Thiago Cortês

@SouDescortes

Share

Elogiemos as pessoas decentes

 “Todo homem decente se envergonha do governo sob o qual vive” –  H.L. Mecken

Nunca antes na história deste País as pessoas decentes foram tão ultrajadas, depreciadas, caluniadas, desrespeitadas e atacadas justamente por causa do seu caráter.

O que explica os ataques verbais diários e as ameaças de violência física lançadas contra a parcela da população que protesta contra um governo corrupto que instrumentaliza o Estado em benefício de uma minoria de aliados e apadrinhados?

A Marcha das Margaridas foi financiada com dinheiro público, assim como o churrasco que reuniu meia dúzia de pelegos no Instituto Lula. Já os protestos dos “coxinhas” reuniram centenas de milhares de pessoas que protestaram de graça contra Dilma.

11891066_10206797761196509_2879196342339930579_n

Fotos: Silvio Medeiros

Detalhe: em São Paulo mais de 800 mil pessoas foram voluntariamente se manifestar contra o Dilma e o PT: não teve churrasco, pão com mortadela ou dinheiro público.

Penso que é justamente isso o que perturba os petistas: eles sempre usaram movimentos sociais, sindicatos e entidades compráveis e compradas para usar o povo mais pobre como gado, mas agora, visivelmente, perderam o controle das ruas.

Se o movimento contra Dilma fosse formado por sindicatos e entidades tradicionais, suas lideranças certamente estariam, neste momento, negociando benesses, verbas e cargos em Brasília em troca de mais flexibilidade e de um discurso moderado.

É este o modus operandis da vagabundagem sindical: atacar, negociar, assoprar.

Mas nem toda a mortadela ou dinheiro do mundo pode comprar quem não se vende. É o que tira o sono dos mandatários e seus aliados: gente na rua com quem não se negocia.

São trabalhadores, estudantes e profissionais liberais, jovens, adultos, idosos, de todas as camadas sociais, que não dependem de esmolas do governo para viver – ao contrário da pilantragem organizada dos sindicatos e entidades que vivem às nossas custas.

O governo Dilma planeja aumentar impostos, ameaça direitos previdenciários e trabalhistas, coloca seus papagaios no Senado para defender a proposta de uma “nova CPMF”.

11863380_10206797751596269_1554007208304484203_n

Fotos: Silvio Medeiros

Porém, para horror das pessoas que trabalham e pagam impostos, Dilma mantém os 39 ministérios que custam R$ 400 bilhões por ano, metade disso usado na folha de pagamento de cerca de 100 mil cargos de confiança – dos quais a gente sempre desconfia.

Tudo isso pago pelo povo e contra a vontade do povo. Apenas um mau caráter como o ministro Edinho Silva é capaz de afirmar publicamente que as pessoas que protestam contra toda essa podridão têm como objetivo defender o fim da democracia.

Apenas um governo flagrantemente indecente faz do seu porta-voz um deputado cujo assessor foi flagrado com dinheiro escondido na cueca (José Guimarães).

11898936_10206797735835875_1783528322749254192_n

Fotos: Silvio Medeiros

É hora de dizer claramente que o Brasil hoje se divide não entre tucanos e petistas, coxinhas e militantes, mas simplesmente entre pessoas decentes e aquelas sustentadas pelo governo.

Os que protestam nas ruas são atacados pela mídia, pelas autoridades públicas, sindicatos, artistas da TV e até por cardeais do PSDB. Mas não desanimam ou retrocedem da luta.

Não importa. A verdade é esta: as pessoas decentes sempre se envergonham do governo sob o qual vivem. E não há churrasco ideológico que dê jeito nisso.

 

 

Dia D contra a ideologia de gênero em SP

A sociedade civil se manifestou em peso contra a implantação da ideologia de gênero na rede municipal de ensino de São Paulo. Mas os vereadores de esquerda não respeitam a vontade do povo e pretendem reverter as vitórias da sociedade em votação na terça-feira, dia 11.

