Gender, Quem És Tu?, de Olivier Bonnewijn

Alguns livros aparecem em momentos oportunos e sintetizam importantes questões correntes. Eles servem para explicar, ordenar e combater a confusão e a mentira. Esse é o caso do livro “Gender, Quem És Tu?”, de Olivier Bonnewijn, lançado pela Ecclesiae.

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Olivier Bonnewijn – licenciado em Filosofia pela Universidade Católica de Louvain e doutor em Teologia pelo Instituto João Paulo II em Roma; sacerdote na arquidiocese de Malines-Bruxelas, Bélgica – não utilizou o termo gender como padrão sem querer, mas sim para mostrar a origem americana do termo, e seus desdobramentos pelo mundo; para tratar isso como algo que trespassa fronteiras, que é apenas traduzido e implementado em qualquer país; e que, durante a história, o gender sofreu alterações de significados, dependendo do movimento intelectual que o utilizou.

Essa última questão ficou evidente quando o governo federal tentou colocar o termo gênero no Plano Nacional de Educação, em 2014. Muitos, sem entender a construção filosófica do termo, se perguntavam: “mas gênero não é masculino e feminino?”, “por que temos que retirar essa palavra gênero?”. Ao ler o livro “Gender, Quem és Tu”, a pessoa consegue compreender como os movimentos de esquerda manipulam a linguagem ao destruir significados reais das palavras.

O autor é honesto ao tratar o tema como algo que deve ser entendido a fundo, estudado para entender como os ideólogos pensam. A divisão de capítulos demonstra isso:

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  • Capítulo I – O FEMINISMO RADICAL, TERRA NATAL DA GENDER THEORY
  • Capítulo II – O AXIOMA FUNDAMENTAL DA GENDER THEORY
  • Capítulo III – O PROJETO DO GENDER RADICAL: DESCONSTRUIR PARA CRIAR UM MUNDO NOVO (melhor capítulo do livro, que explica a série de desconstruções [destruições] que ocorrem com a implementação de teorias feministas e de gender)
  • Capítulo IV – OS ALIADOS HISTÓRICOS DO GENDER RADICAL
  • Capítulo V – DIÁLOGO, ESCUTA E AUTO-REVELAÇÃO DO GENDER RADICAL
  • Conclusão

Ele  percorre as origens do gender, suas alterações, suas consequências na realidade, quem se utilizou do termo e até onde essa ideia pode ir. Ele só julga a questão na Conclusão, quando demonstra que a aplicação do gender seria a destruição completa da noção biológica, um dado da realidade, e a multiplicidade de genders, que seriam apenas construções psicológicas ilimitadas e, até mesmo, mais numerosas que a quantidade de pessoas.

gender é construção. Ele remete mais ao próprio ato dessa construção do que aos seres que constroem. É um agir, uma prática, uma práxis, uma ação, uma relação, um papel ou uma função, no sentido dinâmico desses termos. (…)

Se seguirmos sua lógica, o gender se define, no final das contas, como o que está para além do ser e do agir, do definível e do indefinível, como um tipo de “buraco negro” ou de caleidoscópio em perpétuo movimento, que escapa a toda conceitualização, promessa alegre e angustiante de um mundo futuro em eterno devir. Um mundo assim, com seus jogos de significações sempre novos, é impossível de prever hoje e será talvez amanhã, depois de amanhã e ainda depois disso.

Compacto, apenas 100 páginas, mas profundo e com muitas citações de fontes, o livro se torna um meio essencial para estudo inicial e de divulgação. Divulgação esta necessária para a conscientização dos brasileiros de que existem pessoas que trabalham dia e noite para destruir as bases civilizacionais que ainda nos restam.

Título: Gender, Quem És Tu?

Autor: Olivier Bonnewijn

Editora: Ecclesiae

Em papel:

Amazon BR

Livraria Saraiva

Livraria do Seminário 

Livraria Cultura

Ebook:

Amazon BR

Livraria Cultura

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2 comentários para “Gender, Quem És Tu?, de Olivier Bonnewijn

  1. marcio carlos

    Estive em uma faculdade dias desses e vi a preocupação de professores com o assunto. Conversei com alguns já formados e a linha de pensamento vai nesse sentido: deixar a sexualidade se manifestar espontâneamente. Quando nasce uma menina, enfeitamos seu quarto com motivos femininos, compramos roupas femininas, ensinamos a fechar as pernas quando for sentar, etc. Se menino, procedemos da mesma forma, incentivando fazê-lo assumir o seu masculino. Para esses profissionais e alguns estudantes, isto é uma afronta ao desabrochar da sexualidade. Penso que alguns estão convictos de que estão certos, pois, lembram dos casos em que os pais, que nutrem expectativas sobre o futuro dos filhos, fazem mais mal que bem às crianças que não correspondam. Outros, não tenho a menor dúvida, pensam em desconstruir os valores sociais aos quais estamos acostumados e ainda pela nossa certeza de que são corretos. Pura e simplesmente por reconhecer que existem dois gêneros bem definidos, homem e mulher, que são diferentes em vários sentidos e até mesmo no psicológico; pela Fé de várias Confissões religiosas; e ainda pela ignorância da maioria das pessoas que rejeitam a ideologia porque é coisa de gay. Essa discussão ganha vida nas universidades, nas áreas de humanas e somente a elas são restritas. O mundo continua vivendo daquela forma como escrevi. Menina com coisas de menina e menino com o que lhe são pertinentes. A questão do gay, travesti, e outras formas de se ver como individuos, vai depender ainda de muitos anos de aceitação e inclusão na cultura da sociedade. Vejo como exemplos a perca da importância da virgindade; da mulher separada; dos filhos adolescentes chegarem tarde em suas casas depois de uma noite de diversões; a moça dormir na casa do namorado; da igualdade entre pais e filhos em muitos assuntos da familia. Tudo isto foi sendo assimilado pela população e ninguém mais dá importância a essas atitudes, entrou para a normalidade. Será que não acontecerá o mesmo com os assuntos mais polêmicos de hoje em dia?

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