Thiago Cortês

@SouDescortes

Comissão de Educação rejeita Escola Sem Partido e apresenta Dia Estadual do Funk

Os deputados que integram a Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de São Paulo decidiram votar contra o projeto de lei que instituí o programa Escola Sem Partido no Estado e, ao mesmo tempo, acolheram um projeto de lei que cria o Dia Estadual do Funk.

Sim, na mesmíssima reunião em que o psolista Carlos Giannazi condenou os projetos de Lei do Escola Sem Partido, o petista João Paulo Rillo apresentou relatório favorável ao projeto de lei que reconhece o funk como “movimento cultural”.

Confira na imagem a pauta da reunião da Comissão de Educação de 16 de agosto

Comissão de Educação: relatório contra Escola Sem Partido, e relatório favorável ao Dia Estadual do Funk

Comissão de Educação: relatório contra Escola Sem Partido, acima, e relatório favorável ao projeto que reconhece o Funk como “movimento cultural”, logo abaixo

Na sua oitava reunião ordinária do ano, em 16 de agosto, a Comissão de Educação acatou o um parecer do deputado Carlos Giannazi (PSOL) – que apoiou integralmente a invasão da ALESP no meio do ano – contra o Escola Sem Partido. Até mesmo os deputados do PSDB votaram com Giannazi, para quem a ALESP é “um puxadinho do governo Alckmin”.

Confira na imagem a lista dos deputados que votaram contra o Escola Sem Partido

Deputados da Comissão de Educação da ALESP que votaram contra o Escola Sem Partido

Deputados da Comissão de Educação da ALESP que votaram contra o Escola Sem Partido

Giannazi se baseou no “parecer técnico” da militante travestida de procuradora federal Deborah Duprat, para escrever um parecer ideologizado e repleto de inverdades e equívocos graves contra os projetos de lei do Escola Sem Partido que tramitam na Casa.

(Deborah Duprat foi denunciada pelo Movimento Escola Sem Partido ao Conselho Nacional do Ministério Público por sua postura de militante no exercício do cargo de procuradora).

Com seu parecer contrário, Giannazi tentou enterrar o projeto de Lei nº 960/2014, do deputado José Bittencourt (juntado ao projeto de lei 1301/2015 do deputado Luiz Fernando Machado), que instituiria o programa Escola Sem Partido nas escolas de São Paulo.

O impressionante na lista dos que votaram contra o Escola Sem Partido é a presença dos tucanos Roberto Engler e Welson Gasparini, além do pastor evangélico Gilmaci Santos (PRB), que apresentou um voto de texto tipicamente militante contra o projeto.

Gilmaci não se ofendeu com o projeto que instituí o Dia Estadual do Funk.

O "pastor" Gilmaci Santos votou contra o Escola Sem Partido

O “pastor” Gilmaci Santos votou contra o Escola Sem Partido

Funk

Na mesma reunião, a Comissão de Educação que acolheu o parecer de Giannazi contra o projeto de Lei Escola Sem Partido rendeu votos favoráveis ao projeto de lei nº 1395, da deputada comunista Leci Brandão, que presenteia a população paulista com o “Dia Estadual do Funk”.

Confira na imagem abaixo os deputados que votaram pelo Dia Estadual do Funk

Deputados da Comissão de Educação da ALESP que votaram a favor do Dia Estadual do Funk

Deputados da Comissão de Educação da ALESP que votaram a favor do Dia Estadual do Funk

A presidente da Comissão de Educação, deputada Rita Passos (PSD), votou contra o projeto de lei Escola Sem Partido e a favor do projeto que visa criar o Dia Estadual do Funk.

Rita Passos, à esquerda, votou pelo funk e contra o Escola Sem Partido

Rita Passos, à esquerda, votou pelo funk e contra o Escola Sem Partido

Na justificativa do projeto de lei, diz a deputada Leci Brandão:

“Ao definir o dia 7 de julho como o Dia Estadual do Funk, esse projeto de lei pretende reconhecer que essa legítima manifestação cultural e musical de caráter popular é digna do zelo do Poder Público”

Ou seja, os membros da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, não estão interessados em combater o assédio ideológico em sala de aula, mas em garantir a propagação da cultura que anima os pancadões nas periferias.

Os membros da Comissão de Educação da ALESP estão lutando por um mundo onde exista forte propagação do funk entre os jovens combinada com a doutrinação ideológica.

