Thiago Cortês

@SouDescortes

Idade penal: como refutar e constranger esquerdistas  

Quando em contato com a realidade, a “lógica” esquerdista derrete como a neve exposta ao Sol. O discurso contra a redução da idade penal – pobre em argumentos e rico em sentimentalismo – não escapa da regra.

O falatório contra a redução da idade penal se resume a uma constelação de clichês ensaiados que cumprem um único papel: pintar com cores de monstro qualquer um que cometa a blasfêmia de afirmar que jovens são responsáveis por seus atos.

É claro que o tema é muito sensível e desperta paixões. Qualquer um pode reagir de forma passional e escrever ou dizer bobagens diante de um assunto tão delicado. Mas este não é o caso dos Sakamotos e roqueiros petistas da vida.

Porque o esquerdista tem no sentimentalismo o seu modus operandi para abordar qualquer tema. É um jeito fácil de encarar o mundo que consiste em lançar acusações sentimentais e hipóteses conspiracionistas sem se preocupar com a lógica.

As premissas estúpidas do discurso esquerdista contra a redução da idade penal nos conduzem a um labirinto nauseante de interpretações racistas, preconceituosas e classistas sobre os pobres, os negros e os jovens da periferia.

Aqui vai uma breve desconstrução de três acusações sentimentais da esquerda:

“Vai afetar os negros”

A deputada Margarida Salomão (PT-MG) afirma que a redução da idade penal vai afetar “diretamente os jovens negros e pobres do país”. Perceba que ela poderia ter dito apenas “pobres”, mas fez questão de frisar “negros e pobres”.

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A tentativa de pintar de racistas os defensores da redução da idade penal esconde uma premissa…racista. Ora, existem muitos jovens negros e pobres no Brasil, mas apenas uma minoria deles comete crimes e uma parte ainda menor vai pra cadeia.

É realmente necessário lembrar dos casos de jovens de classe média alta que mataram, roubaram por “pura diversão”?

Se há assassinos e estupradores entre os pobres, o endurecimento da lei não vai prejudicar os pobres; antes, vai salvá-los. E claro: criminosos são minoria nas favelas, nos cortiços e periferias onde o povo quer mesmo é ver polícia na rua.

É feio ter que lembrar isso aos nossos supostos humanistas, mas lá vai: o fato de alguém nascer negro não o torna um criminoso em potencial. O fato de alguém viver na pobreza também não o torna um criminoso potencial.

Um jovem negro e pobre não é um criminoso em potencial.

No twitter cometi a heresia de lembrar isso a uma conhecida praticante do onanismo ideológico. Ela respondeu gentilmente com uma ameaça de processo judicial.

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A deputada petista citou, acertadamente, que a violência é a principal causa da mortalidade de jovens entre 15 e 24 anos no Brasil. Longe de ser um argumento contra a redução da idade penal, este é um forte argumento a favor da medida!

Os dados do Mapa da Violência de 2013 são a melhor defesa de mudanças para endurecer a lei penal. A violência que atinge a juventude vem da impunidade da qual os bandidos gozam no Brasil. Um tema que não sensibiliza a esquerda.

Os jovens são assassinados, em muitos casos, por outros jovens. O que nos leva a outra falácia repetida como um mantra pelos esquerdistas.

“Só 1% dos homicídios são cometidos por jovens”

Eu já suspeitava deste número exibido com tanta convicção por dúzias e dúzias de microcéfalos da imprensa. Como saber quantos homicídios são cometidos por adolescentes quando o nível de resolução de crimes é baixíssimo no Brasil?

Por coincidência, hoje o camarada Leandro Narloch tratou exclusivamente deste tópico em sua coluna no site da VEJA. Foi repetido exaustivamente por nossos jornalistas que apenas 1% dos homicídios no Brasil são cometidos por “adolescentes”.

O problema é que esse dado não existe. Diz Narloch:

Havia razão para publicar a porcentagem, pois ela parecia vir de órgãos de peso – o Ministério da Justiça e o Unicef. Acontece que a estatística do 1% de crimes cometidos por adolescentes simplesmente não existe. Todas as instituições que jornais e revistas citam como fonte negam tê-la produzido.

Leandro Narloch explica que ainda que seja assumida a premissa de que 1% ou mesmo 10% dos homicídios no Brasil são cometidos por adolescentes, o argumento contra a redução da maioridade seria falho.

Acontece que os brasileiros entre 15 e 18 anos são, segundo o IBGE, 8% da população.  Afirmar que adolescentes respondem por uma pequena parte dos crimes faz parecer que eles não são culpados pela violência do país, quando provavelmente são tão ou um pouco mais violentos que a média dos cidadãos.

“O Brasil vai na contramão dos países civilizados”

O discurso esquerdista é um arquipélago sem fim de deflexões preguiçosas. Aqui vai mais uma: para os humanistas de plantão, a aprovação da emenda constitucional que reduz a idade penal transformaria o Brasil em uma republiqueta.

Longe de mim afirmar que o Brasil não vai se tornar uma republiqueta em breve. Apenas tenho bom senso. Sei que não será a redução da idade penal que fará isso acontecer.

Quais são as “republiquetas” que ousam reconhecer que seus jovens têm responsabilidade por seus atos?

Um paraíso da social-democracia, a Suíça aplica medidas socioeducativas a crianças a partir dos sete anos. Sim, aos sete anos! Existem níveis de sanções penais e a primeira fase começa quando o indivíduo completa 15 anos. A segunda, aos 18 anos.

Por sua vez, as “republiquetas” da Suécia, Dinamarca e Finlândia iniciam a aplicação da responsabilização penal dos 15 aos 18 anos. Mesmo considerado um menor, um indivíduo de 15 anos é julgado conforme a gravidade do seu crime.

Os socialistas adoram a França, não é mesmo? Pois lá a responsabilização penal plena, mas plena mesmo, começa aos 13 anos. Isso mesmo, aos 13 aninhos.

Liberté, Egalité, Fraternité pra vocês também.

 

Doutrinação ideológica na pauta do Congresso e da mídia

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É inegável a vitória obtida nesta semana contra a doutrinação ideológica nas escolas e universidades do País.  A audiência da Comissão de Educação da Câmara Federal, ocorrida na terça-feira, 24, levou a discussão sobre o problema a um patamar inédito.

A temática da doutrinação política e ideológica ganhou, pela primeira vez, uma audiência pública no Congresso Nacional. É claro que existe um longo caminho a ser percorrido, mas a própria realização da audiência oferece motivos para comemoração.

Trata-se de um marco em termos simbólicos e midiáticos. A imprensa, ainda que de forma tímida, noticiou o debate. Do ponto de vista político, a audiência foi uma iniciativa da sociedade civil sem qualquer tipo de vinculação partidária.

O movimento Escola Sem Partido (ESP), cujo fundador e coordenador é o advogado Miguel Nagib, congrega desde 2004 pais de alunos, estudantes e professores que já não suportam a instrumentalização da educação para fins ideológicos e partidários.

Eis um aspecto que perturba os engenheiros sociais do Ministério da Educação: entre os fundadores e participantes do ESP estão vítimas diretas e indiretas da doutrinação que ocorre em escolas e universidades da rede pública e particular.

A natureza civil e apartidária do ESP impede que os ideólogos que comandam (e corrompem) a educação brasileira façam uso do expediente-petista-padrão que consiste em rotular o movimento e negar a sua legitimidade.

A audiência teve ainda mais impacto pela participação de professores e representantes de instituições de ensino que confirmaram o que o Escola Sem Partido denuncia há mais de dez anos: a educação brasileira foi sequestrada pelos ideólogos de esquerda.

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Basta citar a fala do professor do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Paraná, Luis Lopes Filho, que desconstruiu a tese furada segundo a qual o esquerdismo é sinônimo de “pensamento crítico”:

“Esses livros didáticos não entregam o que eles prometem. Citam Paulo Freire e dizem que a prioridade é ensinar a pensar, mas apresentam questões polêmicas sob um único viés”.

Também está registrada e foi noticiada a fala do sociólogo Braúlio Porto de Matos, professor da Universidade de Brasília, que se referiu a Paulo Freire como um exemplo de ideólogo cuja obra tão somente trata a pedagogia como um meio de doutrinação esquerdista.

