Osmar Bernardes Jr.

@osmar_bernardes

FANTÁSTICO! Tradutores de Direita legendam entrevista histórica de Carlos Lacerda

A página Tradutores de Direita é, sem dúvidas, a que mais contribui para o conhecimento geral de pessoas de direita no Brasil. Inúmeras palestras, entrevistas e vários vídeos de políticos e intelectuais são trazidos ao público brasileiro por meio das legendas feitas pelos membros dos Tradutores.

Agora, eles foram além: conseguiram a entrevista de Carlos Lacerda ao intelectual americano William Buckley na íntegra e traduziram-na para o povo brasileiro. Essa entrevista não estava disponível ao público, só para quem comprasse o arquivo diretamente com a instituição que possui os direitos do programa feitos pelo Buckley.

Essa entrevista foi feita em 13 de novembro de 1967, quando Lacerda já estava contra o regime militar. É possível perceber como Buckley pressionava Lacerda a responder sobre seu apoio à intervenção militar de 64 e sua mudança de posição.

Obrigado, Tradutores de Direita, por conseguirem esse material importantíssimo para o Brasil.

Confiram:

Vídeo na página Tradutores de Direita

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

Homilia de Natal 2011 do Papa Bento XVI

MISSA DA NOITE DE NATAL

SOLENIDADE DO NATAL DO SENHOR

HOMILIA DO SANTO PADRE BENTO XVI

Basílica Vaticana
24 de Dezembro de 2011

 

Amados irmãos e irmãs!

A leitura que ouvimos, tirada da Carta do Apóstolo São Paulo a Tito, começa solenemente com a palavra «apparuit», que encontramos de novo na leitura da Missa da Aurora: «apparuit – manifestou-se». Esta é uma palavra programática, escolhida pela Igreja para exprimir, resumidamente, a essência do Natal. Antes, os homens tinham falado e criado imagens humanas de Deus, das mais variadas formas; o próprio Deus falara de diversos modos aos homens (cf. Heb 1, 1: leitura da Missa do Dia). Agora, porém, aconteceu algo mais: Ele manifestou-Se, mostrou-Se, saiu da luz inacessível em que habita. Ele, em pessoa, veio para o meio de nós. Na Igreja antiga, esta era a grande alegria do Natal: Deus manifestou-Se. Já não é apenas uma ideia, nem algo que se há-de intuir a partir das palavras. Ele «manifestou-Se». Mas agora perguntamo-nos: Como Se manifestou? Ele verdadeiramente quem é? A este respeito, diz a leitura da Missa da Aurora: «Manifestaram-se a bondade de Deus (…) e o seu amor pelos homens» (Tt 3, 4). Para os homens do tempo pré-cristão – que, vendo os horrores e as contradições do mundo, temiam que o próprio Deus não fosse totalmente bom, mas pudesse, sem dúvida, ser também cruel e arbitrário –, esta era uma verdadeira «epifania», a grande luz que se nos manifestou: Deus é pura bondade. Ainda hoje há pessoas que, não conseguindo reconhecer a Deus na fé, se interrogam se a Força última que segura e sustenta o mundo seja verdadeiramente boa, ou então se o mal não seja tão poderoso e primordial como o bem e a beleza que, por breves instantes luminosos, se nos deparam no nosso cosmos. «Manifestaram-se a bondade de Deus (…) e o seu amor pelos homens»: eis a certeza nova e consoladora que nos é dada no Natal.

Na primeira das três leituras desta Missa de Natal, a liturgia cita um texto tirado do livro do Profeta Isaías, que descreve, de forma ainda mais concreta, a epifania que se verificou no Natal: «Um Menino nasceu para nós, um filho nos foi concedido. Tem o poder sobre os ombros, e dão-lhe o seguinte nome: “Conselheiro admirável! Deus valoroso! Pai para sempre! Príncipe da Paz!” O poder será engrandecido numa paz sem fim» (Is 9, 5-6). Não sabemos se o profeta, ao falar assim, tenha em mente um menino concreto nascido no seu período histórico. Mas isso parece ser impossível. Trata-se do único texto no Antigo Testamento, onde de um menino, de um ser humano, se diz: o seu nome será Deus valoroso, Pai para sempre. Estamos perante uma visão que se estende muito para além daquele momento histórico apontando para algo misterioso, colocado no futuro. Um menino, em toda a sua fragilidade, é Deus valoroso; um menino, em toda a sua indigência e dependência, é Pai para sempre. E isto «numa paz sem fim». Antes, o profeta falara duma espécie de «grande luz» e, a propósito da paz dimanada d’Ele, afirmara que o bastão do opressor, o calçado ruidoso da guerra, toda a veste manchada de sangue seriam lançados ao fogo (cf. Is 9, 1.3-4).

