Thiago Cortês

@SouDescortes

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Petistas em desespero

Hoje é fácil identificar um petista nas redes sociais. É o cara resignado que prega que somos todos – eu, você, sua mãe, a minha, nossos amigos e familiares – igualmente canalhas e que todos os governos foram e/ou são corruptos.

Diante das evidências e acusações diárias de corrupção no governo Dilma, o petista rememora o escândalo no governo Nixon, o primo crente que roubava a avó, o vizinho tucano que, vez ou outra, passeia com seu cachorro, mas não recolhe as fezes etc…

Os petistas refugiaram-se no medíocre e folhetinesco nicho da crítica comportamental: “O Fábio Jr. critica a Dilma, mas já casou seis vezes!”; “Meu cunhado é conservador, mas furou a fila no banco!”.

Foto compartilhada no facebook

Foto compartilhada no facebook

A esquerda anda tão desesperada que precisa flagrar um antipetista cometendo infração de trânsito para tentar vender a ideia de que habitamos o mesmo lamaçal daqueles que roubam bilhões e interrompem protestos pacíficos com facadas.

É uma tentativa, desesperada, de nivelar a todos por baixo. Diante dos escândalos de corrupção, agora só resta ao petista devolver: “Mas não somos todos corruptos?”.

A antropologia petista ensina que todos os brasileiros sofrem de um caráter defeituoso, uma espécie de “mal da raça”, e utilizam tal crença contra a própria política.

É por isso que os militantes se retiraram do debate político e agora só conseguem articular críticas comportamentais e ataques pessoais contra seus adversários.

É por isso que o programa “CQC” agora se dedica ao papel inquisitorial de enviar repórteres para confrontar pessoas que publicam opiniões politicamente incorretas nas redes.

Eles trocaram a política pela missão de provar que não temos moral para criticar seus governantes, e passam o dia caçando racistas, xenófobos, ultrarreacionários, etc.

Os petistas estão no bunker, amedrontados, ouvindo os últimos delírios do seu líder antes carismático e agora decadente. Só lhes resta procurar os “traidores”.

 

Quem matou os 56 mil?

O ativismo de facebook tem uma nova causa: a chacina de Osasco/Barueri.

Os ataques ocorridos em 13 de agosto nas cidades de Osasco e Barueri resultaram em 19 homicídios. Em pouco mais de duas horas, atiradores atacaram dez locais diferentes nas duas cidades. Suspeita-se da participação de policiais no caso, que segue aberto.

Embora existam indícios da participação de policiais nos ataques, a Secretaria da Segurança Pública ainda não descartou o envolvimento do crime organizado.

Ora, a esquerda é especialista em apontar culpados e culpar suspeitos mesmo quando os inquéritos ainda estão abertos. Basta lembrarmos a morte do jovem Kaique Augusto dos Santos, encontrado desfigurado embaixo de um viaduto no centro de São Paulo.

Na época, Jean Wyllys nem sequer esperou qualquer conclusão do trabalho pericial para afirmar que se tratava de um “ataque de homofobia” e, desta forma, usou o garoto morto como cabo eleitoral. Pouco tempo depois do circo de Wyllys, a própria família de Kaique se convenceu de que o jovem havia cometido suicídio.

Foto: revista VEJA

O jovem Kaique: usado como cabo eleitoral por Jean Wyllys. Foto: revista VEJA

Diante da possibilidade de envolvimento de policiais na chacina, a esquerda novamente despertou para a trágica realidade da violência no Brasil. Mas trata-se apenas de mais uma oportunidade para o ativismo-fotos-com-legenda de acusações genéricas.

A investigação sobre a chacina de Osasco/Barueri esbarrou em um dado peculiar: as cápsulas de munições deflagradas nos ataques são de uso restrito, ou seja, só podem ser utilizadas pelas Forças Armadas, policiais e por guardas civis metropolitanos.

Na maioria quase absoluta dos homicídios cometidos no Brasil são utilizadas armas e munições que são contrabandeadas sem grandes dificuldades pelas nossas fronteiras. Dados levantados pelo Ministério da Justiça (MJ) no início da década de 2010 revelaram que mais da metade das armas que circulam no país é oriunda do tráfico.

Quem matou os 56 mil?

