Marcelo Centenaro

@mrcentenaro

Aborto: a farsa dos números, por Isabella Mantovani

No dia 27 de julho de 2017, Isabella Mantovani deu a palestra “Aborto: a farsa dos números”, no Terceiro Ciclo de Palestras Santa Generosa.

O objetivo dessa apresentação é refutar algumas afirmações falsas sobre o aborto. São elas:

1) Que a quantidade de abortos por ano no Brasil chegaria a 1.000.000;

2) Que a legalização do aborto faria o número de abortos diminuir;

3) Que países que legalizaram o aborto teriam uma taxa de abortos menor que o Brasil, onde o aborto é ilegal.

4) Que a legalização do aborto diminuiria a mortalidade materna.

Essas mentiras não são uma particularidade brasileira. Em todo o mundo, os ativistas pró-aborto inflam os números de abortos clandestinos e inventam dados implausíveis sobre a mortalidade materna. A legalização do aborto, em geral, tem o efeito de multiplicar por 10 a quantidade de abortos realizados.

A Dra. Isabella traz dados de diversos países, com realidades muito distintas, que mostram o que de fato ocorre onde o aborto é permitido há muito tempo, onde ele passa a ser liberado e onde passa a ser proibido.

A Dra. Isabella Mantovani, sempre na vanguarda do Movimento Pró-Vida, é graduada em Odontologia pela UNICAMP, além de ser especialista em Saúde Coletiva (São Leopoldo Mandic),em Bioética (PUC RIO) e em Estratégia de Saúde da Família (UNIFESP/UNASUS). Também é mestre em Odontologia e Saúde Coletiva (UNICAMP) — e trabalha há 13 anos com saúde pública, sendo 7 deles em cargos de gestão.

O Terceiro Ciclo de Palestras Santa Generosa foi organizado pelo professor Rodrigo Gurgel.

Não percam as próximas, às quintas-feiras, às 20h00, na Paróquia Santa Generosa. Av. Bernardino de Campos, 360, Paraíso, São Paulo.

10 de agosto — Fernanda Fernandes Takitani: “Unesco: seus fundamentos e o controle da cultura”

17 de agosto — Silvio Medeiros: “Escola — ou o que restou dela”

24 de agosto — Flavio Morgenstern: “Instituições democráticas — Práticas anti-republicanas”

 

Todo mundo que eu não gosto é comprado pelo Temer? Calma aí.

Recebi este texto de um amigo que prefere permanecer anônimo. Endosso totalmente. Não preciso ressaltar que minha opinião não necessariamente reflete a opinião do site.

Todo mundo que eu não gosto é comprado pelo Temer? Calma aí, cara pálida.

A política seria mais fácil, admito, se fosse como um roteiro da Disney, onde o mundo se divide entre forças do bem/mal e quem representa o bem é franzino e bonito e o mal é feio e fala grosso. A realidade é muito mais complexa e os interesses e motivações são tão fragmentados e desencontrados que nem um roteiro de Game of Thrones daria conta de descrever.

Acreditar num parlamento motivado apenas pelo bem comum é tão ingênuo quanto acreditar num parlamento movido apenas por compra de votos. Por incrível que pareça, existem mais motivos para se votar contra a denúncia do Temer do que apenas negociatas espúrias.

Ao contrário de Dilma, os parlamentares não viram as maiores manifestações de rua da história do país, nem uma única, tomando as cidades e através da aclamação popular o pedido uníssono de queda de Temer. Aqueles balões da CUT não deram conta de encher nem o vão do Masp.

