O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota

A imagem das figuras públicas, especialmente aquelas mais ligadas a questões políticas, é construída conforme uma luta pelo prevalecimento da imagem que o próprio deseja construir, baseada naquilo que ele considera seus pontos fortes, contra a imagem que seus inimigos e opositores tentam estabelecer, focando em seus defeitos. Não é incomum que tanto a criação da imagem positiva, pela própria figura e seu staff, quanto a projetada pelos inimigos e adversários, sejam exageradas ou repletas de mentiras.

Analisar o novo livro de Olavo de Carvalho, uma coletânea de artigos publicados em jornais, revistas e sites é, de uma forma prática, analisar e conhecer parte da figura pública do próprio Olavo de Carvalho. E por mais que o autor não milite partidariamente, é inegável que se trata de uma pessoa pública muito comentada e seguida no debate ideológico, especialmente na internet.Cit1

Creio haver três formas honestas de apresentar Olavo de Carvalho para uma pessoa que não o conhece.

A primeira é dizer que Olavo de Carvalho é um polemista. É chamado assim por suas análises da cultura brasileira com estilo tido por agressivo, por criticar sem meias palavras a opinião predominante sobre o alto valor e qualidade de algumas figuras. Também já esteve envolvido em muitos debates e trocas de acusações com alguns figurões da intelectualidade brasileira. Que grande parte desses contendores estejam umbilicalmente ligados a máquinas partidárias é apenas um dado da realidade brasileira: a política está emaranhada em quase tudo que é de elite por aqui.

cit2

A segunda é dizer que Olavo de Carvalho é um filósofo. Grande pesquisador e conhecedor da história, das tradições religiosas do mundo todo, tem facilidade enorme para interpretar e traduzir pensamentos e teorias complexas. Dedica-se com especial afinco a debater e explicar o que chama de mente revolucionária que “não é um fenômeno, essencialmente político, mas espiritual e psicológico, se bem que seu campo de expressão mais visível e seu instrumento fundamental seja a ação política“.

cit3

Para mim a melhor maneira de descrever Olavo de Carvalho em uma palavra é pela terceira forma,  chamando-o de Professor. Não como um professor universitário formal, do tipo muito comum por aqui encastelado numa instituição de ensino em busca de títulos, bajulações e reciprocidade no meio acadêmico, mas alguém realmente interessado em transmitir o conhecimento adquirido e estimular a busca por mais e mais informações. É como professor que Olavo de cit4Carvalho vem, ao longo dos anos, treinando centenas, milhares de pessoas com seus pensamentos. Seus seguidores e ex-alunos estão espalhados nas mais diversas profissões mas mais do que tudo sempre em seus cantos sozinhos, estudando e seguindo atrás dos inúmeros autores e textos indicados em todo material de estudo já divulgado por Olavo. Aliás, como professor Olavo é também um evangelizador ao trazer ao conhecimento de seu público inúmeros autores de importância mundo afora mas que, por conta do total predomínio esquerdista nas artes, faculdades e crítica cultural, são desconhecidos por aqui. Para ficar num exemplo, Roger Scruton só começou a ser notado de verdade nos cadernos culturais da Folha e do Estadão, sem ser em artigos de estrangeiros, após 2010, enquanto os leitores de Olavo ouvem falar regularmente do filósofo inglês há mais de 13 anos!

cit5

Para nos apresentar minimamente o conjunto de opiniões de Olavo, Felipe Moura Brasil dividiu o “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota” em várias seções. Se Olavo de Carvalho quer educar o maior número de pessoas, o trabalho de divisão do livro é excelente como guia minimalista e inicial. A organização facilita a consulta por temas e também permite a qualquer um escolher qual ordem ler os artigos: não há uma sequência no livro e os temas quando não são independentes encontram as referências a outros artigos em notas e comentários.