O problema é o professor militante

Alguns freireanos magoados depois, o próprio Miguel Nagib – que certa vez ouviu da filha que seu professor havia comparado o guerrilheiro Che Guevara  a São Francisco de Assis –  lembrou que tal expediente é um claro desrespeito à Constituição:

 “O uso da sala de aula para fins políticos e ideológicos afronta, a um só tempo, o princípio constitucional da neutralidade política e ideológica do Estado, e a liberdade de consciência dos estudantes, assegurada pelo art. 5.º, VI, da Constituição Federal. A sala de aula hoje é um local onde a Constituição Federal não tem valor”, denunciou.

O problema não é a existência de professores esquerdistas na sala de aula. Posso dizer que já tive bons professores de esquerda que não tentaram me doutrinar e, pelo que me consta, até hoje estimulam o debate com seus alunos, respeitando os diversos pontos de vista.

O problema é o professor militante que – aproveitando-se da vulnerabilidade de indivíduos ainda em formação – transforma a aula em um momento de catecismo ideológico. E é também o Ministério da Educação, que transforma livros didáticos em cartilhas ideológicas.

No site do Escola Sem Partido é possível ler vários depoimentos de alunos do ensino médio e universitário que foram intimidados por professores militantes porque não comungavam dos dogmas da esquerda. Isso não é aula, tampouco debate; é apenas catecismo.

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O marxismo deve estar presente nos currículos escolares como uma importante corrente de pensamento a ser pesquisada. Aliás, eu, particularmente, considero salutar o debate na sala de aula sobre o marxismo e suas consequências sociais, econômicas e culturais.

O que não se pode fazer é tratar o marxismo como única corrente de pensamento que merece ser estudada, como se o marxismo abarcasse todo o pensamento crítico.

Só um cínico toma um ponto de vista ideológico específico como instrumento de “despertamento das consciências” – desculpa de professores militantes da rede particular de ensino.

Quem diz Marx, deve ser capaz de dizer Misses; que a Michel Foucault se contraponha Roger Scruton; e que os autores marxistas que habitam as salas de aula tenham como companheiros de aventura Sir Isaiah Berlin, Mário Ferreira dos Santos, Raymond Aron, Karl Popper etc…

Não existe pensamento crítico sem que os supostos pensadores críticos sejam alvos de críticas e contraposições. Os discípulos devem aprender a questionar seus mestres. Ou, como diria o velho Marx, de omnibus disputandum (tudo deve ser questionado).

15 motivos para ir às ruas no dia 15

Todo mundo tem um parente derrotista que não quer saber das manifestações que acontecerão no domingo, 15 de março, porque acha que “nada vai mudar mesmo” ou um amigo tucano que não enxerga “um único bom motivo” para tirar, agora, o PT do poder.

Não se deixe contaminar pelo discurso dos medrosos de plantão (FHC e Aloysio Nunes inclusos). Este é um breve resumo com os principais motivos para ir às ruas pedir o impeachment de Dilma Roussef e expulsar agora a quadrilha petista do poder.

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Brasileiros e brasileiras, uni-vos! Vós não tendes nada a perder a não ser vossos ladrões!

É preciso ir às ruas…

1- Porque há base jurídica para o impeachment

Quando o seu cunhado petista aparecer com o papo de “golpismo”, retribua com uma aula sobre a Constituição. Há, sim, motivos suficientes para iniciar um processo de impeachment contra Dilma. Quem diz isso não sou eu, mas o jurista Ives Gandra Martins.

O professor emérito do Mackenzie divulgou parte do parecer jurídico que elaborou sobre a questão. Ele analisou o artigo 85 inciso V da Constituição (“impeachment” por atos contra a probidade da administração) além dos artigos 37 § 6º (responsabilidade do Estado por lesão ao cidadão e à sociedade) e § 5º (imprescritibilidade das ações de ressarcimento que o Estado tem contra o agente público que gerou a lesão por culpa).

“O que é culpa? Imperícia, negligência, imprudência ou omissão. Dilma foi presidente do Conselho Administrativo da Petrobras e não diagnosticou os erros no contrato (da refinaria) de Pasadena. Ela manteve a direção da empresa, sendo que a empresa foi saqueada durante oito anos, e ela permitiu isso primeiro como presidente do Conselho, depois como ministra das Minas e Energia, por último como presidente. É um caso de culpa (crimes sem intenção), que pode ser considerado no crime de improbidade administrativa e, portanto, tem base jurídica.”

