Marcelo Centenaro

@mrcentenaro

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De alunos de Olavo de Carvalho para Reinaldo Azevedo

Embora o assunto já esteja frio, publico algumas respostas de alunos de Olavo de Carvalho a Reinaldo Azevedo. Não vou acrescentar nada, eles falam por si, muito melhor do que eu jamais seria capaz.

Elpídio Fonseca
Publicado originalmente aqui

“Feios, sujos e malvados”
Reinaldo Azevedo,
Quanto a seu artigo “feios, sujos e malvados”, em que você destila todo o rancor de não estar à altura intelectual do Professor Olavo de Carvalho, cujas aulas você não tem a menor idéia do que sejam, falando por ouvir dizer e empregando chavões mais do que batidos, o que posso dizer é o seguinte: você é um simples jornalista, ao passo que o Professor Olavo de Carvalho é um filósofo e professor. Disto resulta que a influência que ele exerce sobre a cultura brasileira é infinitamente superior e mais durável do que a sua. Se não, faço-lhe o pequeno desafio que se encontra no final desta publicação: são colegas meus e amigos o Professor Rafael Falcón, que introduziu um método novo e eficaz de aprendizado de latim; o Professor Carlos Nadalim, que inventou um método também novo e eficaz de educar os próprios filhos; Renan Martins Dos Santos, criador da editora Concreta, primeira editora de sucesso no financiamento coletivo; o Professor Roberto Mallet, que dá cursos acerca de como encontrar a própria voz, também de muito sucesso; o Professor Rodrigo Gurgel, reintrodutor da crítica literária séria no Brasil. Além desses, há certamente algumas outras dezenas, por cuja omissão peço escusas. Eu mesmo, que sou aluno do Professor Olavo de Carvalho desde 1998, traduzi as seguintes obras, por ele sugeridas:
1 Jurnalul fericirii (O Diário da Felicidade), de Nicolae Steinhardt (É Realizações, São Paulo, 2009)
2 Jurnal filozofic (Diário filosófico), de Constantin Noica (É Realizações, São Paulo, 2011)
3 Despre bucurie în est şi vest şi alte eseuri, (Da alegria no Leste Europeu e na Europa Ocidental e outros ensaios) de Andrei Pleşu (É Realizações, São Paulo, 2013)
4 Despre minciună (Da mentira), de Gabriel Liiceanu (Vide Editorial, Campinas, 2014)
5 Despre ură (Do ódio), de Gabriel Liiceanu (Vide Editorial, Campinas, 2015)
6 Despre seducţie (Da sedução), de Gabriel Liiceanu (Vide Editorial, Campinas, 2015)
7 Despre comunism – Destinul unei religiie politice (Do comunismo, o destino de uma religião política) (Vide Editorial, Campinas, 2015)
8 Hitler and the Germans (Hitler e os Alemães) de Eric Voegelin (É Realizações, 2008)
9 Anamnesis – On the Theory of History and Politics (Anamnese- Da teoria da história e da política) de Eric Voegelin, (É Realizações, 2009)
10 The Voegelinian Revolution: A Biographical Introduction by Ellis Sandoz, with a new preface and epilogue by the author), A Revolução Voegeliniana: uma introdução biográfica de Ellis Sandoz, com novo prefácio e epílogo do autor, (É Realizações, 2010)
11 Eric Voegelin – The Restoration of Order (Eric Voegelin e a restauração da ordem, de Michael Federici, (É Realizações, 2011)
12 History of Political Ideas, vol. IV, Renaissance and Reformation (História das Idéias Políticas, volume 4, Renascença e Reforma), de Eric Voegelin, (É Realizações, 2014)
Estando no prelo as seguintes obras:
1. De Eric Voegelin, Published Essays, vol 7 (1922-1928) (É Realizações)
2. De Eric Voegelin, Collected Essays, vol 12 (1966-1985) (É Realizações)
3. De Eric Voegelin, History of Political Ideas, vol. V, (Religion an the Rise of Modernity) (É Realizações)
4. De Eric Voegelin, History of Political Ideas, vol. VI (Revolution ant the New Science) (É Realizações)
5. De Eric Voegelin, History of Political Ideas, vol. VII (The New Order and Last Orientation) (É Realizações)
6. De Eric Voegelin, History of Political Ideas, vol. VIII (Crises and the Apocalypse of Man) (É Realizações)
7. De Barry Cooper, Voegelin Recollected: Conversations on a life (Recordando Eric Voegelin, conversas de uma vida) (É Realizações)
8. Zbor în batăia săgeţii (Vôo contra a flecha), de Horia-Roman Patapievici (É Realizações)
9. Jurnalul de la Păltiniş (O Diário de Păltiniş), de Gabriel Liiceanu (É Realizações)
10. Principiile clasice şi noile tendinţe ael dreptuli contituţional. Critica operei lui Léon Duguit (Os princípios clássicos e as novas tendências do direito constitucional. Crítica à obra de Leon Duguit), de Nicolae Steinhardt (É Realizações)
Somos discretos, Reinaldo Azevedo, mas não há dúvida de que o que produzimos, inspirados pelo exemplo do Professor Olavo de Carvalho, tem muito mais que oferecer à cultura brasileira do que as colunas diárias de seu blogue.
Sem mais, eis o desafio: indique um único aluno seu que tenha produzido a décima parte do que produziram apenas os alunos acima citados, entre os quais orgulhosamente me incluo.
É por isso que não me canso de repetir o que já deixara expresso por escrito em minha introdução ao livro O diário da Felicidade, de Nicolae Steinhardt:
“Aqui, peço vênia ao leitor para fazer uma pequena digressão acerca de Olavo de Carvalho, filósofo de uma didática impressionante e cuja caridade espiritual consegue ser ainda maior do que seus vastíssimos conhecimentos. Tenho o privilégio de ser seu aluno, desde 1998, com um período de interrupção de 2000 a 2002, e poderia perguntar: quantos de nós, da geração de pessoas de 40 anos para baixo, teriam, sem os ensinamentos de Olavo de Carvalho, sabido da existência de: Eric Voegelin, Mário Ferreira dos Santos, Xavier Zubiri, Pedro da Fonseca, Constantin Noica, Lucian Blaga, Petre Ţuţea, Nicolae Steinhardt, Eric Weil, Viktor Frankl, Eugen Rosenstock Huessy, Alois Dempf, Leopold von Rank, Paul Friedländer, Eduard Meyer, Frederick Copleston, Règine Pernoud, Jean Dumont, Northrop Frye, Keith Wordschuttle, Wolfgang Smith, Louis Lavelle, Richard Wurmbrand, Irmã Miriam Joseph, Mortimer Adler, Herberto Sales et alii, et alii, et alii…se não tivéssemos ouvido falar deles e não os tivéssemos estudado em sala de aula de Olavo de Carvalho? Deixo, pois, aqui a minha homenagem a Olavo de Carvalho, a quem se deve, nos últimos dezessete anos (considerando o ano de 2016), a inspiração para o estudo, tradução e publicação do que há de melhor no mercado editorial brasileiro.”
(Diga a verdade, Reinaldo Azevedo, e a reconheça, ao menos com seus botões: já ouvira falar desses autores há dezessete anos?)
Aguardando sua resposta, que deve ater-se, única e exclusivamente a meu desafio. Subscrevo-me
Elpídio Fonseca