Dentre as muitas idéias apresentadas por Olavo na coletânea do livro há uma que é a principal e o tema mais recorrente em relação ao Brasil, tendo o auge da sua exposição nos artigos agrupados sob o título “CULTURA”, mas também complementada com o o artigo “A origem das opiniões dominantes”, que está no grupo “DISCUSSÃO” e é destacado na contracapa do livro: é uma crise cultural o nosso maior problema. Todo o descaminho geral é consequência disso. A corrupçao política, a pobreza no debate nacional, a violência, pessoas servindo a causas que deveriam ser contrários, a tentativa de calar os opositores, falta de coragem de opôr-se à maioria, a recusa em conhecer as idéias que vão contra o que se crê, estudos viciados, produção cultural irrelevante… Há algum exagero nesse diagnóstico?cit6

Tanto o trabalho de Olavo de Carvalho quanto a coletânea do livro são admiráveis por estimular a pesquisa incessante sem que se fique preso a formalismos institucionais que serviriam de amarras a essa pesquisa. O ensino no Brasil, a academia brasileira é muito viciada. Não por acaso, uma das formas mais comuns de desqualificar Olavo e seus trabalhos é dizer que ele não é formado em filosofia,  que ele nunca deu aula nas grandes faculdades brasileiras ou que os outros intelectuais brasileiros não lhe dão trela. Esses, os intelectuais mais conhecidos do Brasil, estão mais preocupados em reafirmar suas autoridades, disputar cargos ou mesmo enriquecer às custas do Estado. É como se os grandes pensadores brasileiros ficassem num eterno ciclo em que só são importantes os que são desse clube seleto e esses são importantes porque são do clube, que é seletivo.cit7

Também isso explica porque os alunos e admiradores de Olavo de Carvalho são chamados de Olavetes. Como poderia se dizer que existem no país “Chauietes”, “Saderetes”, “Faustete”, “Lamounierete” ou qualquer outro? Quanto a Olavo, tanto tempo educando e treinando pessoas para o conhecimento, para sua estrutura de ensinamento e aprendizado faz até com que fique bem claro quando estamos diante do texto de algum de seus “discípulos”, tamanha é a discrepância nas citações e estilo em relação àqueles que estamos acostumados a ler. Outro produto desta “diferença” entre os seus alunos e outros pensadores ou opinadores do país é que quem segue os ensinamentos de Olavo de Carvalho tem plena consciência dessa diferença, faz questão de evidenciá-la.cit8

Voltando ao livro, uma das características nos textos muito presente e que explica a má-fama de Olavo fora do círculo de seus seguidores é aquilo que seus detratores chamam de virulência em seus artigos. Não são raros trechos como  “Até um retardado mental”, “Qualquer ignorante”, “qualquer imbecil é capaz”, “é preciso ser muito sonso para não notar”. Num país extremamente violento no cotidiano mas acostumado a etiquetas pretensamente elevadas no trato entre superiores, isso fere a sensibilidade e afugenta. Nada mais falso e fácil de macaquear do que essa educação de bons modos apaziguadora e bajulante.cit9

São muitos os temas abordados e, mesmo assim, é praticamente impossível encontrar contradições entre as opiniões e princípios defendidos. Mesmo quando fala do predomínio de uma “elite bilionária fabiana e globalista” e mais à frente em outros artigos cita os três grandes agentes da história mundial atualmente – a saber: as elites governantes da Rússia e da China, a elite financeira ocidental e a fraternidade muçulmana, que é composta por lideranças religiosas e governamentais espalhadas pelo mundo – há coerência. Para se entender essas hipóteses, comumente qualificadas por aí como paranóicas ou teorias da conspiração, é necessário um pouco mais de atenção e paciência ao longo dos artigos. Ainda assim, mesmo quando se duvida ou discorda, há que se reconhecer a unidade lógica que torna o raciocínio muito mais provável do que passadas superficiais pelo tema indicariam.cit10

Os menos reveladores e inspirados artigos do livro são aqueles em que Olavo de Carvalho trata da política nacional. É claro que ele não se dedica muito a isso, o que também é natural diante de tanta repetição e padronização nos fatos e comportamentos. Em um artigo, troca o nome de um programa marcante do Governo Federal (fala em “Fome Zero” quando o correto seria “Bolsa Família”), em outro faz um paralelo incorreto para tratar do auxílio-reclusão. Ainda assim, mesmo nos seus artigos mais antigos estão antevistos muitos caminhos confirmados pela ação do Governo.