Em São Paulo as audiências públicas sobre o Plano Municipal de Educação (PME) atraíram centenas de pais, mães e cidadãos preocupados com o bem estar das crianças. Todos se expressaram claramente contra a ideologia de gênero.

É claro que as audiências também atraíram os militantes amestrados de sempre, mas em um número insignificante. Os ventríloquos lá compareceram para exigir que a educação infantil seja oficializada como campo fértil de doutrinação ideológica.

Os militantes, contudo, foram suplantados pela voz firme e vibrante da maioria que disse “Não!” ao plano de perversão da educação infantil.  A batalha pela opinião pública foi vencida pelos homens e mulheres de boa vontade e, acima de tudo, de bom senso.

Porém, outra batalha se avizinha e, desta vez, o confronto se dá estritamente no campo político. A Câmara Municipal de São Paulo vota em plenário na terça-feira, 11, às 15h00, o Plano Municipal de Educação. E, é claro, vereadores de esquerda querem dar o golpe.

O povo disse "Não!" ao PME com ideologia de gênero, mas há quem queira dar um golpe!

O povo disse “Não!” ao PME com ideologia de gênero, mas há quem queira dar um golpe!

O golpe consiste em reinserir a Ideologia de Gênero no texto do PME, ignorando solenemente a vontade da sociedade civil, atropelando as decisões anteriores do legislativo municipal sobre o tema e silenciando a voz dos pais que não querem tal ideologia no ensino dos filhos.

É de fundamental importância que aqueles que puderem ir compareçam na sessão de terça e reafirmem sua contrariedade diante de qualquer tentativa de manipulação da educação infantil.

A sessão de terça-feira, dia 11, começa às 15h00, mas é recomendável que se chegue muito antes, a partir de 12h00, para ocupar os espaços da Casa. Se você puder, chegue antes.

Esta é uma das batalhas mais importantes contra a Ideologia de Gênero no Brasil e na América Latina. Se a cidade de São Paulo cair sob as mãos dos engenheiros sociais do gênero, a porta será aberta para uma reversão brutal das vitórias das famílias contra a ideologia.

 

 

 

Jesus não é sua puta

“O falso cristo é o cristo dos padres de passeata. Há um cristo de passeata que é mais falso do que Judas. É a igreja dos padres de passeata. Eu sou cristão, mas não me venham falsificar Cristo como uísque nacional” – Nelson Rodrigues

Os padres de passeata se multiplicam como ratos. Agora também infestam as igrejas os pastores de abaixo-assinado que fazem de Cristo sua meretriz ideológica.

Leonardo Boff, Frei Betto, Ed Rene Kivitz, Ariovaldo Ramos: são muitos os “cristãos” que reduzem o Cristo ao papel de militante de esquerda incompreendido.

Para eles, Jesus era uma espécie de socialista primitivo que fazia milagres. (Spoiler: não era).

Querem encaixar Cristo – segundo a Bíblia, o filho de Deus e o próprio Deus encarnado – em uma categoria moderna (“comunista”, “esquerdista”, “socialista”) como se a natureza divina fosse passível de rotulação e facilmente conhecível pelos homens.

É absurdamente vulgar olhar para o Deus de Israel com os olhos da ideologia, os pés fincados na modernidade, e a alma corrompida pela superficialidade das “causas”, agendas e preconceitos seculares que inventamos há 10 minutos.

Deus não é socialista, conservador, católico ou protestante.

Deus é incognoscível. Sua natureza é um mistério. Logo, Ele não pode ser encaixado em categorias modernas ou que refletem determinada época, cultura ou ideologia.

O filósofo judeu Maimônides ensinava que nem sequer devemos atribuir características positivas a Deus, pois tal expediente conduz ao politeísmo e à idolatria.

Mas os padres de passeata e os pastores de abaixo-assinado não querem saber de questões teológicas profundas. Querem é instrumentalizar Cristo para sua agenda política.

Jesus no jogo de várzea

Progressistas querem que Cristo entre em campo para o Fla X Flu político de ocasião. Eles têm uma postura política progressista porque o deus deles é um militante progressista.

Os pastores de abaixo-assinado fazem de Cristo mascote de suas campanhas ideológicas nas redes sociais e infiltram conceitos marxistas como a mais-valia na teologia.