É este o padrão de educação&cultura que eles defendem na Assembleia Legislativa.

(É claro, a deputada comunista Leci Brandão votou contra o Escola Sem Partido. O projeto de lei dela, felizmente, recebeu um pedido de vistas e ainda não saiu da comissão. Mas os votos favoráveis que recebeu o respaldam para uma futura vitória na Comissão.)

Segue abaixo os contatos dos membros da Comissão de Educação. Clique nos nomes para obter seus contatos. Que tal pressioná-los?

Gilmaci Santos (PRB)

Rita Passos (PSD)

Roberto Engler (PSDB)

Welson Gasparini (PSDB)

João Paulo Rillo (PT)

Marcia Lia (PT)

Aldo Demarchi (PP)

Rodrigo Moraes (DEM)

Adilson Rossi (PSC)

Leci Brandão (PC do B)

Carlos Giannazi (PSOL)

 

É proibido criticar Paulo Freire?

Nesta sexta-feira, 05, participei do programa de debates “FlaXFlu” da TV Folha. Lá estive para defender o projeto de lei Escola Sem Partido. Marco Antônio Carvalho Teixeira, professor de administração pública da FGV-SP, falou contra a proposta.

O debate ocorria de forma absolutamente civilizada até que, nos minutos finais, cometi uma heresia: chamei Paulo Freire, o patrono da educação brasileira, de charlatão.

O professor Marco Antônio Teixeira imediatamente reagiu, extremamente ofendido, como se eu tivesse lhe faltado pessoalmente com o respeito. Longe disso!

Ora, os adversários do Escola Sem Partido nos acusam justamente de tentar cercear ou mesmo impedir o “pensamento crítico” (ignorando o fato de que o projeto de Lei fala abertamente em princípios como pluralismo de ideias e liberdade de crença).

É interessante notar que para eles existem certas figuras que não apenas estão acima de qualquer crítica, mas de qualquer possibilidade de crítica.

A reação exagerada do professor Marco Antônio Teixeira às minhas críticas comprova que Paulo Freire é uma espécie de divindade intocável para professores e especialistas da área.

Já estou na casa dos 30 anos, mas fui repreendido pelo professor como se fosse um aluno colegial durante minha fala. Tudo porque expressei minha opinião sincera sobre Freire.

Imagine, caro leitor, como deve ser tratado o estudante que ousar discordar de um professor freireano entre as quatro paredes de uma sala de aula….

O meu oponente me acusou de abusar dos adjetivos para desqualificar o patrono da educação, desconsiderando a diretriz civilizada de criticar apenas ideias e obras.

Porém, o vídeo do debate não deixa mentir que minha fala se deu no contexto da discussão sobre a precária formação dos nossos professores. O vídeo também mostra que justifiquei e citei fontes ao classificar Paulo Freire como um impostor intelectual.

Lembrei que a “Pedagogia do Oprimido” – a magnum opus ­de Freire – é inspirada em escritos e na prática revolucionária de ditadores e genocidas como Fidel Castro e Mao Tse Tung.

Paulo Freire foi buscar no ditador chinês – só Deus sabe como – subsídios para conceber seu método pedagógico cujo objetivo não é o de ajudar o jovem estudante a pensar livremente, mas prepará-lo para assumir o papel de militante revolucionário!

Basta ler “Pedagogia do Oprimido” para conferir o próprio Paulo Freire dizendo exatamente isso: que seu método foi concebido por revolucionários e para formar revolucionários.

(Se você preferir, leia a aqui excelente análise de Marcelo Centenaro)

Ou seja, nossos professores saem dos cursos de formação carregando na cabeça o método freireano de multiplicar revolucionários. Onde fica o espaço para o estudante criticar a tradição ideológica da qual fazia parte Paulo Freire? Não existe.

Outro ponto que levantei foi a prosa deliberadamente obscura de Paulo Freire, uma tática muito usada no mundo das ciências humanas e denunciada por dois intelectuais de esquerda, Alan Sokal e Jean Bricmont, no livro “Imposturas Intelectuais”.

O livro apresenta como impostores intelectuais aqueles “gênios” das ciências humanas que abusam de um linguajar complexo para esconder o simplismo de suas ideias, passando a impressão de que são mais complexos e profundos do que realmente são.

