Paulo Freire – Pedagogia do Oprimido, uma resenha

paulo-freire-faixa-protesto-890x395No final de 2014, conversei sobre Paulo Freire com uma pessoa de quem gosto muito e que tem opiniões opostas às minhas. Ela perguntou se eu tinha lido algum dos livros dele. Só A Importância do Ato de Ler, mas há tanto tempo que não me lembro de quase nada, respondi. Nunca li Pedagogia do Oprimido, confessei. Você não pode criticar o que não conhece, acusou ela. Prometi que leria Pedagogia do Oprimido e escreveria uma resenha. Aqui está.

Não é uma leitura fácil. Embora o livro não seja extenso, com pouco mais de 100 páginas, levei dois meses para terminar. Achei a linguagem confusa, com termos inventados ou palavras às quais o autor atribui um sentido peculiar, sem contudo definir claramente esse sentido. Muitas vezes, não há um encadeamento lógico entre um parágrafo e o seguinte, entre uma frase e a próxima, entre uma idéia e outra. Nesse aspecto, lembra muito o estilo do Alcorão. Paulo Freire tem um cacoete de separar os prefixos dos radicais das palavras (co-laboração, ad-mirar, re-criar), como se isso significasse alguma coisa. Há muitas passagens com sentido obscuro (vejam algumas abaixo), muitas repetições, citações de supostas autoridades em educação (como Mao, Lênin, Che, Fidel e Frantz Fanon) e menções freqüentes a que se vai voltar ao assunto depois ou a que já se tratou dele antes.

Logo na introdução, somos brindados com esta afirmação: “Se a sectarização, como afirmamos, é o próprio do reacionário, a radicalização é o próprio do revolucionário. Dai que a pedagogia do oprimido, que implica numa tarefa radical cujas linhas introdutórias pretendemos apresentar neste ensaio e a própria leitura deste texto não possam ser realizadas por sectários.” Minha leitura deste trecho é: “Só quem já concorda comigo pode ler o que escrevo.”

Vou apresentar a seguir o que entendi do livro, procurando ao máximo omitir minhas opiniões, que guardarei para o final da resenha.

Paulo Freire descreve dois tipos de educação, uma característica de uma sociedade opressora, outra característica de uma sociedade livre, ou que luta para se libertar. A educação da sociedade opressora é chamada de “bancária”, sempre entre aspas, porque ela deposita conhecimentos nos alunos. Ou seja, ela reduz o aluno a um objeto passivo do processo educacional, no qual são jogadas informações sobre Português, Matemática, História, Geografia, Inglês, Física, Química, Biologia, Filosofia. Já a educação libertadora é chamada de dialógica, porque se baseia no diálogo entre professores e alunos (educadores e educandos, na linguagem do livro). É um processo do qual todos são sujeitos ativos e cuja finalidade é ampliar a consciência social de todos, especialmente dos alunos, para que se viabilize a revolução que acabará com a opressão. O livro não detalha o que a educação libertadora fará depois dessa libertação. Imaginamos que mantenha os educandos conscientes e imunes a movimentos reacionários e contra-revolucionários.

A educação dialógica se baseia no diálogo e o diálogo começa com a busca do conteúdo programático. Na parte do livro em que há mais orientações práticas, Paulo Freire recomenda que seja formado um grupo de educadores pesquisadores que observará os educandos e conversará com eles, em situações diversas, para conhecer sua realidade e identificar o que ele chama de temas geradores, que possibilitarão a tomada de consciência dos indivíduos. Haverá reuniões com a comunidade, identificação de voluntários, conversas e visitas para compreender a realidade, observações e anotações. Os investigadores farão um diagnóstico da situação. Então discutirão esse diagnóstico com membros da comunidade para avaliar o grau de consciência deles. Constatando que esse nível é baixo, vão apresentar as situações identificadas aos alunos, para discussão e reflexão, com o objetivo de despertar sua consciência para sua situação de opressão. Se o pensamento do povo é mágico (religioso) ou ingênuo (acredita nos valores de direita), isso será superado pelo processo, conforme o povo pensar sobre a maneira que pensa, e conforme agir para mudar sua situação de opressão.

Paulo Freire enfatiza que o revolucionário não pode manipular os educandos. Todo o processo tem de ser construído baseado no diálogo e no respeito entre os líderes e o povo. Porém, os líderes devem ter a prudência de não confiar no povo, porque as pessoas oprimidas têm a opressão inculcada no seu ser. Como exemplo de um líder que jamais permitiu que seu povo fosse manipulado, Paulo Freire apresenta Fidel Castro.

A palavra é o resultado da soma de ação e reflexão. Se nos baseamos apenas na reflexão, temos um “verbalismo” estéril. Se nos baseamos apenas na ação, temos um “ativismo” inepto. Os líderes revolucionários e os educadores devem compreender que a ação e a reflexão caminham juntas de maneira indissociável, ou não se atingem os objetivos da educação e da revolução.

As características da opressão são a conquista dos mais fracos, a criação de divisões artificiais entre os oprimidos para enfraquecê-los, a manipulação das massas e a invasão cultural. Os opressores se impõem em primeiro lugar pela força. Depois, jogam os oprimidos uns contra os outros, para mantê-los subjugados. As pessoas são manipuladas para acreditarem em falsos valores que lhes são prejudiciais, embora elas não percebam isso. Sua cultura de raiz é esquecida e trocada por símbolos vazios importados de fora, num processo que esmaga a identidade do povo.

As características da libertação são a colaboração (que Paulo Freire grafa co-laboração), a união, a organização e a síntese cultural. A colaboração está contida em tudo o que foi dito sobre educação dialógica, que é feita em conjunto pelos educadores e educandos. A união entre os oprimidos é fundamental para que tenham força para resistir contra o opressor. No trecho em que explica a organização, é citado o médico Dr. Orlando Aguirre, diretor da Faculdade de Medicina de uma universidade cubana, que afirmou que a revolução implica em três P: palavra, povo e pólvora. Disse o Dr. Aguirre: “A explosão da pólvora aclara a visualização que tem o povo de sua situação concreta, em busca, na ação, de sua libertação.” E Paulo Freire complementa: “O fato de não ter a liderança o direito de impor arbitrariamente sua palavra não significa dever assumir uma posição liberalista, que levaria as massas à licenciosidade.” Ele afirma que não existe liberdade sem autoridade. Sobre a síntese cultural, diz que a visão de mundo do povo precisa ser valorizada.

Agora, o que penso sobre o texto. O próprio Paulo Freire deixa claro em vários momentos, que seu livro não é sobre educação. Ensinar, transmitir conhecimentos, é uma preocupação da educação “bancária” opressora. Não é essa a função de um educador libertador. Não, sua função é criar os meios para uma revolução libertadora, como foram libertadoras as revoluções promovidas pelos educadores citados: Mao, Lênin, Fidel. Ou seja, a única preocupação do livro é com os meios para viabilizar uma revolução marxista. Se você, meu leitor, é professor e acha que essa é a sua função, talvez encontre conhecimentos úteis no livro. Caso contrário, não há mais nada nele.

