Thiago Cortês

@SouDescortes

Cem anos de pedofilia: o mínimo que você precisa saber

Em abril de 2002, portanto, há 15 anos, o filósofo Olavo de Carvalho publicou no jornal O Globo o artigo “Cem anos de pedofilia”, no qual denunciou o movimento pró-pedofilia que ganhava força na academia e nos meios de produção cultural de massa.

Considero este artigo, com o qual tive contato muito anos atrás, de importância cardeal para a compreensão mais profunda da onda de relativismo moral e cultural que estamos enfrentando hoje e cuja consequência será a aceitação do sexo entre crianças e adultos.

Olavo enfatizou, no referido artigo, que erotização da infância produziria graves consequências em longo prazo e que a mais nefasta delas seria a gradual aceitação cultural e moral da pedofilia como uma simples opção sexual:

O advento da pílula e da camisinha, que os governos passam a distribuir alegremente nas escolas, soa como o toque de liberação geral do erotismo infanto-juvenil. Desde então a erotização da infância e da adolescência se expande dos círculos acadêmicos e literários para a cultura das classes média e baixa, por meio de uma infinidade de filmes, programas de TV, “grupos de encontro”, cursos de aconselhamento familiar, anúncios, o diabo. A educação sexual nas escolas torna-se uma indução direta de crianças e jovens à prática de tudo o que viram no cinema e na TV.

Porém, conforme destacou o filósofo em seu artigo, a legitimação nesse nível de erotização havia sido “apenas insinuada”. Havia, contudo, sementes de promoção aberta da pedofilia, incluindo uma inacreditável defesa da pedofilia como direito das crianças!

Em seu artigo magistral, Olavo de Carvalho identificou as origens e desenvolvimentos históricos do lobby da pedofilia

Escreveu Olavo:

Em 1981, no entanto, a “Time” noticia que argumentos pró-pedofilia estão ganhando popularidade entre conselheiros sexuais. Larry Constantine, um terapeuta de família, proclama que as crianças “têm o direito de expressar-se sexualmente, o que significa que podem ter ou não ter contatos sexuais com pessoas mais velhas”. Um dos autores do Relatório Kinsey, Wardell Pomeroy, pontifica que o incesto “pode às vezes ser benéfico”.

A pretexto de combater a discriminação, representantes do movimento gay são autorizados a ensinar nas escolas infantis os benefícios da prática homossexual. Quem quer que se oponha a eles é estigmatizado, perseguido, demitido. Num livro elogiado por J. Elders, ex-ministro da Saúde dos EUA (surgeon general — aquele mesmo que faz advertências apocalípticas contra os cigarros), a jornalista Judith Levine afirma que os pedófilos são inofensivos e que a relação sexual de um menino com um sacerdote pode ser até uma coisa benéfica. Perigosos mesmo, diz Levine, são os pais, que projetam “seus medos e seu próprio desejo de carne infantil no mítico molestador de crianças”.

Estão contidos nesta apologia da pedofilia do terapeuta Larry Constantine os truques linguísticos do discurso que separa pedofilia do abuso sexual em si – e que encontrou eco em liberais pró-direitos humanos…

A jornalista Judith Levine afirmou com todas as letras que “os pedófilos são inofensivos” que e os pais são os verdadeiro perigo, pois impedem que seus filhos exerçam seu direito de se relacionarem sexualmente com adultos!

É claro, como Olavo bem alerta, os pedófilos raramente chamarão a pedofilia pelo nome. Eles preferem termos técnicos que suavizam suas intenções, como, por exemplo, o polido e apelativo “amor intergeracional”.

Conforme previsto por Olavo de Carvalho, a confusão no campo da linguagem é cada vez maior, e não é por acaso…

A relativização da pedofilia no Brasil

Em 2014 o jornalista brasileiro Hélio Schwartsman publicou na Folha de S. Paulo o artigo “Pedofilofobia”, de título autoexplicativo, no qual questionou a decisão da Justiça brasileira que, na época, havia mandado recolher todos os exemplares da revista Vogue Kids, que trazia fotos de adolescentes em poses sensuais.