2- Porque Sérgio Moro merece apoio

O juiz federal Sérgio Moro é o grande responsável pelo bom andamento da investigação sobre o esquema bilionário de corrupção na Petrobrás. Moro dividiu o caso em diversas ações penais. Do contrário, toda a apuração poderia levar anos.

É claro que ele tem sido bastante pressionado. Desde o início, Sérgio Moro foi vítima de tentativas absurdas de desqualificação por blogueiros do esgoto petista. E muita gente grande tentou tirá-lo do caso. Mas Sérgio Moro persiste e merece uma manifestação pública e clara de apoio ao importantíssimo trabalho que tem conduzido no desmonte da quadrilha.

3- Porque a “oposição” precisa de pressão

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Mesmo que haja base jurídica para o impeachment, é claro que ele depende, quase que inteiramente, de vontade política. É o Legislativo que decide. Por isso, infelizmente, precisamos dos frouxos do PSDB. Se depender dos tucanos, o PT governará por mil anos.

FHC já se posicionou contra o impeachment. Ele mandou avisar que “Não adianta nada tirar a presidente”.  As manifestações do dia 15 de março cumprem também este papel fundamental: transformar os meninos assustados do PSDB em homens de verdade.

4- Porque a campanha de Dilma “foi financiada com propina” 

É o que diz Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços da estatal, em depoimento à CPI da Petrobrás. Ele afirmou que foram solicitados 300.000 dólares do esquema de lavagem de dinheiro para serem injetados na campanha de Dilma Rousseff à Presidência em 2010.

5- Porque Dilma merece ser demitida e não você

Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Brasil sofrerá um aumento do desemprego durante três anos. A OIT alerta que a desaceleração da economia terá um custo social elevado. Estima-se que 26 mil empregos líquidos foram perdidos em janeiro. A demissão bateu na porta de mais de 400 trabalhadores da General Motors, em São José dos Campos. A coisa certa a se fazer é demitir a Dilma.

6- Porque a inflação está descontrolada

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O aumento da inflação é esperado por 81% dos brasileiros, segundo o Datafolha. Trata-se do pior patamar desde dezembro de 1997, quando esta pergunta começou a ser feita. Os analistas concordam: eles elevaram a projeção para a inflação medida pelo IPCA, de 7,33% para 7,47%. O valor segue acima do teto da meta definida pelo governo.

7- Porque quem está sangrando é a Petrobrás

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A agência de classificação de risco Moody’s rebaixou todas as notas de crédito da Petrobras. A empresa perdeu grau de investimento. Foi o terceiro rebaixamento em quatro meses. A Moody’s avaliou que a corrupção na Petrobras deve afetar negativamente vários setores, como a cadeia de produção de petróleo e gás, construção e infraestrutura.

8- Para garantir que ninguém ficará impune (desta vez)

O petista José Genoino foi condenado pelo crime de corrupção ativa por participação no esquema do mensalão. Sua pena era de 4 anos e 8 meses de reclusão em regime semiaberto, além de 180 dias-multa. Porém, o Supremo Tribunal Federal extinguiu toda a pena de José Genoino e agora o petista é um homem livre. Se não houver pressão, o mesmo vai ocorrer com os políticos cuja responsabilidade ficar demonstrada no caso do Petrolão.

9- Porque Dilma mentiu e merece cair

Durante a campanha Dilma acusava o PSDB de “plantar inflação para colher juros”. E a inflação saiu do controle. Dilma havia dito que não haveria aumento de impostos, mas nos primeiros dias do 2º mandato aumentou em 22% os tributos sobre a gasolina, subiu a alíquota para importações (de 9,25% para 11,75%) e dobrou a taxa de IOF (de 1,5% para 3%). Dilma candidata prometeu Hong Kong e entregou uma Venezuela. Ela merece cair.

10- Porque a economia está no atoleiro

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Aqui só é preciso citar a última capa da The Economist dedicada ao Brasil. A revista especializada diz em editorial que a economia estagnada, a inflação voltou e ainda existe a diminuição dos investimentos, fora o escândalo de corrupção da Petrobras que paralisou de empreiteiras. Dilma prometeu pleno emprego e aumento dos salários, mas “após dois meses no cargo, os brasileiros estão percebendo que o que lhes foi vendido era falso”.

