalha ainda é longa e está apenas começando!

UPDATE: Além dos emails e números de telefone de cada deputado (um a um), vamos deixar aqui todos os emails em sequência, prontos pra você copiar e colar no campo de endereço pra facilitar o envio. O ideal é colocar os emails no campo de “cópia oculta”, para que os gabinetes não identifiquem que se trata de um envio em massa. Agora mãos à obra!

dep.afonsohamm@camara.leg.br;
dep.aguinaldoribeiro@camara.leg.br;
dep.andreabdon@camara.leg.br;
dep.andrefufuca@camara.leg.br;
dep.arthurlira@camara.leg.br;
dep.betorosado@camara.leg.br;
dep.betosalame@camara.leg.br;
dep.cacaleao@camara.leg.br;
dep.conceicaosampaio@camara.leg.br;
dep.covattifilho@camara.leg.br;
dep.dilceusperafico@camara.leg.br;
dep.dimasfabiano@camara.leg.br;
dep.eduardodafonte@camara.leg.br;
dep.esperidiaoamin@camara.leg.br;
dep.faustopinato@camara.leg.br;
dep.fernandomonteiro@camara.leg.br;
dep.franklinlima@camara.leg.br;
dep.guilhermemussi@camara.leg.br;
dep.hirangoncalves@camara.leg.br;
dep.iracemaportella@camara.leg.br;
dep.jeronimogoergen@camara.leg.br;
dep.jorgeboeira@camara.leg.br;
dep.joseotaviogermano@camara.leg.br;
dep.juliolopes@camara.leg.br;
dep.lazarobotelho@camara.leg.br;
dep.luiscarlosheinze@camara.leg.br;
dep.luizfernandofaria@camara.leg.br;
dep.macedo@camara.leg.br;
dep.mainha@camara.leg.br;
dep.marcelobelinati@camara.leg.br;
dep.marcusvicente@camara.leg.br;
dep.marionegromontejr@camara.leg.br;
dep.nelsonmeurer@camara.leg.br;
dep.odelmoleao@camara.leg.br;
dep.paulohenriquelustosa@camara.leg.br;
dep.paulomaluf@camara.leg.br;
dep.renatomolling@camara.leg.br;
dep.renzobraz@camara.leg.br;
dep.ricardobarros@camara.leg.br;
dep.ricardoizar@camara.leg.br;
dep.robertobalestra@camara.leg.br;
dep.robertobritto@camara.leg.br;
dep.ronaldocarletto@camara.leg.br;
dep.roneynemer@camara.leg.br;
dep.sandesjunior@camara.leg.br;
dep.simaosessim@camara.leg.br;
dep.toninhopinheiro@camara.leg.br;
dep.waldirmaranhao@camara.leg.br;
dep.williamwoo@camara.leg.br;

dep.aeltonfreitas@camara.leg.br;
dep.alexandrevalle@camara.leg.br;
dep.alfredonascimento@camara.leg.br;
dep.andersonferreira@camara.leg.br;
dep.bilacpinto@camara.leg.br;
dep.brunny@camara.leg.br;
dep.cabosabino@camara.leg.br;
dep.capitaoaugusto@camara.leg.br;
dep.christianedesouzayared@camara.leg.br;
dep.clarissagarotinho@camara.leg.br;
dep.delegadoedsonmoreira@camara.leg.br;
dep.delegadowaldir@camara.leg.br;
dep.dr.joao@camara.leg.br;
dep.ediolopes@camara.leg.br;
dep.giacobo@camara.leg.br;
dep.goretepereira@camara.leg.br;
dep.joaocarlosbacelar@camara.leg.br;
dep.jorginhomello@camara.leg.br;
dep.josecarlosaraujo@camara.leg.br;
dep.joserocha@camara.leg.br;
dep.laertebessa@camara.leg.br;
dep.luciovale@camara.leg.br;
dep.luizclaudio@camara.leg.br;
dep.luiznishimori@camara.leg.br;
dep.magdamofatto@camara.leg.br;
dep.marceloalvaroantonio@camara.leg.br;
dep.marcioalvino@camara.leg.br;
dep.mauricioquintellalessa@camara.leg.br;
dep.miguellombardi@camara.leg.br;
dep.miltonmonti@camara.leg.br;
dep.paulofeijo@camara.leg.br;
dep.paulofreire@camara.leg.br;
dep.remidiomonai@camara.leg.br;
dep.silasfreire@camara.leg.br;
dep.tiririca@camara.leg.br;
dep.vicentinhojunior@camara.leg.br;
dep.viniciusgurgel@camara.leg.br;
dep.wellingtonroberto@camara.leg.br;
dep.zenaidemaia@camara.leg.br;
dep.atilalins@camara.leg.br;
dep.danrleidedeushinterholz@camara.leg.br;
dep.delegadoedermauro@camara.leg.br;
dep.diegoandrade@camara.leg.br;
dep.domingosneto@camara.leg.br;
dep.evandroroman@camara.leg.br;
dep.expeditonetto@camara.leg.br;
dep.fabiofaria@camara.leg.br;
dep.fabiomitidieri@camara.leg.br;
dep.fernandotorres@camara.leg.br;
dep.goulart@camara.leg.br;
dep.herculanopassos@camara.leg.br;
dep.heulercruvinel@camara.leg.br;
dep.indiodacosta@camara.leg.br;
dep.irajaabreu@camara.leg.br;
dep.jaimemartins@camara.leg.br;
dep.jeffersoncampos@camara.leg.br;
dep.joaorodrigues@camara.leg.br;
dep.joaquimpassarinho@camara.leg.br;
dep.joseaugustocurvo@camara.leg.br;
dep.josenunes@camara.leg.br;
dep.juliocesar@camara.leg.br;
dep.marcosmontes@camara.leg.br;
dep.marcosreategui@camara.leg.br;
dep.paulomagalhaes@camara.leg.br;
dep.raquelmuniz@camara.leg.br;
dep.rogeriorosso@camara.leg.br;
dep.romulogouveia@camara.leg.br;
dep.sandroalex@camara.leg.br;
dep.sergiobrito@camara.leg.br;
dep.stefanoaguiar@camara.leg.br;
dep.victormendes@camara.leg.br;