 

Raul Martins
Publicado originalmente aqui

FOI LUCIANO AYAN — ironia das ironias — quem me fez saber o nome de Olavo de Carvalho. Vi o nome do velho em seu site, espalhado entre tantos outros nomes e destes destacando-se por vir acompanhado da palavrinha “filósofo”. Ato contínuo, fui até seu site e puxei qualquer artigo que me parecesse interessante: não entendi merda nenhuma.
Passado algum tempo, enquanto eu fuçava, aqui no Facebook, não sei em que post sobre não faço idéia do quê, eis que me aparece, de súbito, com uma piada suja — e hilária — sobre Dilma, quem? Ninguém menos que Olavo de Carvalho, o próprio. Eu ri tanto da piada, e tão espantado fiquei de ver um filósofo “ao vivo”, que logo fui até o seu perfil para dar uma espiada. Perdi-me no meio do sem-número de marcações e, como desisto fácil, deixei-o meio pra lá.
Num certo dia, porém, lá estava eu assistindo a um debate entre o famoso ateu-militante Richard Dawkins e Alister McGrath, um dos mais renomados teólogos e filósofos protestantes. Mal acostumado pela wit chestertoniana na polêmica, e já meio de saco cheio de não encontrar uma resposta que botasse o geneticista em seu devido lugar, veio-me uma idéia, do nada, e resolvi digitar, no Google, “olavo de carvalho richard dawkins”. O primeiro resultado? Um artigo chamado “O deus dos palpiteiros”.
E, aí, toda a minha vida virou às avessas.
A suma de uma longa história: o breve artigo do prof., de sete parágrafos, abordara toda a controvérsia desde um aspecto que eu nunca imaginara existir e, com uma técnica que de tão cirúrgica dava medo, mostrou, por A+B+C, que Dawkins e Dennett não apenas “estavam errados” como deveriam, doravante, calar as respectivas bocas e nunca mais dar um pio que fosse sobre filosofia — diante de um filósofo real, dois dos “cavaleiros do apocalipse” apequenaram-se até o que realmente eram: dois palpiteiros.
Depois, assisti a “Olavo de Carvalho responde a um ateu” e, just like that, aconteceu: eu soube, subitamente, ter topado num gênio.
Fui até seu site e comecei a ler tudo o que conseguisse digerir. Assisti às 32 aulas de sua História da Filosofia e a mais uma cacetada de TrueOustpeaks, li três ou quatro de seus livros e assisti a 50 e tantas aulas de seu Curso Online de Filosofia, tudo quase num só sopro, sem nem parar pra respirar direito. Sobretudo estas últimas, posso garantir-lhes, MUDARAM A MINHA VIDA. Não vou ficar, aqui, dando-lhes listas de nomes de autores que eu não conhecia e passei a conhecer: eu era um jumento e não sabia nada de nada. O que o professor fez, nestas aulas, foi exatamente o que prometeu fazer, logo na primeira delas: deixou-me mais inteligente.
E é literal. Ao acompanhar-lhe a dialética viva, orgânica, a fazer cortes na realidade e distinguir o essencial do acidental (com breves pausas pra uma golada de café aqui, outras pra acender um cigarro acolá) eu ia ficando, literalmente, mais inteligente. Sentia meu engenho aguçar. De tão feliz que ficava por entender tudo, de tão eufórico que ficava por ser capaz de ler o mundo real com mais acuro, queria aprender mais — e mais feliz ficava. Até descobrir que é isso a que chamam EDUCAÇÃO.
E eis o porquê, amiguinhos, de eu escrever este textão. Reinaldo Azevedo, um dos poucos jornalistas que ainda restam — ou restavam — neste país, deu piti e desembestou a falar asneiras, duas vezes num só dia, sobre o professor Olavo de Carvalho. Num pseudo-sensacionalismo que, sinto dizer-lhes, nada tem que ver com as vigorosas brigas já travadas contra o petê e seus asseclas, Reinaldão achou que seria ousado e super ~fodástico~ repetir, inclusive usando as mesmas palavras, tudo o que gente da mais cristalina burrice e mal-caratismo já tinham dito contra o velho.
Foi guru pra cá, mestre pra lá, filósofo pra todo lado — com aspas a envolver tudo, claro, para mostrar o abismo intelectual que separa o jornalista do aspas, gênio, aspas. E, como não poderiam faltar no kit anti-Olavo, os já clássicos: obscurantismo, Seita Olaviana, teorias conspiratórias, Olavo é de extrema direita, Olavo foi astrólogo… blá, blá… blá. A minha preferida, porém, é: “Seus seguidores aprendem a obedecer, não a pensar.”
Sério mesmo, Reinaldão? Aqui, falo apenas por mim: não foi você quem me fez ler Machado de Assis, Eça de Queirós, Camilo Castelo Branco e Camões; não foi você quem me deu a coragem para que eu sentasse numa cadeira e enfrentasse Platão cara a cara. Não foram seus artigos jornalísticos que me fizeram apaixonar-me de vez por Sto. Tomás de Aquino e Sto. Agostinho. Não foi a sua alma límpida que me aclarou, enfim, qual era a minha vocação, tampouco foi o peso de sua personalidade que me deu a medida do que pode ser um homem e, de quebra, o ânimo para seguir uma vida de estudos, ainda que tímida.
Reinaldo tentou ganhar no grito uma briga que ninguém havia começado e nem gritar conseguiu. No máximo, conseguiu abrir as asinhas e, de uma vez, soltar a franga: o país dos petralhas é, também, o país dos invejosos.

 

Taiguara Fernandes de Souza
Publicado originalmente aqui

Revista RepúblicaReinaldo Azevedo volta à carga outra vez, agora num textinho curto, tímido, diferente daquele longo palavrório repleto de adjetivações a que estamos acostumados.
Azedo não fala nada que já não tivesse dito antes. Chega a causar pena a impotência diante das respostas que recebeu. Resume-se novamente a soltar gritinhos roucos contra a foto de Bruna Luiza, acusando os alunos de Olavo de não entenderem uma ironia, quando, na verdade, ele é quem toma a ironia feita por Bruna de forma literal! Cria a ilusão de que “a múmia da Virgínia”, o Professor Olavo de Carvalho, está “espumando de raiva”, quando fica claro – bastando visitar o perfil de Olavo e o texto de Reinaldo – que quem está espumando mesmo é o segundo.
Parece que repetir para si mesmo, diante da foto de Bruna Luiza, que os olavetes são “feios, sujos e malvados” gera em Reinaldo a sensação de que ela não é linda, coisa que os olhos físicos facilmente conseguem visualizar (e os da alma percebem mais ainda). Pareceria, ainda, que a reiteração do suposto “espumar de raiva” de Olavo ou de sua “mumificação” presente mudaria a realidade de que o maior dos filósofos desta geração está mais vivo que nunca. Como eu disse no meu texto de ontem, não é o falatório vazio que terá o condão de fazer desaparecer o mundo como ele é – “feio, sujo e malvado”, agora também “burro”, sempre segundo os desejos de Azevedo.
Não há o que responder aos novos esperneios de Reinaldo. Talvez o caso demonstre, contudo, que a espécie aviária não é apropriada: Reinaldo não é tucano, é uma gralha – e rouca.
Mas, vejam: a gralha rouca, mesmo ela, nos dá a oportunidade de ir mais além e de vislumbrar, na estridência de sua algazarra, características muito mais profundas da doença de nossa sociedade.
Em “Beleza” (É Realizações, 2013), Roger Scruton afirma que “[n]ossa capacidade de dizer a verdade de nossa condição em palavras medidas e melodias tocantes possibilita uma espécie de redenção” (p. 177), mas “[a] arte mais recente, por sua vez, cultiva uma postura transgressora, igualando a feiura daquilo que retrata com uma feiura própria. A beleza é rebaixada a algo demasiadamente doce e escapista, distanciando-se demais das realidades para merecer uma atenção desenganada” (p.178).
Todo o padrão estético de Reinaldo Azevedo, todo o seu “feios, sujos e malvados”, se resume no trecho de Scruton. Para Reinaldo, o importante não é a redenção que a beleza proporciona pela transmissão da verdade. Ao contrário, o que importa é que a beleza seja um distintivo grupal, um bottom na lapela do paletó, para que o grupão aponte e diga: “veja, ele é dos nossos! Que bonito!”. A beleza é rebaixada ao escapismo do real, servindo ao aprisionamento no grupo. Longe de provocar uma redenção pela verdade, origina – no máximo – os ataques de pelanca a que temos visto frequentemente, em defesa de status, bom-mocismo e posições sociais.
O padrão estético de Reinaldo Azevedo o faz condenar Olavo de Carvalho como um falastrão e boca-suja justamente porque o que lhe importa não é a sinceridade das palavras e a verdade do que é dito, mas apenas a forma bela pela qual, apresentando-se o rótulo, o produto poderá ser comprado pelos membros do grupo e por eles convertido em visualizações de página.
E exatamente por isso a “beleza” de Reinaldo perde seu papel de redenção: prendendo o homem nas amarras da aprovação grupal, rebaixa-o, reduz-lo a uma engrenagem da máquina, a um produto embalado em papel atraente para ser comprado e aplaudido – não há elevação do homem pela consciência da Realidade, apenas apego ao mesquinho, ao passageiro, ao que é desse mundo, isto mesmo que a mentira provoca e que a verdade (sincera, induvidosa, acachapante e, até mesmo, insultosa) cura.