Fiz uma coletânea de palavras utilizadas por Paulo Freire que poderiam ter saído de um discurso de Odorico Paraguaçu: “involucra”, em lugar de envolve, “implicitados”, em lugar de implícitos, “gregarizadas”, deve ser um derivado de gregário, “unidade epocal”, em lugar de unidade de tempo, “fatalistamente”, por fatalisticamente, “insertado”, por inserido. Dois erros divertidos: chamar Régis Debray de Régis Debret e achar que o nome do padre Marie-Dominique Chenu OP (onde OP significa Ordo Praedicatorum, Ordem dos Pregadores, sigla que designa a Ordem dos Dominicanos) é O. P. Chenu. É sintomático que alguém com tantas dificuldades com a Língua Portuguesa seja o Patrono da Educação Brasileira, considerado nossa maior autoridade em alfabetização.

Desafio os bravos leitores a encontrar o sentido dos trechos a seguir. A melhor interpretação ganhará um pão com mortadela. Os grifos são de Paulo Freire.

1) «Na verdade, não há eu que se constitua sem um não-eu. Por sua vez, o não-eu constituinte do eu se constitui na constituição do eu constituído. Desta forma, o mundo constituinte da consciência se torna mundo da consciência, um percebido objetivo seu, ao qual se intenciona. Daí, a afirmação de Sartre, anteriormente citada: “consciência e mundo se dão ao mesmo tempo”.»

2) «O ponto de partida deste movimento está nos homens mesmos. Mas, como não há homens sem mundo, sem realidade, o movimento parte das relações homens-mundo. Dai que este ponto de partida esteja sempre nos homens no seu aqui e no seu agora que constituem a situação em que se encontram ora imersos, ora emersos, ora insertados.»

3) «Sem ele [o diálogo], não há comunicação e sem esta não há verdadeira educação. A que, operando a superação da contradição educador-educandos, se instaura como situação gnosiológica, em que os sujeitos incidem seu ato cognoscente sobre o objeto cognoscível que os mediatiza.»

4) «Esta é a razão pela qual o animal não animaliza seu contorno para animalizar-se, nem tampouco se desanimaliza.»

5) «Somente na medida em que os produtos que resultam da atividade do ser “não pertençam a seus corpos físicos”, ainda que recebam o seu selo, darão surgimento à dimensão significativa do contexto que, assim, se faz mundo.»

6) «Porque, ao contrário do animal, os homens podem tridimensionalizar o tempo (passado-presente-futuro) que, contudo, não são departamentos estanques.» Alguém pode me dizer como é possível tridimensionalizar o tempo?

7) «Uma unidade epocal se caracteriza pelo conjunto de idéias, de concepções, esperanças, dúvidas, valores, desafios, em interação dialética com seus contrários, buscando plenitude. A representação concreta de muitas destas idéias, destes valores, destas concepções e esperanças, como também os obstáculos ao ser mais dos homens, constituem os temas da época.»

Outra característica curiosa são as citações em idiomas diversos. Há citações de Hegel e Karl Jaspers em inglês, de Marx e Erich Fromm em espanhol e de Lukács em francês. Todos esses autores escreveram em alemão. Frantz Fanon, que escreveu em francês, é citado em espanhol. Albert Memmi, que também escreveu em francês, é citado em inglês, e se menciona que há uma edição brasileira de seu livro. Mao é citado em francês. Porque todas essas citações não foram simplesmente traduzidas para o português? E por que Paulo Freire gosta tanto de ditadores, torturadores e assassinos?

Ele afirma que vender seu trabalho é sempre o mesmo que escravizar-se. Porém, desejar não ser mais empregado e tornar-se patrão é escravizar a um outro, tornar-se opressor. Qualquer tipo de contratação de um indivíduo por outro é maligna, é opressão, é escravidão. Só teremos liberdade quando a nenhum indivíduo for permitido contratar ou ser contratado por outro indivíduo. Faz sentido para vocês?

Paulo Freire afirma que os oprimidos devem ser reconhecidos como Pedro, Antônio, Josefa, mas os chama o tempo todo de “massas”. Diz que valoriza a visão de mundo do povo, enquanto não perde uma oportunidade de desdenhar das crenças religiosas desse mesmo povo, chamando-as de mágicas, sincréticas ou mistificações. E ele se dizia católico.

Como a opressão é uma violência, qualquer violência cometida pelos oprimidos contra os opressores é sempre uma reação justificada. É um raciocínio assustador. Nas palavras dele: “Quem inaugura a tirania não são os tiranizados, mas os tiranos. Quem inaugura o ódio não são os odiados, mas os que primeiro odiaram. Quem inaugura a negação dos homens não são os que tiveram a sua humanidade negada, mas as que a negaram, negando também a sua.” Paulo Freire considera justificados a tirania como resposta a uma tirania anterior e o ódio como resposta a um ódio anterior. E nega a humanidade de quem ele resolver chamar de opressores.

Mais um trecho escabroso: «Mas, o que ocorre, ainda quando a superação da contradição se faça em termos autênticos, com a instalação de uma nova situação concreta, de uma nova realidade inaugurada pelos oprimidos que se libertam, é que os opressores de ontem não se reconheçam em libertação. Pelo contrário, vão sentir-se como se realmente estivessem sendo oprimidos. É que, para eles, “formados” na experiência de opressores, tudo o que não seja o seu direito antigo de oprimir, significa opressão a eles. Vão sentir-se, agora, na nova situação, como oprimidos porque, se antes podiam comer, vestir, calçar, educar-se, passear, ouvir Beethoven, enquanto milhões não comiam, não calçavam, não vestiam, não estudavam nem tampouco passeavam, quanto mais podiam ouvir Beethoven, qualquer restrição a tudo isto, em nome do direito de todos, lhes parece uma profunda violência a seu direito de pessoa. Direito de pessoa que, na situação anterior, não respeitavam nos milhões de pessoas que sofriam e morriam de fome, de dor, de tristeza, de desesperança.»

O fato é que ninguém pode proibir ninguém de comer, vestir, calçar, educar-se, passear ou ouvir Beethoven. E ninguém pode exigir comer, vestir, calçar, educar-se, passear ou ouvir Beethoven às custas dos outros.

Uma última citação abjeta: “Mesmo que haja – e explicavelmente – por parte dos oprimidos, que sempre estiveram submetidos a um regime de espoliação, na luta revolucionária, uma dimensão revanchista, isto não significa que a revolução deva esgotar-se nela.” A revolução não deve se esgotar no revanchismo, mas o revanchismo é parte natural dela. Como alguém que escreveu essas monstruosidades nunca foi processado por incitação à violência e apologia do crime? Como alguém com um pensamento tão anti-social pode ser sequer ouvido, quanto mais cultuado como Patrono da Educação Brasileira?

Chega de doutrinação marxista! Fora Paulo Freire!