A fronteira brasileira tem 17 mil km de extensão e faz a divisa de 11 Estados com 10 países, um vasto território explorado por traficantes de armas e drogas.

O governo federal nunca levou a sério a conexão entre as mortes nas cidades e os enormes buracos nas fronteiras.

Em 2011, por exemplo, o governo Dilma fez um corte no orçamento da Polícia Federal que afetou a fiscalização policial nas regiões fronteiriças. O corte de verbas facilitou a vida dos narcotraficantes e dos contrabandistas de armas.

Em 2011 até mesmo a governista Folha de S. Paulo criticou em editorial:

“Parecem preocupantes os relatos de agentes da Polícia Federal de que cortes no orçamento da instituição neste ano, determinados pelo governo Dilma Rousseff como parte do esforço fiscal, têm afetado a fiscalização nas fronteiras”

Os problemas com as fronteiras já eram evidentes no governo Lula e antes, mas nada foi feito. Qual foi o resultado prático de décadas de negligência diante do problema?

Em 2012 o Brasil quebrou um recorde: teve o maior número de pessoas mortas em um ano, segundo dados do Mapa da Violência 2014, que compilou dados de 2012. Ao todo, foram 56.337 mortes, o maior número desde 1980.

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Gráfico: Revista Veja

Os mais de 56 mil homicídios registrados em 2012 resultam em uma média de 154 mortes por dia. O total supera o de vítimas no conflito da Chechênia, que durou de 1994 a 1996. O crime mata mais por dia no Brasil do que o conflito entre Israel e Palestina.

Para a esquerda, não interessam os 154 mortos por dia. Só os 19 que supostamente foram assassinados por policiais, que já foram presos pela Corregedoria.

Em 2014 o Brasil foi considerado o país com o maior número de homicídios no mundo, segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra. De cada 100 assassinatos no mundo, 13 são no Brasil.

Para a OMS, na verdade aconteceram mais 64 mil homicídios no Brasil em 2012. O governo federal, é claro, contesta a informação.

Gráfico: Globo News

Gráfico: Globo News

Segundo os padrões da OMS, a violência no Brasil pode ser considerada “epidêmica”. E, obviamente, o contrabando de armas pelas fronteiras tem papel fundamental nesta trágica realidade. Porém, a esquerda jamais perguntará: quem matou os 56 mil?

A violência urbana só vira pauta para o ativismo de sofá quando representa uma oportunidade para partidarização ou munição para a campanha de ódio e intolerância contra policiais.

Aliás, as ONGS que pedem que não se julgue ninguém pela cor de pele estão sempre julgando as pessoas pela farda que vestem. Para elas, todo policial é culpado até que se prove o contrário. Ou mesmo que não se prove o contrário.

É uma pena que a esquerda brasileira não esteja à altura das questões urgentes que afetam a todos nós. O ativismo de facebook é seletivo, oportunista e irrelevante.

 

 

 

 

Contra as palmadas e pelo infanticídio: eis a esquerda

Para a esquerda brasileira, um bebê vale menos do que uma tradição. A vida humana vale menos do que uma cultura. E comunidades têm o direito de exterminar crianças.

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite de quarta, 26, o Projeto de Lei 1057/07, também conhecido como Lei Muwaji, que coíbe a bárbara e sanguinária prática do infanticídio em comunidades indígenas.

Pelo texto aprovado, que altera o Estatuto do Índio, cabe ao Estado agir para proteger crianças, adolescentes, mulheres, deficientes e idosos de práticas que atentem contra a vida. O projeto segue agora para o Senado.

Explica-se: em certas culturas indígenas, crianças que nascem com deficiências são enterradas vivas. Em algumas culturas, quando nascem gêmeos (acredita-se que um deles é o demônio), os pais também são obrigados a se livrarem de um dos filhos.

Crianças deficientes são enterradas vivas com apoio do PT, PV, PCdoB e PSOL

Crianças deficientes são enterradas vivas com apoio do PT, PV, PCdoB e PSOL

Parece óbvio que todo ser humano em pleno uso das suas faculdades mentais e dotado de caráter deve se opor a esses atos bárbaros. Não é o caso dos deputados do PT, PSOL , PC do B e PV que votaram contra a Lei Muwaji e em defesa do barbarismo.

A proposta foi aprovada por 361 votos a favor, 84 contra e nove abstenções. Os que votaram contra, é claro, são todos das fileiras da esquerda, incluindo os verdes.

O projeto foi batizado de Lei Muwaji em homenagem a uma mãe indígena que se revoltou contra sua tribo e salvou a vida da filha, Rarani, que seria morta por ter nascido com deficiência física. Para os esquerdistas, Rarani deveria estar morta.

Muwaji e Rarani: para a esquerda, a menina deveria estar morta

Muwaji e Rarani: para a esquerda, a vida da menina nada vale

Vale aqui lembrar: são os mesmos esquerdistas patéticos que se apressaram em apoiar o horrendo projeto de lei que criminaliza a palmada.  São os mesmos partidos que acham que um pai não tem direito sobre a educação do próprio filho.

Na cabeça deles, índios têm o direito de matar seus filhos, mas nós não temos o direito de educar nossos filhos com aquelas palmadinhas pedagógicas…

Montagem encontrada no facebook

PSOL: contra as palmadas; em defesa do infanticídio. Montagem encontrada no facebook

A esquizofrenia moral da esquerda foi dissecada no breve, mas mordaz comentário de uma amiga, Talita Ferreira, que é mãe e não concebe como o “respeito à tolerância” pode justificar enterrar crianças vivas:

“Jean Wyllys acredita que devemos respeitar todas as culturas e aceitar práticas como o infanticídio em nome da tolerância. Sr. Deputado, devemos também respeitar culturas onde é crime ser homossexual e tolerar que gays sejam enforcados ou jogados do alto de prédios?”

A sua brilhante pergunta me lembra de algo que dizia Sir Karl Popper, um saudoso liberal para quem temos de proclamar, em nome da tolerância, o direito de não sermos tolerantes com os intolerantes. Jamais.

Devemos tolerar culturas que enforcam gays?

Devemos também “tolerar” as culturas que enforcam gays?

Os novos eugenistas

Os petistas, seus filhos e primos ideológicos estão dizendo que entendem que a vida de uma criança indígena vale menos do que a vida de uma criança brasileira. Em uma escala de direito à vida, as crianças indígenas estão abaixo de zero.

Os neo-eugenistas do PT, PV, PCdoB e PSOL partem de um relativismo moral selvagem – calcado no pior da antropologia – para dizer que não temos o direito de intervir em uma cultura já constituída – com seus ritos, hábitos e tradições – só para salvar algumas tantas crianças cujas vidas são desvalorizadas pelos seus próprios povos.

Alguém poderia ter dito que os Aliados não tinham o direito de intervir na cultura alemã – com seus ritos, hábitos e tradições – para salvar uns tantos judeus.

Eugenia é eugenia em qualquer lugar, na Alemanha nazista ou na tribo indígena

Eugenia é eugenia em qualquer lugar, na Alemanha nazista dos anos 1940 ou nas tribos indígenas do Brasil do século 21

Os defensores da eugenia em comunidades indígenas em nada diferem dos defensores da eugenia na Alemanha nazista. Ambos se baseiam em considerações filosóficas para defender que a vida de um indivíduo de determinado grupo vale menos.

É claro que PT, PV, PSOL e PCdoB farão pressão no Senado contra a Lei Muwaji. É imperativo que as pessoas mentalmente sãs, moralmente ativas, que acreditam que nenhuma tradição é mais importante do que a vida de uma criança fiquem alertas sobre os desdobramentos no Senado.

Os canalhas não tiram férias. Nós também não podemos.

São Paulo derrotou a Ideologia de Gênero

O dia de 25 de agosto de 2015 foi histórico. Foi o dia em que pais, mães, estudantes, professores, e cidadãos de todas as crenças ocuparam a Câmara Municipal de São Paulo para derrotar o lobby organizado da Ideologia de Gênero.

É claro que agora cabe ao prefeito Fernando Haddad (PT) aprovar ou vetar o texto do PME, mas (pelo que se ouve nos bastidores) é improvável que o faça. O ônus político seria enorme não só para ele, mas para seu fragilizado partido.