Reinaldo encarna, neste momento, toda a síntese dos críticos de Olavo de Carvalho: a sua vida se torna uma efusão de esteticismos oferecidos em oblação ao grupo (ao PSDB, no caso dele; no de outros, ao MBL, aos libertários, etc) e não uma busca da redenção pela verdade – pois é o conhecimento da verdade que liberta o homem, diz Nosso Senhor (João 8,32). É este objetivo maior que faz perceber o belo até no que é rude, no que é seco, no palavrão, num quadro que retrate a miséria do homem, num seriado televisivo sobre zumbis em que o heroísmo das personagens é ressaltado a cada passo ou no poema de Manuel Bandeira que fala da renúncia ante a dor humana.
O desprezo pela Realidade, demonstrado no fetichismo de seu padrão estético, é ressaltado ainda mais pela repetição histérica de mentiras, na tentativa de que passem a ser verdade – de que a palavra proferida possa alterar a conjuntura cósmica, da mesma forma como os distintivos estéticos poderiam, na sua cabeça, transformar em “belo” a falsidade, a hipocrisia, a canalhice, desde que envoltas em palavras “limpas” ou “levinhas”.
Em “O Jardim das Aflições” (É Realizações, 2010), no tópico sobre “A Abolição da Consciência” (§9), Olavo de Carvalho trata da ética de Epicuro, uma ética de negação da realidade, “na qual o praticante, uma vez fugido da agitação da polis e bem protegidinho no jardim, vai aos poucos substituindo as sensações dolorosas da vida presente pelas recordações agradáveis do passado até fazer com que o passado se torne presente e o presente desapareça na imagem do passado” (p.58). Este é todo o esforço de Reinaldo Azevedo.
De luto pela morte do Brasil bipolar tucano-petista, Reinaldo se encerra no “jardim” das pessoas boas, belas e higiênicas para reprimir as dores do novo Brasil e recordar-se do passado agradável, “limpinho”, tucano – um passado no qual Olavo de Carvalho não tinha um décimo da influência que tem hoje e onde não existia outra “oposição” formal ao PT que não os social-democratas -, nutrindo esperanças de que a recordação e a repetição daquele passado o torne presente de novo.
“Se mentir para si é esquecer a verdade, neurose é esquecer o esquecimento, apagar as pistas do embuste. Na neurose, a mentira se transforma num sistema, num programa que se automultiplica, ocultando a mentira inicial sob montanhas de entulhos só para depois alguém ter de pagar a um psicanalista para removê-los” (p.64), continua Olavo.
Estamos em 1995 quando estas palavras foram escritas. Passados 21 anos, hoje se vê a precisão com que Olavo descrevia o estado de espírito de gente como Reinaldo Azevedo. É esta capacidade única de demonstrar a verdade – que é bela e redentora – que nunca será compreendida ou apreciada pelos medíocres que sacrificam suas consciências ao grupo de momento e às miudezas do cotidiano. O horizonte, para estes, está apenas no fim da rua.
“Só os medíocres são filhos do seu tempo. Os sábios, os heróis, os santos inspirados são pais dele; são canais por onde a luz da transcendência rompe as limitações do tempo e abre possibilidades que a mente coletiva, por si, jamais poderia conceber” (Olavo de Carvalho, “A Filosofia e seu Inverso”, Vide Editorial, p. 51).
Esta é a beleza que a mente soberba de mediocridade, mesmo com óculos de governanta velha, jamais conseguirá enxergar. Resta-lhe, portanto, como alternativa inevitável, empunhar a caneta BIC e, impotente, gritar: “feios, sujos, malvados e burros”.
***
Na imagem, uma cortesia de Silvio Grimaldo: capa de uma entrevista de nove páginas feita por Reinaldo Azevedo a Olavo de Carvalho na edição da revista República de fevereiro de 2000.