Do ponto de vista econômico, Dilma foi a causa da crise, e Temer está sendo a causa da estabilização. Olha a valorização do seu dinheiro, o Real. Com Dilma no poder o dólar chegou a custar R$4,30, agora está em R$3,00. Com Dilma no poder, o custo do crédito, a taxa de juros chegou a 14% e agora já está em 9.25% com previsão de chegar a patamares ainda menores. Com Dilma, seu poder de compra caiu a patamares históricos, com Temer você sacou seu FGTS. A bolsa de valores, nosso principal termômetro de como os investidores estão confiando na capacidade de geração de riqueza do Brasil, desde o fundo do poço deixando por Dilma, já se valorizou 83%, tirando nossas empresas principais da lama.

Aliás, ainda falando sobre economia, mês passado tivemos a primeira deflação no Brasil em 11 anos.

Existe uma diferença gigante entre um processo de impeachment e um processo de investigação por crime comum como o enviado contra o Temer. Se ontem o plenário aceitasse que Temer fosse investigado, e o STF acatasse o processo, Temer ficaria afastado por 180 dias e Rodrigo Maia assumiria o cargo. Isso muda tudo. Seria uma quebra tão abrupta nesta contínua melhoria estrutural que o país vem recebendo que a bolsa de valores, no dia que vazou o tal áudio do Temer dizendo “tem que manter isso aí”, chegou a cair mais de 15%. Além disso, se o Supremo condenasse o Presidente, entraríamos na famigerada querela das eleições indiretas, impopular mas a única alternativa prevista pela constituição. Essas eleições indiretas se dariam, muito provavelmente, a menos de um ano das eleições diretas de 2018. Ou seja, assistíramos no Brasil, em quatro anos, quatro Presidentes, com toda a instabilidade que disso decorre.

Se coloque por um momento na mente do parlamentar. Ele vê a rejeição grande ao Temer mas ao mesmo tempo vê que as manifestações populares contra o presidente praticamente inexistem perto do que aconteceu com a Dilma, a economia ainda frágil mas dando sinais de melhoras sucessivas depois da pior crise que este país já enfrentou, 14 milhões de desempregados gerados pela instabilidade política e pela fuga de investidores, e um processo de investigação que afasta automaticamente o presidente independente de ser culpado ou inocente. Você acha que ele precisa APENAS de uma emenda parlamentar que vai para o bolso de entidades credenciadas num processo altamente complexo e burocrático, como santas casas, casas de amparo, creches, escolas, prefeituras, que tem um cronograma lentíssimo e pode ser totalmente rastreado pela internet?

Além do mais, votar contra a investigação não significa inocentar o presidente, que pode e será investigado pela justiça comum no primeiro dia após a entrega do seu mandato. O que os parlamentares fizeram ontem foi decidir que para fazer a transição até 2018 é melhor um ruim que conhecem, que está sendo monitorado e que está estancando a crise do que um desconhecido que pode fazer o Brasil entrar novamente em estado de choque.

Ajude uma professora vítima de censura e perseguição política

Suelem Halim Nardo de Carvalho é professora de História na Universidade Estadual de Maringá – UEM. Junto com Itamar Flavio da Silveira, é autora de um livro sobre a tomada do poder pelos militares, Golpe de 1964: O que os livros de história não contam. (Para saber mais sobre o livro, clique aqui e aqui.)

As disciplinas de História Contemporânea II e História Contemporânea III foram retiradas da professora Suelem neste ano de 2017, por causa de reclamações de alunos. Há fortes razões para crer que essas reclamações foram feitas por pressão das autoridades escolares, com a utilização indevida de recursos materiais da Universidade para esse fim.

No dia 8 de dezembro de 2016, foi encaminhado ao Departamento de História da UEM um conjunto de dez reclamações de alunos e ex-alunos contra diversos professores de História, entre os quais a professora Suelem. Os alunos acusam os professores conservadores de práticas de racismo e preconceito contra os alunos indígenas, discurso de ódio, perseguição política, assédio moral e outros crimes. Todas as acusações são feitas de maneira genérica, sem comprovação de nenhum fato ou circunstância.