A última votação do Plano Municipal de Educação (PME) mobilizou centenas de paulistanos contrários à doutrinação ideológica travestida de combate ao preconceito que, se dependesse dos engenheiros sociais, militantes e ideólogos de esquerda, dominaria o ensino municipal pela próxima década.

Foto: Missão Tarso

Foto: Missão Tarso

Na Câmara Municipal foram 44 votos contra a doutrinação ideológica e apenas quatro favoráveis – dos vereadores Cláudio Fonseca (PPS), Juliana Cardoso (PT), Netinho de Paula (PDT) e Toninho Vespoli (PSOL). Venceu o PME sem doutrinação.

Juliana Cardoso e Toninho Vespoli tentaram, em seus discursos, associar a doutrinação ideológica ao combate ao preconceito. Sem sucesso. Os pais e mães que lá estavam já estavam vacinados contra este apelo infundado e mentiroso.

Quando alertados sobre o que é a Ideologia de Gênero – que consiste, basicamente, na desconstrução dos papéis masculino e feminino e, por extensão, da família – os pais e mães de alunos da educação fundamental rejeitam por completo tal proposta.

A Ideologia de Gênero tem objetivos políticos e sociais claros – começam com a desconstrução da normatividade sexual e terminam na tentativa de desconstrução da família – e todos eles passam longe do combate ao preconceito.

Aliás, nos países onde a Ideologia de Gênero já se configura como doutrina oficial do Estado os pais que discordam dela agora são presos como criminosos.

Não há nada que justifique moralmente, no sentido amplo, a Ideologia de Gênero. Ela é apenas produto de intelectuais que travam uma guerra ideológica contra a família.

Como vencemos?

A guerra não acabou. Mas na batalha de São Paulo eles foram derrotados. Não é uma batalha qualquer: São Paulo é a maior metrópole do Brasil e da América Latina, e sedia uma das maiores redes públicas de ensino do continente.

Vale acrescentar que, além da capital, a Ideologia de Gênero foi derrotada, de forma acachapante, na maioria das cidades do Estado de São Paulo.

É claro que partidos, entidades e sindicatos chapa-branca, aureolados pela imprensa como defensores da tolerância, vieram com força total e em muitos momentos demonstraram a certeza de que venceriam.

E aqui, no centro econômico do País, o lobby de Gênero fracassou. É interessante perguntar: como os engenheiros sociais foram derrotados de forma tão vigorosa?

Ao invés de milhares de hangouts com colegas do facebook, os homens e mulheres valorosos que combateram a Ideologia de Gênero se dispuseram a fazer o que, nas fileiras da esquerda, se costuma chamar de “trabalho de base”.

Foram às igrejas, às associações, às ruas, às pequenas cidades, nos grandes centros e nos bairros periféricos, em cada canto alcançável do Estado de São Paulo, para alertar as famílias sobre os riscos contidos na inserção da Ideologia de Gênero no ensino fundamental.

Trata-se, de certa maneira,  e em uma escala menor, mas igualmente importante, do trabalho artesanal de debelar o erro, julgar princípios e ordenar as coisas. Não é necessária nenhuma grande fundação para financiar nada disso.

Mesmo debaixo de chuva, o protesto popular contra a Ideologia de Gênero foi numeroso

Mesmo debaixo de chuva, o protesto popular contra a Ideologia de Gênero foi numeroso, alegre, e assim se manteve até o fim da sessão

Ora, foram as pessoas simples – munidas das verdades mais elementares sobre a natureza humana – que ocuparam as Câmaras da capital e do interior paulista para contestar as mentiras ideológicas do lobby de Gênero.

É possível desconstruir as teses mentirosas e perniciosas da Ideologia de Gênero apenas recorrendo às verdades básicas sobre a natureza humana. Saiba mais clicando aqui.

Ficou claro na votação do PME em São Paulo que os militantes e ideólogos de Gênero não têm qualquer legitimidade popular, isolados que estão das crenças e princípios da maioria.

A Ideologia de Gênero é uma rebelião contra a natureza humana, contra a realidade, contra a sabedoria acumulada sobre nossa natureza, contra nossos instintos básicos, e em última instância, para quem Nele acredita, contra Deus.

Como se pode ver, é uma rebelião condenada ao fracasso.

 

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