 

Filipe G. Martins
Publicado originalmente aqui

Feios Sujos e MalvadosFEIOS, SUJOS E MALVADOS
Maquiavel, aquela alma atormentada e malformada que muitos analistas políticos tomam como modelo, deixou, em seus registros, o relato de um sonho que o perturbou no fim de sua vida.
Segundo esse relato, ele viu, em seu sonho, uma turba de pobres andrajosos, macilentos e esquálidos que o deixou curioso para saber quem eram as pessoas que a compunham; ao expressar sua curiosidade à turba, ouviu que estava diante dos abençoados acerca de quem as Escrituras dizem “bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus”. Obtida a resposta, viu os maltrapilhos desaparecerem e darem lugar a um grupo de nobres, ricamente trajados, que discutiam política nos termos mais polidos conhecidos à época; tomado, mais uma vez, pela curiosidade, fez saber a sua dúvida e, como resposta, ouviu que estava diante dos condenados ao inferno acerca de quem as Escrituras dizem “a sabedoria deste mundo é inimiga de Deus”. Desaparecido este segundo grupo, uma voz perguntou-lhe a qual dos grupos ele desejaria pertencer e, sem rodeio, Maquiavel respondeu que preferia ir para o inferno, com os nobres, a ser mandado para os céus com o miserável grupo que havia lhe surgido primeiro.
A compreensão do significado desse sonho não exige nenhum conhecimento psicológico aprofundado e pode ser alcançada por qualquer sujeito feio, sujo e malvado como eu ou como qualquer outro aluno do Professor Olavo de Carvalho. Trata-se, claramente, da exposição da mentalidade e da alma de Maquiavel, que, aqui, serve como arquétipo de todos aqueles que se revestem de um verniz de polidez e apoiam-se em uma posição existencial artificiosa e falsa, baseada, inteiramente, no respeito humano e nas aparências externas; refiro-me àquele sujeito cuja sensibilidade, amortecida para a realidade, responde apenas e tão somente aos apelos estéticos de seu grupo de referência, pelo qual está disposto a tudo ceder, tudo prostituir, tudo sacrificar – até mesmo sua alma e seu amor pela verdade.
Maquiavel era um carreirista seduzido pelos símbolos externos da sabedoria e da nobreza, disposto a submeter sua alma aos tormentos do inferno em troca de uma boa imagem perante a opinião pública de sua época e, por isso mesmo, inclinado a nivelar por baixo todo sentimento moral e estético, tomando como normais e indiferentes atitudes as mais desprezíveis desde que estas fossem ocultas pela dissimulação e pela atitude de superioridade imperturbável que revestiam sua personalidade perante os nobres por quem ansiava ser aceito – como diz Santo Agostinho, “todos os vícios apegam-se ao mal, para que este se realize; apenas a soberba apega-se ao bem, para que este pereça”.
Maquiavel, aqui, nada mais é do que um arquétipo, mas não deixa de ser significativo que o florentino seja adotado, pelas toscas almas contemporâneas que ele representa, como um símbolo do apreço pela realidade. Esse é o caso de Reinaldo Azevedo, um desses sujeitos que, inebriado por sua capacidade de escrever com alguma correção gramatical e embevecido com um conjunto de ideais, passa a atribuir a si próprio as perfeições que enxerga em seus ideais, a ponto de conferir os rótulos de “inimigo da democracia” ou de “autoritário” a qualquer um que ouse dizer algo contra ele ou contra a molecada amadrinhada por ele.
Dono de uma consciência infinitamente mais estreita do que a de Maquiavel, que, afinal, era algo mais do que um blogueiro, Reinaldo sintetiza, em sua personalidade, a condição ainda mais miserável daqueles que, após perderem de vista os princípios universais e fecharem-se para a realidade, emaranham-se numa busca obsessiva pela construção de uma imagem positiva que possa refletir, artificialmente, os valores estéticos que cultuam. Condição esta que é agravada, no caso do blogueiro tucano, pelo seu ofício, pois, ao dedicar-se demasiada e exclusivamente a informações cotidianas e acontecimentos imediatos, tem sua alma invadida pelas miudezas do noticiário e vê eliminado todo o espaço que poderia ser reservado a alimentos filosóficos e espirituais mais substanciais e nutritivos.
Talvez seja essa a melhor explicação para a estreiteza de visão do blogueiro, que, embora enxergue um emaranhado de acontecimentos cotidianos difusos e rasteiros, é incapaz de erguer-se acima das aparências mais superficiais e, indo além da síntese confusa que formou em sua mente, de enxergar os movimentos da ação humana na esfera cultural, muito mais lentos e sutis e, por isso mesmo, muito mais frutíferos e duradouros. Refiro-me, evidentemente, à incapacidade, demonstrada por Reinaldo, de traçar as origens intelectuais de uma ação política exemplificada pela sugestão de que a influência de um filósofo deve ser medida pela “quantidade de pessoas que o reconhecem como inspiração”.