Houve reclamações de dois alunos sobre a professora Suelem. Um se queixou unicamente dos livros que ela utilizou no curso, chamando os autores de “sem relevância para a historiografia”. Ele menciona os títulos O grande culpado, de Viktor Suvorov, Fascismo de esquerda, de Jonah Goldberg, Desinformação, de Ion Mihai Pacepa e Ronald Rychlak, O Jardim das Aflições, de Olavo de Carvalho e Os EUA e a Nova Ordem Mundial, debate entre Olavo de Carvalho e Alexandre Dugin. Outra simplesmente questionou sua competência, sem mencionar nenhum fato que embasasse sua opinião.

Dois dos alunos que escreveram reclamações se retrataram e protocolizaram solicitações, com firma reconhecida, para que seus relatos fossem desconsiderados, afirmando que não refletem seu pensamento. Uma ex-aluna escreveu em sua solicitação que assinou sob pressão e insistência de algumas pessoas, inclusive o Diretor do Campus. Um carro da Universidade foi utilizado, no dia 01/12/2016, para levar três dos alunos que escreveram reclamações até a cidade de Faxinal, onde mora a ex-aluna que assinou um dos relatos e depois se retratou.

Contexto
Há fortes indícios de que alunos do curso de História-UEM, campus de Ivaiporã, estão sendo instrumentalizados por professores do Departamento de História de Maringá, para servirem à perseguição política contra seus professores conservadores.

No dia 28/03/2017, uma sindicância foi aberta pelo Conselho Interdepartamental, do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, da Universidade Estadual de Maringá, para a apuracão do conjunto de reclamações de alunos, chamado por eles de “dossiê”, apresentado no dia 08/12/2016. O resultado foi a retirada das disciplinas ministradas pela professora Suelem Carvalho.

As reclamações recaem sobre um grupo de professores cujos alunos obtiveram no Enade notas 43% superiores às dos alunos do campus sede. Se os signatários do “dossiê” tiverem algum fundamento para reclamar da formação débil do campus de Ivaiporã, o Enade sinaliza que a formação no campus de Maringá é mais débil.

Para saber mais sobre o caso
Entrevista de Suelem Carvalho a Paulo Briguet, na Folha de Londrina.
http://www.folhadelondrina.com.br/blogs/paulo-briguet/o-drama-da-professora-que-nao-e-de-esquerda-974855.html

Ação
Por favor, escrevam cartas e e-mails, no tom mais cortês possível, às autoridades universitárias relacionadas abaixo:

– expressando preocupação com as informações sobre censura e perseguição política contra professores da Universidade Estadual de Maringá, especialmente a professora SUELEM HALIM NARDO DE CARVALHO;
– solicitando esclarecimentos sobre a denúncia de pressão sobre alunos ou ex-alunos para assinarem reclamações inverídicas, por parte do Diretor do Campus, e de utilização indevida de um veículo da Universidade para a mesma finalidade;
– solicitando esclarecimentos sobre a retirada das disciplinas de História Contemporânea II e História Contemporânea III da professora Suelem;
– lembrando que a Constituição Federal do Brasil, em seu Art. 5°, protege a liberdade de expressão e de pensamento e, em seu Art. 206, a liberdade de cátedra;
– lembrando que a Universidade é, por natureza, um local em que essas liberdades devem ser exercidas em sua máxima plenitude.

Escreva para:

Magnífico Reitor
Prof. Dr. MAURO LUCIANO BAESSO
Universidade Estadual de Maringá
Avenida Colombo, 5790
87020-900 Maringá-PR
E-mail: sec-gre@uem.br

Prof. Dr. ANGELO APARECIDO PRIORI
Diretor do CCH
Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes
Avenida Colombo, 5790, Bloco G34 – Sala 03
87020-900 Maringá-PR
E-mail: sec-cch@uem.br

Envie cópias para:

Suelem Carvalho
Rua Adolfo Purpur, 565, Jd. Imperial
87023-155 Maringá-PR
E-mail: suelemhalim@hotmail.com

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires