Thiago Cortês

@SouDescortes

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15 motivos para ir às ruas no dia 15

Todo mundo tem um parente derrotista que não quer saber das manifestações que acontecerão no domingo, 15 de março, porque acha que “nada vai mudar mesmo” ou um amigo tucano que não enxerga “um único bom motivo” para tirar, agora, o PT do poder.

Não se deixe contaminar pelo discurso dos medrosos de plantão (FHC e Aloysio Nunes inclusos). Este é um breve resumo com os principais motivos para ir às ruas pedir o impeachment de Dilma Roussef e expulsar agora a quadrilha petista do poder.

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Brasileiros e brasileiras, uni-vos! Vós não tendes nada a perder a não ser vossos ladrões!

É preciso ir às ruas…

1- Porque há base jurídica para o impeachment

Quando o seu cunhado petista aparecer com o papo de “golpismo”, retribua com uma aula sobre a Constituição. Há, sim, motivos suficientes para iniciar um processo de impeachment contra Dilma. Quem diz isso não sou eu, mas o jurista Ives Gandra Martins.

O professor emérito do Mackenzie divulgou parte do parecer jurídico que elaborou sobre a questão. Ele analisou o artigo 85 inciso V da Constituição (“impeachment” por atos contra a probidade da administração) além dos artigos 37 § 6º (responsabilidade do Estado por lesão ao cidadão e à sociedade) e § 5º (imprescritibilidade das ações de ressarcimento que o Estado tem contra o agente público que gerou a lesão por culpa).

“O que é culpa? Imperícia, negligência, imprudência ou omissão. Dilma foi presidente do Conselho Administrativo da Petrobras e não diagnosticou os erros no contrato (da refinaria) de Pasadena. Ela manteve a direção da empresa, sendo que a empresa foi saqueada durante oito anos, e ela permitiu isso primeiro como presidente do Conselho, depois como ministra das Minas e Energia, por último como presidente. É um caso de culpa (crimes sem intenção), que pode ser considerado no crime de improbidade administrativa e, portanto, tem base jurídica.”

2- Porque Sérgio Moro merece apoio

O juiz federal Sérgio Moro é o grande responsável pelo bom andamento da investigação sobre o esquema bilionário de corrupção na Petrobrás. Moro dividiu o caso em diversas ações penais. Do contrário, toda a apuração poderia levar anos.

É claro que ele tem sido bastante pressionado. Desde o início, Sérgio Moro foi vítima de tentativas absurdas de desqualificação por blogueiros do esgoto petista. E muita gente grande tentou tirá-lo do caso. Mas Sérgio Moro persiste e merece uma manifestação pública e clara de apoio ao importantíssimo trabalho que tem conduzido no desmonte da quadrilha.

3- Porque a “oposição” precisa de pressão

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Mesmo que haja base jurídica para o impeachment, é claro que ele depende, quase que inteiramente, de vontade política. É o Legislativo que decide. Por isso, infelizmente, precisamos dos frouxos do PSDB. Se depender dos tucanos, o PT governará por mil anos.

FHC já se posicionou contra o impeachment. Ele mandou avisar que “Não adianta nada tirar a presidente”.  As manifestações do dia 15 de março cumprem também este papel fundamental: transformar os meninos assustados do PSDB em homens de verdade.

4- Porque a campanha de Dilma “foi financiada com propina” 

É o que diz Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços da estatal, em depoimento à CPI da Petrobrás. Ele afirmou que foram solicitados 300.000 dólares do esquema de lavagem de dinheiro para serem injetados na campanha de Dilma Rousseff à Presidência em 2010.

5- Porque Dilma merece ser demitida e não você

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Brasil sofrerá um aumento do desemprego durante três anos. A OIT alerta que a desaceleração da economia terá um custo social elevado. Estima-se que 26 mil empregos líquidos foram perdidos em janeiro. A demissão bateu na porta de mais de 400 trabalhadores da General Motors, em São José dos Campos. A coisa certa a se fazer é demitir a Dilma.

6- Porque a inflação está descontrolada

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O aumento da inflação é esperado por 81% dos brasileiros, segundo o Datafolha. Trata-se do pior patamar desde dezembro de 1997, quando esta pergunta começou a ser feita. Os analistas concordam: eles elevaram a projeção para a inflação medida pelo IPCA, de 7,33% para 7,47%. O valor segue acima do teto da meta definida pelo governo.

7- Porque quem está sangrando é a Petrobrás

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A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou todas as notas de crédito da Petrobras. A empresa perdeu grau de investimento. Foi o terceiro rebaixamento em quatro meses. A Moody’s avaliou que a corrupção na Petrobras deve afetar negativamente vários setores, como a cadeia de produção de petróleo e gás, construção e infraestrutura.