11Porque vivemos uma crise de confiança

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) caiu 4, 9% em fevereiro, na comparação com janeiro, ao passar de 89,8 para 85,4 pontos. De acordo com especialistas, a combinação entre alta da inflação, dos juros e perspectivas dramáticas para o mercado de trabalho deflagrou uma onda de pessimismo. Não há como recuperar a economia, a credibilidade no mercado internacional o otimismo com o PT no poder.

12- Pra dizer à Lula que ninguém está acima da lei

O delator Pedro Barusco, ex-gerente de Serviços da Petrobras, disse à CPI da Petrobrás que a corrupção da Petrobras foi “institucionalizada” a partir de 2003 ou 2004, já no governo Lula. O chefe de Dilma também precisa ser responsabilizado e o dia 15 de março é uma grande oportunidade para lembrar que ninguém está acima da lei.

13- Porque é preciso barrar o projeto totalitário do PT

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O PT odeia a democracia e só participa dela de maneira absolutamente oportunista e instrumental. Não é por acaso que Dilma voltou a defender a censura – disfarçada de regulação – da mídia logo no início do seu segundo mandato. Diante da possibilidade de perder o poder, Lula não hesitou em ameaçar provocar um conflito civil. É preciso tirar essa gente do poder antes que seja tarde demais – como na Venezuela.

14- Para manter FHC calado!

O PT culpa FHC até mesmo pela corrupção que acontece no governo Dilma! Mas o tucano não é homem suficiente para defender o próprio legado. E pior: ainda joga um balde de água fria na expressiva parcela da população que tem fibra moral e não sangue de barata. As declarações dele são desastrosas: “Impeachment não é uma coisa desejável e ninguém se propõe a liderar isso”. 15 de março é dia de pedir pra FHC nunca mais abrir a boca!

15- Porque podemos vencer!

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O seu parente derrotista precisa saber: podemos vencer o PT! As pesquisas de opinião jogam Dilma em patamares de impopularidade inéditos em seu governo. Em Minas Gerais, onde ela venceu a eleição, a pesquisa mostra que 62% dos mineiros consideram seu governo “ruim” ou “péssimo”. Outra pesquisa mostra que metade dos parlamentares avalia como “ruim ou péssima” a relação com o Executivo. O governo Dilma já acabou.

Brasileiros e brasileiras, uni-vos! Vós não tendes nada a perder a não ser vossos ladrões!

 

Jean Wyllys, saia do armário!

O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) ainda não saiu do armário. É uma pena, pois como ele mesmo diz, apesar de difícil, sair do armário é sempre melhor do que permanecer nele. No começo é preciso coragem pra se assumir, mas depois tudo passa a fazer sentido!

Jean Wyllys é um dos estridentes apoiadores do projeto de lei 1780/2011, de autoria do deputado Miguel Corrêa (PT-MG), que estabelece que a “tradição islâmica” faça parte da grade curricular do ensino básico no Brasil. Porque devemos ser plurais, etc.

O interessante é que o mesmo Jean Wyllys afirmou categoricamente – na audiência pública sobre o Plano Nacional de Educação no Congresso – o seguinte:

“A laicidade pressupõe que o Estado está protegido dos dogmas de qualquer religião. Ou seja, o Estado não pode atender em suas políticas públicas e diretrizes os dogmas de nenhuma religião, senão ele teria que atender os dogmas de todas”.

Mas, então, como justificar o apoio a um projeto de lei que coloca a tradição islâmica no currículo escolar do ensino básico? E por que negar o mesmo para a tradição judaico-cristã?

A fala do deputado reeleito em 2014 pelo Rio de Janeiro – atrás de Jair Bolsonaro, Clarissa Garotinho e Eduardo Cunha – fica mais clara quando ele completa:

“É muito curiosa a preocupação de setores fundamentalistas religiosos no Brasil.Aliás, não fundamentalistas religiosos porque não vemos fundamentalismos
de outras religiões; vemos fundamentalismos apenas as religiões cristãs. Não são todos fundamentalistas, mas há muitos na comunidade cristã!

Ou seja, o problema de Jean Wyllys não é necessariamente com as religiões e seus fundamentalismos, mas especificamente com o fundamentalismo cristão.  O que Jean chama de fundamentalista cristão?