115 comentários para “Paulo Freire – Pedagogia do Oprimido, uma resenha

  1. danir

    Olá Marcelo. Muito boa a republicação desta sua resenha. Cheguei no comentário abaixo …..
    Diego 3 de maio de 2015 às 12:01 am
    E você não foi doutrinado, devo deduzir?
    É de uma arrogância acadêmica dizer que o outro foi doutrinado porque leu Paulo Freire ou usou algum de seus métodos pedagógicos em sala de aula.
    Então eu sou o maior dos doutrinados visto que já li Freire, Darcy Ribeiro, Piaget, Machado de Assis, Bauman, José de Alencar, Marx, Zizek, Spinoza, Kant, Foucault, Nietzsche, Habermas, Chomsky, Noah Harari, Badiou, Deleuze, Mascaro, Frei Beto, Hobsman, David Harvey e mais uma centena de autores estrangeiros e nacionais.
    Se quer discutir sobre doutrinação, fale comigo, creio que seja um dos mais aptos pra ler e seguir seu receituário doutoral que me tornará uma pessoa mais esclarecida e menos alienada.
    Como viu, minha formação está abarrotada de doutrinação marxista. Preciso de alguém como você para me desintoxicar do veneno freireano e cia.
    Podemos começar discutindo sobre as implicações da dialética comunicacional habermasiana no positivismo liberal de Kelsen. Você disse que estuda ética. Neste caso, como estamos falando sobre o sistema educacional, bem que você poderia me ensinar um pouco sobre a educação instrumental em kant, dialogando com a ética em Spinoza. Quando começamos?
    ….Fico pensando como deve funcionar a cabeça de um arrogante destes que imagina que citar nomes que leu (não sabemos com que grau de propriedade chegou ao fim da leitura), e fazer comparações lhe conferem algum caráter intelectual especial ou um diploma de sabedoria. Eu gostaria de saber se ele poderia dizer quais as diferenças imediatamente perceptíveis (em digamos 5 páginas) que existem entre os textos do Kant (Critica da razão pura), Euclides da Cunha (Os Sertões) e Paulo Freire (qualquer obra). Todos textos difíceis e trabalhosos de serem garimpados, e seguramente inalcançáveis por qualquer mente baldia. O problema não é ler o texto, é entender o texto e saber colocar a ideia em palavras simples e corriqueiras, que sejam mais fáceis de assimilação por pessoas menos preparadas. Se ele fizesse esta análise, veria que Kant é difícil não só pela retórica mas também pelo aspecto lógico e tortuoso de seu raciocínio abrangente; Euclides da Cunha é difícil não pelo aspecto lógico, mas pelo uso de um vocabulário rico e rebuscado para o qual nossos estudantes não estão preparados e finalmente no caso do Paulo Freire o texto é difícil pelo simples fato que ele não consegue juntar duas idéias com nexo ou relação causal, é só embromação e delírio ideológico. Não precisa acordar de seus “sarcófagos” Habermas, Kelsen, Bauman, Zizek e outros citados. Alias existe um vídeo do Zizek na internet onde ele discorre com preciosismo a respeito do exame das fezes no vaso sanitário em diversas culturas, para ilustrar as diferenças ideológicas e filosóficas; que sugere com clareza o que existe ou existia nas mentes do Zizek, do Paulo Freire e do próprio Diego. Saudações.

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  2. Pamela

    Entrei nesse site com o intuito de conhecer opiniões sobre a obra,achei a leitura realmente difícil mesmo sem finaliza-la.No começo achei coerente seus argumentos e por instantes tinha decidido deixar de lado Freire e sua pedagogia,desistir dessa leitura tão difícil e confusa.O que acontece é que eu parei e PENSEI um pouco(todos deveriam fazer isso as vezes também) li outros artigos e opiniões sobre,e pasmem caros amigos,só li centenas de coisas positivas,muito mais do que esperava,resolvi continuar e dar uma chance ao autor.Estou concluindo o livro e quero mais.Me sinto inspirada como professora.Livro incrível e precisarei muito de referencias como esse grande autor.Obrigada mestre!!!

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  3. Santhiago

    Parabéns pela resenha. Já atuei como professor em cursos superiores de curta duração e pretendo cursar pedagogia como segunda graduação este ano. Vejo com maus olhos esse Paulo Freire, que é tão contrário à transmissão de conhecimentos como atividade do professor.

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  4. Eduardo Nery

    Agora entendo um stalinistazinho ter me dito que Von Mises parece coisa pra criança. A linguagem dele é compreensível, direta, organizada e clara. Fico aqui a imaginar que se O Capital fosse escrito de forma direta e compreensível, sem o enrolês esquerdista, teria apenas uma 30 páginas, e os cadernos de cárcere de Gramsci não ultrapassaria 20 laudas. Impostura intelectual. Tem algo a ver com impostor intelectual? Ótima resenha, já encaminhei pra um bocado de gente que vai me excluir das redes sociais.

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  5. Mauro

    Cara, você é um herói por se submeter a ler essa estrovenga, parabéns. (Também lembrei do “Imposturas Intelectuais” do Sokal.)

    A confusão mental do Freire está refletida nos comentários de seus discípulos, que vêm aqui para tentar defendê-lo e não conseguem escrever coisa com coisa.

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  6. Roberto F.

    Eheheh
    Marat; (abaixo) foi o melhor comentário que eu li até agora.
    .
    Se paulo freire é o patrono da educação da pátria educadora, nossa presidanta é a “patrona” com todos os méritos. É o exemplo perfeito de como esta pedagogia para imbecilização é na prática.
    Li uns comentários de alguns especialistas professores ou pedagogos a favor deste deseducador. Só um comentário: não tem raciocínio lógico para ligar uma coisa com outra. Se entendessem um pouco de início-meio-fim veriam que o resultado da aplicação desta porcaria de pedagogia é o que está aí nas escolas e faculdades.
    Por fim, Marcelo, parabéns.

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    • Caio Marco

      A mina leu 1!!!! 1 livro do cara e dá esse tamanho de porrada em toda a obra dele?
      Não gostar, criticar, desaprovar é um direto de todos nós, generalizar, acusar ou mesmo debochar de algo é um ato perigoso, pois, pode, através da má formação da crítica, denegrir ou atrapalhar o pensamento de desinformados (que somos). Sorte!

