Overlord

@overlord_r

O mais longo dos dias

Hoje é o aniversário de 69 anos do “Dia D”. O Dia D foi o início de uma operação maior, a “Operação Overlord” (que, como já devem ter percebido, nomeia este perfil), provavelmente o maior esforço conjunto da humanidade em toda a História na luta contra o mal. Não, eu não vou contar o passo-a-passo das operações. Muita gente já fez isso e de uma forma muito melhor do que eu jamais faria. Só venho aqui pra não deixar essa data em branco, dar algumas recomendações e dizer a vocês: nesse dia Hitler e o resto do mundo aprenderam que não existe fortaleza impenetrável para o mundo livre e pra quem luta pelo bem. Nunca se esqueçam disso e nunca se esqueçam desse dia.

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Para assistir:

“O Mais Longo dos Dias” (The Longest Day, 1962) – Aviso que a trilha é bem irritante, mas vale pra ver John Wayne (aliás, detalhe pra Sean Connery em começo de carreira). Obviamente de onde tirei o título do post. [1]

“O Resgate do Soldado Ryan” (Saving Private Ryan, 1998) – Dispensa apresentações. O melhor filme sobre o Dia D que eu conheço. [2]

“Heróis de Guerra” (Word War II: The Last Heroes, 2011) – Documentário exibido no Brasil pelo canal National Geographic da TV paga. [3]

http://townhall.com/tipsheet/katiepavlich/2013/06/06/remembering-dday-69-years-later-n1614537 – O vídeo dessa matéria (link enviado por outro colunista da casa, o Boszo).

Para ler:

http://en.wikipedia.org/wiki/Operation_Overlord – O artigo está muito bom e detalhado. Leiam os hiperlinks e vão ter material por muito, muito tempo.

Continuem lutando a boa luta.

[NOTA: deve ser considerada para todos os links a data de acesso de 6 de junho de 2013]

[1] http://www.imdb.com/title/tt0056197/

[2] http://www.imdb.com/title/tt0120815/

[3] http://www.imdb.com/title/tt2088659/

Imagem encontrada em:

http://www.normandy1944.org.uk/France%20will%20never%20forget%202-1.jpg

Feliz dia das mães

Quero desejar um feliz dia das mães, principalmente àquelas que lutam por um mundo melhor. Um bom exemplo são aquelas mulheres que enquanto seus irmãos, pais, e as vezes até filhos (dependendo da idade, claro), estavam lutando no front contra a tirania nazista, estavam contribuindo para que essa batalha continuasse a ser possível, ocupando o lugar dos homens nas fábricas e produzindo tanques de guerra, rifles, munição, aviões, entre tantas outras coisas[1]. Também o meu parabéns especial àquelas que lutam para que Israel continue a ser o único bastião da democracia e da liberdade na região em meio a tantas ditaduras e obscurantismo[2].

Isso é lutar por um mundo melhor. Isso é demonstração de “poder feminino”. Femen e “Marcha das Vadias” é só histeria. Vão arrumar o que fazer.

[NOTA: deve ser considerada para todos os links a data de acesso de 12 de maio de 2013]

[1] http://en.wikipedia.org/wiki/Women%27s_roles_in_the_World_Wars#American_Home_Front

[2] As mulheres são hoje 33% de todos os soldados  e 51% dos oficiais do IDF. http://en.wikipedia.org/wiki/Women_in_the_Israel_Defense_Forces

O mundo livre contra a tirania – Parte 1 – As quatro liberdades

No entre guerras, os Estados Unidos viviam um período de não-intervencionismo em conflitos internacionais, principalmente pelo, digamos, “arrependimento” da sua entrada na 1ª Guerra Mundial. Explicando bem objetivamente: os americanos, e aqui eu falo de boa parte da população, achavam que não deveriam morrer em trincheiras lutando a guerra dos outros.

Em 6 de janeiro de 1941, Franklin Delano Roosevelt, presidente dos Estados Unidos, fez um pronunciamento que mudaria pra sempre os rumos do que hoje chamamos de “mundo livre”. Obviamente, “mundo livre” é o que os comunistas, esquerdistas, o islã e basicamente qualquer ideologia autoritária que exista hoje chama de “mundo judaico-cristão ocidental”.

Nesse discurso, o presidente fez um chamamento à nação americana sobre os perigos do não-intervencionismo e da apatia no cenário geopolítico da época. Como um acordo de não-agressão, como o de Munique[1], não era confiável][2]. Aliás, que acordos com ditadores não eram justos ou confiáveis. Que era preciso garantir as liberdades fundamentais as quais todos os homens na Terra teriam direito. Como a omissão em defender esses ideais poderia se voltar contra os EUA e acabar por eventualmente comprometer a própria democracia americana. FDR falou de valores universais e atemporais, maiores que nações, países, Estados. Valores tão grandes quanto a própria humanidade. Valores que davam à liberdade individual, enfim, a devida importância, numa época em que se erguiam no centro do mundo (naquele tempo, a Europa), de diversas frentes, os largos pilares do autoritarismo, da tirania, do medo e do genocídio. E muito importante: que no fim, a justiça e a moralidade venceriam. Em tempos de contextualização de tudo, vários pesos e medidas, e de tanta “dialética”, parece algo muito distante. Mas não deveria ser.

http://www.youtube.com/watch?v=QnrZUHcpoNA [3]

FDR enumera as quatro liberdades como sendo (ilustrações de Norman Rockwell[4]):

Freedom of Speech - Rockwell

 Freedom of speech: é a liberdade de poder comunicar sua opinião a quem quiser ouvi-la.

Freedom of worship - Rockwell

Freedom of worship: é a liberdade de o indivíduo seguir a religião que quiser, crer no que quiser e inclusive de não seguir religião alguma ou crer em coisa alguma.

Freedom from want - Rockwell

Freedom from want: é o direito a um padrão adequado de vida. Isso inclui: alimentação, abrigo, vestuário (que é um tipo de abrigo, claro), entre outros.

Freedom from fear - Rockwell

 – Freedom from fear: é o direito de viver em paz, longe do medo. No discurso, mais especificamente, da agressão de países vizinhos.

O presidente estava ali cavando mais que uma trincheira. Estava dizendo que onde houvesse um atentado dos tiranos contra a democracia, seria um atentado contra TODA a democracia. E o mundo livre tinha o dever de combater os ataques contra essas liberdades onde quer que estivessem acontecendo no mundo.

Roosevelt deixou claro que era vital que os Estados Unidos se armassem e se preparassem pra guerra que estava por vir. Cerca de 11 meses mais tarde, o Japão atacou Pearl Harbor[5]. E os EUA entraram em guerra tanto no Pacífico, quanto na Europa.

Foram mais de 16 milhões de mortes, somente de militares, do lado dos Aliados pra que a democracia e as quatro liberdades fossem preservadas. Mais de 16 milhões de homens que deixaram em casa pais, esposas, filhos, partindo com uma arma na mão pra livrar o mundo da tirania. E nunca voltaram.

Todo mundo sabe como essa história terminou. Mas essa introdução é necessária pra mostrar que não só de debate vive a luta contra a tirania e o obscurantismo. Quando o diálogo não funciona, quando nada mais civilizado funciona, os homens de bem precisam usar a força necessária pra garantir o futuro da liberdade.

Nos próximos artigos dessa série, irei comentar os casos específicos e as razões pelas quais o mundo ocidental precisa deixar o debate de lado e se impor pelo bem da democracia e da humanidade. Até lá.

 

[NOTA: deve ser considerada para todos os links a data de acesso de 29 de abril de 2013]

[1] http://en.wikipedia.org/wiki/Munich_agreement

[2] Britain and France had to choose between war and dishonour. They chose dishonour. They will have war.” – http://en.wikiquote.org/wiki/Churchill#The_1930s

[3] http://americanrhetoric.com/speeches/fdrthefourfreedoms.htm

[4] http://en.wikipedia.org/wiki/Norman_rockwell#World_War_II

Ilustrações encontradas em:

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/1/17/Save_Freedom_of_Speech.png

http://chawedrosin.files.wordpress.com/2007/11/rockwell_worship.jpg

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/en/9/91/Freedom_from_want_1943-Norman_Rockwell.jpg

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/e/e2/%22Freedom_from_Fear%22_-_NARA_-_513538.jpg

[5] http://en.wikipedia.org/wiki/Attack_on_Pearl_Harbor

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