Artigo publicado na Folha, em 2014, questionava a oposição “contra tudo o que aproxime crianças de sexo”

O jornalista classificou a decisão judicial de censura e falou como se fosse um defensor dos direitos sexuais das crianças:

“Ainda que se admita que as imagens sejam sensuais, isso configura um caso em que o Estado deveria ser acionado para passar por cima da autonomia das jovens modelos e de seus pais que autorizaram a participação na campanha? [..]Por que, então, tanta gente apoia as investidas de promotores contra tudo o que aproxime crianças de sexo?

Por que tanta gente apoia investidas contra tudo que aproxime crianças do sexo? Ora essa, o artigo de Schwartsman de 2014, no qual ele acusa os que ficaram irados com a revista de “histéricos” com “sensibilidades superaguçadas”, foi um claro teste da opinião pública.

O caso da revista Vogue Kids foi emblemático. Muitos, incluindo liberais, vieram em socorro da revista com os velhos clichês da liberdade individual e da liberdade de expressão.

O ensaio da Vogue Kids, de 2014, trazia crianças em poses sensuais

Desde então só temos descido ladeira abaixo na relativização da pedofilia.

Tal como o terapeuta Larry Constantine, citado por Olavo de Carvalho, o ativista LGBT Luiz Mott, professor da UFBA e presidente do Grupo Gays da Bahia, tem uma abordagem no mínimo escandalosa sobre o relacionamento sexual entre crianças e adultos.

Em artigo intitulado “Pedofilia e pederastia”, escrito ainda em 1997, assinado e publicado em seu blog pessoal, Mott afirma com todas as letras:

A meu ver, o tabu e repressão às relações  sexuais entre adultos e jovens se escora em dois preconceitos: que sexo tem idade certa-legal  para começar e que toda relação entre alguém mais velho e alguém mais jovem implica sempre em violência e opressão. Estudos comprovam que ainda no útero o bebê já tem ereção e a teoria de Freud  sobre a libido infantil hoje é aceita por todos.  Muitas tribos da Oceania permitem e vêem com naturalidade os jogos sexuais das crianças, seja do mesmo sexo, seja do oposto. [..] Um meu amigo negro baiano contou-me que guarda na lembrança o gesto carinhoso de sua mãe, que  costumava beijar e chupar sua “rolinha” quando tinha 2 ou 3 anos.

Mott ainda adverte seus seguidores, em tom de lamento, a respeitarem a idade de consentimento sexual, mas convoca-os a lutar por mudanças na lei:

Fica aqui nosso aviso aos navegantes: enquanto continuar em  18 anos a idade da maioridade sexual em nosso país, o jeito é obedecer a lei pois a justiça e a sociedade civil estão cada vez mais rigorosas em punir o que chamam de “prostituição infanto-juvenil” e pedofilia. Mas nada impede-nos de lutar pela redução da idade do consentimento sexual

Neste vídeo podemos ver o senhor Luiz Mott inaugurando, orgulhoso, o primeiro “Museu Erótico” do Brasil e exibindo, satisfeito, a estátua de uma criança nua.

Luiz Mott e a estátua de uma criança nua, em seu “museu erótico”

As bases para a aceitação do sexo entre crianças e adultos, portanto, já foram lançadas no campo da psicologia brasileira, e darão subsídios para o lobby da pedofilia, que marcha visando mudanças na lei.

Não tenho dúvidas de que performance ocorrida na abertura do 35º Panorama da Arte Brasileira no Museu de Arte Moderna (MAM, na última terça-feira (26), é mais um tom na escalada da relativização da pedofilia no Brasil.

É preciso dessensibilizar a opinião pública, como ensinou meu amigo Matheus Cajaíba, para, em seguida, conseguir o que se pretende alcançar, o que neste caso significa a legalização do sexo entre crianças e adultos.

Liberais que defenderam a exposição QueerMuseum e a aberração do MAM – em nome de uma visão absolutamente equivocada da liberdade individual –  estão, portanto, inconscientemente contribuindo o avanço da aceitação cultural da pedofilia.