cit11Adiantando para a conclusão dessa longa resenha, é necessário retomar o ponto inicial dela, da batalha entre a construção da imagem pública entre o ator e seus críticos. Para quem como eu já conhecia Olavo de Carvalho mas não o acompanha com tanta frequência, o livro apresenta-se como um convite fortíssimo para estar mais atento ao que ele produz. De certa forma também provoca arrependimento por, lá atrás, pelos idos de 2001 e 2002 quando comecei a descobrir Olavo, não ter ido adiante nos estudos indicados, não ter seguido nenhum dos cursos desde então. Os chamados da vida prática não me permitiam seguir à época com rigor no universo de conhecimento desbravado pelo professor para seus alunos. Para os alunos mais frequentes de Olavo, o livro não traz nada de novo mas deve ser lido pela ótima edição e utilidade da divisão dos artigos por temas. Para quem chama Olavo de Carvalho de paranóico, louco e tantas outras ofensas comuns entre os detratores, o livro não servirá para muita coisa além de provocar-lhes ainda mais ódio e aumentar o fosso que separa suas opiniões do conhecimento da obra do ofendido. Para quem nunca ouviu falar de Olavo de Carvalho, será difícil não ser conquistado pela ótima sequência inicial de artigos, especialmente a seção já não tão no início de nome “POBREZA”, o mais belo momento de surpresa e descoberta que tive no livro.

Ao fim, o livro servirá para ajudar Olavo naquilo que tanto tem se dedicado. Seja como filósofo, professor ou polemista, o devolverá às prateleiras dos mais vendidos, o apresentará a novos leitores e abrirá a mente de muitas pessoas para todo seu trabalho. Será inevitável vermos análises do livro de Olavo de Carvalho em redações que de tudo fazem para ignorá-lo. Diante da crise cultural que nos assola, Olavo sabe bem que períodos assim se sucedem, já ocorreram na história e somente poucos têm coragem para lutar contra a opressão das maiorias ensandecidas, autoritárias e  orgulhosas da própria ignorância. Fazer esse resgate é um desafio imenso e inglório, que se faz pacientemente, passo-a-passo, por muitos anos, conseguindo um espaço aqui, ajudando um estudante ali, apresentando possibilidades para o maior número de pessoas… Citando Croce, “o filósofo, o historiador e o homem que é filosófica e historicamente instruído e disciplinado reconhecem e distinguem a hora de saber e a hora de fazer; sabem, como quaisquer outros homens, quando devem arriscar suas próprias pessoas como homens práticos e, ao recusar-se a falsificar a escrita da história, transformando-a em uma luta prática, eles se recusam de modo semelhante a falsificar a luta prática, transformando-a em historiografia e dando a eles próprios e a outros um álibi covardemente moral”. Olavo de Carvalho acredita no que conhece e se dedica com afinco a passar isso adiante. É um trabalho louvável que este livro serve para sintetizar e, por isso, é indispensável.

Avaliacao

OUTRAS NOTAS:

O preço: Aqui e ali, alguns reclamaram do preço do livro, um pouco acima da média de livros pop. Creio que a análise é incorreta pois o livro tem mais de 600 páginas, o que também está muito longe da curva dos livros campeões de venda, e o espaçamento das linhas e caracteres é mínimo, ou seja, o número de páginas não é inflado por artimanhas. Não se deve pensar no preço do livro comparando-o a um livro popular comum, mas no mínimo a “um livro e meio” ou a “dois livros” populares. É um preço justo.

O lançamento: Para azar dos editores, o livro foi lançado na mesma semana em que chegavam dois campeões de vendas no segmento não-ficção do Brasil: Laurentino Gomes e Edir Macedo. Para complementar, estreou o livro de um “webstar” brasileiro que trabalha também na TV. Mesmo assim o livro estreou entre os 10 mais de todas as mais importantes listas de livros mais vendidos do país.

Os trechos: Selecionei 25 trechos do livro para destacar nessa resenha. Como não tinha como encaixá-los num contexto lógico junto à crítica, resolvi destacar 10 deles aleatoriamente em meio ao texto.

25 comentários para “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota

  1. Anderson Silva

    Marcel (acreditando que a essa altura vc já tenha conseguido ligar 2 + 2 sobre o que vc mesmo disse)

    “Meu amigo use a lógica e o raciocínio um pouco, se eu considero um lugar um favelão mental, de gente estupida significa que se meus livros vendem muito meus livros são…. ahm ahm, consegue ligar 2+2? Então se eu considero um favelão mental preferia vender pouco.”