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  7. Caio Frascino Cassaro

    Parabéns! Você é um herói. Na terceira linha do primeiro dos sete trechos que você separou do livro eu comecei a cochilar. O camarada é um estelionatário intelectual. Pratica uma linguagem pseudo revolucionária ( na forma) para não dizer coisa com coisa – enfim, um discurso sobre o nada. Me lembra um fato ocorrido há alguns anos quando dois estudantes de Harvard criaram um personagem e um “paper” a partir da colagem de vários textos de pessoas ligadas à área de humanidades. Gerou um monstrengo de viés meio lacaniano, e eles enviaram o texto a diversos departamentos de ciências humanas de várias universidades de prestígio ao redor do mundo. Pois não é que obtiveram resposta? Inclusive com elogios à erudição e ao discernimento do autor! Quando eles se revelaram, foi um vexame. O mais engraçado foi o contorcionismo intelectual de alguns que haviam tecido rasgados elogios ao texto tentando justificar o injustificável.
    Finalizando, eu sempre tive muita curiosidade a respeito da “Pedagogia do Oprimido”, mas nunca me animei a ler o livro. Só tenho a agradecer-lhe – você matou a minha curiosidade e evitou que eu perdesse meu tempo com uma bobagem.
    Abs

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  8. Jose Penteado

    Agora ficou muito claro a fonte inspiradora dos discursos da presidanta! “Eu tô saudando a mandioca”: “atrás de uma criança sempre tem um cachorro”, etc.

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  9. Pablo Dias

    A forma mais objetiva de se avaliar a qualidade de uma teoria é pelos resultados que ela produz na prática.
    Paulo Freire é muito presente no Brasil.
    Qual a relevância do Brasil internacionalmente em termos de ciência, tecnologia, filosofia?
    A resposta está dada.

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  10. Jose

    Para entender Paulo Freire é preciso se despir de qualquer outra forma de pensamento e pré-conceitos (meu cacoete), por exemplo o pensamento positivista, por isso talvez as palavras e formas de se expressar lhe pareceram confusas. Ler Paulo Freire sem outras leituras de base, é o mesmo que um recém nascido ler Shakespeare em outro idioma. Entretanto, cabe destacar que, infelizmente, a educação brasileira ainda é bancária, transmissora, narrativa, ou seja, bem distante da proposta de Paulo Freire! Então, até que ponto estaria correta a afirmação do cartaz? Por que atribuir a esse pensador tamanha revolta se seus pensamentos sequer foram utilizados, quem dirá em sua plenitude? O grande problema é que estamos acostumados a receber o “conteúdo” pronto, temos certa dificuldade de pensar, relacionar, reelaborar, analisar, sintetisar… Enfim, há muito que ler e estudar ainda, visto que Freire é utilizado com muito fervor internacionalmente como referencial teórico-metodológico de muitas pesquisas, especialente pelo Canadá, pela Inglaterra, dentre outros que estão preocupados em ajudar paises pobres a se emanciparem, a se conhecerem, a se organizarem para conseguirem garantir a dignidade da vida aos seus cudadãos, com saúde e educação de qualidade dentre outros. Enfim, não sei se vai valer para alguma coisa esta reflexão, mas estamos aí…

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    • NMO

      As teorias (doutrinação) de Paulo Freire são sim praticadas no Brasil, e um dos motivos é que o Brasil não conhece outra coisa. Esse seu discurso, diante do descalabro da educação nacional, de que a proposta freiriana ainda não foi implantada no Brasil, é tipico do pensamento esquerdista: implanta-se a porcaria, ela não dá certo, então a saída é dizer que ela não foi realmente implantada.É o famoso discurso autolimpante. Essa conversa não cola mais

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    • Nathaniel

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      É verdade José. Vc têm razão.
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      Seria o mesmo que dizer que o comunismo/socialismo foi implantado por Stalin, Mao ou Fidel né.
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      Enquanto na verdade o socialismo nunca conseguiu ser implantado em lugar nenhum, afinal o socialismo jamais mataria os milhões que morreram nos regimes dos Stalins, Lênins, Maos e Fidels da vida, né verdade?
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      O que o mundo precisa é permitir que os socialistas implementem o que quizerem sem atrapalhar os sábios socialistas, devem acreditar que no final todos ficarão melhores que antes.
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      Da mesma forma precisamos acabar com qualquer tipo de educação que tenha a ver com transmissão de conhecimento e focar na criação do homem novo socialista. Que permite ao governo fazer o que quizer com sua individualidade transformando-o em membro da massa.
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      Cara e ainda têm mané que vem aqui justificar esse idiota do Paulo Freire..
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      Isso acontece pois acreditaram que o Brasil iria quieto e se deixar levar por esse socialismo cruel que chegou até a enviar dinheiro dos impostos dos trabalhadores brasileiros para países como Cuba, Venezuela, Bolivia e outros..
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      A MAMATA ACABOU PETRALHADA!!
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      VCS FORAM DESMASCARADOS!!
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      FORA PILANTRAS!!
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      Responder
    • gabriel

      nossa cara, vc tem razão mesmo, acho que estamos atrasados centenas de anos luz, tipo nossa educação e nossa consciência (palavra que em apenas 1 página do pedagogia do oprimido foi dita 21 vezes) estão muito, mas muito atrasadas mesmo, tipo homo erectus na escala da evolução, só assim mesmo para explicar o porquê que mesmo lendo e relendo seus livros nós tecnocratas ignorantes não conseguimos encontrar lógica e sentido em sequer 1 parágrafo que ele psicografa… e de fato, vc também tem razão quando menciona que ele é amplamente difundido na educação mundial, lá no vale do silício por exemplo o que mais tem é gente que estudou a vida toda sob seus dogmas não é mesmo???

      Responder
  11. claudio hess

    ô Centenaro, seu texto é muito des-revolucio-narizante (Freire iria amar essa) e vc meteu o nariz onde não foi chamado!!
    um perigo isso p engenheiros q só sabem cálculo integral.
    vc arranjou briga c gente q foi paulofreirizada e vai ficar aqui paulando e infreirizando mesmo tempos depois de vc ter desistido.
    e qdo vc tiver o câncer q eles desejam, vai sofreir c os cubanos no Menas Medicina!
    é um triste fim, mas tem minha total simpatia!

    Responder
  12. Ricardo A Pesce

    Todo o Significado de Educação em Paulo Freire
    está no Texto na foto do post.

    Quem só sabe ler, que não sabe situar Fatos no seu Contexto Social,
    é o que se chama de ANALFABETO FUNCIONAL.
    IMPRODUTIVO, independente da Ideologia que se considere.

    P. ex., uma grande Empresa, que exige Funções Refinadas, quer alguém que entenda, no mínimo, do Contexto Social das Coisas – ela opera em Sociedades.

    É certo que Freire falava em Educação do Oprimido contra o Opressor.
    Quem é o Opressor que ele fala?
    P. ex., o Castrismo em Cuba, que só permite a Educação Oficial dele.
    ou Capitalistas Periféricos, em geral Latinos, representantes de um Capitalismo menor, dependente por inteiro do Estado, diferente do grande Capital Produtivo.

    Um exemplo simplista.
    Se vou Investir no Setor de Uvas, é absolutamente necessário Saber quem Lucra com ele. É nele que vou Investir.
    Além, o Investimento depende de quem Trabalha para o Produtor.
    Qual a Qualificação, qual o tamanho deste Contingente e as necessidades atuais e futuras de mão de obra, p. ex.
    O Investidor quer saber também o Contexto Social de Eva – que viu a Uva: Consumidor.

    Não há Doutrinação em Paulo Freire. Há Educação da Realidade.