Não tenho dúvidas de que Paulo Freire está acolhido nesta tradição ao lado de figuras como Foucault, Lacan, Derrida e outros pós-modernos cuja escrita empolada só serve para impressionar os impressionáveis e esconder ideias mofadas de séculos passados.

Reitero minha opinião: Paulo Freire é um charlatão medíocre, um impostor ridículo, um guia espiritual dos doutrinadores, e a educação brasileira foi condenada no exato momento em que este protótipo de intelectual foi ungido como seu patrono.

O episódio só serve para reforçar minha crença de que aquilo que o professor Marco Antônio Teixeira e outros chamam de “pensamento crítico” não passa de pensamento único.

 

Fascistas contra Bolsonaro

No domingo, no centro de São Paulo, uma chuva de pedra caiu sobre uma pequena multidão de jovens, idosos, adultos e crianças que participavam de uma manifestação pacífica, ordeira, devidamente autorizada pelas autoridades de segurança.

As pessoas que lá estiveram sofreram covardes tentativas de agressão, ameaças verbais, e ouviram até mesmo discursos histéricos contendo incitação ao assassinato.

Se a manifestação em questão tivesse sido promovida pela esquerda e o ataque tivesse origem em “grupos conservadores”, para usar o termo-jornalístico-retardado-do-momento, o resultado teria sido um escândalo gigantesco. Mas foi exatamente o contrário.

Uma coalizão de grupelhos autoritários e violentos tentou impedir a realização de um ato em solidariedade ao deputado federal Jair Bolsonaro em São Paulo. Foram contidos pela ação efetiva da Polícia Militar, que agiu para impedir um festival de ataques e agressões.

Entenda bem: os grupelhos anti-Bolsonaro não estavam lá para “fazer um contraponto” pacífico ao ato pró-Bolsonaro; eles estavam lá para tentar impedir, por meio da intimidação física e da violência, o ato pró-Bolsonaro. Só não conseguiram porque a PM reagiu.

O que os grupelhos anti-Bolsonaro queriam era cassar a palavra dos simpatizantes do político fluminense. São pessoas que não toleram o fato de que existem muitas outras que pensam diferente delas, aliás, que pensam radicalmente diferente delas.

Contra a manifestação pró-Bolsonaro apareceram muitos jovens em idade escolar, alguns universitários, que provavelmente foram doutrinados por seus professores a acreditar que tudo que não é esquerda é extrema direita e – muito mais grave – que eles, por serem jovens, têm o direito de agir de forma bárbara e autoritária na luta contra “o mal”.

São jovens mimados, prepotentes e autoritários. Cresceram acostumados aos luxos do capitalismo global e protegidos pelas benesses do Estado de Bem Estar Social.

Acreditam que o governo deve cuidar de suas vidas em todos os aspectos e que a sociedade tem uma dívida com eles só porque…bem, afinal de contas, só porque eles existem.

“Podres de Mimados”, para resumir com o título do livro que o brilhante psiquiatra Theodore Dalrymple escreveu sobre a geração que usa Iphone e odeia o livre mercado.

A tragédia de suas vidas se resume à combinação diabólica entre um temperamento narcísico e arrogante, típico da adolescência ou da adolescência tardia, e uma ideologia que ensina que todos os seus atos, mesmo os mais violentos, são legítimos dentro do contexto da “luta de classes” ou de qualquer outro conceito embolorado do século 19.

Uma ideologia perversa que lhes foi impingida na escola, na universidade, na igreja ou até mesmo em casa, e que com o tempo se tornou uma segunda pele, uma cosmovisão que engole tudo, devorando a moral em nome da lógica militante revolucionária.

Os grupelhos anti-Bolsonaro que exibiram todo seu autoritarismo e violência são todos, evidentemente, orientados pela matriz ideológica estatista que reclama a existência de um Estado onipotente e onipresente, que cuida de tudo e de todos.

“Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado”, conforme o credo fascista professado por Benito Mussolini. Eis o maior dogma da esquerda brasileira.

O verdadeiro patrono da esquerda brasileira, Mussolini: "Tudo dentro do Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado"

O verdadeiro patrono da esquerda brasileira se chama Benito Mussolini, que ensinava: “Tudo dentro do Estado”

O que vemos na nossa esquerda é justamente uma aglomeração de fascistas que se valem das supostas boas intenções e da exibição pública de supostos sentimentos morais para fazer e defender o que bem entendem. São fascistas com imunidade política e moral.