    Vejamos, Marcel:

    ENTREVISTADORA- O “O Mínimo…” aparece em 10º lugar na lista dos “Mais Vendidos”, na categoria “Não-Ficção”, na VEJA desta semana. Isso lhe parece que existem mais idiotas ou mais inteligentes do que o senhor imaginava?

    OLAVO- Está em décimo na lista da Veja, mas em primeiro na Amazon e em quarto no Globo. Idiotice e inteligência não são qualidades estáticas grudadas de uma vez para sempre numa pessoa. Se não houvesse a possibilidade de transitar de um desses estados ou outro, nem o meu livro poderia ter sido escrito nem haveria utilidade nenhuma em escrevê-lo.

    E aí, Marcel, clareou!? ;¬)

    E, de qualquer forma, o que significa essa porcentagem de vendas do ‘Mínimo’ num universo de mais de 180 milhões de pessoas, onde a maioria não lê e muito menos terá a disposição de comprar um livro de 600 páginas ao preço de 50 píla?

    O sucesso do livro só mostra que mesmo dentro desse sufocante MARXISMO ATMOSFÉRICO (citando Nelson Rodrigues) é possível furar a couraça do bicho e fazê-lo sangrar. Porque essa situação foi imposta sem o consentimento da maioria da população de forma artificiosa e extremamente desonesta, vigarista mesmo.

    E é como o Felipe M.B mesmo já disse numa entrevista dada a Folha:

    “A sociedade brasileira é conservadora, como esta mesma Folha já informou aos seus leitores diversas vezes, ainda que de maneira atenuada, como por exemplo na reportagem “Tendência conservadora é forte no país, diz Datafolha”, de 25/12/2012, disponível neste link. As pesquisas sempre comprovam isso, e nosso livro tem inclusive uma seção intitulada “Povo & representação” que trata justamente desse assunto, trazendo ainda mais dados a respeito. O “pensamento conservador” não precisa encontrar espaço no tecido da sociedade brasileira, porque ele já é o pensamento da sua própria população. Quem precisou não encontrar, mas “ocupar espaços”, na expressão do ideólogo comunista Antonio Gramsci, foi justamente o “pensamento progressista”, que ocupou a mídia, as escolas, as universidades, o mercado editorial, o show business, seguindo a estratégia bem-sucedida de tomada do poder político através da “revolução cultural” gramsciana, denunciada por Olavo de Carvalho desde o seu livro ‘A nova era e a revolução cultural’, de 1994. A população não sabe que a quase totalidade do “pensamento” que aparece nos meios de comunicação, como entre os colunistas desta mesma Folha, à exceção de João Pereira Coutinho, é “progressista”. O pensamento progressista virou o pensamento puro e simples, a coisa normal, enquanto o “pensamento conservador”, que é o do povo, precisa ser rotulado como tal, normalmente associado ao atraso, ao retrocesso, ao reacionarismo, quando não ao extremismo. Por que, quando se fala em um filósofo como Olavo de Carvalho, cuja obra vai muito além de qualquer rótulo de viés político, é preciso se falar em “pensamento conservador”, e quando se fala em qualquer colunista progressista, cuja obra não vai além de artigos de jornal, ele é tão somente um intelectual? Essa e outras respostas também estão no nosso livro.

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    • SHMD

      Seu raciocínio é perfeitamente lógico. Mas isso não quer dizer que ele seja verdadeiro. Comprei o livro a pouco mais de um semana, li poucos páginas. É verdade que o Olavo tem fama de ser polemista, contudo, isso não passa de estratégia para alcançar um número maior de leitores/alunos/discípulos, pois chamá-los [o povo brasileiro, seu próprio povo] de idiotas não tem o objetivo de ofender a ninguém, mas sim de instigá-los a realmente não o serem. A verdade é que ele, como professor, tem contato direto com as camadas mais humildes (aqui, intelectualmente falando) do brasileiros. E conhecendo esses mesmos deve ter percebido que eles dão maior atenção para quem os ofendem do que para aqueles que os estendem a mão. Esse posicionamento se encontra subentendido nesse trecho do artigo “o imbecil juvenil”, pg 29: O jovem, é verdade, rebela-se muitas vezes contra pais e professores, mas é porque sabe que no fundo estão do seu lado e jamais revidarão suas agressões com força total.
      Então, não é porque esse livro tenha vendido muito nesse “favelão mental” que ele seja também uma porcaria; isso só prova que as pessoas (mesmo que não todas) não se ofenderam com o título de idiotas, mas resolveram, entretanto, parar e refletir se são ou não esses tais idiotas (incapazes de olhar o além de si mesmos) de que o Olavo se refere. Acho que nesse caso, amigo, 2+2 são 5.