    Responder
    • Renato

      Não saber diferenciar “Fatos” de opiniões se chama LOUCURA. A “Realidade” (assim em maiúscula) não existe. Existem modelos para a realidade, que são testáveis empiricamente. Acho que ai reside sua dificuldade em diferenciar o que é “Doutrinação” (assim em maíuscula?) do que não é. Pensando dessa maneira investidor em “Uvas” (que uvas maísculas seriam essas?), não creio que seja. Nem em coisa nenhuma, se houver, num exemplo simplista, alguma consistência entre ação e crença.

      Responder
    • CARLOS DAMASCENO

      EDUCAÇÃO DA REALIDADE ?

      CORRETO.

      SÓ OLHAR PARA O BRASIL ATUAL, A REALIDADE É NUA,CRUA E CRUEL….

      VIVA A PAULO FREIRE…VIVA A LUCIFER!!!

      Responder
  13. Ruan

    Marcelo, a Reaçonaria deveria te pagar pra escrever esse tipo de texto. Imagino o quanto deve ter sido difícil pra você ter que encarar Paulo Freire.
    P.S: Merece um adicional de insalubridade também.

    Responder
  14. José Mané

    Parabéns pelo texto.
    Os pedagogos frequentemente acusam os engenheiros, pessoal das exatas etc. etc. de não entenderem o campo “deles”. Pensam que o pessoal que “descobre” fatos os fazem pelo mero acaso ao invés de usar suas faculdades mentais. Uso da faculdade mental exige método científico, a hipótese, o teste da mesma etc. Me admira que a atual pedagogia, que forma os futuros diretores de escolas sequer estudem estatística. Não há um curso de pedagogia no Brasil que busque na avaliação quantitativa e qualitativa a busca pela melhoria continua. Chega a ser crime querer mostrar para os pedagogos que ferramentas como a estatística podem ser úteis na avaliação e quantificação do aprendizado. Paulo Freire já fez o estrago que tinha de fazer.

    Responder
  15. Maurício F. Bento

    Eu sou aquele ombro amarelo segurando a faixa à esquerda da foto.

    Estamos juntos na luta contra a doutrinação marxista e por um país melhor para nós, nossa família e amigos.

    Deixo aqui meu apoio ao excelente texto.

    Abraços

    Maurício F. Bento

    Responder
      • Nathaniel

        .
        Diego se vc soubesse português, que não sabe pois Paulo Freire te insinou que na escola não se transmite informações, vc saberia que o nós do comentário do Maurício engloba a todos, vc inclusive..
        .
        Pergunta vc sabe o que é reacionário? Por exemplo, vc sabe que reacionários combateram o fascismo italiano? Ou o Nazismo? Ou o Comunismo?
        .
        Não né?
        .

        Responder
  16. Pedro.

    Qualquer GERADOR de LERO-LERO que se possa encontrar na internet seria um ótimo educador a lá paulo freire.

    Sugiro aos leitores que busquem algum gerador de lero-lero na internet (scripts que misturam palavras) e poderão ser autores de “brilhantes” livros para educção.

    Mesmo antes de surgir ser comum possuir um computador eu percebi que os livros e papers marxistas eram um amontoado de palavras sem nexo. Assim, como ninguém conseguia racionalizar nada gerava-se a fantasia de que tal era fruto de brilhantismo superior a compreensão dos comuns.

    Exatamente o que ocorre na estória do “O REI ESTÁ NU”. Também percebi que os títulos eram/são imenso e tão idotas quanto os textos.

    E ai escrevi uma brincadeira para mostrar aos professores universitários que conhecia, algo mais ou menos assim:

    “A praxis enquanto dialética numa teorização teórico-praticista coisificadora do cotidiano introjetado num contexto opressor-libertador-revolucionário e político.”

    Este era mais ou menos o título do paper. Depois com a internet andei colocando-o em foruns e me ri a valer nas vezes em que foi levado a sério. Aliás, jamais foi questionado. Ou nada se falava ou se, empolgadamente, dcomentava. …e eu me ri muito com os imbecis que comentavam o meu lero-lero desconexo, onde apenas eu amontoava palavras daquelas que tanto encontrava nos incontáveis besteiróis de marxistas imbecilizados que repetiam palavrório idiota sem nem mesmo entenderem o que falavam.

    Acredito que em muitas decadas ou em alguns seculos essa época funesta será comentada e fará rir muitos estudantes e leitores.

    Responder
    • Osnil

      Boa Pedro! Quem costuma usar essa tática da dialética do lero-lero pra impressionar as pessoas é o Caetano Veloso (mais por vaidade do que por outra coisa) e a nossa presidAnta, mas essa faz por ofício mesmo! ela balbucia palavras desconexas em seus discursos de enrolação que mais parece alguém tendo um ataque epilético.

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  17. achan

    Muito boa resenha. Sugiro apenas que corrija “expoliação” por “espoliação” no penúltimo parágrafo. Um texto tão bom não merece tal mácula. Abraços.

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  18. Cesar Manieri

    Prezado Marcelo Centenaro, estas forma as minhas palavras há alguns dias atrás no meu Facebook: “Estou pegando carona em um curso de graduação em pedagogia. Assistindo as aulas eu descobri que o Sr. Paulo Freire é o grande deus da educação brasileira. Agora eu entendi por que estamos nesta excelente formação educacional neste pais. Ou é apenas impressão minha?” Considerar este senhor Paulo Freire um guru da educação é chamar o mundo inteiro de idiotas úteis.

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    • João

      Cezar, fiz o curso de pedagogia na década de 90. A situação não mudou nada. Paulo Feire se tornou esse deus que você se refere para os inocentes doutrinados. É triste a forma como a educação no Brasil é tratada.

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  19. Suhelen

    Vc tem que tipo de experiência como educador ??
    Se tem seu comentário é vazio de empirismo … Sinto frustração em suas palavras e estimo que um dia vc contribua para formação de alguém como Paulo Freire contribui com milhões de pessoas no mundo todo e inspirou inclusive personalidades como Carl Rogers que lidava com mentes humanas e não com mecânica de máquinas eletrônicas … Ah … Sou educadora a mais de dez anos e acadêmica de psicologia e sempre divulgarei Paulo Freire !!!

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    • Marcelo CentenaroMarcelo Centenaro Posts do autor

      Nenhuma, Suhelen. Meu comentário é vazio de empirismo sim. É apenas o comentário de alguém alfabetizado, e não pelo método Paulo Freire.

      Gostaria de saber quais das minhas palavras frustraram você. Você ficou frustrada com a parte em que resumo as idéias de Paulo Freire da maneira que as entendi? Você acha que existe um entendimento melhor? Ou você não gostou da parte em que cito frases dele, dizendo que não têm sentido? Você pode me esclarecer o sentido? Talvez você não tenha gostado de eu ter dito que Paulo Freire usa palavras que não existem ou erra o nome de Régis Debray ou do padre Chenu. Você pode talvez me provar que essas palavras existem sim e que ele não se referia às pessoas que eu acho que ele se referia, que existe um Régis Debret que eu não conheço e que O. P. Chenu é, sei lá, Odair Pinto Chenu, e não o padre dominicano.