DEPUTADOS DO PP:

 

DEPUTADOS DO PR:

 

DEPUTADOS DO PSD:

Revisado por Maíra Pires @mairamadorno

STF confirma liminar de Teori Zavascki. Entenda o que isso significa realmente

O STF acabou de confirmar, quase à unanimidade, a liminar proferida pelo ministro Teori Zavascki nos autos da reclamação n. 23.457. Para entender o que significa essa decisão, é preciso entender, primeiro, o que estava em julgamento hoje na suprema corte.

A sessão de hoje do STF tinha por objetivo apenas decidir pela confirmação – ou não – da liminar concedida por Teori. E o que dizia a liminar em questão? Que os autos contendo interceptações telefônicas envolvendo figuras com foro privilegiado deveriam ser remetidos ao Supremo, para que ele decida qual o foro competente para julgar o feito.

Percebam: a liminar de Teori – e, por consequência, a decisão do pleno tomada hoje – não decidiu nada sobre a legalidade das escutas, o foro privilegiado de Lula, a posse de Lula como ministro, ou a atribuição do juiz Sérgio Moro para julgar o ex-presidente. Absolutamente nada sobre isso foi decidido hoje, ao contrário do que vários portais de notícia estão dizendo.

Hoje o STF limitou-se a dizer, concordando com a liminar de Teori, que cabe à suprema corte decidir qual o foro competente para analisar os fatos, vez que foram captadas autoridades com prerrogativa de foro especial nas interceptações. E quando será decidido qual o foro competente, afinal? Quando o mesmo pleno do STF se reunir para julgar o mérito da reclamação n. 23.457. Notem que as nuances jurídicas podem parecer complicadas, mas basta pouco pra entender como funcionam, não é mesmo? Ainda assim, jornais de grande porte como Terra, G1, Globo News, Zero Hora e Estadão correram para cravar que “o Supremo decidiu retirar os processos envolvendo Lula de Sérgio Moro”. Como dito, está errado isso.

Contudo, a sessão do STF trouxe, sim uma nota que achei muito preocupante. Teori, em seu voto, fez questão de se estender para muito além da mera apreciação técnica da decisão liminar, tecendo considerações as mais diversas sobre o trabalho do juiz Sérgio Moro. Chegou mesmo a insinuar que eventuais ilegalidades podem acarretar nulidades processuais mais adiante.

Ora, qualquer acadêmico de direito sabe que vícios podem levar a nulidades. Por que o ministro quis discorrer sobre isso, num tom de clara repreensão (acompanhada por Lewandowski mais adiante)? Poderia ser uma espécie de ressentimento, fruto das pressões que sofreu desde que proferiu a liminar? Talvez algum lamento por ver o povo abraçando e entronizando um juiz de primeiro grau, hoje sem dúvida mais querido e respeitado que o STF? Não sei… O fato é que o momento não era de analisar legalidade e cabimento de provas e o ministro Teori, mesmo deixando isso claro, achou por bem gastar uns minutos falando no assunto.

O ministro Marco Aurélio também deu uma declaração preocupante em dado momento, sugerindo que o interesse público é algo muito “subjetivo”. Isso seria uma forma de atacar a decisão de Sérgio Moro de retirar o sigilo das interceptações (como fez em todos os processos da Lava Jato até então), já que o juiz fez questão de fundamentar sua decisão na supremacia do interesse público.

Os ministros do STF, que não dependem de votos para estar onde estão e costumam ficar reclusos em seus gabinetes, talvez esqueçam que são tão servidores públicos quanto o funcionário encarregado do protocolo do STF. E se um chefe-de-Estado é flagrado tramando obstruir a justiça, o interesse público em saber disso é, sim, evidente. Felizmente o juiz Sérgio Moro sabe disso.

Quais os próximos capítulos? Além do mérito dessa reclamação, o STF também tem pela frente o mérito do mandado de segurança no qual Gilmar Mendes (que não estava na sessão de hoje), em liminar, suspendeu os efeitos da nomeação de Lula. O Procurador-Geral da República, em seu parecer, destacou que há sinais de desvio de finalidade na nomeação de Lula. O que farão os ministros? Difícil dizer. Só nos resta esperar que, ao contrário do que disse Lula em uma das gravações, o STF não esteja “acovardado”.