É simples: fundamentalista cristão é aquele que discorda da agenda ideológica da esquerda; e o cristão não-fundamentalista é aquele que aceita a agenda ideológica da esquerda.

Fundamentalistas debaixo da cama

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Jean Wyllys resiste em sair do armário, mas dá muita pinta. Ao ver uma simples foto do grupo Gladiadores do Altar, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), na qual seus membros estão uniformizados e enfileirados, Jean Wyllys surtou em sua fanpage:

 Quando atentaremos de verdade para o monstro que emerge da lagoa? Quando começarem a executar os “infiéis” e ateus e empurrar os homossexuais de torres altas como vem fazendo o fundamentalismo islâmico no Oriente Médio? Não é porque tem a palavra “cristão” na expressão que o fundamentalismo cristão deixa de ser perigoso e não fará o que já faz o fundamentalismo islâmico

É interessante notar que o fundamentalismo islâmico só existe para Jean Wyllys quando lhe permitir atacar o cristianismo em seus arroubos retóricos.  Comparar meia dúzia de jovens evangélicos da IURD com decapitadores de pessoas é apenas um dos absurdos da declaração.

Gladiadores do Altar é um projeto social da Igreja Universal que tem como objetivo recrutar jovens para ações de impacto social em comunidades carentes e durante desastres como enchentes:

Seus membros são voluntários da Força Jovem Universal, programa social que conta com milhões de jovens em todo o Brasil e em outros países e que desenvolve atividades culturais, sociais e esportivas para auxiliar no resgate e amparo de populações de rua, viciados, jovens carentes e em conflito com a lei.   

Como bem definiu a própria Igreja Universal, em excelente resposta postada no site da igreja e distribuída à mídia gospel…

“Buscar uma motivação violenta ou condenável em jovens uniformizados que marcham e cantam unidos em igrejas é tão absurdo quanto enxergar orientação fascista em instituições como o Exército da Salvação e o Movimento Escoteiro, ambas organizações mundiais com base cristã e que, como a Universal, também se utilizam a analogia militar de forma positiva e pacífica”.

A verdade é que para Jean Wyllys pouco importam os fatos. O importante é enxergar em qualquer acontecimento uma prova de que o Brasil é uma teocracia em gestão e apenas um deputado socialista descolado, sempre vigilante no facebook, pode realmente nos salvar! 

Um Foucault tupiniquim

As coisas ficariam mais claras para todos os lados se Jean Wyllys simplesmente saísse do armário e assumisse que sua política é fruto de puro ódio contra cristãos e conservadores. O deputado socialista até perdoa famosos esquerdistas homofóbicos, mas jamais os cristãos:

“O argumento de que ‘Che Guevara era homofóbico’ além de empobrecer uma rica biografia e de simplificar uma personalidade complexa – e só ignorantes são capazes desse reducionismo constrangedor – não leva em conta que em sociedades capitalistas como a nossa e dos EUA os homossexuais são vítimas não só de discursos de ódio, mas de homicídios numa proporção assustadora (…)”

jean_che_reaçonariaOu seja: OK, Che era homofóbico, mas vamos mudar de assunto e falar dos Estados Unidos, aquela maldita democracia fundada por cristãos protestantes onde negros, gays e mulheres podem votar e ser eleitos!

Tal como Michel Foucault – outro socialista libertário encantado com o islamismo – Jean Wyllys até tolera os ensinamentos dos Aiatolás (que não gostam muito de gays né…). Wyllys só não tolera o opressivo cristianismo das democracias ocidentais.

Em tempo: sou contra educação religiosa nas escolas públicas. Religião é uma questão da esfera individual e das famílias e o Estado deve passar longe de qualquer proselitismo.

Mas é uma ingenuidade pensar que os intelectuais de esquerda são contra teocracias: desde que seja uma teocracia inimiga dos Estados Unidos, do cristianismo ou da civilização ocidental, dá pra sentar e conversar. Rola até um encontro entre socialistas libertários e Aiatolás.

Quem sabe um dia, como o filósofo francês que enxergava o Ocidente como uma grande prisão, Wyllys vá visitar o Irã teocrático – onde os homossexuais são enforcados, mas a retórica é anti-imperialista – e volte de lá com ótimas impressões. Vamos lá, Jean, saia do armário!

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