      Também me interesso por psicologia. Li A Interpretação dos Sonhos, de Freud, e Memórias, Sonhos e Reflexões, de Jung, há mais de 20 anos. Divulgue o que você quiser e eu divulgo o que eu quiser.

      Responder
    • Cesar Manieri

      Infelizmente você foi doutrinada. Sou engenheiro e estou estudando pedagogia, ciência política, ética e gestão de pessoas e posso dizer sem sombras de duvida que você foi doutrinada sim. Como tantos outros professores, inclusive da USP.

      Responder
      • diego

        E você não foi doutrinado, devo deduzir?
        É de uma arrogância acadêmica dizer que o outro foi doutrinado porque leu Paulo Freire ou usou algum de seus métodos pedagógicos em sala de aula.

        Então eu sou o maior dos doutrinados visto que já li Freire, Darcy Ribeiro, Piaget, Machado de Assis, Bauman, José de Alencar, Marx, Zizek, Spinoza, Kant, Foucault, Nietzsche, Habermas, Chomsky, Noah Harari, Badiou, Deleuze, Mascaro, Frei Beto, Hobsman, David Harvey e mais uma centena de autores estrangeiros e nacionais.

        Se quer discutir sobre doutrinação, fale comigo, creio que seja um dos mais aptos pra ler e seguir seu receituário doutoral que me tornará uma pessoa mais esclarecida e menos alienada.

        Como viu, minha formação está abarrotada de doutrinação marxista. Preciso de alguém como você para me desintoxicar do veneno freireano e cia.

        Podemos começar discutindo sobre as implicações da dialética comunicacional habermasiana no positivismo liberal de Kelsen. Você disse que estuda ética. Neste caso, como estamos falando sobre o sistema educacional, bem que você poderia me ensinar um pouco sobre a educação instrumental em kant, dialogando com a ética em Spinoza. Quando começamos?

        Responder
        • Nathaniel

          .
          Diego,
          .
          Tendo lido tantos livros e autores, com toda essa auto proclamada inteligência e intelectualidade você têm como nos iluminar com algo errado no texto do post?
          .
          Você entendeu o post?
          .
          Você discorda de algo?
          .
          Caso contrário, você esta pagando um enorme mico!!
          .
          Ou vc quer discutir sobre o corinthians de 62? Ou a copa de 70? Heim, por onde quer começar?
          .
          Cara vai atras de um emprego porque essa mamata de Educador Petralha vai acabar!!
          .

          Responder
    • João

      Educadora e não sabe conjugar o verbo “haver”. “a mais de 10 anos”? Por que questionar o caráter do autor? Talvez fosse interessante guardar esse tipo de “argumento” para as redes sociais, onde a discussão é pautada pela ofensa.

      Responder
    • CARLOS DAMASCENO

      PARA SEU DEVIDO RESPEITO, O TAL DO PAULO FREIRE PLAGIOU VERGONHOSAMENTE O MÉTODO LAUBACK…

      SE INFORME MELHOR QUERIDA, ACREDITO QUE OS LIVROS DO MEC NÃO LHE AJUDARÃO MUITO E QUE SEUS 10 ANOS DE PROFISSÃO CONTRIBUIRÃO APENAS PARA DESTRUIR MENTES…

      Responder
  20. Édison Prado de Andrade

    Prezado Marcelo, obrigado pelo debruçar sincero sobre o livro de Paulo Freire o que, com verdade, muitos não o fazem e, como se pode ver na maioria dos comentários acima, não o entendem. Os que não o entendem estão acostumados a pensar de forma linear. E é exatamente aí que está o problema do modo comum de alfabetização.
    O pensamento é complexo como disse Morin. E compreender, portanto, requer uma abordagem não linear da realidade, que é o que a doutrina e a pedagogia católica romana é incapaz de fazer, porque pressupõe que as respostas já estão previamente reveladas ao Papa e aos padres, e a verdade está dada objetivamente em algum lugar na tradição, bastando apenas às ovelhas descobri-las e recebê-las.
    Mas o que importa aqui, é que aprendi com tuas interpretações.
    Permita-me transcrever um frase tua, para explicar o que pretendo comentar:
    “Paulo Freire considera justificados a tirania como resposta a uma tirania anterior e o ódio como resposta a um ódio anterior”.
    Distancio-me de Freire por ele achar que o ódio pode ser JUSTIFICÁVEL.
    O ódio nunca será justificável, porque pressupõe o julgamento do homem pelo próprio homem, e julgar é prerrogativa exclusiva de Deus, no que diz respeito às motivações morais dos homens. Entretanto, concordo com Paulo Freire que revoluções, e sublevações de qualquer tipo são efeito de uma condição anterior das populações.
    E o que Paulo Freire, e todos os outros de esquerda não entenderam, porque foram ingênuos quanto à condição e natureza humana caída, é que estas massas revoltadas e sofridas são conduzidas por homens que entendem como manipulá-las de modo inescrupuloso, como o fizeram os seus ídolos Mao, Fidel, Stalin, etc, antes deles se tornarem os monstros que se tornaram, e é o que fazem hoje, com respeito a Paulo Freire, o qual, antes de morrer, mudou seu sentimento, seguramente. Se tiver interesse, te mostrarei um livro interessante…
    Paulo Freire foi um homem de seu tempo. A dialética de Hegel existe, mas não em termos de classes, e sim em termos de ideias.
    Ao catolicismo terrível na história, recheado de acepções de pessoas, domínios, farisaismos, pseudoverdades, opulências, aparências, hipocrisias, sensualidades, e poderes políticos e propriedades, opôs-se a reforma protestante, o liberalismo, e o pensamento republicano.
    Ao liberalismo frio que afogava as massas da população em miséria e desgraça enquanto os que detinham o capital os exploravam e matavam, homens, mulheres e crianças, surgiu o marxismo-leninismo que, depois, se transmutou por Gramsci e Foucaut, principalmente, após as atrocidades terríveis de Stalin.
    Ao judaísmo que ressurgia forte nasceu Hitler, e o nazismo, inspirado por Darwin e os outros que foram seus discípulos. Agora, ao marxismo ingênuo do brasileiro, com cara de auto-ajuda, nasce, novamente, o catolicismo romano, temperado com um sentido histórico mais disposto a dialogar, mas com a mesma atitude de sempre de tentar cooptar todos e tudo para si, apresentando-se como a Verdade verdadeira ao mundo, enquanto acolhe sincrética e politicamente a todos que queiram estar debaixo das asas do papa e da Igreja, com suas libertinagens, características antigas do romanismo.
    Paulo Freire, Michel Foucaut, etc., são homens de seu tempo, assim como todos o são, inclusive eu e você.
    Deixe-me apenas dizer minha convicção. Sou cristão, na acepção da palavra antes de inaugurar-se o catolicismo. Ser cristão significa aceitar a cruz, pelos motivos certos, e por causa de um propósito divino. Ser cristão significa acreditar que há apenas uma Verdade absoluta, transcendente a tudo e a todos. Esta Verdade se fez carne, habitou entre nós, em Sua boca não houve nenhuma forma de dolo, e sua vida é a evidência insofismável da Verdade, porque jamais cometeu qualquer espécie de transgressão, contra o Pai e contra os homens. Nesse creio.
    E a verdade dos outros? Ao invés de me encher de ódio contra elas, como o fez Nietzsche por causa do catolicismo romano e do protestantismo que, em quatro séculos, havia se tornado muito semelhante ao romanismo que originou o cisma, o que faço é o que o apóstolo Paulo, o homem mais lúcido que existiu depois do Senhor disse: examino tudo, e retenho apenas o que é bom. Inclusive aqui, do teu texto.
    Estou à disposição para dialogar, não para discutir, ( e lembre-se que isto é Paulo Freire), porque é com homens sérios como você que dá para fazê-lo.
    E que o Bom e Verdadeiro Deus, tenha compaixão de todos nós, conduzindo-nos à Verdade em meio a tanto caos e engano, como orou o Senhor Jesus na última oração antes de sua paixão.
    Um forte abraço!

    Responder
    • José Mané

      Meu deus. Achar que Paulo foi o homem mais lúcido depois do senhor é desconhecer os grandes que serviram a humanidade e não conseguir ligar que o atual catolicismo romano foi formatado a partir de Paulo.

      Responder
    • Nathaniel

      Taí um exemplo perfeito de um Teólogo da Libertação.. O Comunismo Marxista incrustado na Igreja católica que coloca o assassino Che Guevara no mesmo patamar de Jesus Cristo!!
      .
      Mané a mamata ta acabando!!
      .

      Responder
  21. dudu

    Conheci uma professora que foi das primeiras a trabalhar com esse traste Paulo Freire. Já é uma senhorinha, mas me disse: “ele nunca pensou em ensinar, só em fazer a revolução comunista”. Sábias palavras de alguém que conheceu esse porco velho de perto.

    Responder
  22. Vânia

    Parabéns ,lavou a minha alma .
    Tentei ler em 80, estava muito atarefada com aulas do curso de licenciatura e trabalho.
    Sou bacharel e Ciências Sociais pela UFG, não consegui , não conseguia entender o q lia
    Ouvia o blá blá blá insano de colegas q mal conseguiram terminar o curso .
    Acho mesmo q nunca terminaram .
    Me lembrei agora , lendo vc, porque ñ consegui . É realmente insano .
    Obrigada pelo seu trabalho e paciência .
    Abraços .

    Responder
  23. Roberto

    É por isso que não fico nem um pouco surpreso quando vejo o padrão médio de nossos professores, principalmente os de escolas públicas (sem ofensas: também estudei lá, ainda que nos anos de chumbo). Há uma frase para o comportamento destes: “não entendi nada mas adorei””.

    Responder
  24. Emilio

    Faço licenciatura em ciências, e este é um dos livros do currículo da matéria de Didática, pois bem esse livro foi discutido numa aula, confesso eu não consegui ler inteiro, não dá para entender e acho que ninguém consegue, tanto que na aula se percebe que praticamente ninguém leu, e se leu como eu não entendeu. Isso acontece porque temos tantas outras coisas para estudar na universidade, que simplesmente não damos importância para esse assunto insano e o marginalizamos, ai chega o dia da roda de discussão e estamos despreparados, percebi que só um dos esquerdopatas havia lido, os outros pegam carona e fazem massa reproduzindo as insanidades do livro, é uma coisa doentia.

    Se somos honestos e contrapomos essa coisa toda, ficamos em posição desfavorável porque refutamos o que não lemos. Me sinto feliz e de alma lavada por lido este texto sobre esse merda de livro do Paulo Freire. O que esta aqui vai de encontro com o que penso.

    Grato!

    Responder
  25. Valdemar Katayama Kjaer

    Meus parabéns. Estou escrevendo um livro de educação médica e a sua resenha contém elementos muito úteis. Será referenciada. Abraços.

    Responder
  26. Osnil Ramos

    Só mais uma coisinha, o que seria representar uma das “boas famílias”?
    Essa afirmação beira o extremo da arrogância! Será o que o ilustríssimo leitor Jonas D. M. Scmhidt B. G. Sobrinho, poderia definir para nós o que vem a ser essa afirmação?

    Responder
  27. Osnil Ramos

    Marcelo,
    Eu gostaria da sua permissão para copiar e divulgar por e-mail, esta resenha, para alguns contatos meus que só podem acessar do computador do trabalho, e lá a internet é bloqueada para blogs e diversos outros sites.

    Responder
  28. Osnil Ramos

    Caro Marcelo,
    Eu estava justamente lendo um texto que foi retirado da internet, escrito por David Gueiros Vieira, cujo título é: MÉTODO FREIRE OU METODO LAUBACH? que fala a respeito do método de alfabetização que foi criado pelo americano Frank Charles Laubach para alfabetizar o povo filipino em primeito lugar, e depois usado em diversos países pela sua eficácia, mas que aqui no Brasil, no Recife, foi lançado em forma de cartilha com várias deformidades do original, transformado no método de ensino Paulo Freire, lançado pelo mesmo, com forte teor marxista. Ou seja além adorar assassinos, torturadores e genocidas é, também, usurpador.
    No item 1 do seu desafio ficou bem claro pra mim que a Dilma não é apenas oligofrênica, é também uma imbecil que deve ter lido varias vêzes o Pedagogia do oprimido. Essa sua resenha está fantástica, meus parabéns!

    Responder
  29. Fernando Pira

    Prezado Marcelo, parabéns pela penitência auto-impingida de resenhar esse manual de ideologização para educadores lobotomizados, pois ficou claro em sua detalhada análise que nem uma verdadeira pedagogia Paulo Freire conseguiu escrever…

    Respostas:
    1) a 7) Coisas do PT et caterva, mas é claro q vão falsificar a História e culpar FHC e sua herança maldita !
    OBS: Troco o pão com mortadela por uma bela macarronada de domingo!

    Saudações Cordiais

    PS: O Jonas “robô”, q não sabe grafar o nome das famílias quatrocentonas nas suas respostas desdenhosas, até tentou colocar o sobrenome Gouveia do @gravz para ironizar, mas deixou o nome inverossímil demais…

    Responder
  30. Cristina

    Prezado Marcelo,

    Tive a oportunidade de frequentar a universidade no final dos anos 90 e após anos morando no exterior, decidi fazer uma segunda graduação. Não tenho palavras para expressar minha ojeriza às atuais táticas extremistas da esquerda brasileira. Minha professora de didática tem um discurso repetitivo e histérico sobre o “papel revolucionário do professor”. gostaria de primeiramente agradecer pelo seu ótimo texto, e pedir que você me responda uma coisa: o que (ou quem) poderia ser considerado a antítese da doutrina Freiriana?? Gostaria muito de traçar um paralelo entre os extremos e apresentar à minha professora um quadro mais coerente do que eu acho que a verdadeira didática deveria ser.

