10 Livros Que Estragaram o Mundo – e Outros Cinco Que Não Ajudaram Em Nada, de Benjamin Wiker

É frequentemente um desejo nosso fazer algo ser verdade só para vermos clara e distintamente o falso como verdadeiro, o imaginado como real.

O desejo de que algo seja verdadeiro, no lugar do desejo pelo que é verdadeiro em si, pode muito bem ser a raiz mesma de todo o mal.

Benjamin Wiker em “10 Livros Que Estragaram o Mundo – e Outros Cinco Que Não Ajudaram em Nada”

Qual é o limite dos estragos que uma idéia ruim pode causar quando embrulhada em argumentos aparentemente bons e lógica convincente? Como é impossível conhecer o efeito final de distorções influentes na corrente de pensamentos da humanidade, a melhor forma de fazer esta investigação é, partindo dum estado calamitoso definido, ir às suas origens. Foi buscando o nascimento de grandes desvios ideológicos que causaram estragos ao longo dos últimos tempos que Benjamin Wiker montou o excelente “10 Livros Que Estragaram o Mundo – e Outros Cinco Que Não Ajudaram Em Nada”, lançado no Brasil pela Vide Editorial em 20 de maio deste ano.

Como Wiker trata de livros, obviamente as idéias encadeadas são aquelas que vieram à luz após o avanço das técnicas de impressão. A evolução tecnológica no período do Renascimento – que para Paul Johnson teve como ponto de partida a publicação de “A Divina Comédia” – permitiu uma maior disseminação das idéias em forma de livros em paralelo ao aumento da parcela de pessoas letradas na Europa. É assim que esta lista tem como ponto de partida “O Príncipe”, de Maquiavel, publicado em 1513.

Quando vi o título do livro cheguei a pensar em como seria possível dar um contexto histórico aos títulos que fazem parte da lista em tão poucas páginas – 227. Porém, o argumento de Wiker é perfeito. Segundo ele “livros ruins apenas estragam o mundo quando são consumidos ferozmente  por aqueles que têm fome de suas mensagens”. Isso não é jamais uma desculpa para que o mal ganhe uma defesa entusiasmada. É por isso que não “podemos desconsiderar suas palavras maliciosas e dizer: “Ele foi apenas fruto de seu tempo”. As idéias contidas nesses livros ajudaram a moldar de forma importante o tempo após sua publicação.

Outro ressalva prévia que se pode fazer ao título do livro seria imaginar que ele defende algum tipo de censura. Wiker deixa bem claro que não faria o menor sentido defender, hoje ou em qualquer época, a proibição desses livros. Suas idéias já vieram à luz e proliferaram. O certo é conhecê-los muito bem e notar tudo o que há de perverso para poder então combater as ideologias que dali partiram.

A investigação tem como ponto de partida o desejo de descobrir  “o que nos permite conhecer as nascentes da correnteza na qual nos submergimos hoje?”.  É assim que passamos na parte inicial (“Estragos Preliminares”) pelo já citado “O Príncipe”; o “Discurso sobre o método”, de René Descartes; Leviatã, de Thomas Hobbes; Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens, de Jean-Jacques Rousseau. Em comum, essas e as obras a seguir demonstram um inegável “desejo em fazer algo ser verdade só para vermos clara e distintamente o falso como verdadeiro, o imaginado como real.

Os principais estragos que dão título ao livro são apresentados a seguir na parte “Dez Grandes Estragos”:

10_LivrosQueEstragaramOMundo

  • Manifesto do Partido Comunista, Karl Marx e Friedrich Engels;
  • Utilitarismo, de John Stuart Mill;
  • A descendência do homem, de Charles Darwin;
  • Além do bem e do mal, de Friedrich Nietzsche;
  • O Estado e a Revolução, de Vladimir Lênin;
  • O eixo da civilização, de Margaret Sanger;
  • Minha luta, de Adolf Hitler;
  • O futuro de uma ilusão, de Sigmund Freud;
  • Adolescência, sexo e cultura em Samoa, de Margaret Mead;
  • – O relatório Kinsey, de Alfred Kinsey.

Por fim, o autor faz uma menção desonrosa a Betty Friedan e seu A mística feminina.

Cada capítulo tem como introdução um trecho da obra analisada, com exceção do grotesco “O relatório Kinsey” que não pôde ter nenhuma parte copiada no livro por proibição do Instituto Kinsey para Pesquisas em Sexo, Gênero e Reprodução. Por conta disso, diz Wiker, o capítulo teve de ser refeito às vésperas do lançamento para que nenhum trecho fosse impresso – e assim fomos poupados dos detalhes de experimentos sexuais com crianças, por exemplo.

O “10 Livros Que estragaram o Mundo – e Outros Cinco Que Não Ajudaram em Nada” cumpre com louvor o pretendido. Sua análise de obras tão singulares nos permite reconhecer o traço comum aos erros de seus autores. Há sim uma grande distância numérica no estrago causado pelas idéias de Hitler e Lênin e “detalhes” como a linha de raciocínio de Charles Darwin que mais tarde seria usada para práticas eugenistas que também levaram a um racismo científico. Tanto Hitler como Lênin  defendiam muito mais a ação prática do que uma defesa entusiasmada de suas teses, eles verdadeiramente exortavam a uma marcha que acelerasse o paraíso na Terra sem pudores. No caso específico de Darwin, cabe questionar os motivos do autor não ter notado o caminho de suas idéias aplicadas a todos os seres vivos em “A origem das espécies” que foram depois adaptadas para “A descendência do homem”. Como pôde não alertar para a imoralidade que resultaria caso alguém tentasse acelerar o processo de seleção dos mais aptos?

O erro de tantos que nos trouxeram a este reino do relativismo e rebaixamento de valores fundamentais para a nossa civilização pode ser explicado, como faz o autor, na sentença: “o desejo de que algo seja verdadeiro, no lugar do desejo pelo que é verdadeiro em si, pode muito bem ser a raiz mesma de todo o mal”. Muitos dos autores analisados quiseram em suas obras afirmar como normais, corretas ou admiráveis certas atitudes que eles mesmos praticavam. Outros encontraram restrições do meio, como Maquiavel, que fez uma ode à mentira política e deixou nas entrelinhas um total desprezo à religião que não podia ser dito em voz alta –  e ainda hoje ecoa na criação de personagens políticos totalmente falsos em suas fés e convicções.

O livro é rápido e agrada mesmo quando trata de obras ou autores que você não esteja familiarizado. Dos 15 livros da lista, li cerca de metade deles e alguns autores eu só conhecia das conversas de amigos mais versados em assuntos como aborto, eugenia e feminismo. Enumerar os argumentos usados para a escolha de cada um deles tornaria esta resenha gigantesca e tiraria a surpresa de quem vier a comprar o livro, razão pela qual não seguirei elencando o conjunto de maldades perpetradas por cada uma das obras analisadas.

Como disse Benjamin Wiker após a publicação, “talvez a melhor forma de descobrir a verdade seja estudando os maiores erros”. O “10 Livros” faz isso muito bem e por isso vale a leitura do início ao fim.

Título: 10 Livros Que Estragaram o Mundo – e Outros Cinco Que Não Ajudaram Em Nada

Autor: Benjamin Wiker

Editora: Vide Editorial

Lançamento: 20 de maio de 2015

Onde comprar:

43 comentários para “10 Livros Que Estragaram o Mundo – e Outros Cinco Que Não Ajudaram Em Nada, de Benjamin Wiker

  1. SFU

    Não pretendo comentar o todo da ideia que permeia o conteúdo do livro, nem tampouco os títulos ali contidos. Mas, lendo-os, senti a ausência maior de todas as menções, a Bíblia. Pronto!, eis o livro de conturbou e conturba a História da Humanidade.

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    • Mauricio Lobato

      Quando vim para a área de comentários, SABIA que ia ter um ATEU RETARDADO afirmando que a Bíblia é o pior de todos os livros.
      Na boa, SFU, vai SIFU. Quantos 14 anos você tem, moleque?

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      • Roberto F.

        Concordo, Maurício.
        2.500 anos de fundamentação não servem para nada para alguém que deve ser ateu e ter no máximo 14 anos (pelo menos de idade mental).
        A pergunta que faria a sfu é: se a civilização ocidental judaico-cristã não é suficiente para ele, porque não se muda para um país que não tem estas bases e tenta viver de acordo com aqueles preceitos? Depois volta e conta como é.

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  2. Paulo

    Na minha opinião, o título do livro chama a atenção e a ideia que motivou a obra desperta interesse. A resenha está ótima, parabéns! Motivou-me a ler o livro.

    No que tange ao livro, seu conteúdo está insofismavelmente permeado pela visão religiosa do autor (que influenciou, sem dúvidas, na seleção dos livros, alguns dos quais criticados ostensivamente nos cursos de teologia cristã).

    Francamente, o autor deveria ter sido mais honesto, logo na introdução ao livro, poupando o tempo do leitor mais desatento (como foi meu caso). Apesar de, antes mesmo de iniciar a leitura da obra, ter me soado estranho colocar no mesmo saco obras como “Minha Luta”, de Adolf Hitler e “Discurso do Método”, de René Descartes.

    No decorrer do livro o autor se utiliza dos fragilidades dos textos das obras para tirar conclusões duvidosas, ignorando, quando conveniente, o contexto histórico e a conjuntura social nas quais estavam inseridas. Não há qualquer credibilidade, mas me diverti com as piadas e os argumentos que o autor tentou emplacar que mais se assemelham a falácias. O título do livro poderia se chamar: “Os 10 livros que abalaram o obscurantismo religioso” ou algo do tipo.

    Independentemente da convicção religiosa, só um leitor muito incauto ou extremamente entorpecido pelas ideologias religiosas não perceberá as “mensagens pseudosubliminares” do Autor na promoção de sua fé religiosa.

    Então, amigo leitor, faça como propõe o Autor: leia o livro e agarre o coração maligno de suas ideias embebidas de misticismo e as exponha à luz da razão, tenho certeza que elas se evaporaram tão rápidas, que serão esquecidas antes mesmo de lhe fazer mal.

    https://en.wikipedia.org/wiki/Benjamin_Wiker

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    • Da CiaDa Cia Posts do autor

      Veja a fraqueza de seu argumento: você conclui apelando a uma suposta luz da razão mas durante toda a crítica quer desmerecer a obra pela orientação religiosa do autor. Oras, “a razão” pode ser iluminada (como tudo na verdade) pela religião, mas a religião não é condicionante da razão. Nem mesmo para desqualificar. Se você prezasse tanto quanto quer aparentar pela “lógica”, não acharia estranho estarem numa mesma lista livros como “Minha Luta” e o “Discurso do Método”. Porque o sentido de listas é realmente ordenar ou agrupar por semelhanças, jamais equiparar. Quando vocÊ fala que ele ignora o contexto histórico e a conjuntura social (risos) das obras, você erra ainda mais gravemente. Primeiro porque o livro realmente se importa em explicar a situação do autor, sob qual situação o livro foi feito para só então refletir sobre as consequências. Segundo que, se fossem esses livros apenas fruto e produto de suas épocas eles seriam temporais, teriam prazo de validade. O que distingue o gênio e a perenidade das obras, o que fundamenta os clássicos é justamente a qualidade que as distingue do fluxo de produção de um tempo.

      Tudo o que você fala da religião do autor é equivocado pois você a vê como definidora das opiniões como uma ideologia. Religião não é ideologia, a religião realmente inspirada orienta toda a visão de mundo daqueles que buscam a verdade revelada pela religião. Logo, ideologia é tudo menos a busca da verdade.

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      • Pedro Rocha

        Deve ser porque os maiores genocidas da humanidade eram ateus e que o totalitarismo foi criado na Revolução Francesa por ateus.

        Entretanto, ateísmo é tão somente a descrença na Metafísica, sendo que o termo materialismo (onde o ateísmo é uma de suas características) seria mais correto para designar o pensamento jacobino e seus desdobramentos ideológicos monstruosos.

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    • Vinicius Rodrigues

      O título me chamou a atenção, busquei saber quais as obras analisadas e caí aqui. Tive a mesma impressão que você quanto as obras de Hitler e Descartes. Fui além e vi que o Relatório Kinsey estava no meio. Matei a charada, mas não conseguia acreditar que o livro era tão pobre e infeliz desse jeito!
      Obrigado, Paulo!
      Queria mesmo encontrar esse comentário aqui. Me ajudou a poupar um puta tempo! haha

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  3. Thais

    Pois eu li o livro e não consegui largá-lo até terminar de tanto que gostei. Não concordei integralmente com o autor, em todos os capítulos, mas a essência de seus argumentos é boa. Não se trata de um Index, mas de ler os livros de forma crítica, na verdade o livro até desperta a curiosidade de conhecer as obras, na íntegra, mas de não engolir as ideias ali contidas, maquinalmente. O autor é religioso e isso é claro, inclusive nas “orelhas” do livro, quem não gosta deste viés, não compre. Ser religioso (ainda) não é proibido e ele contrapõe as ideias cristãs às ideias propagadas pelos livros que causaram estragos, com sucesso maior ou menor. Mas uma coisa sei: quem abandona a religião só coloca coisas ridículas (e mais irracionais ainda) no lugar (comunismo, cientificismo beirando a eugenia, ecologismo xiita, seitas ridículas, etc.). O fanatismo é inerente ao ser humano, não a alguma religião ou pseudo-religião específica.

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  4. Dienes

    Estou lendo o livro, e estou achando-o razoável. Nota-se que o autor é muito religioso e que quer pregar muitos moralismos, isso torna suas argumentações fracas e voluveis.

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  5. Jáder Augusto Bittencourt Elias

    Fiquei curioso para ler o livro. Deve valer a pena ler as razões do autor para incluir certas obras na sua lista. Imagino que não necessariamente haja uma crítica pessoal a todos os autores. Darwin, por exemplo, não pregou que se aplicassem medidas eugênicas. Já Lenine e Hitler foram explícitos na defesa de métodos radicais para a consecução dos fins por eles idealizados. Quanto aos que defendem aqui a bíblia e o alcorão (que nem foram incluídos na lista pelo Benjamin Wiker), deveriam olhar a história e verificar que muitas civilizações pagãs que prosperaram na antiguidade (egípcios, persas, gregos, romanos) não foram mais belicosos que os povos cristãos e muçulmanos que prosperaram da idade média em diante. A partir dessas duas correntes religiosas é que surgem as “guerras santas” contra infiéis (cristãos X muçulmanos, Xiitas X sunitas, católicos X protestantes). Os pagãos, de um modo geral, foram muito mais tolerantes em matéria religiosa, faziam guerra de conquista, sim, mas frequentemente incluíam no seu panteão os deuses dos povos conquistados.

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  6. Michael Lima

    Quanto a Darwin, a conclusão que se tira das suas ideias é que nós, seres humanos, não somos mais especiais que nenhum outra espécie e é por isso que há colisão com a visão religiosa. Aquilo que temos mais desenvolvido que outras espécies em geral por um lado contrabalanceia com nossas fraquezas, por outro. Assim, todos os seres que existem, estão aí pq estão adaptados ao ambiente e nisso, não há nenhuma espécie mais especial que outras. O uso eugenista das ideias de Darwin não condizem com o que realmente é dito ali. Uma coisa é o que o estudo diz. Outra coisa é o uso que se faz e a interpretação que se dá. Não se pode depreender da má compreensão e do mau uso, um problema necessário da ideia original. Dizer que antes de Newton vir com a ideia da gravitação todos flutuava pela terra, não implica que a obra tenha dito isso e não há, por tanto, que responsabilizarmos as ideias de newton. Algo que é muito análogo ao caso de Darwin. Ele elucida algo que sempre ocorreu; um fenômeno natural. O significado distorcido que alguns depreenderam disso não podem recair sob as ideias do autor, pq não foi o que ele disse. Além do mais, hoje muita coisa boa e muito avanço se dá justamente pela compreensão desse fenômeno elucidado. Então, arruinar o mundo ou não acrescentar nada é muito forçado, quando nos referimos ao tratado evolutivo. Ele permitiu muito avanço subsequente e isso é resultado direto das ideias originais.

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  7. Leandro Cardim da Silva

    Eu estou vendo muita gente rebater uma suposta crítica os autores em si, pois nessa lista cujas teorias são aceitas hoje em dia dentro de todo o espectro ideológico do mundo acadêmico – sem falar nos casos de consenso estritamente científico. Mas observem que em geral (EM GERAL) o autor não aborda as obras mais renomadas dos autores. Isso dá espaço pra ele deitar e rolar em erros que de fato não foram analisados ad nauseam por estudiosos em geral das áreas envolvidas.

    E ao mesmo tempo me pergunto se não há desonestidade alguma em usar essas pbras para metonimicamente tentar desautorizar o autor em si e as principais teorias pelas quais ele é conhecido.

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      • Lemuel Swift

        Também concordo. A lógica do autor também é completamente arbitrária. Tudo o que não corrobora a visão mística dele é uma má ideia? Ele prega a ignorância como ferramenta de bem estar. Então, nem deveria estar no ramo de escrever livros. Também é importante ressaltar que é preciso separar as ideias originalmente como elas foram concebidas dos maus leitores e do uso que eles fizeram dessas ideias. Ele tenta argumentar contra isso, mas é puro sofisma, pura retórica. Sob o mesmo critério dele, A Bíblia, o Corão, O Rig Veda, o Mahabharata, Analectos, Meditações do Marco Aurélio e mesmo A Riqueza das Nações e o Segundo Tratado do Governo Civil serviram historicamente de justificativa para atrocidades, e deveriam ser considerados perniciosos. É óbvio que todos esses livros citados pelo autor avançaram o pensamento ocidental, para o bem e para o mal (exceto o Minha Luta, que é um puro aborto intelectual – a própria inclusão dele na lista serve para desmoralizar os outros títulos), mas também é óbvio que todos eles contêm erros e que foram superados em certos pontos. Na verdade, nenhum grande livro da humanidade escapa desse destino contraditório, de avançar o pensamento e de ser superado ou contradito. Também é estranho que, em muitos casos, ele selecionou livros menores de certos autores, o que facilita a argumentação. Ou seja, é puro sensacionalismo. De nenhum valor! E que só serve exatamente para leitores que procuram exatamente aquilo que ele mesmo critica: “O desejo de que algo seja verdadeiro, no lugar do desejo pelo que é verdadeiro em si, pode muito bem ser a raiz mesma de todo o mal”.

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        • Da CiaDa Cia Posts do autor

          Nenhum de vocês leu a resenha e todos estão argumentando contra o que não está no livro nem na resenha. Assim é muito fácil: vocês inventam os argumentos adversários. Essa artimanha não é usada pelo autor que, ao contrário de vocês, traz os trechos criticáveis.
          Vocês gostariam que o livro ou a resenha falassem que os livros devem deixar de ser lidos, mas isso não está lá.
          Sobre citar livros menores dos autores, esta estupidez só pode ser usada contra o livro por quem não leu nem a resenha nem o livro. O livro trata essencialmente das idéias e seus usos, não da obra completa de seus autores. Não é uma coletânea nos modelos de CDs “Top Hits” dos autores. Como vocês se sentiram afetados por verem na lista alguns nomes que têm algum apreço, se ofenderam e passaram a criticar dessa forma atrapalhada e boba.

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  8. Dorian_gray

    Os livros de Darwin têm muitos problemas, Darwin não explica a macroevolução, mas é um excelente antídoto para as ideologias de gênero que estão aí hoje. Além do mais, Darwin era maluco, mas não tinha intenção de dominar o Mundo. Seus puxa-sacos são mais fanáticos do que ele jamais foi. Maquiável e seu Princípe são o melhor manual para identificar um monstro na política. Imagine se não fosse Maquiável e sua loucura? Dr. Freud falava muita basofia, mas acertou em muitos pontos ligados a sexualidade e que hoje são rejeitados pela “inteligencia” universitária, o que significa que ele estava certo. Ser ignorado é

    Enfim, ler os loucos é interessante para entendermos alguns conceitos, mas o problema está mesmo em seguí-los para entrar no esquema da engenharia social.

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  9. Marcelo CentenaroMarcelo Centenaro

    Fiquei muito curioso em saber o que Benjamin Wiker critica no Discurso do Método e no Leviatã. Também tenho críticas às duas obras, mas será correto dizer que são “estragos preliminares” ou que esses livros “não ajudaram em nada”? Vou ter de ler o livro para descobrir.

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    • Souza

      Sem a bíblia o mundo seria muito mais pagão que é hoje e vc estaria entregando seus filhos a moloque para serem queimados no fogo. Aliás o mundo já teria sido destruido.

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      • Celso Vieira

        Tolo esse raciocínio. A Suécia e a Holanda são praticamente ateus e sabem conviver com as diferenças ao contrário de nações que se dizem laicas mas adotam posturas teístas.

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      • DK

        Souza, pobre é a sua mente, presa e atormentada pela religião, se o que acontece hoje em dia e o que já aconteceu de ruim na história da humanidade em nome da religião e de deuses não é ruim o suficiente pra você acreditar que a religião traz mais mal do que bem, e que traz mais dissenções do que união, então você é uma pobre criatura que ainda vive acreditando na palavra de falsos lideres religiosos que insistem em propagar a ideologia cristã, repleta de racismo, escravidão, crueldade, misoginia, incesto, genocídios, massacres e assassinatos cruéis e sem sentido algum, de pessoas e povos inteiros inocentes (novamente genocídio), entre coisas e mais coisas assustadoras cometidas em nome de religiões. Portanto, é grande a probabilidade que se não existisse bíblia nem qualquer outro livro dito “sagrado”, os conflitos vividos pela raça humana teriam sido bem menos! Com certeza o mundo não teria acabado, e sim teria sido ainda melhor sem a bíblia, e sem religiões!

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        • Pedro Rocha

          É por isso que regimes socialistas ateus geraram tanta qualidade de vida e paz para o mundo como: União Soviética, China, Vietnã, Cuba, Albânia, Coreia do Norte etc..

          IRONIC MODE ON

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    • Da CiaDa Cia Posts do autor

      Creio que não… Tanto a Bíblia quanto o Corão são livros espirituais, lidam com o divino. Não são teses científicas e, como tais, não são provados, não são feitos para serem aceitos logicamente, mas como inspiração pessoal de aceitação da realidade.
      E a importância da Bíblia e do Corão independem da publicação de seus livros. A expansão dessas religiões ocorreu entre pessoas iletradas numa época em que livros raramente eram impressos e lidos, eram acessíveis para uma minoria. Embora haja um grande período entre os fenômenos da cristandade e do islã, eles eram transmitidos maioritariamente de forma oral.
      Na história puramente das idéias, aquelas transmitidas pela parte comum das três grandes religiões monoteístas estão no topo das mais beneficamente influentes.

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      • Israel

        A bíblia é um dos fundamentos do direito e moral do ocidente.E não concordo com o Da cia, de que a bíblia não pode ser entendida logicamente.Quem te disse que apenas teses científicas devem ser aceitas logicamente ?(a ciência não prova uma penca de coisas que nós aceitamos racionalmente) A filosofia mandou um abraço.Como disse, muita das coisas que aceitamos racionalmente são frutos da bíblia.Um exemplo ? O conceito de guerra justa.

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        • DK

          Israel, tentar achar lógica na bíblia e como tentar achar chifres na cabeça de um cavalo! Você como a maioria dos defensores da religião cristã e da bíblia, falam de coisas que nem entendem! Cite coisas aceitas “racionalmente”, e que a ciência não prova? Cite a passagem da bíblia que ensina o conceito de “Guerra Justa”? Falácias e mais falácias, e argumentos sem pé nem cabeça, é só isso que vem da boca de teístas e defensores da fé e da bíblia!
          Se entendessem o que eles próprios dizem não teriam nada pra dizer.

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    • Tiago

      Prezados, ele não colocou o a bíblia por ser formado em teologia.
      As críticas feitas aos livros são em maioria voltadas a uma comparação entre o cristianismo o o alegado pelo livro, como muito do dito nos livros vai contra diversas teses do cristianismo, por consequência os livros são condenáveis, este é o raciocínio do autor.

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