Prova da confusão mental dessa gente é que alguns dos fascistas que estiveram na Paulista para tentar impedir por meio da violência o ato pró-Bolsonaro se autointitulam na internet como membros da Antifa, acrônimo para antifascista.

Os jovens violentos e autoritários que foram à rua para tentar calar os simpatizantes de Bolsonaro não estão sozinhos. Eles têm poderosos aliados nas nossas instituições.

Os fascistas “do bem” estão nas ruas, mas também no Judiciário, nas redações de jornal, nas salas de aula e na indústria cultural. Os fascistas não hesitam em tentar impedir até mesmo a existência de segmentos da população que pensam de forma diferente deles.

Não nos enganemos: o que está em curso não é (apenas) uma tentativa de calar Jair Bolsonaro, mas de empurrar para a margem da normalidade democrática e da legalidade institucional uma enorme parcela da população brasileira que não se identifica com as opções – incluindo aí a suposta “direita” – impostas pelo mainstream político.

Os Pingos nos Is

Mas vamos colocar os pingos nos is: eu discordo de muitas das posições de Jair Bolsonaro, não compartilho de seu entusiasmo pelo regime militar, e lamento suas respostas emocionais às armadilhas retóricas da esquerda. Estou longe de ser um fã do “capitão”.

Porém, isso não me impede de enxergar na tentativa de cassação de seu mandato um claríssimo golpe contra alguém que se cometeu algum crime, foi apenas o de pensar radicalmente diferente do que pensa a média da classe política brasileira.     

É evidente que se Bolsonaro fosse um representante da esquerda jamais passaria por qualquer constrangimento legal por conta de qualquer declaração sua; tampouco por expressar opiniões controversas sobre regimes políticos ou sobre o passado recente do Brasil.

Mauro Iasi, o candidato à presidência pelo PCB que recomendou “uma boa bala” aos conservadores: nada aconteceu com ele

Aliás, me causa repugnância a desonestidade intelectual de Reinaldo Azevedo, que concede uma tolerância maternal aos ex-colegas de esquerda e reserva uma severidade paternal àqueles de quem quer anular o direito de participar das fileiras da direita brasileira.

Azevedo comemorou quando o Supremo Tribunal Federal aceitou a denúncia contra o deputado Jair Bolsonaro por “incitar o estupro”.  E gostou quando o Conselho de Ética da Câmara instaurou processo contra o deputado por “falta o decoro parlamentar”.

Jair Bolsonaro é autor do Projeto de Lei 5398/13, que estabelece a castração química como condição para o condenado por estupro voltar à vida em sociedade.

Logo, a tentativa de tornar inelegível justamente o deputado federal que é autor do projeto de lei mais radical contra o crime de estupro no Brasil, sob a justificativa de ser ele um “incitador do estupro”, é um disparate que desafia a lógica e a inteligência alheia.

Por que Bolsonaro teria faltado com o decoro? Porque durante seu voto para a abertura do processo de impeachment, ele fez uma homenagem ao coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, acusado de sancionar a tortura enquanto comandante do DOI-Codi.

Desnecessário dizer que não tenho a menor simpatia pelo coronel Ustra. Mas é óbvio que um deputado federal tem direito de expressar uma opinião controversa baseada em uma interpretação particular sobre determinado período da história.

Se não fosse assim, o que seria dos deputados de esquerda que reinterpretam não apenas um período da história, mas toda a História mundial para exaltar ditadores, genocidas, glorificar ditaduras e promover o ódio contra a democracia liberal?

Jean Wyllys travestido de assassino comunista: onde estava o Conselho de Ética?

Jean Wyllys travestido de assassino comunista: onde estava o Conselho de Ética?

Os nossos deputados comunistas, por exemplo, se indignaram com a fala de Bolsonaro, mas já lançaram manifesto em apoio à orwelliana ditadura da Coreia do Norte. Que moral Jandira Feghali tem para falar uma vírgula sobre ditadores e ditaduras?

A deputada Maria do Rosário já afirmou que “a marca de Cuba não é a violação dos direitos humanos, e, sim, ter sofrido uma violação histórica, o embargo americano”.