    Responder
    • Rafael Plácido

      A antítese da pedagogia freireana é a pedagogia vitorina, de Hugo de São Vítor, no Brasil brilhantemente apresentada por Antônio Donato Paulo Rosa e sua tese milagrosa “A Educação segundo a Filosofia Perene”.

      Responder
    • Lucas Fernando

      Ora, uma proposta de estatização da educação com finalidade de doutrinação marxista revolucionária só pode ser contraposta por uma proposta de desestatização da educação com finalidade de realmente ensinar e de quebra conduzir (sem doutrinar) o “educando” no caminho da liberdade. Portanto recomendo “Educação: Livre ou Compulsória” de Murray Rothbard.

      Responder
    • Romero Magri

      Prezada Cristina:

      Experimente ler “A Educação segundo a Filosofia Perene”, disponível para download gratuito no site http://www.cristianismo.org.br

      PS.: Por falar em opressor e oprimido, alguém que se julga detentor de uma verdade absoluta e portador de uma missão inquestionável, ao ponto de arrogar-se o direito de arrebanhar mentes inermes de pessoas ignorantes (mormente crianças), para um empreendimento revolucionário, sem seu prévio conhecimento nem consentimento, não seria um “Opressor”?

      Responder
  31. Roberto Morais

    Além da frase atribuída à Lênin: “Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é”. Será que a turma marxista criou mais uma: ” Mande-os estudar o que você nunca estudou ou/e entendeu”?

    Responder
  32. Ícaro

    Isso foi desumano Reaçonaria, submeter um colaborador a tão insalubre trabalho. Valeu pessoal de nos poupar tamanho sofrimento, agora temos uma resenha a indicar para curiosos da questão, assim se quiserem refutar esta resenha vão ter q ler o livro, como maioria não é dado a leitura fica mais fácil derrubar esses mitos entorno dessas criaturas abjetas cultuadas pelas esquerdas.

    Responder
  33. Luiz

    Já li o aclamado livro. Não entendi porque é aclamado, nem porque classificaram como livro. Parabéns pela competência e pela coragem! Sim, o “Rei da pedagogia brasileira” está nu.

    Responder
  34. Felipe Westphal

    Muito boa a resenha, tirei praticamente as mesmas conclusões quando li esse livro. Só quero acrescentar uma frase que muito me chamou a atenção na obra, e que não foi citada na resenha.

    “A revolução é biófila, é criadora de vida, ainda que, para criá-la, seja obrigada a deter vidas que proíbem a vida.”

    Ou seja, esse picareta está explicitamente justificando os assassinatos em nome de sua ideologia.

    Responder
  35. Rafael Plácido

    Primeiro, o desafio:

    1) Dilma Rousseff;
    2) Travou o Nintendo aqui;
    3) VC FOI HACKED;
    4) Sujeito oculto;
    5 e 6) Num deu;
    7) Toda a história?

    Este trecho da sua resenha é sensacional, pois você mostra que Paulo Freire, quando fala do outro, do que ele chama de “opressor”, está-se revelando a si mesmo:

    “As características da opressão são a conquista dos mais fracos, a criação de divisões artificiais entre os oprimidos para enfraquecê-los, a manipulação das massas e a invasão cultural. Os opressores se impõem em primeiro lugar pela força. Depois, jogam os oprimidos uns contra os outros, para mantê-los subjugados. As pessoas são manipuladas para acreditarem em falsos valores que lhes são prejudiciais, embora elas não percebam isso. Sua cultura de raiz é esquecida e trocada por símbolos vazios importados de fora, num processo que esmaga a identidade do povo.”

    Anteontem cheguei em casa e a sensacional conta do Humans of PT no Twitter pedia que, por galhofa, enviássemos perguntas. Participei da brincadeira e mandei: “O que está no seu DNA?” e eles: “OPRESSÃO”.

    Hehehe. Os “opressores” não só sabemos fazer humor, também sabemos muito bem do que estamos falando. Parabéns, abraço e obrigado!

    Responder
    • Marcelo CentenaroMarcelo Centenaro Posts do autor

      Não foi desta vez que você ganhou o pão com mortadela, Rafael. Continue tentando.

      Bem lembrado! Realmente, não mencionei isso. Em vários pontos em que ele descreve “a opressão”, reconhecemos a realidade dos países comunistas.

      Obrigado pela colaboração. Ou será co-laboração?

      Um forte abraço!

      Responder
  36. MARAT

    .Agora entendo o raciocínio dilmês, quando ela diz:
    .
    “Nem quem ganhá, nem quem perdê vai ganhá ou perdê. Vai todo mundo perdê!”
    .
    Quantos PLASIL tomaste para ler essa estrovenga?
    .
    Uma palavra somente para definir: LIXO!

    Responder
    • Roberto F.

      Eheheh
      Marat; esta foi a melhor que eu li até agora.
      Se paulo freire é o patrono da educação da pátria educadora, nossa presidanta é a “patrona” com todos os méritos. É o exemplo perfeito de como esta pedagogia para imbecilização é na prática.
      Li uns comentários de alguns especialistas professores ou pedagogos a favor deste deseducador. Só um comentário: não tem raciocínio lógico para ligar uma coisa com outra. Se entendessem um pouco de início-meio-fim veriam que o resultado da aplicação desta porcaria de pedagogia é o que está aí nas escolas e faculdades.
      Por fim, Marcelo, parabéns.

      Responder
  37. livrex

    Graças a esse modelo de “educação” promovido por Paulo Freire e gramscistas em geral, a galera hoje sai da escola ou faculdade (de jornalismo inclusive) sem nem saber direito fazer conta ou entender uma frase, mas MESTRE em ter certeza (pré-fabricada e “insertada” no miolo amolecido) e atitude indignadinha pra lutar contra o capital, o preconceito, a homofobia, o reacionarismo, etc. Como uma boa marionete marxista tem que ser.

    Parabéns, Freire. Tá funcionando.

    Responder
  38. Marcelo Vitorino

    Nas partes em que se atribui a origem da violência ao “opressor” e em que se nega sua humanidade, justificando assim a violência do “oprimido”, Paulo Freire repete a mecânica da violência fundadora das sociedades descrita em “A Violência e o Sagrado” de René Girard: os conflitos internos de um grupo humano são transferidos a um bode expiatório (no caso, “o opressor”), e uma vez eliminado o bode pela violência unânime da comunidade (a Revolução), há um alívio momentâneo (a libertação) em torno do qual se funda uma nova ordem social (a sociedade socialista), e na maioria dos casos, também uma nova religião. Paulo Freire parece compreender o processo, e sua “pedagogia” é a tentativa de criação da unanimidade violenta necessária à eliminação do bode escolhido.

    Responder

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