É com essa mentalidade de quem tomaria como excêntrica a tese de Northrop Frye (de que a Bíblia está presente em todos os enredos literários ocidentais desenvolvidos após a ascensão da cristandade), ou riria das afirmações de Otto Maria Carpeaux sobre a influência inescapável de Benedetto Croce sobre toda a cultura italiana, que Reinaldo rejeita a atividade pedagógica e filosófica de Olavo de Carvalho como raiz intelectual da ascensão do antipetismo dentro do qual nasceram movimentos como o MBL e o VPR – na cabeça do blogueiro tucano, é mais plausível explicar tudo o que o Brasil vive como resultado mágico e encantador do discurso de um menino que sequer havia nascido quando já estavam conclusos os estudos que dariam unidade ao discurso que mais tarde ele viria a macaquear.
Estamos diante de um sujeito que, provavelmente, riria se ouvisse que todos aqueles que hoje defendem a separação dos poderes devem algo a Montesquieu, aos artífices da república romana e a Aristóteles. Isso, entretanto, não é causa de espanto para ninguém, pois a ausência de discernimento é própria àqueles que substituem o amor à verdade pelo amor às aparências e rejeitam a vida do espírito para perseguir a sabedoria deste mundo.
Se aceitasse a companhia dos feios e sujos, Reinaldo Azevedo teria extraído do monumental “Jardim das Aflições” algo mais do que a capacidade de ostentar uma independência intelectual de que jamais gozou. Ele teria apreendido a técnica filosófica lá utilizada para demonstrar que a paternidade do espírito petista – o qual ele acredita combater e do qual, a cada dia, dá sinais mais claros de estar impregnado – pode ser atribuída a Epicuro, o quê, de quebra, livrá-lo-ia da tentação de desperdiçar uma das poucas referências que conhece para chamar de malvados todos os que, como Olavo e Bolsonaro, não se deixam pautar pelos cânones da mídia chique que o Reinaldo adotou como regra de conduta.
Como, no entanto, fez a mesma escolha de Maquiavel e preferiu prostituir a verdade a ver-se ao lado dos feios, sujos e malvados, Reinaldo converteu-se nessa figura patética que conhecemos hoje: um sujeito prostrado perante as convenções sociais, eternamente empenhado em demonstrar o quanto é limpinho e cheiroso; um admirável bom moço imbuído do mais espantoso fetiche pelos símbolos externos e formais da democracia, da tolerância e da moderação, coisas que, como ex-trotskista, ele, talvez, jamais tenha conhecido de fato.
É essa escolha de Reinaldo que explica seu desprezo pela realidade da vida popular e por todos aqueles que ousam dar expressão aos modos e aos valores do brasileiro médio, como fazem o Olavo, o Bolsonaro ou mesmo um grupo como o Revoltados Online, que, devido à sua indiferença às convenções da elite bela, limpa e boazinha, é sempre deixado de fora da narrativa do blogueiro sobre as manifestações antipetistas realizadas de 2014 para cá.
Mesmo sendo católico e, diz ele, conservador, Reinaldo prefere a companhia do “beautiful people”, sempre adornando sua religião ou seu posicionamento político de modo a torná-los mais aceitáveis para a elite falante – “sou católico, mas, vejam só, sou favorável ao casamento gay, contrário ao celibato e ao que mais for necessário para vocês gostarem de mim”, “também sou conservador, mas não se assustem, sou democrático, só voto no PSDB e no PPS, falo mal do Sérgio Moro e defendo o Odebrecht”.
À semelhança de Maquiavel, Reinaldo rejeitou a companhia dos feios, sujos e malvados para integrar-se à elite falante que odeia tudo o que o povo ama, que despreza tudo o que o povo venera, que reduz a objeto de chacota todos os que ousam dar ao povo alguma voz, na esperança de conseguir, com isso, a ilusão de relevância e de aceitação. Àqueles, contudo, que fazem essa opção e, diante dela, sacrificam o amor pela verdade, está reservada a revelação de que até o pouco que possuem lhes será tirado, e no caso do blogueiro tucano não será diferente: com a decadência do PT, seu nome perderá relevância e terá sido, há muito, esquecido quando as próximas gerações estiverem ensinando aos seus filhos aspectos que, consciente ou inconscientemente, ser-lhes-ão legados pela obra daquele que ele chama de “derrotado e decadente”.
Diz-se que Deus ocultou dos sábios e dos entendidos coisas que foram reveladas apenas aos feios, aos sujos e aos que são tidos como malvados neste mundo de “social justice warriors” e de propagadores do pensamento politicamente correto. Talvez isso explique por que aos que fizeram a escolha de Maquiavel nada tenha restado além de uma popularidade residual, de informações jornalísticas cotidianas e de algumas referências ornamentais a produções menores do cinema, às quais possam socorrer-se sempre que forem incapazes de reconhecer que estão diante de uma tirada humorística ou de uma piadinha de internet.
Sugere o blogueiro que os alunos do Olavo confundem citações com grama. Poderia ser pior: eles poderiam confundir referências cinematográficas com cultura e tomar como literais as palavras de alguém que está a debochar de suas caras.
Bem-aventurados os feios, sujos e malvados, pois “ridendo castigat stultorum”.