E quando a pedofilia vier na forma de lei, os nossos liberais, que jamais investigaram os meios e as causas da revolução cultural como Olavo de Carvalho, acatarão felizes a mudança na lei como expressão genuína e digna de respeito da liberdade individual…

Lobby da pedofilia

Em 2014 publiquei no site Gospel Prime o artigo “Lobby da pedofilia: está bem na sua porta”, no qual também citei o artigo de Olavo de Carvalho e alertei para as evidências de que o movimento LGBT iria adotar a pedofilia como sua próxima causa.

Comentei, naquele artigo esquecido, a repercussão entre psicólogos brasileiros da iniciativa  da Associação de Psicologia Americana (APA), que em Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais, classificou a pedofilia como “orientação ou preferência sexual”.

Os que protestaram contra a APA está foram considerados “fundamentalistas” e “intolerantes”. Para os psicólogos de esquerda e parte do lobby LGBT nos EUA, o homem que deseja transar com uma criança é só um cara diferente…

Alguns psicólogos brasileiros também comemoraram um artigo publicado em 2012 pelo jornal britânico The Guardian, assinado por Jon Henley, intitulado “Pedofilia: trazendo os desejos da escuridão para a luz”. No famigerado artigo, o autor diz com todas as letras:

Há uma convicção crescente, nomeadamente no Canadá, de que a pedofilia deveria ser classificada como uma orientação sexual diferente, como a heterossexualidade ou homossexualidade.

Notei, tomando como base a brilhante análise de Olavo de Carvalho, que não deveríamos considerar tudo isso apenas opiniões dispersas, aqui e ali, de forma desconexa. Trata-se de um movimento planejado que visa legitimar a pedofilia como opção sexual.

Tudo isso funciona da seguinte maneira: primeiro, o tema ganha força na academia, depois na imprensa e, enfim, resulta em um poderoso lobby político […] Muito se falou contra o preconceito aos que têm ‘preferências sexuais diferentes’. É claro que os homossexuais merecem nosso respeito. [..]

Mas o lobby LGBT foi muito além da busca legítima por direitos e trouxe uma agenda que pretende operar mudanças radicais na estrutura cultural da sociedade. Tudo em nome da desculpa de  “combater os preconceitos” .Esse discurso abre as portas para legitimização de todas as práticas sexuais. O lobby da pedofilia é a próxima etapa.

Com os pedófilos, contra a família

Em seu artigo de 2002 Olavo de Carvalho também afirmou que organizações feministas ajudam a desarmar as crianças contra os pedófilos e armá-las contra a família, baseadas em teorias psiquiátricas obscuras sobre pais estupradores em um a cada quatro lares.

A histeria contra assovios e “cantadas” é uma forma de acuar os homens em seus rituais tradicionais de paquera. Mas soma-se a ela a posição paradoxal de feministas e psiquiatras esquerdistas de que a pedofilia não causa mal:

A consagração mais alta da pedofilia vem num número de 1998 do “Psychological Bulletin”, órgão da American Psychological Association. A revista afirma que abusos sexuais na infância “não causam dano intenso de maneira pervasiva”, e ainda recomenda que o termo pedofilia, “carregado de conotações negativas”, seja trocado para “intimidade intergeracional”.

E tudo isso tem uma origem ainda mais profunda, que remonta às próprias origens da psicanálise, com os elementos freudianos de sexualização da vida familiar.

Disse Olavo:

O movimento de indução à pedofilia começa quando Sigmund Freud cria uma versão caricaturalmente erotizada dos primeiros anos da vida humana, versão que com a maior facilidade é absorvida pela cultura do século. Desde então a vida familiar surge cada vez mais, no imaginário ocidental, como uma panela-de-pressão de desejos recalcados.

No cinema e na literatura, as crianças parecem que nada mais têm a fazer do que espionar a vida sexual de seus pais pelo buraco da fechadura ou entregar-se elas próprias aos mais assombrosos jogos eróticos.

Confesso que quando li este artigo, anos atrás, pouco depois de haver abandonado o esquerdismo, imaginei que fosse uma peça típica de teorias da conspiração.

Mas hoje percebo o quanto Olavo foi preciso em sua análise do avanço do lobby da pedofilia, que vem sorrateiro, utilizando-se de subterfúgios mil, entre eles a apologia disfarçada de arte, e a ocupação da linguagem por novos termos que suavizam o impacto daquilo que se está propondo de fato e, assim, pavimentam a chegada da pedofilia como opção sexual.

O filósofo não apenas identificou as origens, premissas e desenvolvimentos históricos do lobby da pedofilia no mundo, como também previu quais seriam os próximos passos deste poderoso lobby, que hoje no Brasil atua com força na academia e na mídia, como nos EUA de décadas atrás, para em breve, quando a opinião pública estiver dessensibilizada, lançar as bases de mudanças legais de proteção aos pedófilos e sua prática nefasta e intolerável.

Olavo tinha e tem toda razão.

 

Escola Sem Partido: nos ajude a vencer em Jundiaí!

Caberá aos vereadores de Jundiaí decidir hoje se o assédio ideológico que milhares de estudantes brasileiros sofrem será enfrentado ou ignorado nos limites do município.

Os alunos da rede municipal de ensino de Jundiaí podem receber proteção legal especifica contra a doutrinação ideológica se os vereadores aprovarem o projeto de lei N º12.347/2017, do vereador Antônio Carlos Albino, institui o Escola Sem Partido no âmbito municipal.

A sessão que será realizada às 18h00 de hoje, na Câmara Municipal, deve atrair muitos defensores e adversários de uma educação plural e livre de aparelhamento.

Como era de se esperar, os defensores da “escola Com partido” – ou seja, de uma educação com doutrinação ideológica, com viés político e partidário, com militantes disfarçados de professores promovendo a sexualização precoce de crianças – estão engajados em uma campanha de mentiras sujas contra o Escola Sem Partido.

A OAB de Jundiaí que, “surpreendentemente” (risos) parece um diretório jurídico da esquerda da cidade, se levantou contra o projeto de lei. E serviu de fonte para a manchete tendenciosa do Jornal de Jundiaí: “Juristas alertam que projetos em votação na Casa são ilegais”.

A OAB de Jundiaí, cuja vice-presidente é casada com o vereador (e ex-comunista) Cristiano Lopes, ignorou solenemente o parecer em favor do Escola Sem Partido assinado pelo jurista Ives Granda, professor emérito da Faculdade de Direito da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Para os “juristas” ouvidos pelo Jornal de Jundiaí,  que ignorou Ives Granda, combater o assédio ideológico em sala de aula é “inconstitucional”.

O mais surpreendente que é o Jornal de Jundiaí manchetou que o projeto de lei é ilegal sem apresentar ao seu leitor a informação do parecer do dr. Ives Granda e nem sequer oferecer ao seu leitor qualquer versão em defesa do “outro lado”.

Foram sete parágrafos de acusações contra o Escola Sem Partido e apenas dois concedendo fala ao vereador Albino, que é o autor do projeto de lei no município.

Trata-se de um jornalismo tendencioso e de péssimo nível, mas que será usado pela militância de esquerda para creditar e justificar a pressão contra os vereadores da cidade.

Os vereadores analisarão, na sessão de hoje, o projeto de lei, sob forte pressão. E precisam saber que têm forte apoio não apenas na cidade, mas de todos os brasileiros que defendem uma educação plural e sem viés partidário.

Se você puder, envie sua mensagem de apoio ao Escola Sem Partido para vereadores:

DIKA XIQUE XIQUE
Partido: PR
E-mail: dikaxiquexique@camarajundiai.sp.gov.br
Facebook: https://www.facebook.com/dikajundiai00

ARNALDO DA FARMÁCIA
E-mail: ver.arnaldo@camarajundiai.sp.gov.br
Facebook: https://www.facebook.com/vereadorArnaldodaFarmaciaPDT/

MARCIO CABELEIREIRO
E-mail: marciocabeleireiro@camarajundiai.sp.gov.br
Facebook: https://www.facebook.com/marcio.cabeleireiro.73

RAFAEL TINTAS COLÔNIA
E-mail: rafaelantonucci@camarajundiai.sp.gov.br
Facebook: https://www.facebook.com/rafael.antonucci.7

ROMILDO ANTONIO DA SILVA
E-mail: romildo@camarajundiai.sp.gov.br
Facebook: https://www.facebook.com/romildo.antonio.jundiai

 

A arte do ódio – uma agenda cultural contra os cristãos

O que temos testemunhado no Brasil nos últimos dias é uma campanha de ódio contra os cristãos. Uma agenda de ataques disfarçada de “arte” para, com apoio da mídia, demonizar quem acredita em Deus e preza pela família.

Essa é a verdade que você jamais conhecerá através da mídia.

O roteiro é simples: alguém enfia um crucifixo no ânus, ou promove uma “exposição” com clara apologia à pedofilia, ou escreve uma peça na qual Cristo é travesti, os apóstolos são gays ou Maria, mãe de Deus, uma prostituta.

Tudo “em nome da arte”.

Os cristãos sentem o golpe, percebem que sua fé foi atacada de maneira vulgar e violenta, e decidem reagir. Porém, ao reagir com boicotes ou buscando o amparo da lei, são taxados de extremistas, de ignorantes, de jecas sem cultura.

A exposição no Santander Cultural que retratava uma “criança viada”: se você é contra, só pode ser um caipira incapaz de apreciar a arte

Ao reagir, somos jogados na “cesta de deploráveis”, para lembrar o termo que Hillary Clinton usou para tentar demonizar os eleitores de Donald Trump, chamando-os de fanáticos religiosos, homofóbicos, sexistas, racistas e etc.

Nada disso é por acaso; cada ação dessas é planejada em detalhes, calculada para provocar a reação indignada dos cristãos e, subsequentemente, legitimar na mídia e na militância o discurso de ódio contra os cristãos.

Várias táticas estão sendo combinadas nesta orquestração que visa promover a demonização gradual e sistemática dos cristãos brasileiros.

Quem estuda os tópicos de guerra política pode se lembrar de algumas das ideias de Saul Alinsky, o guru de Hillary, Obama e de parte da esquerda americana.

Em “Regras para Radicais” Alinsky ensinou, entre muitas coisas, que a esquerda deve manter fogo concentrado contra um alvo, provocá-lo, ridicularizá-lo, promover o máximo de tensão, e então atribuir a culpa ao alvo.

 Alguma semelhança com o roteiro que descrevi acima?

 Santander Cultural e Jundiaí

 Na última semana tivemos exemplos claros dos usos desta estratégia.

A exposição “QueerMuseu”, do Santander Cultural, foi uma afronta clara e brutal aos valores do povo brasileiro, majoritariamente cristão. Mesmo os não-cristãos, de outras religiões, ficaram ofendidos com o uso de crianças em situações sexuais nas imagens.

O quadro sobre a “criança viada” não deixa dúvidas de que a intenção dos autores é era o choque puro, a tensão, o ataque contra os valores do brasileiro comum.

Mas a exposição, que foi visitada por crianças em idade escolar, ia muito além, contando com um espaço para os visitantes que se tocassem e “alterassem a percepção de gênero”.

Os brasileiros reagiram em massa, por meio de um boicote vitorioso que resultou no desligamento de milhares de correntistas do Santander.

E como reagiram os “artistas”? Acusando os cristãos em boicote de conspirar contra a liberdade de expressão, de não entender nada sobre arte, que é pura, imaculada, acima da crítica, do bem e do mal.

O mesmo ocorreu em Jundiaí, por duas vezes, nesta semana.

“A Princesa e a Costureira”, a peça infantil LGBT cuja encenação se dará em evento que receberia verbas públicas em Jundiaí

A peça infantil “A Princesa e a Costureira”, baseada em um conto de fadas LGBT, havia inserida na Semana da Diversidade Sexual, promovida por uma ONG e apoiada pela Prefeitura de Jundiaí, com direito a financiamento público!

Uma petição online e a mobilização de pessoas de todo País fez com que o prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB) recuasse do financiamento do evento, que continua de pé, mas agora sem a destinação de verbas públicas.

A militância LGBT de Jundiaí imediatamente taxou a mobilização como uma conspiração de preconceituosos.

Com a repercussão negativa do caso Santander, Prefeitura e militância justificaram que a peça infantil, baseada em conto de fadas, não tinha crianças como público-alvo…

Mas tem muito mais.  Na sexta-feira, dia 15, o Sesc de Jundiaí abrigaria a encenação da peça “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu”, na qual Cristo é retratado como uma mulher trans e os apóstolos são homossexuais.

Uma claríssima releitura ideológica dos Evangelhos com objetivo de transformar Jesus no garoto-propaganda do Lobby LGBT. A inglesa Jo Clifford, autora do texto em inglês no qual a referida peça se inspira, esteve no Brasil no ano passado.

Em entrevista à Folha, Clifford deu uma amostra do tipo desconstrução social que ela pretende promover com seu texto “inocente” e “cristão”:

Hoje Clifford diz que se considera um “terceiro sexo” (toma hormônios, mas não fez cirurgia para mudar seus órgãos genitais). Suas filhas ainda a chamam de pai. Seu neto, 4, de avó. “E ambas [as definições] são verdadeiras”

A encenação de “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu” em Jundiaí foi impedida por força de liminar expedida pelo juiz Luiz Antônio de Campos Junior, que viu na peça elementos de vilipêndio e preconceito contra religião.

Escreveu o juiz em sua liminar:

Não se trata aqui de imposição a uma crença e nem tampouco a uma religiosidade. Cuida-se na verdade de impedir um ato desrespeitoso e de extremo mau gosto, que certamente maculará o sentimento do cidadão comum, avesso à esse estado de coisa.

 A decisão do juiz claramente tem amparo na lei que tipifica crimes de preconceito contra religião, conforme o Artigo 208 do Código Penal.

Foi o suficiente para que se levantasse a narrativa de que está havendo uma onde homofobia, preconceito e ódio contra os homossexuais em Jundiaí.

Jundiaí e a Espiral do Silêncio

A peça  “O evangelho segundo Jesus Cristo, a Rainha dos Céus”

A verdade é que a população cristã de Jundiaí tem sido bombardeada por uma série de provocações de uma campanha de desensibilização que visa voltar a opinião pública contra os religiosos, que passam a ser taxados de extremistas.

É a famosa Espiral do Silêncio, termo cunhado pela cientista política alemã Elisabeth Noelle-Neumann, cuja teoria se baseia na ideia de que a opinião pública pode ser uma forma de controle, sendo usada por uma minoria contra determinados grupos.

Noelle-Neumann explica que um grupo se apossa dos meios de comunicação em massa e passa impor suas opiniões como se fossem a opinião da maioria ou, como se costuma chamar, a tal opinião pública.

A partir daí, quem tem opinião contrária acaba se omitindo com medo do conflito com a “opinião pública”, o que pode resultar em marginalização e isolamento.

Os cristãos de Jundiaí estão, hoje, enfrentando acusações de preconceito e homofobia, acuados e atacados por uma militância raivosa que fez de tudo para provocá-los, para chocar sua sensibilidade religiosa e moral.

A Espiral do Silêncio está em pleno curso na cidade.

Porém, existem sinais de resistência, com a criação de grupos denunciando tais táticas e lutando pela aprovação do Projeto de Lei Escola Sem Partido no município.

O ódio embalado como arte

A tática utilizada nesta agenda de ódio contra os cristãos é muito eficiente: embrulhar todo esse ressentimento, todos esses ataques gratuitos e toda essa animosidade na embalagem de “arte”.

Desta maneira, aos militantes disfarçados de artistas é possível escudar-se sob o manto imaculado da arte que garante irrestrita liberdade de expressão.

Ou será por acaso que quase todos os artistas envolvendo nesta agenda cultural contra cristãos têm estão ligados a partidos e ideologias de extrema esquerda?

O que eles fazem passa muito longe da sacralidade imposta pela ideia da arte pura que justifica a si mesma, por seu valor estético ou filosófico. Nada do que fazem está desligado de motivos políticos, ideológicos e até partidários.

Precisamos chamá-los pelo nome, sim, e questionar o valor das suas criações culturais a partir do conteúdo ideológico que elas carregam.