8- Para garantir que ninguém ficará impune (desta vez)

O petista José Genoino foi condenado pelo crime de corrupção ativa por participação no esquema do mensalão. Sua pena era de 4 anos e 8 meses de reclusão em regime semiaberto, além de 180 dias-multa. Porém, o Supremo Tribunal Federal extinguiu toda a pena de José Genoino e agora o petista é um homem livre. Se não houver pressão, o mesmo vai ocorrer com os políticos cuja responsabilidade ficar demonstrada no caso do Petrolão.

9- Porque Dilma mentiu e merece cair

Durante a campanha Dilma acusava o PSDB de “plantar inflação para colher juros”. E a inflação saiu do controle. Dilma havia dito que não haveria aumento de impostos, mas nos primeiros dias do 2º mandato aumentou em 22% os tributos sobre a gasolina, subiu a alíquota para importações (de 9,25% para 11,75%) e dobrou a taxa de IOF (de 1,5% para 3%). Dilma candidata prometeu Hong Kong e entregou uma Venezuela. Ela merece cair.

10- Porque a economia está no atoleiro

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Aqui só é preciso citar a última capa da The Economist dedicada ao Brasil. A revista especializada diz em editorial que a economia estagnada, a inflação voltou e ainda existe a diminuição dos investimentos, fora o escândalo de corrupção da Petrobras que paralisou de empreiteiras. Dilma prometeu pleno emprego e aumento dos salários, mas “após dois meses no cargo, os brasileiros estão percebendo que o que lhes foi vendido era falso”.

11Porque vivemos uma crise de confiança

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 4, 9% em fevereiro, na comparação com janeiro, ao passar de 89,8 para 85,4 pontos. De acordo com especialistas, a combinação entre alta da inflação, dos juros e perspectivas dramáticas para o mercado de trabalho deflagrou uma onda de pessimismo. Não há como recuperar a economia, a credibilidade no mercado internacional o otimismo com o PT no poder.

12- Pra dizer à Lula que ninguém está acima da lei

O delator Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços da Petrobras, disse à CPI da Petrobrás que a corrupção da Petrobras foi “institucionalizada” a partir de 2003 ou 2004, já no governo Lula. O chefe de Dilma também precisa ser responsabilizado e o dia 15 de março é uma grande oportunidade para lembrar que ninguém está acima da lei.

13- Porque é preciso barrar o projeto totalitário do PT

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O PT odeia a democracia e só participa dela de maneira absolutamente oportunista e instrumental. Não é por acaso que Dilma voltou a defender a censura – disfarçada de regulação – da mídia logo no início do seu segundo mandato. Diante da possibilidade de perder o poder, Lula não hesitou em ameaçar provocar um conflito civil. É preciso tirar essa gente do poder antes que seja tarde demais – como na Venezuela.

14- Para manter FHC calado!

O PT culpa FHC até mesmo pela corrupção que acontece no governo Dilma! Mas o tucano não é homem suficiente para defender o próprio legado. E pior: ainda joga um balde de água fria na expressiva parcela da população que tem fibra moral e não sangue de barata. As declarações dele são desastrosas: “Impeachment não é uma coisa desejável e ninguém se propõe a liderar isso”. 15 de março é dia de pedir pra FHC nunca mais abrir a boca!

15- Porque podemos vencer!

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O seu parente derrotista precisa saber: podemos vencer o PT! As pesquisas de opinião jogam Dilma em patamares de impopularidade inéditos em seu governo. Em Minas Gerais, onde ela venceu a eleição, a pesquisa mostra que 62% dos mineiros consideram seu governo “ruim” ou “péssimo”. Outra pesquisa mostra que metade dos parlamentares avalia como “ruim ou péssima” a relação com o Executivo. O governo Dilma já acabou.

Brasileiros e brasileiras, uni-vos! Vós não tendes nada a perder a não ser vossos ladrões!

 

Jean Wyllys, saia do armário!

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) ainda não saiu do armário. É uma pena, pois como ele mesmo diz, apesar de difícil, sair do armário é sempre melhor do que permanecer nele. No começo é preciso coragem pra se assumir, mas depois tudo passa a fazer sentido!

Jean Wyllys é um dos estridentes apoiadores do projeto de lei 1780/2011, de autoria do deputado Miguel Corrêa (PT-MG), que estabelece que a “tradição islâmica” faça parte da grade curricular do ensino básico no Brasil. Porque devemos ser plurais, etc.

O interessante é que o mesmo Jean Wyllys afirmou categoricamente – na audiência pública sobre o Plano Nacional de Educação no Congresso – o seguinte:

“A laicidade pressupõe que o Estado está protegido dos dogmas de qualquer religião. Ou seja, o Estado não pode atender em suas políticas públicas e diretrizes os dogmas de nenhuma religião, senão ele teria que atender os dogmas de todas”.

Mas, então, como justificar o apoio a um projeto de lei que coloca a tradição islâmica no currículo escolar do ensino básico? E por que negar o mesmo para a tradição judaico-cristã?