      [Não sou nenhum perito na obra do leitor, e essa foi somente a minha "primeira impressão" do mesmo. Resolvi compartilhá-la não por descordar totalmente da sua posição no assunto, mas simplesmente por achar que ele (Olavo) não seja essa merda toda que a maioria diz que é]

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  2. Claudius

    Só o que digo é:

    Quem odeia o Olavo, o odeia pelos mais variados motivos; porém, dentre os motivos que se destacam — e, que se mostram sistemáticos, estão a inveja e a burrice.
    A inveja é a mesma inveja em que se estriba a nossa perniciosa cultura; e a burrice se deve ao fato do sujeito ter a presunção, isto é, o umbigo, maior do que a vontade de aprender.

    Parabéns pela resenha, meu caro! Ficamos muito contentes de ver o Professor Olavo na boca do povo. Como apontou o amigo em um dos comentários acima: “o povo tem interesse pela verdade”. Ninguém gosta de ser enganado; existimos para nos elevar e não para nos rebaixar. Já dizia Aristóteles: “Todos os homens tem o desejo natural de conhecer.”

    E se o Brasil – como é provável que aconteça-, acabar, que não engrossemos o coro do júri injusto; não sejamos os sapos no pântano — como disse certa feita o Grande Carlos Lacerda diante das víboras que o acusavam injustamente —; não sejamos mais um dos 70 tiranos que condenam a cicuta todos aqueles que se levantam contra o fingimento, o autoengano, a calúnia e a mentira.

    Vida longa ao Grande educador, Olavo de Carvalho.

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  3. Marcel

    Só para deixar claro, eu gosto do velhote, só não sou fanático por ele(como a maioria que o segue) parece que com ele é ou ame ou odeie, e parece que ele estimula isso, enfim, concordo, discordo, como uma pessoa normal, o que é cada cada vez mais impossível de se ver nele, uma pessoa normal, tanto para quem gosta quanto para quem não gosta.

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  4. Joub Catudo

    Esta e a do Reinaldo Azevedo foram as melhores resenhas do livro que li até agora. Parabéns, Angelo!

    Sobre o trecho que suscitou polêmica, devo esclarecer que discordo completamente da postura do Felipe Moura Brasil, que classifico como infantil e contraproducente. Ele parece ser um bom sujeito, mas mandou muito mal nessa. Eu até concedo que o que foi apontado por você é totalmente banal e não precisava fazer parte da resenha, mesmo porque averiguei e não havia erro nenhum – ele estava comparando com o programa food stamps, então é o fome zero mesmo e não o bolsa família. Mas a atitude dele foi deplorável e mesquinha.

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    • Da CiaDa Cia Posts do autor

      O Fome Zero não é citado incorretamente em um único artigo não. E, de fato, o Fome Zero nem mesmo existiu como realização, apenas como lema e marketing

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      • Genésio

        Posso estar enganado, mas estou terminando de ler o livro e também não vi o termo “Fome Zero” ser usado como sendo um programa concreto. Em todos os artigos em que o termo aparece ele aparece apenas como uma idéia abstrata que serve de comparação com alguma outra coisa. Lendo outros artigos no site do Olavo me parece claro que ele usa o termo “Fome Zero” como uma idéia que simboliza uma certa forma de governar: um lema e um instrumento de marketing mesmo.

        Em nenhum dos textos o programa em si é o objeto central. “Fome Zero” ali aparece sempre como instrumento retórico. Mas isso é só um detalhe e não tira o mérito da sua resenha.

        Responder
    • Joub Catudo

      O que tem de errado com isso? Não seja idiota. Conseguir estar entre os mais vendidos numa favela mental após quarenta anos dedicados à educação é um mérito e não um demérito. Prova de que o povo tem interesse pela verdade, algo que os intelectuais orgânicos e engajados nunca oferecem a ele.

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      • Marcel

        Meu amigo use a lógica e o raciocínio um pouco, se eu considero um lugar um favelão mental, de gente estupida significa que se meus livros vendem muito meus livros são…. ahm ahm, consegue ligar 2+2? Então se eu considero um favelão mental preferia vender pouco.

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  5. Fernando Pirex

    Parafraseando o Reinaldo Azevedo e brincando ao mesmo tempo, o Da Cia AGORA poderá sempre perguntar: entendeu ou quer que eu RESENHE?!?
    Parabéns pelo estilo e pelo resultado prático de incentivar, no mínimo, a leitura antes da crítica ad hominem.
    Não li, mas estou ansioso por ler, assim que os proventos para investimento cultural permitirem!

    Responder
  6. Anderson Silva

    Mas Marcel,

    “Eu acho isso de lançar livro reunindo artigos de jornal um jeito tão tão preguiçoso de ganhar dinheiro fácil,[...]”

    Vc já começa criticando o livro jogando sujo. Assim é muito fácil. Isso já denota uma preguiça mental.

    Por que reunir em 600 páginas PARTE das centenas de artigos do Olavo produzidos para jornais e revistas pode ser considerado um trabalho “preguiçoso”, uma forma “fácil” de ganhar uma grana honesta?? Me explica aí.

    -

    “[...]se fosse textos inéditos até compraria, [...]”

    Mas pra muita gente que AINDA não teve acesso ao prof. Olavo (sejam por quais motivos forem, boa parte sabemos que é por pura influência negativa- FOFOCAGEM da panelinha esquerdista nas universidades e da imprensa jornalística- à respeito DA PESSOA e não do PENSAMENTO dele), trata-se sim de um livro com textos inéditos. Até pra mim que já o leio a um bom tempo, acredito que vou encontrar algo novo que me passou despercebido.

    -

    “[...]muitos são inéditos para mim, mas por respeito próprio não tenho interesse; [...]”

    Aí vc me vem com esse desdenho fingido e acaba se tornando- para a nÓÓÓssa alegria!- um exemplo acabado do que está escrito na capa do livro. Se vc se respeitasse um pouco não teria dito isso. Mas nunca é tarde pra reconsiderar. |¬)

    -

    “[...]parece que o rei e os seus súditos acharam que vc não puxou o saco suficiente,porque não elogiou 100%, sabe como é né, o homem já se auto-declarou gênio e não aceita nada nada contra.”

    Isso não é verdade, Marcel. Usar essa falácia da hipérbole pra justificar o “fanatismo olavético” é jogar sujo de novo.

    Aonde o filósofo se auto-declara ‘gênio’? Aonde ele não aceita “nada contra” se foi e é o ÚNICO tz no Brasil desses últimos anos que ATÉ AGORA não fugiu do debate aberto, do CONFRONTO com as ideias contrárias das que ele acredita e defende?? E qual é o problema de se admirar, respeitar aquele que sabe mais do que eu, que me serve de referência intelectual, moral na vida?? Vc confunde isso com “puxar o saco”?? Vc tá precisando urgentemente ler o ‘mínimo’, porra! |¬)

    -

    “hahaha, agora que fui ver melhor, o rei considerou um insulto aquele parágrafo que vc fez uma pequena crítica,[...]”

    Mas que crítica, Marcel!?? Não houve crítica. Apontar uma escorregada INSIGNIFICANTE nos nomes de uma política governamental (que no final não faz a menor diferença na aplicação dessa política) NÃO é crítica literária sobre o que está no livro.

    Mas, se não foi crítica, foi o que então!?

    E criticar uma crítica agora é se sentir insultado? Pelo visto vc não vê, não ouve, mas fala o que quer. Para de fingir a gargalhada superior e vai logo comprar o seu ‘mínimo’, porra! |¬)

    -

    “[...],apesar de algumas coisas boas no meio de maluquices, ele quer que todo mundo seja como o clã que o segue bovinamente, sem contradizer o mestre.”

    Vc, Marcel, assim como uma boa parte de nós, está IMPREGNADA de ‘Teoria Crítica’ das escolas do pensamento esquerdista. Esse papo de ter que “contradizer o mestre” é papo de rebelde danoninho que adora se insuflar coletivamente nas ruas, que não sabe o significado de aprendizagem e muito menos de conhecimento. Sai dessa e venha para o “clã” dos Mc Anderson (ah! aqui os bois não são vegetarianos, o refeitório é LIVRE). ;¬)

    ======

    E de qualquer forma não entendo essa choradeira pela resposta do Felipe Moura Brasil. Trata-se de um embate JUSTO, equânime. O autor daqui expôs uma miudeza do Olavo (totalmente irrelevante dentro do contexto, diga-se) e o autor de lá expôs uma outra daqui (até com intenção de demonstrá-la como exemplo do que está no livro do prof. É o ‘minimo’ que se pode perceber e o ‘máximo’ de lição que se pode tirar.

    abs a todos do espaço.

    Responder
    • Marcel

      “Por que reunir em 600 páginas PARTE das centenas de artigos do Olavo produzidos para jornais e revistas pode ser considerado um trabalho “preguiçoso”, uma forma “fácil” de ganhar uma grana honesta?? Me explica aí.”

      Por óbvio porque só é repetição do que ele já fez com nova embalagem, não teve novo trabalho intelectual nenhum, só reciclagem, com uma nova capa e com um título chamativo, ganhar dinheiro por osmose, até porque ele já ganhou dinheiro pelos artigos que estão neste livro.

      “Aí vc me vem com esse desdenho fingido e acaba se tornando- para a nÓÓÓssa alegria!- um exemplo acabado do que está escrito na capa do livro. Se vc se respeitasse um pouco não teria dito isso. Mas nunca é tarde pra reconsiderar.”

      É mesmo? Ou será que é quem compra que está se assumindo idiota e fica curioso em saber o mínimo para não ser , ou seja, chamando leitores dele de idiotas?

      “Isso não é verdade, Marcel. Usar essa falácia da hipérbole pra justificar o “fanatismo olavético” é jogar sujo de novo.

      Aonde o filósofo se auto-declara ‘gênio’?”

      É verdade e está provado, ele próprio escreveu no facebook dele lá pelo dia 17/8:

      Henri Bergson dizia : “O autodidata capaz de trabalho universitário é, no mínimo, um gênio.” Aos 66 anos um homem pode, sem vaidade, olhar o seu trabalho realizado e concluir: “Uai! E não é que eu sou um gênio mesmo, ó raios?” Genialidade não é coisa tão extraordinária assim, e reconhecê-la não é idolatria nenhuma, é uma questão de comparação e medida. Até o Pelé e o Ronald Golias foram reconhecidos como gênios.

      Além do que para dar uma aliviada na megalomania diz que genialidade não é algo tão extraordinário, ora, se não fosse extraordinário não seria genial.

      “Mas que crítica, Marcel!?? Não houve crítica.”

      Se não houve critica não há motivo de tanto melindre.

      “E criticar uma crítica agora é se sentir insultado?”

      Mandar lamber sabão não é bem fazer uma critica.

      “Esse papo de ter que “contradizer o mestre” é papo de rebelde danoninho”

      Só os professores inseguros ou autoritários ou os dois não gostam de ser questionados e contraditos.

      Responder
  7. Marcel

    hahaha, agora que fui ver melhor, o rei considerou um insulto aquele parágrafo que vc fez uma pequena crítica, a egolatria e o narcisismo desse senhor infelizmente o estragam e muito,apesar de algumas coisas boas no meio de maluquices, ele quer que todo mundo seja como o clã que o segue bovinamente, sem contradizer o mestre.

    Responder
  8. Marcel

    Eu acho isso de lançar livro reunindo artigos de jornal um jeito tão tão preguiçoso de ganhar dinheiro fácil, se fosse textos inéditos até compraria, muitos são inéditos para mim, mas por respeito próprio não tenho interesse; parece que o rei e os seus súditos acharam que vc não puxou o saco suficiente,porque não elogiou 100%, sabe como é né, o homem já se auto-declarou gênio e não aceita nada nada contra.https://www.facebook.com/olavo.decarvalho?hc_location=streamhttp://felipemourabrasil.com.br/
    https://www.facebook.com/ominimoquevoceprecisasaberparanaoserumidiota

    Responder
  9. Teo

    Eu paguei 42 no Kobobooks sem nenhum peso na consciência. Valeu cada centavo, mesmo sendo digital. Planejo comprar o livro físico eventualmente.