Se nem Jesus Cristo é sagrado para os nossos artistas, não é a arte ideológica deles que merece ser tratada como algo sagrado para nós.

 

 

 

Marmanjo no banheiro da sua filha? Agradeça ao Alckmin!

Se sua filha é aluna da rede de ensino público no Estado de São Paulo, ela estará sujeita a dividir, a partir de agora, o banheiro da escola com colegas do sexo masculino. Sim, qualquer um deles poderá levar o pênis para passear no banheiro que sua filha frequenta.

É este o resultado prático da pérfida e abusiva lei estadual nº 10.948, assinada pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em 24 de maio passado.

Por meio dela, Alckmin “regulamentou o uso do banheiro nas escolas públicas do Estado de acordo com a identidade de gênero em que cada aluno se reconhece”.

Em bom português, o aluno que se identificar como mulher ou com alguma das dezenas de variações que o elástico e indefinível rótulo de transgênero oferece, poderá ir ao banheiro feminino para quebrar tabus enquanto urina ou defeca.

Um atentado contra a segurança e a privacidade das crianças e adolescentes, sancionado por Geraldo Alckmin – esta massa humana de covardia, tibieza de espírito e falta de coragem moral a quem entregamos São Paulo por absoluta falta de opção.

Para tentar justificar esta situação kafkiana inaugurada nas escolas paulistas, o governo Alckmin enviou um release mentiroso e vergonhoso à imprensa, afirmando, em tom triunfal, que o banheiro unissex é um “direito garantido aos alunos paulistas”.

O texto cita que “já chega a 365 o número de estudantes que usam o nome social” em São Paulo, como se isso justificasse alguma coisa. Mas é exatamente o contrário!

Ora, basta ponderar que são quatro milhões de crianças e adolescentes matriculados na rede estadual de ensino de São Paulo. Portanto, a lei de Alckmin submete milhões de estudantes aos caprichos de pouco mais de 300 indivíduos…

A gulosa militância LGBT

A medida levará ao constrangimento centenas de milhares de alunos e alunas que não pediram para dividir seus banheiros com colegas do sexo oposto.

Alckmin apresentou sua lei na semana que se comemora a Semana Internacional de Luta Contra a Homofobia. Um claro agrado à gulosa militância LGBT, que só estará satisfeita quando os héteros forem privados do direito a clubes e banheiros exclusivos.

O que combate a homofobia – bem entendida como atos de violência contra homossexuais, e não o desconforto natural e não-violento que muitos têm diante deles – são punições exemplares e não uma lei estúpida que transforma banheiros, que costumamos usar para defecar e urinar, em espaços para afirmação de novas identidades sexuais.

Geraldo Alckmin é incapaz de oferecer segurança aos estudantes e professores que são obrigados a frequentar suas escolas estaduais caindo aos pedaços, mas instalou nelas banheiros unissex para satisfazer meia dúzia de militantes que votam no PSOL.

Alckmin personifica o vácuo de ideias próprias e o medo das patrulhas que corrompeu praticamente toda a classe política. Graças ele, agora todo tipo de sujeito depravado terá franco acesso ao banheiro feminino nas escolas.

Vagões exclusivos para mulheres e banheiros para todos?

Em 2015 o então governo Dilma já havia instituído uma norma federal para banheiros de escolas e universidades, mas sem nenhuma regulamentação específica. Os estados, então, passaram a agir por contra própria em competição pela simpatia das militâncias.

É interessante notar o grau de esquizofrenia dos militantes que exigem vagões específicos para mulheres nos trens, promovendo uma segregação politicamente correta, ao passo que lutam por uma orgia de pênis e vaginas nos banheiros das escolas.

Apenas uma classe política radicalmente apartada da sociedade, ludibriada por fantasias politicamente corretas forjadas por militantes e jornalistas,  respirando em um ambiente de corrupção moral, pode se entregar a tamanhas contradições e falácias.

Geraldo Alckmin, a personificação do exposto acima, é o governador mais frouxo que São Paulo já teve e o seu lugar certamente não é na presidência, mas na lixeira da História.

 

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