A fala do deputado reeleito em 2014 pelo Rio de Janeiro – atrás de Jair Bolsonaro, Clarissa Garotinho e Eduardo Cunha – fica mais clara quando ele completa:

“É muito curiosa a preocupação de setores fundamentalistas religiosos no Brasil.Aliás, não fundamentalistas religiosos porque não vemos fundamentalismos
de outras religiões; vemos fundamentalismos apenas as religiões cristãs. Não são todos fundamentalistas, mas há muitos na comunidade cristã!

Ou seja, o problema de Jean Wyllys não é necessariamente com as religiões e seus fundamentalismos, mas especificamente com o fundamentalismo cristão.  O que Jean chama de fundamentalista cristão?

É simples: fundamentalista cristão é aquele que discorda da agenda ideológica da esquerda; e o cristão não-fundamentalista é aquele que aceita a agenda ideológica da esquerda.

Fundamentalistas debaixo da cama

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Jean Wyllys resiste em sair do armário, mas dá muita pinta. Ao ver uma simples foto do grupo Gladiadores do Altar, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), na qual seus membros estão uniformizados e enfileirados, Jean Wyllys surtou em sua fanpage:

 Quando atentaremos de verdade para o monstro que emerge da lagoa? Quando começarem a executar os “infiéis” e ateus e empurrar os homossexuais de torres altas como vem fazendo o fundamentalismo islâmico no Oriente Médio? Não é porque tem a palavra “cristão” na expressão que o fundamentalismo cristão deixa de ser perigoso e não fará o que já faz o fundamentalismo islâmico

É interessante notar que o fundamentalismo islâmico só existe para Jean Wyllys quando lhe permitir atacar o cristianismo em seus arroubos retóricos.  Comparar meia dúzia de jovens evangélicos da IURD com decapitadores de pessoas é apenas um dos absurdos da declaração.

Gladiadores do Altar é um projeto social da Igreja Universal que tem como objetivo recrutar jovens para ações de impacto social em comunidades carentes e durante desastres como enchentes:

Seus membros são voluntários da Força Jovem Universal, programa social que conta com milhões de jovens em todo o Brasil e em outros países e que desenvolve atividades culturais, sociais e esportivas para auxiliar no resgate e amparo de populações de rua, viciados, jovens carentes e em conflito com a lei.   

Como bem definiu a própria Igreja Universal, em excelente resposta postada no site da igreja e distribuída à mídia gospel…

“Buscar uma motivação violenta ou condenável em jovens uniformizados que marcham e cantam unidos em igrejas é tão absurdo quanto enxergar orientação fascista em instituições como o Exército da Salvação e o Movimento Escoteiro, ambas organizações mundiais com base cristã e que, como a Universal, também se utilizam a analogia militar de forma positiva e pacífica”.

A verdade é que para Jean Wyllys pouco importam os fatos. O importante é enxergar em qualquer acontecimento uma prova de que o Brasil é uma teocracia em gestão e apenas um deputado socialista descolado, sempre vigilante no facebook, pode realmente nos salvar! 

Um Foucault tupiniquim

As coisas ficariam mais claras para todos os lados se Jean Wyllys simplesmente saísse do armário e assumisse que sua política é fruto de puro ódio contra cristãos e conservadores. O deputado socialista até perdoa famosos esquerdistas homofóbicos, mas jamais os cristãos:

“O argumento de que ‘Che Guevara era homofóbico’ além de empobrecer uma rica biografia e de simplificar uma personalidade complexa – e só ignorantes são capazes desse reducionismo constrangedor – não leva em conta que em sociedades capitalistas como a nossa e dos EUA os homossexuais são vítimas não só de discursos de ódio, mas de homicídios numa proporção assustadora (…)”

jean_che_reaçonariaOu seja: OK, Che era homofóbico, mas vamos mudar de assunto e falar dos Estados Unidos, aquela maldita democracia fundada por cristãos protestantes onde negros, gays e mulheres podem votar e ser eleitos!

Tal como Michel Foucault – outro socialista libertário encantado com o islamismo – Jean Wyllys até tolera os ensinamentos dos Aiatolás (que não gostam muito de gays né…). Wyllys só não tolera o opressivo cristianismo das democracias ocidentais.

Em tempo: sou contra educação religiosa nas escolas públicas. Religião é uma questão da esfera individual e das famílias e o Estado deve passar longe de qualquer proselitismo.

Mas é uma ingenuidade pensar que os intelectuais de esquerda são contra teocracias: desde que seja uma teocracia inimiga dos Estados Unidos, do cristianismo ou da civilização ocidental, dá pra sentar e conversar. Rola até um encontro entre socialistas libertários e Aiatolás.

Quem sabe um dia, como o filósofo francês que enxergava o Ocidente como uma grande prisão, Wyllys vá visitar o Irã teocrático – onde os homossexuais são enforcados, mas a retórica é anti-imperialista – e volte de lá com ótimas impressões. Vamos lá, Jean, saia do armário!

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