 

Bruna Luiza
Publicado originalmente aqui

Bruna LuizaAqui, de boas, sendo uma aluna feia do prof. Olavo de Carvalho. Convoco minhas amigas olavettes a exibirem toda a sua feiúra também, por favor. Quem sabe assim Reinaldo Azevedo, aquela criatura linda, fique comovido e nos dê umas dicas de beleza. 😉

#GarotasDireitas #OlavettesComOrgulho #OlavoTemRazão

 

João Spacca
Publicado originalmente aqui

Síndrome de EscrotolmoOlavetes feios, sujos e malvados têm que reconhecer: os petistas tinham razão 🙂
#spacca

 

Veja aqui uma lista bem mais completa de respostas.

Revisado por Maíra Adorno @mairamacpires

Entrevista com o prof. Wellington Cidade, da ETEC Basilides de Godoy

A ETEC “Basilides de Godoy”, na Vila Leopoldina, em São Paulo, foi reaberta no dia 12 de maio de 2016, por iniciativa dos alunos, pais e funcionários, após ter ficado invadida durante dez dias.

A Reaçonaria esteve na escola no dia seguinte. Conversei com o professor Wellington Cidade, Coordenador de Informática. Quando cheguei, havia um carro da Polícia Militar estacionado em frente à entrada. Um segurança perguntou quem eu era, com quem iria falar e qual o assunto. O clima era de alerta. Enquanto conversávamos, uma pessoa da Secretaria fazia a relação dos pais que se ofereceram para ficar de vigília na escola, se necessário. O professor me passou fotos dos computadores vandalizados, mas não imagens dos alunos limpando e arrumando o que foi danificado, para não expô-los. Segue a entrevista.

Wellington Cidade

Professor Wellington Cidade

Reaçonaria: Quantos invasores estavam dentro da ETEC quando houve a retirada?

Professor Wellington Cidade: De dez a doze pessoas, no máximo.

Reaçonaria: A identidade das pessoas que invadiram é conhecida? São alunos?

Prof. Wellington: Tínhamos, no máximo, três alunos. O resto era tudo desconhecido. Muitas pessoas desconhecidas, durante a semana toda.

Reaçonaria: Como aconteceu a reabertura da escola? O sr. estava presente?

Prof. Wellington: Sim, eu estava presente. Na verdade, eles estavam permitindo a entrada dos alunos do noturno e de alguns professores. Direção e Coordenação não podiam entrar. Os alunos e os pais do diurno e do noturno não achavam isso justo.

Então fizeram uma grande manifestação. Marcaram de se reunir no dia 12 às 17h00. Vieram muitos pais e muitos alunos do diurno que não podiam assistir aulas. E nessa, começaram a falar “Não, a escola é nossa” e entraram. Quebraram os cadeados e foram entrando. Fizeram uma corrente e foram tirando todas as coisas deles aqui de dentro e colocando lá fora. E foram tirando os outros um a um, sem violência. Claro que houve bate-boca, mas nada que machucasse alguém. Não teve nada assim.

Reaçonaria: Houve resistência? Eles tiveram alguma dificuldade de tirar os invasores?

Prof. Wellington: Muita, muita. Os alunos do Médio, que são da mesma faixa etária que eles, fizeram uma corrente e foram empurrando-os até o final do corredor. Foram levando, fizeram uma corrente igual a polícia faz, o Choque, e foram levando para fora.

Reaçonaria: Os pais e os alunos estavam bem preparados para fazer isso ou foi uma coisa decidida no momento?

Prof. Wellington: Não, foi uma coisa decidida na hora. Eles vieram para fazer uma manifestação. Mas todo mundo quis entrar. Todo mundo quis os mesmos direitos. Se eles podem estar lá dentro, os alunos acharam que também podiam. Quando entramos, nos decepcionamos. Muita bagunça, muita coisa quebrada. Roubaram discos rígidos de servidores, mexeram nas câmeras. A Coordenação estava completamente fora de ordem e a Secretaria, destruída. Tinha alguns materiais, eu não sei se eles queriam fazer tochas. Ainda está muito judiado aqui, muito bagunçado. Tinha colchões espalhados, fizeram muitas barricadas com carteiras e mesas. Tinha também muita comida que eles ganhavam de doação, daria para mais ou menos uns dois meses.

Reaçonaria: Será que é possível punir os responsáveis pelos furtos e pelas depredações?

Prof. Wellington: Olha, a maior parte deles nós não sabemos quem são.

Reaçonaria: Mas e os alunos envolvidos? É possível puni-los?

Prof. Wellington: A escola ainda vai decidir sobre isso. O Conselho da escola é que vai decidir o que vai fazer. Ainda devemos receber orientações do Centro Paula Souza. O governador quer saber quem foram as pessoas que invadiram a escola.

Reaçonaria: Vocês estão preparados para impedir que eles voltem?

Prof. Wellington: Sim, nós contratamos segurança privada e estamos tendo apoio da Polícia. O governador deu o aval e a Polícia pode retirar qualquer invasor. Além disso, estamos preparados com seguranças e, se alguém entrar, vamos chamar a Polícia e a Polícia vai tirar. Eles têm de ser retirados em até 24 horas.

Reaçonaria: Que mensagem você tem a dizer sobre tudo o que aconteceu na ETEC “Basilides de Godoy”?

Prof. Wellington: É muito triste, é uma situação triste, porque nós sabemos que os jovens têm total direito de reivindicar, de fazer suas manifestações, como eu mesmo disse a eles, eles têm o direito a isso. Porque faz parte você se manifestar e buscar os seus direitos. Mas existem maneiras, formas de você fazer isso. Não ocupando, destruindo coisas, e acabar queimando a imagem da escola. Não é assim, existem outras maneiras. Fico muito triste com essa situação.

Servidor cujos HDs foram furtados pelos invasores

Servidor cujos HDs foram furtados pelos invasores

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

Aborto e Controle Populacional, por Fernanda Fernandes Takitani

Em 28 de abril de 2016, Fernanda Fernandes Takitani deu a palestra Aborto e Controle Populacional, no 2º Ciclo de Palestras Santa Generosa.

A palestra é um relato das ações de entidades internacionais como a Rockefeller Foundation, Ford Foundation, MacArthur Foundation e outras na promoção do controle populacional, por uma gama de medidas que inclui a expansão do aborto em todo o mundo.

Essas fundações vem patrocinando estudos sobre demografia, criando cursos de mestrado e doutorado nessa área e impingindo a idéia neomalthusiana de que vivemos um crescimento populacional insustentável, que deve ser combatido vigorosamente, sob pena de haver uma explosão de miséria e de guerras. Uma das grandes ferramentas desse combate ao crescimento populacional é o aborto.

