Thiago Cortês

@SouDescortes

Share

Guarulhos gasta R$ 9 milhões para espantar pombos

Vocês se recordam daquela cidade mágica onde a Marcha das Vadias se mete na educação de crianças? Pois bem, Guarulhos também gasta R$ 9,5 milhões para espantar pombos.

Sim, você leu certo.

A Prefeitura de Guarulhos (SP) – comandada pelo petista Sebastião de Almeida – através da sua Secretaria de Educação, contratou o consórcio Robotx-Monte Azul por R$ 9.438.700,00 para que o mesmo instale um “sistema anti-pombos” nas escolas municipais.

Talvez seja o método de espantar pombos mais caro do mundo.

Fujam se quiserem viver, pombos!

Fujam se quiserem viver, pombos!

O Robtx-Monte Azul venceu o pregão realizado em dezembro de 2014 pela Prefeitura de Guarulhos para contratar “empresa especializada para fornecimento de sistema repelente contra pombos com tecnologia de reator de campo eletromagnético”.

Apenas três empresas participaram do pregão: Dedetizadora Bioprag Ltda Me, Pro-Ambiente Gerenciamento e Projetos e o consórcio Robtx-Monte Azul.

Detalhe: o consórcio que venceu o pregão ganhou seu registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica em 29 de janeiro, um mês após a homologação do resultado do pregão. Ou seja: na data do pregão o Robotx-Monte Azul nem sequer existia.

A empresa Rodrigo da Cruz Garcia EPP, que tinha Robotx como nome fantasia, “firmou termo de compromisso e constituição de consórcio” com a Agrícola e Construtora Monte Azul Ltda em 16 de dezembro de 2014. Leia-se: um dia antes da realização do pregão.

Porém, o pregão acabou adiado e só foi realizado uma semana depois, às vésperas do Natal, com o supracitado consórcio vencendo a licitação com uma diferença de apenas R$ 1 mil em relação a segunda colocada, a Pro-Ambiente.

As informações foram obtidas em primeira mão pelo pequeno e corajoso jornal Guarulhos Web e repercutidas timidamente pela não tão corajosa imprensa do Alto Tietê.

O Guarulhos Web fez uma série de reportagens sobre o nebuloso Robotx-Monte Azul e descobriu, entre outras coisas, que o mesmo utilizava indevidamente em seu site os brasões de Prefeituras para as quais jamais prestou qualquer serviço.

Secretário defende contrato

A Secretaria de Educação de Guarulhos é comandada pelo professor Moacir de Souza. O professor Moacir tem duas grandes preocupações nesta vida: levar as questões de gênero para a educação infantil e livrar suas crianças politizadas dos pombos.

"Te dou R$ 9 milhões pra você acabar com isso"

“Pobres crianças! A Prefeitura te dará R$ 9 milhões pra você resolver isso de uma vez”

O professor Moacir de Souza defendeu o contrato firmado em audiência da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) realizada no último dia 08, na Câmara Municipal. Ele explicou que a responsabilidade do contrato é da Secretaria de Assuntos Jurídicos.

“[o sistema] está sendo instalado e está tendo o resultado que a gente esperava. O prazo para que estejam instalados em todas as unidades é de 24 meses. Esse contrato foi assinado no mês de março e tem garantia de 5 anos. O sistema fica permanentemente ligado e é muito simples. Aliás, como toda invenção ela é obvia, só que alguém tem que parar e inventar”, declarou o genial Moacir Souza.

Professor Moacir: mais questões de gênero; menos pombos

Professor Moacir: mais questões de gênero; menos pombos

Pombos têm até 2017 para encontrar um novo lar

Ou seja, a Prefeitura de Guarulhos está desembolsando quase dez milhões por uma “invenção óbvia” cuja finalidade é a de espantar pontos de alguns espaços públicos.

Além disso, o sistema só estará plenamente concluído em março de 2017. Os pombos não precisam se apressar: têm tempo de sobra para procurar novos telhados.

Ah, sim, até lá o petista Sebastião de Almeida (PT) não será mais o prefeito de Guarulhos e seu sucessor assumirá o restante da dívida (R$ 3,5 milhões) com o Robotx-Monte Azul.

"O mundo é bão, Sebastião"

“O mundo é bão, Sebastião”

Mais um dado interessante para reflexão: no ano eleitoral de 2016 os valentes combatentes de pombos receberão R$ 4 milhões dos cofres públicos de Guarulhos.

Os guarulhenses não estão convencidos da existência de tantos pombos na cidade. Mas todo mundo desconfia que existam muitos ratos.

Com informações do Guarulhos Web

 

 

 

O que realmente aconteceu em Guarulhos

Os militantes da Ideologia de Gênero tentaram agredir vereadores em uma audiência pública sobre o tema, em Guarulhos, mas a imprensa nacional diz que os vilões são os pais e mães que lá estiveram para se manifestar pacificamente contra a Ideologia de Gênero.

Os opositores da Ideologia de Gênero que estiveram na audiência em Guarulhos foram classificados pela imprensa como “fundamentalistas”, “ultraconservadores”, etc, pelo simples fato de se manifestarem contra o aparelhamento ideológico da educação fundamental.

Ao contrário de Mônica Bergamo, a especialista em fofoca da Folha, eu estive lá e verifiquei empiricamente que os verdadeiros fundamentalistas eram os militantes que tentaram agredir vereadores e impediram a fala do bispo diocesano, Dom Edmilson Amador Caetano.

Confira as confusões neste vídeo

É como se pais e mães não tivessem o direito de opinar sobre a educação de seus próprios filhos; apenas os militantes teriam esse direito sagrado. Por quê? Porque eles são militantes, ora essa! E assim a mídia trata como aceitável o aparelhamento ideológico.

Para responder a todas essas mentiras, trago abaixo o depoimento do jovem guarulhense Bruno Maria Otenio, morador daquela cidade que esteve na audiência, e que tem mais autoridade do que qualquer jornalista para relatar o que realmente ocorreu:

Bruno Otenio faz intervenção na audiência em Guarulhos

Bruno Otenio faz intervenção na audiência em Guarulhos

“No dia 20 de maio de 2015 ocorreu na Câmara Municipal de Guarulhos uma audiência pública cujo assunto em pauta seria “a inserção da Ideologia de Gênero no Plano Municipal de Educação (PME)”.

Nesta audiência seriam realizadas duas palestras sobre o tema da Ideologia de Gênero, o que infelizmente não aconteceu!

Sim, os convidados a explicarem ao povo sobre a tal Ideologia foram: Profº Felipe Nery – Presidente do Observatório Interamericano de Biopolítica e militante contrário à referida ideologia – e a Profª Silvia Moraes, da UNIFESP, favorável a inserção desta ideologia.

Pois bem, como disse, deveriam acontecer duas palestras sobre o tema, mas só aconteceu uma. Infelizmente a Profª Silvia Moraes não falou do tema gênero talvez, o que acho mais provável, porque não tivesse argumentos suficientes.

Ora, o Profº Felipe Nery fantasticamente apresentou, de forma clara e pedagógica, o que é a Ideologia de Gênero, quais eram as intenções escondidos nesta tentativa de aparelhar a educação e as consequências da sua implantação. Ele apresentou dados de cada país cuja degeneração tem sido visível devido à arbitrariedade de tal absurdo ideológico.

O professor Felipe Nery realizou palestra na famigerada audiência

O professor Felipe Nery realizou palestra na famigerada audiência

 

A Profª Silvia apenas se ateve ao famoso “discurso apelativo, emocional e provocativo”, sem dados, sem conceituações, mas imbuída de sentimentalismos e vitimismos.

Mas o foco mais intrigante desta audiência não foram as colocações de ambos palestrantes, mas a irreverente presença de militantes da Marcha das Vadias, Marcha da Maconha, Coletivo Maria Bonita, Coletivo Fora de Ordem entre outros, que sem um senso mínimo de educação pública causaram confusão e passaram vergonha!

A confusão se deu exatamente por aquilo que eu chamo de “histeria coletiva de analfabetos sociais”. Ora, a Ideologia de Gênero tem por objetivo a desconstrução dos conceitos de sexualidade (masculino e feminino), substituído pela “não-identidade”, isto é, você é ensinado a ser o que você quiser ser, sem necessidade de afirmar alguma sexualidade, pois estas não existem, são invenções culturais.

A própria biologia é colocada em cheque. Absurdo!

As consequências psicológicas também são desconsideradas. E claro a extinção da Família é evidente. Mas os militantes favoráveis a tal ideologia, de forma ignorante, se puseram a defender tal proposta levantando bandeiras feministas e dos lobbys LGBT’s.

O mais hilário é que essas conotações sexuais serão excluídas se for aprovado o ensino de gênero nas escolas, pois não há sexualidade que se possa assumir – segundo os ideólogos.

A Ignorância foi tamanha, que jovens feministas (sic) pediam a exclusão de qualquer ideologia ao tempo que também vociferavam: “retira, retira, retira essa machista, América Latina vai ser toda feminista” (sic). Ora, não queremos ideologia? Mas o que seria o feminismo? A Marcha das Vadias e o Lobby LGBT?

Pediram tanto respeito, mas no momento em que o Bispo Diocesano de Guarulhos, Dom Edmilson Amador Caetano foi se pronunciar, as militantes levantaram suas vozes, com visível ira e raiva, chamando-o de pedófilo, inquisidor, assassino de bruxas! Toda essa hostilidade fez com que o mesmo desistisse de se pronunciar.

Dom Edmilson Caetano, da Diocese de Guarulhos, teve o discurso interrompido

Dom Edmilson Caetano, da Diocese de Guarulhos, teve o discurso interrompido

(Confira aqui o discurso que Dom Edmilson foi impedido de pronunciar)

É importante frisar que o grito, a histeria, a confusão, a desordem são os principais instrumentos usados por tais grupos em qualquer instancia de manifestação e pedido de direitos. Bom este efeito desastroso tem por causa a postura irônica e cínica da Profª Silvia Moraes, que sem argumentos, apenas agitou a sua “galera”.

O que mais me surpreende é que nossas crianças são vistas como instrumentos de uma reengenharia sociocultural que tem por “defensoras” militantes que se autodenominam “vadias”.

Apesar das inúmeras demonstrações de ira da parte da “molecada militante das várias marchas ideológicas”, a verdade prevaleceu.

Os católicos demonstraram força e presença. Alguns evangélicos também se fizeram presentes, e pessoas de bem sem religião puderam finalmente ver quem, de fato, são essas pessoas que levantam uma bandeira que causará a destruição de sua própria ideologia e, pior, causará a extinção total da própria família! Lamentável, mas real. É o mundo tal como desconstruíram!

Encerro meu depoimento com a profética fala de C.S. Lewis em seu livro “Abolição do Homem”:

“A natureza humana será a ultima parte da Natureza a se render ante o homem. A batalha estará então vencida, daí por diante, seremos livres para fazer da nossa espécie aquilo que desejarmos. A batalha estará definitivamente vencida. Mas a pergunta é: quem exatamente a terá vencido?”

 

Banheiro unissex: um atentado contra as mulheres

Não se engane: a instalação de banheiros unissex nas escolas e universidades não representa nenhum avanço em favor das mulheres ou das minorias.

No Brasil moderno você pode defender qualquer bizarrice desde que ela venha embalada em um discurso de “respeito às minorias” ou “combate ao preconceito”.

Foi em nome do “combate ao preconceito” que o Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoções dos Direitos de Lésbicas, Gays, Travestis e Transexuais” publicou, no dia 12 de março, no Diário Oficial da União, a resolução que estabeleceu o seguinte:

“As escolas e universidades, públicas e particulares, devem garantir o uso de banheiros, vestiários e demais espaços segregados acordo com a identidade de gênero de cada sujeito”.

 

Ou seja, a partir de agora, eu e minha barba podemos frequentar os banheiros femininos de escolas e universidades. Para tal, basta que eu me “autoafirme” como um transgênero ou qualquer outra categoria sexual inventada nos últimos 10 minutos.

É claro não há como impedir que oportunistas frequentem o banheiro feminino mediante a alegação de que são transexuais. Qualquer marmanjo que alegue que acordou se sentindo a Julia Roberts poderá dividir o banheiro com as mulheres.

Todos estamos chocados com o caso da menina de 12 anos que foi estuprada no banheiro  de uma escola da Zona Sul de São Paulo. A garotinha foi abusada por três colegas (menores de idade), por quase uma hora, sem que nenhum funcionário notasse.

Dá pra imaginar o quanto este cenário vai piorar quando os banheiros de todas as escolas do Brasil forem transformados em locais de convívio entre meninos e meninas – em nome, é claro, do combate ao preconceito.

Banheiro por “identificação de gênero” é uma ficção vulgar. O que está sendo proposto é que escolas e universidades tenham banheiros U-N-I-S-S-E-X.

Fachadas

Ideólogos disfarçados de jornalistas ou travestidos de pedagogos estão inundando as redes sociais com suas típicas frases-de-para-choque-de-caminhão que justificam o banheiro unissex a partir do “combate ao preconceito”.

Banheiros após inertenvção de "coletivos" na UFRN

Banheiros da UFRN após intervenção de “coletivos”

A manipulação da linguagem não é um fenômeno moderno. Desde a Grécia Antiga os sofistas já sabiam que a retórica pode solapar a verdade no discurso público. É por isso que os militantes corrompem palavras e conceitos para defender suas teses perniciosas.

“O ideólogo usa fachadas para esconder suas reais intenções. Ele nunca é sincero. Veja o caso, por exemplo, do banheiro unissex. É defendido a partir da ideia de direitos das mulheres. Na verdade, é um atentado contra as mulheres que agora terão que dividir o banheiro com qualquer homem que alega que se sente uma mulher”, explicou o professor Felipe Nery, presidente do Observatório Interamericano de Biopolítica.

Relativismo

Felipe Nery também destaca uma nefasta característica da neutralidade de gênero: o relativismo que, gradualmente, nos levará ao vale-tudo da sexualidade. A pedofilia, lembrou, já começa a ser chamada por progressistas de “amor entre gerações”…

O gênero sexual é um dado da natureza assim como a altura ou o peso. Negar que você é homem ou mulher faz tanto sentido quanto negar que é alto ou magro.

Até mesmo a moderna psicologia evolucionista – odiada pelos religiosos por sua natureza darwinista – diz claramente que há diferenças naturais (biológicas e psicológicas) entre homens e mulheres e ri dos acadêmicos que falam em “construção social”.

Os ideólogos, contudo, querem reduzir o gênero sexual a uma mera invenção cultural da sociedade patriarcal que deve ser destruída em nome da liberdade e etc.

Mas eu aposto que os militantes de gênero sofrerão a humilhação de enfrentar uma forte resistência das mulheres. Chegará o dia em que os “militantes da tolerância” serão desmascarados justamente por aqueles que dizem representar.

Não serão os políticos que derrotarão o lobby do gênero: serão as mulheres – mães, esposas, filhas – que se levantarão contra esta bestialidade que (como tudo que começa na academia) foi parar no banheiro.

 

Guarulhos: onde a Marcha das Vadias se mete na educação de crianças

Uma batalha campal marcou a audiência pública que discutiu a inserção da Ideologia de Gênero na educação fundamental em Guarulhos. O evento foi tomado por hordas de militantes sem qualquer ligação com a educação de crianças e jovens.

Realizada na noite de quarta-feira, 20, na Câmara Municipal de Guarulhos, a audiência serviu para provar que a educação fundamental – voltada a crianças e adolescentes – é um dos grandes alvos das militâncias organizadas.

A Ideologia de Gênero é a nova arma dos movimentos que querem destruir a família. Ela propõe que as diferenças entre homens e mulheres são apenas invenções culturais e não há nenhuma diferença biológica ou natural entre os sexos.

Para se ter uma ideia do nível de interesse dos militantes pela educação fundamental, basta destacar que a audiência pública de Guarulhos atraiu os representante dos seguintes “movimentos”:

Marcha da Maconha

Marcha das Vadias

Marcha Mundial de Mulheres

Movimento Passe Livre

Coletivo Fora da Ordem

Coletivo Quilombo Raça e Classe

Sim, até mesmo as autoproclamadas Vadias apareceram lá para dar seus pitacos sobre a educação de crianças e adolescentes. Parece surreal, mas é apenas o Brasil.

É claro, as autodenominadas Vadias estavam lá pra dar seu apoio à Ideologia de Gênero, vaiar os palestrantes e ofender quem ousasse discordar delas.

Óbvio que o a visão de pessoas com este perfil é valiosíssima para a construção do plano de educação votado às crianças de adolescentes de Guarulhos:

Ah, sim, um detalhe: Guarulhos é governada pelo petista Sebastião de Almeida.

Sebatião de Almeida, o petista que desgoverna Guarulhos, e Dilma, que destrói o Brasil

Sebatião de Almeida, o petista que desgoverna Guarulhos, e Dilma Roussef, a petista que destrói o Brasil. O petismo comanda ambos há mais de uma década

Os militantes estavam lá para respaldar aquilo que já é uma vontade consolidada da gestão petista: levar a doutrinação ideológica para as salas de aula. Para tal, militantes e Prefeitura recorrem aos clichês da “luta pela tolerância” e “respeito ao diferente”.

Guarulhos é um retrato do que ocorre agora mesmo nas demais cidades do Brasil. Os municípios têm até 24 de junho para aprovar seus Planos Municipais de Educação com a realização de audiências públicas nas próximas semanas.

Para ter validade legal, o PME precisa ser aprovado pelas Câmaras Municipais.  É aí que entram as militâncias organizadas cujo trabalho é pressionar os vereadores e hostilizar qualquer um que se oponha à inserção da Ideologia de Gênero nas escolas.

Batalha campal

Convidado a prestigiar o evento, o bispo diocesano de Guarulhos, Dom Edmilson Amador Caetano, foi impedido de falar pelos militantes presentes na audiência, que despejaram um festival de ofensas e xingamentos contra ele.

O bispo nem sequer havia se posicionado sobre o tema quando começaram as hostilidades. Uma das feministas presentes gritou: “Ele é bispo e o Estado é laico. Ele não pode falar aqui!”. Os católicos presentes também foram hostilizados.

Confira os Militantes “da tolerância” em Guarulhos!

Todas as vezes nas quais alguém mencionava um princípio moral básico – sem qualquer proselitismo religioso – era acusado de estar violando a laicidade que deve imperar na Câmara Municipal de Guarulhos.

O evento foi interrompido em diversos momentos por conta da agressividade dos militantes que lá estavam, supostamente, para “defender a tolerância”.

Militantes contra o povo

Choveram ofensas contra a religião das pessoas comuns que, com muito esforço (ao contrário dos militantes profissionais, a maioria das pessoas trabalha e não têm tempo pra debates) lotaram o plenário da Câmara de Guarulhos.

Eis a interpretação da esquerda sobre Estado Laico: todos podem participar do debate público, menos as pessoas comuns dotadas de crenças religiosas. Estas devem ser apartadas do debate porque – ao contrário dos militantes profissionais – não são vinculadas a qualquer movimento, partido ou ideologia.

São apenas pessoas comuns defendendo seus valores morais. Gente sem carteirinha de partido disposta a participar do debate público manifestando seus princípios pessoais e religiosos. Para a esquerda, isso é violar o Estado Laico.

Para os militantes que tomaram a Câmara de Guarulhos na fatídica noite de 20 de maio, os religiosos deveriam ser confinados em leprosários e autorizados a sair de lá apenas pagar os impostos que sustentam, inclusive, a estrutura de doutrinação.

São os militantes –  e não os pais ou professores – que devem decidir por meio de seus especialistas amestrados o que as crianças devem aprender nas escolas.

Apesar de toda a hostilidade, o professor Felipe Nery – palestrante convidado a falar sobre o tema, o que fez de forma absolutamente civilizada – deixou seu recado:

“Por ter estudado a fundo as consequências negativas da implantação da Ideologia de Gênero em outros países, e perceber que tal ideologia cria uma sociedade relativista, me oponho a inclusão da mesma nas escolas. Não estou sozinho; a entidade que presido, Observatório Interamericano de Biopolítica, conta com a participação de 160 mil professores que não querem ser instrumentalizados”.

 

 

 

Página 8 de 1012345678910