"Jesus era comunista. E ria das piadas do Duvivier".

“Jesus era comunista. E Ele até mesmo ria das piadas do Duvivier”.

Eles usam Cristo como uma prostituta que pode ser compartilhada para referendar causas seculares ideológicas que os fazem parecer politicamente corretos.

Não por acaso, Gregório Duvivier escreveu em um artigo risível que Cristo veio a Terra na forma de prostitua e não foi reconhecido. (Não vou linkar para não gerar mais buzz).

A ideologia tem esse imenso poder de reduzir todo o universo conhecido à lógica perversa do “nós contra eles”. E Duvivier convocou Cristo para jogar no seu time.

Não me ofendeu. O que me ofende é seu texto ser multiplicado por crentes inteligentinhos como Kivitz que, em seu twitter, vive acusando líderes evangélicos de usar a lógica do “nós contra eles”, mas replica e aprova um texto que parte da mesmíssima premissa.

O pastor da Igreja Batista de Água Branca – frequentada pela classe média alta – referendou a tática do ateu Duvivier que literalmente afirmou que Jesus é uma puta.

Nada contra prostitutas: elas são bem melhores do que as feministas.

Mas reduzir Cristo ao papel de militante de uma ideologia política – seja ela qual for – é como arrancar Deus das glórias dos céus e obrigá-Lo a tomar partido entre PT e PSDB, Flamengo e Fluminense, Corinthians e São Paulo, Boechat e Malafaia.

É uma forma muito simplista de pensar Deus. Espero isso de um moderninho como o Duvivier. O que me espanta é Kivitz pensar o mesmo. Mais um pastor de abaixo-assinado…

O deus de Kivitz reside em uma releitura politicamente correta da Bíblia. Nela, tudo o que contraria preconceitos seculares é eliminado. Basta higienizar a Bíblia, “politizar” Cristo, descartar o Antigo Testamento e, voilá, temos o deus de Kivtz.

Perversão da teologia

Nos anos 1960 o anjo pornográfico Nelson Rodrigues já alertava para a corrupção da teologia pela política e a ideologia. Os padres de passeata já haviam saído do esgoto.

Ele profetizou que Deus seria tratado como uma “mascote” de ideologias pelos supostos cristãos que confundem Cuba com o Reino de Deus e Jesus com Che Guevara.

"O padre de passeata traiu a Igreja, traiu Cristo, traiu Deus."

Nelson Rodrigues: “O padre de passeata traiu a Igreja, traiu Cristo, traiu Deus.”

O famigerado Dom Helder Câmara era a síntese da denúncia de Nelson. Um santinho como Kivitz que, do conforto de sua igreja e com cara de anjinho, afanava ideólogos e piscava para comunistas, mas sem nunca sujar o shortinho:

“D. Helder já esqueceu tanto a letra do Hino Nacional quanto a da Ave-Maria. Prega a luta armada, a aliança do marxismo e do cristianismo. Se ele pegasse uma carabina e fosse para o mato, ou para o terreno baldio, dando tiros em todas as direções, como um Tom Mix, estaria arriscando a pele, assumindo uma responsabilidade trágica e eu não diria nada. Mas não faz isso e se protege com a batina. Sabe que um D. Helder sem batina, não resistiria um segundo. Nem um cachorro vira-lata o seguiria”.

Em “Os Dez Mandamentos – Mais Um”, o filósofo ateu Luiz Felipe Pondé atesta que a teologia dos nossos dias é um combo de filosofias seculares e ideologias políticas:

“O mundo está repleto de descrentes que compreendem melhor a Bíblia do que os teólogos. Tanto mais que, atualmente, a teologia se tornou a ‘louca da casa’, envergonhada de sua própria fé. Transformou-se em lacaia das modas intelectuais, querendo ser aceita por marxistas, freudianos e foucaultianos”.

É por isso que padres de passeata e pastores de abaixo-assinado aderem tão facilmente às modas intelectuais: têm vergonha do cristianismo puro e simples.

 

Racismo de esquerda?

