Osmar Bernardes Jr.

@osmar_bernardes

Relativização da legítima defesa

É notória a estratégia da esquerda mundial de promover o desarmamento total dos civis. Não importa o país, não importa a cultura, não importam as fronteiras, não importa o momento histórico, todo partido de esquerda tenta desarmar os cidadãos. 

No âmbito ideológico o objetivo é sempre o mesmo: ter o monopólio das armas na mão do Estado, ou do partido, para não ter oposição na hora da tomada de poder. Para isso o argumento “romântico” pode ser sempre utilizado, pois possui respaldo na história. Mas e a ação política direta, do dia-a-dia de um país? Quais são as consequências do desarmamento através dos anos? Como sempre: relativização dos direitos naturais e o crescimento do Estado para, ao final, aniquilar todos os outros direitos.

O direito à vida é absoluto e não vem do Estado. Quando você tem sua vida ameaçada, a ação defensiva é legítima. O criminoso sempre age com mais poder (arma de fogo, faca, ou preferencialmente atacam mulheres e idosos) do que a vítima e, sem a equiparação de força, defender-se é algo praticamente impossível. O cidadão fica inabilitado para defender o seu direito mais básico.

É só analisar as notícias diárias. Os casos de reação são raridades e ocorrem com a vítima armada, claro. E, sempre tem um imbecil que fala “a pessoa morreu porque reagiu, culpa dela” quando o criminoso mata a vítima à sangue frio. É a pura relativização da vida. Na cabeça deles, uma pessoa não possui o direito de defender esse direito natural mais básico. Além disso surge o discurso: “onde estava o Estado para me proteger?”. Como se fosse possível, ou saudável, o Estado te proteger 24 horas por dia (é o que os esquerdistas querem, o estado te “protegendo” a todo tempo). O padrão é ser ovelha.

Todo esquerdista, sem exceção, abomina a propriedade privada (menos a deles próprios). Primeiramente eles tentam relativizar mais esse direito. Consequentemente, qualquer ação para defender uma propriedade é errada. Se um bandido aponta uma arma para você e pede sua carteira, você tem que entregá-la, porque seu dinheiro tem “função social”. Reagir? Jamais! Não vale a defesa, já que a propriedade é um mal em si. É melhor você nem ter uma arma, já que usá-la seria errado

Se o uso de arma para defesa fosse mais comum, com certeza seria difícil para a esquerda combater o direito inalienável que é a propriedade. A população estaria sempre reforçando isso com a própria ação.

Estamos passando pela época em que a esquerda está popularizando, no meio intelectual e midiático, a vitimização do bandido. Se alguém te assalta, é porque existe a desigualdade social. Se bandidos ateiam fogo em um dentista, é porque eles eram vítimas da sociedade opressora capitalista burguesa de classe média. Todos tem culpa, menos o bandido. O próprio crime é relativizado. O bandido, sempre armado (ele não obedece a estatuto do desarmamento), utiliza de seu poder para retirar direitos naturais de outras pessoas, mas eles são as verdadeiras vítimas. Utilizar uma arma para se defender desses agressores? Jamais, o agressor sempre é você! Por isso é bom o cidadão não ter arma, porque o uso frequente dela para defesa só reforçaria a definição clara de quem é o agressor da história, o criminoso.

Em 2003 o governo Lula aprovou o Estatuto do Desarmamento, que acabou com o direito ao porte e restringiu absurdamente o direito à posse. A partir daí a relativização só aumentou. Em 2005 eles tentaram o golpe final: proibir todo o comércio de arma de fogo no Brasil. Mas, para surpresa deles, o povo tem noção de que a arma de fogo é um instrumento de defesa dos direitos. 60% votaram contra a proibição, mesmo essa grande parcela da população não possuindo armas. Um grande esforço de entidades que lutam pela legítima defesa foi feito naquela época.

Não é brincadeira quando um defensor da segunda emenda da constituição americana fala que ela “não foi feita para liberar a caça de patos, mas sim para garantir o direito da pessoa poder se defender e defender todos os outros direitos da constituição”.