Quantas vezes Reinaldo de Azevedo sugeriu que um deputado esquerdista tivesse seu mandato cassado por glorificar um genocida do passado ou uma ditadura?

Em seu último texto-ataque contra Bolsonaro, o jornalista pede que o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), seja denunciado por ter “evocado a memória do assassino comunista Carlos Marighella”. Ora, que gesto mais imparcial do nosso legalista de plantão!

Luciana Genro sempre fez apologia de ditadores e assassinos: nunca teve problemas com a lei

A socialista Luciana Genro sempre fez apologia de ditadores e assassinos durante toda a sua carreira política: jamais teve quaisquer problemas com a lei por causa disso

Reinaldo Azevedo sabe que Glauber Braga não será denunciado porcaria nenhuma, nem qualquer outro deputado de esquerda. Azevedo é cínico e joga pra torcida.

Durante décadas os parlamentares esquerdistas glorificaram Chávez, Fidel, Che Guevara, Kim Jong-Un, Mao Tse Tung e outros assassinos em seus discursos e nenhuma lágrima foi derramada em nenhuma redação de jornal, nos Conselhos de Ética ou no STF.

Reinaldo Azevedo sabe de tudo isso. Mas ele não pode ser visto como apóstata pelo clero secular dos intelectuais-limpinhos-e-das-pessoas-esclarecidas. Ele precisa fingir que as regras funcionam pra todos e que as instituições estão muito bem, obrigado.

O legalismo hermafrodita de Reinaldo Azevedo anda de braços dados com o fascismo “do bem” daqueles que só buscam a lei quando se trata de sabotar seus adversários.

O “fascismo do bem” que se insurge contra Bolsonaro – e que em breve vai expandir sua cruzada contra Caiado, Feliciano e outros – é produto também da frouxidão moral dos tucanos e seus jornalistas amestrados, que jamais denunciaram tais expedientes.

Os tucanos encaram a batalha com uma organização partidária que traz o totalitarismo no seu DNA e que tem ligações históricas com guerrilhas, ditaduras e narcoterroristas como uma disputa interna entre velhos amigos no Rotary Club.

Como todos os outros males, o fascismo prospera quando fingimos que ele não existe e no Brasil sequer temos coragem de chamar as coisas pelo nome. É por isso que Bolsonaro assusta tanto os políticos e os intelectuais que agora tentam calar sua voz.

 

 

Giannazi: Eu o desafio!

O deputado Carlos Giannazi (PSOL-SP) é um socialista e, como tal, é um falsificador da realidade. Odeia os fatos como os gatos odeiam água. Para defender seus arroubos utópicos típicos de um adolescente que veste terno-e-gravata, só lhe resta como alternativa a famosa e fartamente documentada tática da dramaturgia-bufônica-de-tribuna.

O bufão Gianazzi ascende à tribuna da Assembleia Legislativa de São Paulo todas as semanas como se fosse um profeta do Antigo Testamento, repreendendo os poderosos por seus erros morais e lamuriando as engrenagens terríveis da classe política da qual faz parte.

As idas de Gianazzi à tribuna da Alesp são espetáculos nauseantes que representam uma síntese diabólica do emocionalismo-para-donas-de-casa das novelas da Rede Globo, o populismo de apresentadores de programas policiais, a histeria feminina presente em filmes macarrônicos e o moralismo farsesco de certos televangelistas.

Na sessão de quarta-feira, dia 29, o bufão Gianazzi ultrapassou todos os limites do bom senso com uma sequência de ataques histéricos, desequilibrados e perturbados contra o projeto de Lei 1301/2015, popularmente conhecido como projeto de Lei Escola Sem Partido.

Como já foi dito aqui, o projeto de Lei Escola Sem Partido tem como única finalidade permitir que estudantes secundaristas e universitários saibam quais são os seus direitos previstos pela Constituição, por meio da afixação de um cartaz em sala de aula.

Gianazzi tratou como uma forma de censura um projeto de lei que busca democratizar o conhecimento dos alunos sobre os seus próprios direitos constitucionais, conforme o projeto de Lei 1301/2015 especifica em detalhes e sem margens para dúvidas.

Como é possível tratar como um mecanismo de censura a afixação de um cartaz em sala de aula por meio do qual os estudantes podem conhecer seus direitos constitucionais?