A esquerda costuma tratar como capitão-do-mato todo negro que se opõe a ela.

Já aconteceu com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa – o carrasco dos mensaleiros – e agora com o professor Paulo Cruz, que contestou a cantora Daniela Mercury, para quem a redução da idade penal é um “extermínio dos negros” (sic).

rdigi

Para o progressista de plantão, os negros são seus aliados naturais e ele busca neles o apoio moral para suas teses. A cor da pele do interlocutor, contudo, é usada contra ele quando este se revela um opositor dos dogmas da esquerda.

É interessante notar que o progressista vive a dizer que a cor da pele não importa, mas a verdade é que a cor da pele dos outros nunca lhe passa desapercebida.

O progressista padrão é dotado de um radar que tenta identificar em poucos segundos a cor da pele, a classe social e a opção sexual do interlocutor.

A lógica binária das mentes progressistas impede que seus portadores saibam lidar com a diversidade. Negros conservadores como Thomas Sowell e homossexuais de direita como Clodovil são anomalias no mundo preto-e-branco dos progressistas.

A esquerda não permite que negros divirjam dela. E entende que a cor da pele de todo indivíduo é sua jaula ideológica. É negro? Tem que ser de esquerda!

Por isso o jovem negro Fernando Holiday foi brutalmente ofendido. A esquerda reduz o indivíduo a sua cor de pele e faz dela a sua jaula ideológica. Holiday é negro? Não pode ser de direita!

Odio_FernandoHoliday

O progressista pensa que os negros são vulneráveis e que devemos tratá-los com a gentileza discriminatória que dispensamos às crianças. E não importa o que os negros pensem a respeito: nenhuma criança sabe o que é melhor para si mesma.

É por isso que podemos testemunhar situações bizarras como o “diálogo” impetuoso entre Daniela Mercury e um negro para quem a redução da idade penal não significa o encarceramento em massa de negros.

Na tentativa de afirmar sua superioridade moral, a cantora partiu para a hipérbole política e afirmou que reduzir a idade penal é coisa de quem quer “exterminar negros e pobres”.

racismo de esquerda

Ao reduzir toda a problemática da idade penal a uma forçada associação com negros e pobres, Mercury deixa subentendido o que ela realmente pensa dos negros e pobres.

Paulo Cruz, um negro, contestou a frase absurda de Daniela Mercury, recebeu um evasivo “me respeite” e ficou falando sozinho.

Pouco depois, um perfil de fãs da cantora conclamou os “mercuryanos” a denunciar o perfil de Paulo! Qual seria o conteúdo da denúncia? “Ele é negro, mas não é de esquerda”?

Apelona

Preconceituoso prafrentex

A necessidade imperiosa de bancar o cafetão das minorias – para usar a brilhante expressão de Alexandre Borges – faz o progressista negar o fato de que negros, homossexuais e pobres não são obrigador a assumir determinada visão de mundo por causa da sua cor, opção sexual ou origem social. O progressista é um preconceituoso politicamente correto.

Isso me faz refletir: será que existe um racismo de esquerda? Politicamente correto?

ViwrwdFx1wuNej01H72BYDl72eJkfbmt4t8yenImKBVvK0kTmF0xjctABnaLJIm9

 

A tentativa da esquerda de associar a redução da idade penal aos negros esconde uma premissa…racista. Ora, existem muitos negros e pobres no Brasil, mas apenas uma minoria deles comete crimes, acreditem ou não os esquerdistas.

Aliás, não são “os negros” que vão para a cadeia; são os criminosos, sejam eles negros, brancos, asiáticos ou coloridos.

O que sei é que os supostos defensores de minorias não têm mandato para falar em nome daqueles que supostamente representam. Falam apenas em nome de sua ideologia.

Indignação Seletiva

E sei que associar a redução da idade penal à hipótese de encarceramento em massa de negros é um preconceito às avessas.

É feio ter que repetir isso para progressistas, mas vamos lá: galerinha prafrentex, os negros não são bandidos em potencial. Por favor, aceitem isso.

 

 

 

 

 

Página 7 de 1012345678910