    Agora, porra, tá se formando um culto enorme em torno de Olavão. O velho foi a melhor coisa que aconteceu à direita brasileira, que agora pode finalmente se fazer sentir, mas tem uma linha entre reconhecer, respeitar e apreciar esse fato e os indícios de adulação demente que se manifestam em torno dele. Olavo desdenha isso dizendo que ninguém até agora lhe pediu um milagre, mas ele está sendo disiginenuous; um culto não funciona assim e ele sabe disso.

    Tem muita gente aí que não está realmente interessada em aprimorar a si mesma e que vê Olavo só como uma ferramenta para se sentir intelectualmente superior ao resto da patuleia sem precisar levantar uma palha, um atalho para o bem pensar, um clube de elite no qual não se precisa suar para entrar. O próprio Olavo alimenta isso, querendo ou não. É só ver a reação dele ao texto do Da Cia.

    Responder
  10. Um leitor

    Caro Da Cia,

    Li as críticas de Felipe Moura Brasil no Facebook à sua resenha e elas me pareceram completamente injustas. Fogo amigo do mais desnecessário… Espero que isso não o desanime de continuar o excelente trabalho que você realiza em seu blog aqui na Reaçonaria.

    Abs.

    Responder
  11. Anderson Silva

    O ‘assunto proibido’ agora nas principais prateleiras das livrarias do país.

    Agora não tem mais desculpa. Ou o sujeito “mata” o militante que existe dentro dele e saneia sua vida pessoal (e passa a ter o direito de reclamar com fundamento de causa sobre as mazelas do seu próprio país) ou assume de vez que é um zumbi satisfeito pronto a exaltar os machos-alfa do bando (só não pode esquecer de colocar a tarja-preta na boca na hora de reivindicar que a vida tá doendo) .

    O que é felicidade?

    Pergunte para um olavette (é nóis!): |¬)

    O livro do Olavo já estava esgotado em algumas livrarias antes mesmo do lançamento. Em menos de duas semanas configurando no top 10 da Veja e em 4º lugar na lista do Globo. Sem algazarras publicitárias mirabolantes e milionárias. Sem apoio da Grande Mídia e da classe dita acadêmica, literária, intelectual (o silêncio dos inocentes mais ENSURDECEDOR que estamos a assistir nesse país!). Fora o preço e o número de páginas que deveriam afastar o público mais leigo, sem grana e avesso a leitura. E isso é só o começo. Como diria o autor da façanha: “A canalhada pira!”.

    Chupa Gramsci!
    Chupa Paulo Freire!
    Chupa Marilena Chauí!
    Chupa Emir!
    Chupa Milton Temer!

    Quanto tempo ainda vai durar esse ‘silêncio ensurdecedor’ até o livro bater o primeiro recorde de vendas contra todas as expectativas do mercado?

    Façam suas apostas. ;¬)

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  12. danir

    Desde a primeira vez que li Olavo de Carvalho, Apreciei sua inteligência e agudeza de espírito. Dali em diante, acrescentei seu nome àqueles que sempre que posso, leio. Livros, ensaios, comentários, “True Outspeak”, não importa, a qualidade é sempre muito alta.
    Imperdível para quem acredita que pensar por conta própria é uma necessidade, inerente ao indivíduo livre.

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  13. Maria Cristina SP

    Já está em minha mãos esse livro. Olavo é um visionário, o acompanho quase 10 anos, a atual situação já era definida por ele muitos anos atrás. Um assombro em conhecimento. Didático. Lúcido. Recomendo. Imperdível.

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  14. Francisco

    O preço do livro está em torno de R$ 42. Por ser impresso e ter 600 páginas é justo, o duro é a Amazon cobrar esse valor na versão ebook!

    Mas mesmo assim deve valer a pena. Estão falando muito bem do livro (Reinaldo, Lobao etc). Ainda pretendo comprar.

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