Revisado por Maíra Pires @mairamadorno

Lula mandou e a máquina de moer reputações do PT já partiu pra cima de Moro

Quando foram divulgados os áudios das interceptações telefônicas pedidas pelo Ministério Público Federal e autorizadas pela Justiça, no contexto da operação Lava Jato, vimos qual era a maior preocupação de Lula e do PT: tirar o ex-Presidente do alcance do juiz Sérgio Moro, escondendo-o num ministério. A segunda era atacar! Avançar sem cuidado sobre qualquer um que Lula considerasse uma ameaça.

A máquina de moer reputações do PT é conhecida e já foi acionada diversas vezes contra as mais variadas pessoas: o caseiro Francenildo, o jornalista Mário Sabino, os políticos Serra, Alckmin, Aécio, Marina… Quem já se viu alvo da estratégia de desconstrução do PT, feita com apoio de seus braços na chamada sociedade civil, na imprensa e na internet, sabe o quanto é difícil evitar os ataques – a maioria das vezes baixos e sujos.

Nas gravações obtidas pela Justiça Federal, Lula é flagrado cobrando que o PT e os aliados ataquem e pressionem o MPF e o Judiciário. Não ataques retóricos, próprios de disputa política, mas ataques baixos mesmo, destinados a ferir reputações e criar vilões, para alimentar a narrativa falsa de que o PT é vítima de um “golpe”. Vejamos alguns trechos das conversas de Lula:

Conversa com o senador Lindbergh Farias (PT):

Lula: “Agora o companheiro Wadih Damous tem a história do promotor de Rondônia, que pegou um caso meu agora, que a mulherada tem que ir para cima dele. Terça-feira tem que ‘trucar’ o Janot e ‘triturar’…”
Lindberg (falando para Jandira): Ele está falando do promotor de Rondônia e Roraima, que as ‘mulheres’ tem que ir para cima dele, aquele maluco.

Conversa com Paulo Vannuchi:

Lula: “Nós vamos pegar esse de Rondônia agora, eu vou colocar a Fátima Bezerra e a Maria do Rosário em cima dele“.
Paulo Vannuchi: “É isso mesmo!”.
Lula: “Sabe porque, eu até tirei um sarro da Clara Ant de ficar procurando o que fazer, faz um movimento das mulheres, contra esse f.. d. p…! Ele batia na mulher, levava a mulher no culto religioso, deixava ela sem comer, dava chibatada nela, sabe?! Cadê as “mulher de grelo duro” lá do nosso partido?!”
Paulo Vannuchi: “(risos) É isso, mestre!”

Conversa com Jaques Wagner:

Lula: “Mas viu, querido, ela tá falando dessa reunião, ô Wagner, que queria que você visse agora, falar com ela, já que ela tá aí, falar o negócio da Rosa Weber, que tá na mão dela pra decidir. Se homem não tem saco, que sabe uma mulher corajosa possa fazer o que os homens não fizeram.”

Lula: “Eu às vezes fico pensando até que o Aragão deveria cumprir um papel de homem naquela p…, porque o Aragão parece nosso amigo, parece, parece, mas tá sempre dizendo ‘olha…’.

Conversa com o deputado Wadih Damous (PT)

Lula: Eu acho que eles têm que ter em conta o seguinte, bixo, eles têm que ter medo.

Wadih: Aham.

Lula:Eles têm que ter preocupação. Um filho da p. desses qualquer que fala merda, ele tem que dormir sabendo que no dia seguinte vai ter dez deputados na casa dele enchendo o saco, no escritório dele enchendo o saco, vai ter uma representação no Supremo Tribunal Federal, vai ter qualquer coisa.

Wadih: Aham.

Lula: Vai ter dez discursos na câmara contra ele, vai citar o nome dele, sabe? Se não parar com esse negócio de que eles tão acima do bem e do mal”

As ordens de Lula não foram ignoradas pelos tentáculos petistas na sociedade e já há mais de uma dezena de ações contra o juiz Sérgio Moro no Conselho Nacional de Justiça, pedindo que ele seja punido. Sindicatos abertamente ligados ao PT, na falta de argumentos jurídicos, tentam arrastar o juiz para um embate político. Senadores da base do governo alimentam, dia após dia, a narrativa de que ele seria um magistrado “autoritário”, agindo “à margem da lei”. O objetivo, porém, é apenas intimidar e constranger o magistrado, responsável pelo processo judicial mais importante da história do país.

Lula mandou atacar quem está acuando o PT e qualquer pedido de Lula é uma ordem para as peças que fazem funcionar a engrenagem do petismo. E não é a primeira vez que essa gente incita seus seguidores a avançar sobre adversários: José Dirceu, num passado não tão distante, discursou falando que os opositores do PT deveriam “apanhar nas ruas e nas urnas”:

Dias depois, a ordem dele foi atendida e Mário Covas foi agredido.

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