Sem o meio apropriado para exercer o seu direito de auto-defesa, a relativização dele é o caminho normal. Sendo errado exercer esse direito, a pessoa fica vítima de quem está no controle: governo e criminosos. A mentalidade muda, a população também começa a relativizar a própria defesa e os próprios direitos. Se a defesa não é absoluta, nenhum direito é passível de defesa. Assim, entrega sua liberdade de mão beijada para o Estado, sem nenhuma oposição e sem nenhuma luta.

p.s.: novo vídeo legendado. Trecho icônico de um discurso feito por Charlton Heston, na época presidente da NRA, sobre a importância das armas como ferramenta para garantir a liberdade dos indivíduos:

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

Rand Paul: existe uma guerra contra o cristianismo

No dia 11 de Outubro, o senador republicano Rand Paul discursou no Values Voter Summit, organizado pelo Family Research Council, um grupo conservador dos EUA. Outros políticos, jornalistas e figuras conservadoras proeminentes , como o médico Ben Carson, também falaram.

Senador Paul foi direto, disse que há uma guerra contra o cristianismo sendo realizada ao redor do mundo. Disse que, sim, existe um componente religioso nas ações terroristas dos grupos radicais islâmicos (Obama evita usar os termos “terroristas” e “muçulmanos” para não ofender ninguém). Mencionou vários casos de ataques sistemáticos a Igrejas, comunidades, cidades e indivíduos cristãos feitos por grupos radicais islâmicos, com claro motivo religioso.

Rand foi enfático quando falou sobre o número de muçulmanos ao redor do mundo, até mesmo no Reino Unido, que concordam ou simpatizam com os ataques terroristas feitos em países ocidentais. Também foi firme quando citou que o policiamento dos radicais devem ser feitos pelos próprios muçulmanos, que também sofrem (muitos são perseguidos, mortos ou fogem dos seus países) nas mãos dos fundamentalistas.

Alguns criticaram o senador por esse discurso, falando que ele se mostrou “conservador demais”. Não sabia que ser “conversador demais” é apontar fatos e não esconder a realidade atrás do discurso maravilhoso do multiculturalismo e do politicamente correto (esse sim, sério e com ação na mídia). Muitos, até hoje, escondem o fator religioso por trás do recente ataque a bomba feito pelos irmãos Tsarnaev, em Boston.

Veja tudo isso, e muito mais, no vídeo legendado:

Veja outros discursos, sem legendas, no link:

http://www.frcaction.org/get.cfm?i=PG13J03

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

The Lady is not for turning, por Margaret Thatcher

No dia 10 de Outubro de 1980, a primeira-ministra da Inglaterra, Margaret Thatcher, discursou na convenção nacional de seu partido, o Conservador. Ela estava há quase dois anos ocupando o cargo máximo da política inglesa, mas já enfrentava desafios grandiosos.

Seu posicionamento firme e suas ações contundentes contra sindicatos, empresas estatais e funcionários públicos, fez ela ser odiada pela esquerda. Claro, a esquerda odiaria ela do mesmo jeito, mas não esperavam uma adversária destemida e com tanta firmeza.

Nem mesmo o partido conservador esperava uma líder tão pulso-firme. Se não fosse por ela, os bunda-moles do partido desistiriam dos projetos de modernização e liberalização do país e seriam, cada vez mais, levados para a esquerda do espectro político. Mas não a Thatcher, ela puxou o Worker’s Party para o centro.

Sofrendo pressão até mesmo dentro do próprio partido,  ela teve que fazer um discurso expondo claramente suas ideias e seu compromisso em implementá-las, pois sabia que elas trariam progresso para o país e seriam o contraponto necessário para o crescente socialismo na Europa. Lembrando que a URSS estava firme e forte na época.

Com isso, um trecho do discurso ficou marcado na história, mostrando toda a força e convicção do maior primeiro-ministro inglês em tempos de paz. Veja abaixo, legendado* em português:

“To those waiting with bated breath for that favourite media catchphrase, the U-turn, I have only one thing to say: You turn if you want to. The lady’s not for turning.”

Para quem tiver curiosidade, segue abaixo o vídeo do discurso completo (em inglês e sem legendas):

http://www.youtube.com/watch?v=VJchseAmfmw&feature=youtu.be

O link para o post da BBC sobre esse dia: http://news.bbc.co.uk/onthisday/hi/dates/stories/october/10/newsid_2541000/2541071.stm

*Quem entende inglês percebeu que a legenda não é a tradução ao pé da letra, pois seria impossível. Nunca um trecho de 30s deu tanto trabalho. Inclusive com ajuda profissional.

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

Porque nós espionamos o Brasil

Os Estados Unidos realmente espionaram o governo brasileiro? Se sim, por que o fariam?

Todo o debate no Brasil quanto a esse tema leva em conta apenas a questão da soberania nacional, que é certamente a mais relevante para o nosso país. Porém, e pensando por um outro lado, o governo dos EUA teria alguma razão para desconfiar do nosso? Há justificativa para isso? Em busca dessas respostas, Carlos Alberto Montaner, do Miami Herald, encontrou-se com um ex-embaixador dos EUA que atuou no Brasil. O depoimento é impressionante, com minha tradução :

A Presidente Dilma Rousseff do Brasil cancelou sua visita ao Presidente Obama. Ela ficou ofendida porque os Estados Unidos estavam espionando seu e-mail. Você não faz isso a um país amigo. A informação, provavelmente correta, foi oferecida por Edward Snowden de seu refúgio em Moscou.

Intrigado, eu perguntei a um ex-embaixador americano, “Por que eles fazem isso?” Sua explicação foi nua e crua:

“Da perspectiva de Washington, o governo brasileiro não é exatamente amigável. Por definição e história, Brasil é um país amigo que ficou ao nosso lado durante a Segunda Guerra Mundial e Guerra da Coréia, mas o governo atual não é”.

O embaixador e eu somos velhos amigos. “Posso te identificar por nome?” eu perguntei. “Não,” ele respondeu. “Criaria um grande problema para mim. Mas você pode transcrever nossa conversa”. Eu farei isso aqui.

“Tudo o que você tem que fazer é ler as atas do Foro de São Paulo e observar a conduta do governo brasileiro,” ele disse. “Os amigos de Luiz Inácio Lula da Silva, de Dilma Rousseff e do Partido dos Trabalhadores são os inimigos dos Estados Unidos: Venezuela Chavista, primeiro com (Hugo) Chávez e agora com (Nicolás) Maduro; Cuba de Raul Castro; Irã; Bolívia de Evo Morales; Libia no tempo de Gadhafi; Síria de Bashar Assad.

“Em quase todos os conflitos, o governo brasileiro concorda com as estratégias políticas da Rússia e China, opostas à perspectiva do Departamento de Estado dos EUA e da Casa Branca. Sua família ideológica mais parecida é a dos BRICS, com quem ele tenta conciliar sua política externa (BRICS são Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).

“A grande nação sulamericana não tem ou não manifesta a mínima vontade de defender os princípios democráticos que são sistematicamente violados em Cuba. Pelo contrário, ex-presidente Lula da Silva frequentemente leva investidores para a ilha, a fim de fortalecer a ditadura dos Castros. O dinheiro investido por brasileiros no desenvolvimento do super-porto de Mariel, próximo a Havana, é estimado em 1 bilhão de dólares.

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“A influência cubana no Brasil é disfarçada, mas muito forte. José Dirceu, ex-Chefe da Casa Civil de Lula e seu ministro mais influente, foi um agente do serviço de inteligência cubano. Em seu exílio em Cuba, ele teve seu rosto cirurgicamente transformado. Ele retornou para o Brasil com uma nova identidade (Carlos Henrique Gouveia de Mello, um comerciante judeu) e ficou nessa função até a restauração da democracia. Lado a lado de Lula, ele deixou o Brasil como um dos maiores colaboradores da ditadura cubana. Ele caiu em desgraça porque é corrupto, mas nunca recuou em suas preferências ideológicas e sua cumplicidade com Havana.

“Algo similar ocorre com o Professor Marco Aurelio Garcia, atual conselheiro de política externa de Dilma Roussef. Ele é um obstinado anti-Yankee, pior que Dirceu, porque ele é mais inteligente e teve melhor treinamento. Ele fará o que for possível para despistar os Estados Unidos.

“Para o Itamaraty – um ministério de relações exteriores renomado pela qualidade dos seus diplomatas, geralmente poliglotas e bem educados – a Carta Democrática assinado em Lima em 2001 é só um pedaço de papel sem nenhuma importância. O governo simplesmente ignora as fraudes eleitores feitas na Venezuela ou Nicarágua e é indiferente aos abusos com a liberdade de imprensa.

“Mas isso não é tudo. Há outros dois assuntos que fazem os Estados Unidos quererem ficar informados sobre tudo o que ocorre no Brasil, porque, de um jeito ou de outro, eles afetam a segurança dos Estados Unidos: corrupção e drogas.

Brasil é um notório país corrupto e suas práticas erradas afetam as leis dos Estados Unidos em dois modos: quando brasileiros utilizam o sistema financeiro americano e quando eles competem injustamente com companhias americanas ao utilizar suborno ou comissões ilegais.

O problema da droga é diferente. A produção de cocaína boliviana quintuplicou-se desde que Evo Molares tornou-se presidente, e o canal para a substância é o Brasil. Quase toda a droga acaba na Europa, e nossos aliados estão querendo informações. Essas informações, às vezes, estão nas mãos dos políticos brasileiros.”

Minhas duas perguntas finais são inevitáveis. Washington apoiará a tentativa do Brasil de ter um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU?

“Se você me perguntar, não,” ele diz. “Nós já temos dois adversários permanentes: Rússia e China. Não precisamos de um terceiro.”

Para finalizar, os Estados Unidos continuarão a espionar o Brasil?

“Claro,” ele me diz. “É nossa responsabilidade com a sociedade Americana.”

Acho que a Dona Dilma deveria trocar seu e-mail com frequência.

A reportagem original está aqui.

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

O Messias Obama nos salvou

Quando os EUA entraram em guerra contra o Iraque, houve um estouro de manifestações contra os conflitos no Oriente Médio. Movimentos começaram a protestar contra as ações da administração Bush. Contra a guerra. Eles odeiam guerras.

Dick Cheney virou o cara mais maligno da América. Bush nada mais era do que uma marionete da elite bélica e petroleira. Toda ação da administração era uma afronta aos valores mais belos, tão defendidos por esses movimentos apolíticos, espontâneos e representativos.

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Ainda bem que apareceu o salvador Obama, aquele que nunca fez nada de errado em toda sua vida (de acordo com Chris Matthews nesse vídeo). Ele prometeu acabar com tudo o que tinha de errado nos EUA: guerras, desigualdade social, Guantánamo, aquecimento global, o alto nível do mar e outros males causados pelo capitalismo.

Aí o leitor pergunta: “Mas não está tudo bem agora? Ele já não resolveu todos os males do mundo?”. SIM! A administração nunca mente (caso Benghazi), nunca persegue os adversários (caso IRS), jamais viola sigilo de jornalistas(caso Associated Press e Fox News), não mata americano com drones e não utiliza a agência de segurança para espionar os cidadãos (caso NSA). E a economia está maravilhosa.

Não existem mais protestos contra as guerras. Nem contra o aquecimento global. Nem contra o Patrioct Act. Nem contra os ‘horrores’ (sob a administração Bush) cometidos pelos EUA.

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Tudo está em paz. Tudo foi resolvido.

Um leitor mais reacionário pode levantar a questão de que esses movimentos foram feitos contra a administração Bush, e não contra ações e temas específicos. Que eram formados por sindicatos e movimentos ‘sociais’ controlados pelas alas revolucionárias do partido democrata. Que a mídia (MSNBC, CNN, NBC, ABC) faz parte de um mesmo pensamento de perseguição política e de acusações pessoais contra os adversários de Obama e de proteção a seus aliados. Que o Occupy é formado pelas mesmas organizações dos protestos antiguerra.

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Leitor, pare com esses pensamentos. Você é muito reacinha.

Revisado por @sarubo

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

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