O que me leva ao Princípio do Terceiro Excluído: ou Gianazzi é deliberadamente mentiroso ou excepcionalmente desinformado; não existe terceira alternativa.    

Ao atacar o projeto Escola Sem Partido, deputado socialista agiu na tribuna como se estivesse defendendo a liberdade dos alunos, mas estava apenas protegendo os interesses dos doutrinadores, um grupo significativo de uma classe que Gianazzi conhece bem.

Antes do projeto de Lei Escola Sem Partido, existia o movimento Escola Sem Partido. Uma iniciativa formada por um grupo de pais de alunos e de estudantes preocupados com a contaminação ideológica em nossas salas de aula e que decidiu fazer algo a respeito.

Mas Gianazzi nega a existência de estudantes vítimas da doutrinação ideológica. Nega a existência de pais preocupados. Nega a existência de doutrinadores. É um negacionista.

Como ele pode tratar como uma iniciativa pró-censura um projeto de lei que no seu primeiro artigo cita os princípios constitucionais que devem guiar a educação? Leia você mesmo:

I- Neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado

II- Pluralismo de ideias no ambiente acadêmico

III- Liberdade de Consciência e de Crença

IV- Reconhecimento da vulnerabilidade do educando como parte mais vulnerável na relação com o aprendizado

Pluralismo, liberdade de consciência e de crença, neutralidade do Estado: algo nesses princípios aos quais alude o projeto Escola Sem Partido apresenta algum rastro de censura?

Gianazzi não leu o projeto ou está brigando contra os fatos – como é típico dos esquerdistas.

Por isso o deputado socialista faz tanto uso da dramaturgia-bufônica-de-tribuna, a retórica que também está presente no discurso dos tirantes latino-americanos ávidos por incutir no populacho o sentimento tribal do “nós contra eles”, de luta do “bem contra o mal”.

Gianazzi age como se fosse um espírito translúcido de Eras Passadas a nos revelar verdades inconvenientes sobre os governos. É uma pena que tenha lhe faltado entusiasmo messiânico para contestar cortes no orçamento da educação durante o governo Dilma.

O socialista faz, sim, críticas ao PT, partido do qual foi expulso, mas são críticas tímidas, pontuais, fracas. Talvez por conta de um sentimento ainda latente de camaradagem.

Gianazzi surta apenas diante de tucanos e de qualquer um que não comungue da sua ideologia esquerdista. Nenhuma semelhança com professores doutrinadores.

Também nunca vi Gianazzi subir à tribuna para cobrar da UNE (União Nacional dos Estudantes) explicações para o fato da entidade ter recebido R$ 30 milhões em verbas federais, em 2010, para construir sua nova sede e até agora não ter entregado o novo prédio.

Desde 2006 a UNE já recebeu R$ 55,9 milhões da administração pública, entre doações de estatais, transferências diretas e patrocínios de ministérios. É dinheiro que saiu do bolso dos contribuintes. Gianazzi jamais questionou: “Pra onde vai essa grana, garotada?”

Será que Gianazzi é mais um político que finge defender direitos da população, mas que na verdade tem sua voz ventriloquizada por feudos da máfia sindical? A conferir.

O que sei é que defender interesses dos estudantes é bem diferente de defender os interesses corporativos de entidades com graves problemas com a Justiça como a UNE.

Agora vamos ao desafio anunciado no título deste artigo. Eu desafio o deputado Carlos Gianazzi a participar de um debate sobre o projeto de Lei Escola Sem Partido.

Ele terá a oportunidade de fazê-lo no começo de agosto quando a Alesp receberá, pela primeira vez em sua história, uma programação voltada aos estudantes e ao movimento estudantil, mas sem organização e controle de entidades como UNE e UPES.

Na “Semana do Estudante” que movimentos independentes estão organizando na Alesp o deputado socialista terá a oportunidade, inclusive, de beliscar os universitários e estudantes secundaristas vítimas de doutrinação para verificar sua existência.

Fica o desafio, Gianazzi: compareça à “Semana do Estudante” (*) da Alesp e debata conosco sobre toda essa temática. Nós todos também apreciamos um bom espetáculo.

(*) A programação começa no dia 08 e se estende até o dia 11 de agosto, a partir das 19h00, na Assembleia Legislativa, no auditório Teotônio Vilela. Mais informações em breve. 

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

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