Deus manifestou-Se… como menino. É precisamente assim que Ele Se contrapõe a toda a violência e traz uma mensagem de paz. Neste tempo, em que o mundo está continuamente ameaçado pela violência em tantos lugares e de muitos modos, em que não cessam de reaparecer bastões do opressor e vestes manchadas de sangue, clamamos ao Senhor: Vós, o Deus forte, manifestastes-Vos como menino e mostrastes-Vos a nós como Aquele que nos ama e por meio de quem o amor há-de triunfar. Fizestes-nos compreender que, unidos convosco, devemos ser artífices de paz.  Amamos o vosso ser menino, a vossa não-violência, mas sofremos pelo facto de perdurar no mundo a violência, levando-nos a rezar assim: Demonstrai a vossa força, ó Deus. Fazei que, neste nosso tempo e neste nosso mundo, sejam queimados os bastões do opressor, as vestes manchadas de sangue e o calçado ruidoso da guerra, de tal modo que a vossa paz triunfe neste nosso mundo.

Natal é epifania: a manifestação de Deus e da sua grande luz num menino que nasceu para nós. Nascido no estábulo de Belém, não nos palácios do rei. Em 1223, quando Francisco de Assis celebrou em Greccio o Natal com um boi, um jumento e uma manjedoura cheia de feno, tornou-se visível uma nova dimensão do mistério do Natal. Francisco de Assis designou o Natal como «a festa das festas» – mais do que todas as outras solenidades – e celebrou-a com «solicitude inefável» (2 Celano, 199: Fontes Franciscanas, 787). Beijava, com grande devoção, as imagens do menino e balbuciava-lhes palavras de ternura como se faz com os meninos – refere Tomás de Celano (ibidem). Para a Igreja antiga, a festa das festas era a Páscoa: na ressurreição, Cristo arrombara as portas da morte, e assim mudou radicalmente o mundo: criara para o homem um lugar no próprio Deus. Pois bem! Francisco não mudou, nem quis mudar, esta hierarquia objectiva das festas, a estrutura interior da fé com o seu centro no mistério pascal. Mas, graças a Francisco e ao seu modo de crer, aconteceu algo de novo: ele descobriu, numa profundidade totalmente nova, a humanidade de Jesus. Este facto de Deus ser homem resultou-lhe evidente ao máximo, no momento em que o Filho de Deus, nascido da Virgem Maria, foi envolvido em panos e colocado numa manjedoura. A ressurreição pressupõe a encarnação. O Filho de Deus visto como menino, como verdadeiro filho de homem: isto tocou profundamente o coração do Santo de Assis, transformando a fé em amor. «Manifestaram-se a bondade de Deus e o seu amor pelos homens»: esta frase de São Paulo adquiria assim uma profundidade totalmente nova. No menino do estábulo de Belém, pode-se, por assim dizer, tocar Deus e acarinhá-Lo. E o Ano Litúrgico ganhou assim um segundo centro numa festa que é, antes de mais nada, uma festa do coração.

Tudo isto não tem nada de sentimentalismo. É precisamente na nova experiência da realidade da humanidade de Jesus que se revela o grande mistério da fé. Francisco amava Jesus menino, porque, neste ser menino, tornou-se-lhe clara a humildade de Deus. Deus tornou-Se pobre. O seu Filho nasceu na pobreza do estábulo. No menino Jesus, Deus fez-Se dependente, necessitado do amor de pessoas humanas, reduzido à condição de pedir o seu, o nosso, amor. Hoje, o Natal tornou-se uma festa dos negócios, cujo fulgor ofuscante esconde o mistério da humildade de Deus, que nos convida à humildade e à simplicidade. Peçamos ao Senhor que nos ajude a alongar o olhar para além das fachadas lampejantes deste tempo a fim de podermos encontrar o menino no estábulo de Belém e, assim, descobrimos a autêntica alegria e a verdadeira luz.

Francisco fazia celebrar a santíssima Eucaristia, sobre a manjedoura que estava colocada entre o boi e o jumento (cf. 1 Celano, 85: Fontes, 469). Depois, sobre esta manjedoura, construiu-se um altar para que, onde outrora os animais comeram o feno, os homens pudessem agora receber, para a salvação da alma e do corpo, a carne do Cordeiro imaculado – Jesus Cristo –, como narra Celano (cf. 1 Celano, 87: Fontes, 471). Na Noite santa de Greccio, Francisco – como diácono que era – cantara, pessoalmente e com voz sonora, o Evangelho do Natal. E toda a celebração parecia uma exultação contínua de alegria, graças aos magníficos cânticos natalícios dos Frades (cf. 1 Celano, 85 e 86: Fontes, 469 e 470). Era precisamente o encontro com a humildade de Deus que se transformava em júbilo: a sua bondade gera a verdadeira festa.

Hoje, quem entra na igreja da Natividade de Jesus em Belém dá-se conta de que o portal de outrora com cinco metros e meio de altura, por onde entravam no edifício os imperadores e os califas, foi em grande parte tapado, tendo ficado apenas uma entrada com metro e meio de altura. Provavelmente isso foi feito com a intenção de proteger melhor a igreja contra eventuais assaltos, mas sobretudo para evitar que se entrasse a cavalo na casa de Deus. Quem deseja entrar no lugar do nascimento de Jesus deve inclinar-se. Parece-me que nisto se encerra uma verdade mais profunda, pela qual nos queremos deixar tocar nesta noite santa: se quisermos encontrar Deus manifestado como menino, então devemos descer do cavalo da nossa razão «iluminada». Devemos depor as nossas falsas certezas, a nossa soberba intelectual, que nos impede de perceber a proximidade de Deus. Devemos seguir o caminho interior de São Francisco: o caminho rumo àquela extrema simplicidade exterior e interior que torna o coração capaz de ver. Devemos inclinar-nos, caminhar espiritualmente por assim dizer a pé, para podermos entrar pelo portal da fé e encontrar o Deus que é diverso dos nossos preconceitos e das nossas opiniões: o Deus que Se esconde na humildade dum menino acabado de nascer. Celebremos assim a liturgia desta Noite santa, renunciando a fixarmo-nos no que é material, mensurável e palpável. Deixemo-nos fazer simples por aquele Deus que Se manifesta ao coração que se tornou simples. E nesta hora rezemos também e sobretudo por todos aqueles que são obrigados a viver o Natal na pobreza, no sofrimento, na condição de emigrante, pedindo que se lhes manifeste a bondade de Deus no seu esplendor, que nos toque a todos, a eles e a nós, aquela bondade que Deus quis, com o nascimento de seu Filho no estábulo, trazer ao mundo. Amen.

Fonte

Eu apoiei Donald Trump do começo ao fim

No começo das primárias republicanas eu apoiei Rick Perry, ex-governador do Texas. Perry usa bota, chapéu e porta arma, nada mais qualificado para ser presidente. Quando ele apareceu mal nas pesquisas eu escolhi um segundo candidato para apoiar, Donald Trump. Após o texano sair da disputa, minha escolha foi clara: Make America Great Again.

Desde o começo, gostei do que Trump falava. Jamais fiquei ‘bravinho’ com suas declarações, principalmente as que envolviam mexicanos. Não sou mexicano e não ligo para discursos do tipo porque odeio imigração descontrolada. Um discurso como aquele falava a verdade. Ser duro foi necessário, porque enfeitar algo assim só servia para enganar o povo e ser aceito pelo establishment. Algo tão óbvio não poderia ser alvo de reações afetadas, choros falsos e discursos ridículos sobre multiculturalismo vindo de pessoas que só têm contato com “outras culturas” por meio do restaurante temático em Manhattan.

Esse establishment, termo muito usado neste ciclo eleitoral, é o conjunto de políticos de carreira, intelectuais, pundits – os comentaristas de política -, lideranças partidárias e grandes financiadores. A maioria desses especialistas ficou contra Trump, eles eram os “verdadeiros conservadores”. Na verdade não passam de um bando de palpiteiros que defendem “ideias”, como se estas se construíssem sozinha e pairassem no ar. O que esse grupo não entendeu é que nada disso importa se não existir um povo, uma nação. Para Trump, essa nação está sendo vítima de ações criadas e defendidas pelo establishment. Os pundits ficaram indignados, onde já se viu falar de algo real e não das platitudes? Como Trump ousava romper a mordaça dos “intelectuais”? Como ele ousava desprezar o apoio da mídia conservadora?

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Edição especial da maior revista conservadora americana contra candidatura de Trump.

Bem, uma coisa os pundits acertaram: Trump não é conservador. Nunca foi e imagino que nunca será. Trump é um nacionalista. Em um contexto americano, o nacionalismo faz sentido, pois está ligado com a formação demográfica e cultural. Diferente do Brasil, em que nacionalismo é ligado a coisas que a nação nunca fez – mato, bicho e petróleo -, os americanos querem defender seu idioma, cultura, religião e sua constituição. Os pundits também defendem tudo isso, mas só na formalidade, não nas manifestações reais feitas pelo povo. Assim, fica claro que existe uma barreira entre as análises da classe pensante e a visão de Donald Trump.

Trump ficou conhecido como um candidato que “desafia o politicamente correto”. Trazendo para o Brasil, ele seria um candidato que tem vídeos “viralizados” no whatsapp em grupos da família, em que seu parente compartilha o vídeo com a legenda “ESSE FALOU A VERDADE”. Ser politicamente incorreto, portanto, não tem nada a ver com fazer piadas ou ser mal-educado, mas sim descrever a realidade como ela é. Sem filtros ou enfeites. O povo americano, principalmente o mais interiorano e simples, passa por situações que não podem ser descritas realisticamente. Trump, portanto, tornou-se o porta-voz dessa população que também é vítima de perseguição e rotulação na grande mídia e na cultura.

Na campanha, Trump foi alvo da maior oposição midiática já vista na política americana. Todos claramente torcendo pela Hillary e fazendo o possível e o impossível para garantir sua vitória. Visto de fora, isso parecia ser um xeque-mate contra Trump, mas o povo americano confia cada vez menos na mídia e a parcialidade evidente só acentuou esse posicionamento.  A parte cultural também agiu, com filmes, programas de “comédia”, séries, tudo focado no combate à “intolerância” dos direitistas-religiosos-fascistas.

Quando Trump disse “America first” (América em primeiro lugar), uma polêmica absurda se criou nos EUA. Como algo tão óbvio e tão necessário pode ser alvo de polemiquinhas? Nós, brasileiros, não queremos um presidente que coloque o “Brasil em primeiro lugar”? Um presidente que defenda o seu compatriota? Trump, mais uma vez, falou algo óbvio que era rejeitado pela elite “pensante”. Ele deveria ser o presidente apenas por isso, nada mais.

O caminho para a vitória estava traçado: manter o mesmo patamar de votação com as minorias e aumentar com brancos da classe trabalhadora. Pelo jeito, foi isso mesmo que ocorreu. Trump conseguiu vencer estados que o Partido Republicano não ganhava desde a eleição de Ronald Reagan. Áreas que anteriormente votaram em Obama, agora deram vitória fácil ao republicano.

Como explicar o voto massivo do “povão” em um bilionário de Nova Iorque? Uma ideia: Trump é a voz do americano comum, que não tem defesas – dinheiro, posição social, poder político – para descrever a realidade como ela é. Ele é a única alternativa de representação que sobrou a uma classe que foi desdenhada pelo partido democrata e que é tratada como dispensável pelo Partido Republicano.

Tudo isso e muito mais explicam o meu apoio ao Trump. Não sou americano, não voto lá. Gosto de política, mas poderia ficar sem torcer. Torci. Não apenas pelo Trump em si, mas pelo movimento criado ao redor dele e pela representatividade que ele passou a ter.  É algo maior do que ele, como BREXIT e posições anti-União Europeia. Por isso, na conjuntura atual, não tem escapatória: é barbárie ou MAGA.

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Revisado por Maíra Pires @mairamadorno

Relato sobre agressões e violência esquerdista contra estudantes na UnB

A situação das faculdades brasileiras é calamitosa. Grupos que defendem a ideologia mais sanguinária da história possuem o monopólio das ações estudantis e não aceitam nenhum tipo de divergência.

Em um evento “Contra a Paralisação” realizado pelo Movimento Reação Universitária, um estudante foi agredido pela horda comunista. Motivo? O rapaz estava com uma bandeira do Brasil Império e os militantes esquerdistas não aceitaram. Ele recebeu socos de várias pessoas, seus óculos foram quebrados, mas conseguiu recuperar a bandeira.

Assista:

 

Isso ocorreu mais para o final da mobilização e acabou acelerando seu fim.

A ideia inicial seria realizar um evento pequeno para congregar alunos contra as ideias de greve de estudantes – o conceito em si é ridículo – para conversar sobre a situação atual da Universidade. O evento nem chegou a começar porque rapidamente a esquerda mobilizou toda militância universitária para nos atrapalhar. Por serem maioria, encurralaram nosso grupo contra a parede e começaram a rasgar nossos cartazes. Além disso, jogaram tinta vermelha em várias pessoas e na bandeira do Brasil. Veja:

bandeira brasil vermelha edit

Tudo isso apenas evidencia o caráter inerentemente violento dos movimentos de esquerda, sua pré-disposição à censura e ao ataque à liberdade de expressão. Fingem que defendem democracia, debate e “contraditório”, mas utilizam de coerção, violência, constrangimento, humilhação e perseguição para garantir sua hegemonia. Inclusive os militantes gritaram “É no fuzil, é na peixeira, a juventude da UnB é guerrilheira”.

Espero que esse acontecido sirva para alertar todas as pessoas sobre a situação das universidades brasileiras.

Especialmente aos estudantes que passam pelos mesmos problemas que nós da UnB. Deixo o questionamento: e aí, não chegou a hora de agir no movimento estudantil?

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

Ação estudantil de direita na UnB

As universidades brasileiras são dominadas pela esquerda desde os anos 60. Só eles militam, protestam e dominam os cargos de poder (UNE, DCE, CAs, sindicatos, etc). Com essa hegemonia, eles influenciam as tomadas de decisões governamentais por meio da pressão do “movimento estudantil”. E como fica a direita nisso tudo? Acuada, fraca, desorganizada e desinteressada.

Acusada, pois a pressão esquerdista, principalmente em cursos de humanas, é muito grande. Maioria dos alunos e professores faz de tudo para constranger quem pensa diferente da cartilha socialista.

Fraca, pois não tem tradição de militância e não possui experiência acumulada na área.

Desorganizada, já que parece que se organizar é um desafio, diferente da esquerda que se organiza para tudo.

Desinteressada, pois sabe que o objetivo da faculdade é obter o diploma  e acumular conhecimento.

Eu estava dentro desse ciclo vicioso da direita universitária, até o momento em que a situação chegou num ponto insuportável e percebi que minha omissão estava ajudando os socialistas. O desinteresse, portanto, tinha acabado. Eu teria que agir.

Busquei conhecidos do curso para formar um grupo. A organização é fundamental, não tem como agir sozinho e com um grupo é possível demonstrar que existem muitas pessoas de direita no campus e que é possível unir a todos sob um mesmo objetivo.

Se não possuímos histórico de ativismo, devemos estudar o máximo possível sobre o tema, buscar experiências esquecidas e de outros locais e tentar transportar essas ações para a realidade brasileira. Iniciaremos, então, um modelo brasileiro de ativismo de direita.

Foi com esse pensamento, e considerando todas essas variáveis, que criei, com vários amigos, o Movimento Reação Universitária (leia nosso Manifesto de Criação e Princípios). Uma das nossas primeiras ações será realizar um Ato Contra Paralisação na UnB.

Espero que esse texto sirva para mostrar a muitos universitários leitores do site Reaçonaria que é possível fazer ação política na faculdade. Dificuldades surgirão e não serão poucas, mas não podemos deixar que a situação atual continue. Temos que reagir!

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

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