Osmar Bernardes Jr.

@osmar_bernardes

Ação estudantil de direita na UnB

As universidades brasileiras são dominadas pela esquerda desde os anos 60. Só eles militam, protestam e dominam os cargos de poder (UNE, DCE, CAs, sindicatos, etc). Com essa hegemonia, eles influenciam as tomadas de decisões governamentais por meio da pressão do “movimento estudantil”. E como fica a direita nisso tudo? Acuada, fraca, desorganizada e desinteressada.

Acusada, pois a pressão esquerdista, principalmente em cursos de humanas, é muito grande. Maioria dos alunos e professores faz de tudo para constranger quem pensa diferente da cartilha socialista.

Fraca, pois não tem tradição de militância e não possui experiência acumulada na área.

Desorganizada, já que parece que se organizar é um desafio, diferente da esquerda que se organiza para tudo.

Desinteressada, pois sabe que o objetivo da faculdade é obter o diploma  e acumular conhecimento.

Eu estava dentro desse ciclo vicioso da direita universitária, até o momento em que a situação chegou num ponto insuportável e percebi que minha omissão estava ajudando os socialistas. O desinteresse, portanto, tinha acabado. Eu teria que agir.

Busquei conhecidos do curso para formar um grupo. A organização é fundamental, não tem como agir sozinho e com um grupo é possível demonstrar que existem muitas pessoas de direita no campus e que é possível unir a todos sob um mesmo objetivo.

Se não possuímos histórico de ativismo, devemos estudar o máximo possível sobre o tema, buscar experiências esquecidas e de outros locais e tentar transportar essas ações para a realidade brasileira. Iniciaremos, então, um modelo brasileiro de ativismo de direita.

Foi com esse pensamento, e considerando todas essas variáveis, que criei, com vários amigos, o Movimento Reação Universitária (leia nosso Manifesto de Criação e Princípios). Uma das nossas primeiras ações será realizar um Ato Contra Paralisação na UnB.

Espero que esse texto sirva para mostrar a muitos universitários leitores do site Reaçonaria que é possível fazer ação política na faculdade. Dificuldades surgirão e não serão poucas, mas não podemos deixar que a situação atual continue. Temos que reagir!

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

Esquerdistas comemoram recuo de Temer sobre Cultura

Mesmo sem o PT no governo federal, a esquerda, principalmente a ala artística, conseguiu uma vitória: a recriação do Ministério da Cultura.

O que poderia ser um momento para o governo ganhar fôlego será, na verdade, uma demonstração clara de fraqueza e de submissão à pressão esquerdista.

Os artistas petistas comemoraram a recriação do Ministério da Cultura, mas continuaram com o argumento de que o governo Temer é ilegítimo e deve ser deposto. Ou melhor, a esquerda fez pressão para derrubar o governo utilizando a desculpa do fim do MinC.

Veja algumas reações:

Mesmo com volta do MinC, ocupação do Palácio Capanema será mantida 

zé de abreu temer

 

renato janine

Renato Janine Ribeiro, ex-Ministro da Educação do governo Dilma

Professor da UnB zomba de Temer: "covarde e cagão"

Professor da UnB zomba de Temer: “covarde e cagão”

Temer, ao achar que com o retorno do MinC conseguiria frear a oposição do PT, errou feio, e agora será visto como um governante fraco que é suscetível a pressões de setores esquerdistas.

O PT, portanto, conseguirá pautar o “governo que deu o golpe na presidenta Dilma”. A esquerda continuará comandando o país.

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

Com nomeação de Flávia Piovesan, Temer sinaliza continuação do esquerdismo cultural

No final de março, escrevi um texto sobre “O Mito do Fim do PT“, ou melhor, como o impeachment não seria uma vitória completa, pois o PT possui poder além do controle da máquina estatal. A força cultural, intelectual e midiática que a esquerda possui foi o que criou a oportunidade de Lula chegar ao poder, não o contrário.

O próximo governo teria que se render ao discurso corrente no Brasil, um discurso que é pautado por pessoas de esquerda. Por exemplo, logo após escolher os ministros, Temer foi criticado por ter formado um gabinete só com homens. Isto não é um problema real, mas a máquina midiática e militante da esquerda criou a ideia de que Temer é machista e que seu gabinete não tinha “diversidade”, o que fez o presidente discursar sobre o tema. Outro exemplo, mesmo com a saída do PT, funcionários do Ministério da Educação protestaram contra a nomeação de Mendonça Filho (DEM), que teve que discursar sobre sua experiência de ter estudado em uma escola tradicional de esquerda.

Agora, Temer faz uma concessão absurda para a esquerda ao nomear Flávia Piovesan para a Secretaria de Direitos Humanos, agora incorporada no Ministério da Justiça e Cidadania (antigo Ministério da Justiça). Veja a opinião dela sobre aborto:

– Aborto: “Eu sou contra a criminalização do aborto. Este é um tema complexo, que deve estar sediado na área da saúde pública. No Brasil, o aborto figura como a quarta causa de mortalidade materna. Há uma discussão, muitas vezes, hipócrita. Está provado que a ilegalidade do aborto só leva à clandestinidade. […] Temos de revisitar a legislação repressiva e que isso seja repensado no campo das políticas públicas, na área da saúde e com todo respeito à laicidade do Estado.”

Outras opiniões estão no texto do advogado Taiguara Fernandes.

Por que Temer nomeou Flávia Piovesan? Por ela ser mulher? Por ela ser uma agente no campo cultural e dos “direitos humanos” ligada a todos os movimentos de esquerda? Isso é simbólico ou a secretária dos DHs terá poder real para realizar ações militantes na área?

Não adianta o PT sair do governo se suas ações serão continuadas com uma camuflagem de neutralidade.

A continuidade das ações pró-aborto, da ideologia de gênero, dos ataques à família e do aumento da “guerra de raças” no Brasil tem que ser impedida. Não podemos aceitar essa nomeação. Flávia Piovesan deve ser demitida e, em seu lugar, ser colocado alguém que defenderá os verdadeiros direitos humanos.

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

O mito do fim do PT

Com a proximidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff, além da movimentação partidária que indica apoio amplo ao processo, muitos falam sobre o FIM DO PT. Não poderiam estar mais enganados, já que o PT é o único partido real do Brasil, ou melhor, o único partido que possui militância, intelectuais, professores universitários, agentes do partido na burocracia, sindicatos, movimentos sociais, ONGs e conexões internacionais escusas (via Foro de SP).

O impeachment, processo necessário e urgente, serviria apenas para retirar o PT do executivo federal. O partido perderia o controle direto da máquina, o que o enfraqueceria momentaneamente e permitiria outras ações contra ele: cassação de legenda e investigações sobre o Foro de SP, por exemplo. Todo o resto, militância, intelectuais, etc, continuaria servindo ao partido ou, na pior das hipóteses (para o PT), mudaria de legenda (Rede, PSOL) para continuar a ação socialista, que é maior que o próprio PT. Esta sempre foi a “frente ampla” que congregava todos esses movimentos de esquerda, mesmo se, aparentemente, eles brigavam entre si – PSOL x PT ou Linha Auxiliar? – e criavam uma situação de conflito fictício para a opinião pública.

A queda de Dilma deve ser entendida como um passo, o primeiro, para destruir o esquema de poder petista, que, na ação real, congrega todas as atividades socialistas no Brasil e muitas da América Latina. E não pode-se deixar de notar que o PT só está caindo pela corrupção, modo utilizado pelo partido para aumentar e manter seu poder, não pela ação revolucionária em si.

Alas internas do PT já estão discutindo a “ofensiva conservadora” há meses, e muitas estratégias, incluindo a de radicalizar no discurso – Dilma não começou a falar de golpe porque foi ideia dela – e buscar apoio internacional – entrevistas de Dilma para vários órgãos de mídia estrangeiros. Outros setores internos do partido já começaram a discutir o “pós”, o que mostra que eles buscam sempre estar um passo à frente.

Se entendermos o impeachment como objetivo final, o PT se reestruturará, com o mesmo nome ou com outro, e voltará ao poder em pouco tempo. A narrativa de golpe – quem cursa humanas em faculdade pública sabe que isso é consenso entre os “intelectuais de esquerda” – se fortalecerá e servirá de mito fundador para o retorno do partido ao poder.

Revisado por Maíra Pires  @mairamadorno

O PT é entreguista

O movimento esquerdista sempre definiu os políticos pró-privatização como entreguistas. Eles estariam sob a influência e dominação dos Estados Unidos ou das multinacionais, entidades que influenciariam a decisão dessas pessoas com o intuito de dominar os “setores estratégicos”, os de “interesse nacional”.

Obviamente isso fica apenas na retórica e, com o ganho de eficiência e modernização, os setores privatizados foram aceitos pela população, que passou a ter acesso aos serviços que antes eram restritos às pessoas de posses.

Uma situação hipotética: você ganha ciência de que instalações da empresa estatal do seu país estariam sob perigo de serem nacionalizadas, ou seja, tomadas à força, por um país vizinho; e, ao invés de condenar a ideia, garante que não responderá ao ataque. Isso seria algo além de entreguismo? Não um entreguismo retórico, utilizado pela esquerda latino-americana para fomentar o ódio aos EUA e à privatização, mas um ato puro de permitir que outro país tomasse a empresa do seu Estado, com a desculpa de isso ser do interesse geral do povo latino-americano.

O então presidente Lula, por ser membro do Foro de São Paulo, aceitou que Evo Morález, outro membro do Foro, nacionalizasse a Petrobras – aquela que existe apenas para impedir a dominação das multinacionais do petróleo – na Bolívia. Ele, ao saber das intenções de Evo antes deste se tornar presidente, deu aval e garantiu que o Brasil não revidaria.

Confira no vídeo a partir de 2:30:25, em que o próprio Lula conta o acontecido:

– Presidente Lula, como vocês se comportariam se nós nacionalizássemos a Petrobras?

– O gás é de vocês, o petróleo é de vocês. Portanto, vocês fazem o que vocês quiserem.

E o financiamento do porto de Mariel, em Cuba? E o financiamento de metrô na Venezuela? Todos empréstimos feitos pelo BNDES, o banco que deveria servir para fomentar a indústria nacional.

Nada disso foi sem querer ou decidido em cima da hora. Foram anos de articulação e movimentações políticas para eleger membros do Foro. Em 2:30:20 do vídeo acima, Lula afirma que se não fosse o governo do PT no Brasil, Evo teria encontrado muitos problemas para aplicar suas políticas, já que uma “elite retrógrada queria que o Brasil fosse duro com a Bolívia”.

A utilidade do PT no poder é evidente: utilizar o Estado brasileiro, ou melhor, entregar o dinheiro do povo brasileiro, para financiar regimes socialistas dos companheiros de continente.

Leia também:

 Antes de Lula doar refinarias para a Bolívia, Petrobras investiu US$ 1,5 bilhão no país

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

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