Essas fundações tiveram intensa participação na criação de entidades no Brasil, como o CEBRAP, CEDEPLAR, NEPO e ABEP, entre muitas outras. Quando a MacArthur Foundation se retirou do Brasil, fez uma doação final às entidades CFÊMEA, Rede Feminista de Saúde, Cunhã, ECOS e GTPOS.

Fernanda

A palestra pode ser vista aqui, no canal do YouTube da Paróquia Santa Generosa.

Fernanda Takitani participou do 1º Ciclo de Palestras Santa Generosa, apresentando Ideologia de Gênero: Raízes Históricas e Filosóficas.

O 2º Ciclo de Palestras Santa Generosa foi organizado pelo professor Rodrigo Gurgel.

Fernanda e Marcelo

Não percam as próximas, às quintas-feiras, às 20h00. No salão da Paróquia, à R. Afonso de Freitas, 49, Paraíso, São Paulo, ou pelo YouTube, com transmissão ao vivo pelo link https://www.youtube.com/watch?v=LIGVNvRHQ-8.

  • 12 de maio — Dom Mathias Tolentino Braga — Tema: “A vida monástica no século XXI”

    (Dom Mathias Tolentino Braga é Abade do Mosteiro de São Bento, em São Paulo. Cadete aviador da Força Aérea Brasileira e engenheiro eletrônico formado pelo ITA, ingressou, em 1993, no Mosteiro de São Bento, onde ocupou os cargos de formador de noviços, professor de filosofia e celereiro, responsável pelo patrimônio da abadia. Foi escolhido Abade em abril de 2006.)

  • 19 de maio — Leonardo T. Oliveira — Tema: “Quando a música fala: o conteúdo da forma na música clássica”

    (Leonardo T. Oliveira é professor de grego antigo e latim, mestrando em Letras Clássicas pela USP e autor do site Euterpe — Blog de Música Clássica . Como pesquisador, tem experiência em teoria da música grega antiga e em lírica grega arcaica. Estuda piano clássico há mais de dez anos.)

  • 2 de junho — Padre Fábio Fernandes — Tema: “A unidade do Rito Romano”

    (Padre Fábio Fernandes é sacerdote diocesano incardinado em São Paulo. Amante da sagrada liturgia, estuda e perscruta as riquezas do Rito Romano em sua tradição, formas e sacralidade. É capelão da Beneficência Portuguesa.)

  • 9 de junho — Flavio Morgenstern — Tema: “Choque de iconoclastas: a civilização e os bárbaros no século XXI”

    (Flávio Morgenstern é escritor, analista político e tradutor. Autor do livro Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs, as manifestações que tomaram as ruas do Brasil, em que analisa os protestos brasileiros e a política de massas. Escreve para o jornal Gazeta do Povo e diversas outras publicações online. É criador e editor do Senso Incomum.)

  • 16 de junho — Silvio Medeiros — Tema: “Redescoberta da virtude e renovação política do Brasil”

    (Sílvio Medeiros é publicitário formado pela PUC-PR. Acumula 15 anos de experiência na área criativa, tendo passado pelas principais agências de publicidade do país, como Loducca, FCB, JWT e FischerAmérica. Recebeu os principais prêmios do mundo na área, sendo que no mais importante deles, o Festival de Cannes, já foi 12 vezes finalista e 4 vezes vencedor. Entre os clientes para os quais trabalhou estão: Ford, Unilever, Bayer, Honda, Nestlé, HSBC, Allianz e Coca-Cola.)

  • 23 de junho — Roberto Mallet — Tema: “Ação poética e Poética da ação”

    (Roberto Mallet nasceu em Porto Alegre, RS, em 1957. É ator, professor de teatro e tradutor. Em 1992 fundou em São Paulo o Grupo Tempo, com o qual dirigiu vários espetáculos. É professor de interpretação e improvisação no Departamento de Artes Cênicas da Universidade de Campinas – UNICAMP desde 2002. Em 2015 criou o projeto online Encontre Sua Própria Voz.)

  • 30 de junho — André Assi Barreto — Tema: “Eric Voegelin e as religiões políticas”

    (André Assi Barreto é graduado e mestre em Filosofia pela USP, professor das redes pública e privada de ensino da cidade de São Paulo, incluindo o Centro Paula Souza. Também atua como tradutor e assessor editorial.)

  • 7 de julho — Alexandre Borges — Tema: “Política, ideologia e imprensa”

    (Alexandre Borges, 45 anos, é carioca, publicitário e diretor do Instituto Liberal. Em 2009, foi comentarista político do programa semanal “Assembléia Geral” na extinta Ideal TV, da Editora Abril. Em 2013, criou uma página no Facebook, na qual escreve sobre política, que hoje é uma das mais populares do país, com mais de 60 mil seguidores e ultrapassando 4 milhões de usuários. Nos dois últimos anos, fechou 2 contratos com a Editora Record: um livro dedicado ao tema da política brasileira do século XX e outro sobre o liberalismo. Seu podcast, o “Contexto”, com Bruno Garschagen e Felipe Moura Brasil, chegou ao primeiro lugar em “Notícias e Política” na iTunes Store Brasil em todos os episódios.)

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires