Marcelo Centenaro

@mrcentenaro

Unesco: seus fundamentos e o controle da cultura

No dia 11 de agosto de 2017, Fernanda Fernandes Takitani deu a palestra “Unesco: seus fundamentos e o controle da cultura”, no Terceiro Ciclo de Palestras Santa Generosa.

Fernanda analisa um dos documentos fundadores da Unesco, escrito por seu primeiro diretor, Julian Huxley, em 1946. O documento se chama UNESCO: its purposes and its philosophy e está disponível para download no site da organização.

A análise desse documento nos traz informações muito interessantes. A defesa aberta da eugenia (Julian Huxley foi presidente da Sociedade Britânica de Eugenia) e um utilitarismo crasso, que considera que o avanço da medicina pode ser ruim, se, ao salvar mais vidas, a qualidade de vida piorar. Defende o estabelecimento de um governo mundial e, além disso, que se construa uma unidade mundial completa, incluindo, por exemplo, a criação de um currículo único mundial. Neste momento em que o governo brasileiro tenta implantar uma Base Nacional Curricular Comum, é importante entendermos de onde essa idéia se origina.

Fernanda analisa também o discurso proferido por Robert Muller, secretário-geral assistente da ONU, ao receber o Prêmio da UNESCO de Educação para a Paz. Nesse discurso, Muller diz que é imperativo que os meios de comunicação informem o público sobre as realizações da ONU. Ele sonha que todos os livros e manuais de História incluam ao menos um capítulo final sobre a ONU. Sonha também com a imposição de um núcleo curricular mundial até o ano 2000. Felizmente, o sonho dele está atrasado em pelo menos 17 anos, mas não podemos baixar a guarda.

Unesco: seus fundamentos e o controle da cultura

Slogan da Unesco

Julian Huxley

Trecho de artigo de Huxley para The Eugenics Review

Página original de The Eugenics Review com o texto de Huxley

Tradução do texto de Huxley

Objetivos declarados da Unesco

Documento Unesco – Its purpose and its philosophy

Trechos do documento

Trechos do documento

Trechos do documento

Trechos do documento

Trechos do documento

Trechos do documento

Trechos do documento

Trechos do documento

Trechos do documento

Trechos do documento

Trechos do documento

Trechos do documento

Trechos do documento

Robert Muller

Robert Muller

Discurso de Robert Muller

Discurso de Robert Muller

Discurso de Robert Muller

Discurso de Robert Muller

Trecho de Ensaios sobre Educação, de Robert Muller

Trecho de Ensaios sobre Educação, de Robert Muller

Trecho de Ensaios sobre Educação, de Robert Muller

 

Fernanda Takitani é formada em História pela Universidade Estadual de Londrina, professora de história e geopolítica na redes pública e privada de ensino. Foi representante da sociedade civil organizada na 45ª Assembléia Geral da OEA, em Washington. É pesquisadora do Observatório Interamericano de Biopolítica.

O Terceiro Ciclo de Palestras Santa Generosa foi organizado pelo professor Rodrigo Gurgel.

Por que e como ser anti-globalista hoje?, por Filipe G. Martins

No dia 4 de agosto de 2017, Filipe G. Martins deu a palestra “Por que e como ser anti-globalista hoje?”, no Terceiro Ciclo de Palestras Santa Generosa.

Para responder a essa pergunta, ele começa dizendo que o globalismo é uma manifestação da mentalidade revolucionária. Essa mentalidade julga o presente e o passado a partir de uma irreal projeção futura. Acredita que os fins justificam os meios e faz uma inversão entre sujeito e objeto. Assim, qualquer um que esteja no caminho da revolução será considerado culpado e deverá ser eliminado.

Os globalistas afirmam que vivemos em um mundo interdependente, o que faz com que faz com que pessoas em qualquer lugar procurem atuar em problemas que afetam qualquer outra parte do mundo. Ele se propõe a acabar com a violência, com as guerras e as doenças e, assim, conquistar a paz mundial. Com esse pretexto, vai criando uma rede de entidades e regulações que modificam a vida das pessoas, muitas vezes de maneira muito diversa daquela originalmente declarada.

As guerras mundiais fortaleceram muito o movimento globalista. Perto do final da Primeira Guerra Mundial, o presidente americano Woodrow Wilson propôs os famosos “Catorze Pontos” que deveriam ser executados para se alcançar a paz. Um deles era a criação da Liga das Nações. A Liga foi criada e não evitou um conflito ainda maior logo a seguir. Mesmo assim, o mundo seguiu a mesma receita e criou a ONU.

A seguir, e talvez em conseqüência de um período mais prolongado de paz, outras questões foram sendo levantadas, para as quais se pretendem obter soluções mundiais. O desenvolvimento econômico, os direitos humanos, as questões climáticas, entre outros, também servem para a criação de órgãos internacionais, pactos e normas que procuram eliminar as características particulares das diferentes sociedades. Hoje, já é possível modificar o comportamento da população mundial em curtíssimo prazo, simplesmente dizendo “estudos afirmam que …”

Os efeitos a longo prazo dessas intervenções incluem a infantilização e imbecilização da maioria das pessoas, que cada vez mais dependem primeiro de seus pais e depois de seus governos e são incapazes de assumir a responsabilidade por suas próprias vidas.

É necessário ser anti-globalista, porque o globalismo é uma idéia anti-natural.

Filipe G. Martins é formado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília, com ênfase em geopolítica, forecasting e análise de riscos. Aluno do Curso Online de Filosofia do Professor Olavo de Carvalho desde 2009, tem dado especial atenção ao estudo da filosofia política e acumulado experiências profissionais em órgãos governamentais e representações diplomáticas estrangeiras no Brasil. Atualmente, é editor-adjunto do site Senso Incomum, consultor político e professor de Política Internacional para candidatos à carreira diplomática.

O Terceiro Ciclo de Palestras Santa Generosa foi organizado pelo professor Rodrigo Gurgel.

Não percam as próximas, às quintas-feiras, às 20h00, na Paróquia Santa Generosa. R. Afonso de Freitas, 49, Paraíso, São Paulo.

17 de agosto — Silvio Medeiros: “Escola — ou o que restou dela”

24 de agosto — Flavio Morgenstern: “Instituições democráticas — Práticas anti-republicanas”

Aborto: a farsa dos números, por Isabella Mantovani

No dia 27 de julho de 2017, Isabella Mantovani deu a palestra “Aborto: a farsa dos números”, no Terceiro Ciclo de Palestras Santa Generosa.

O objetivo dessa apresentação é refutar algumas afirmações falsas sobre o aborto. São elas:

1) Que a quantidade de abortos por ano no Brasil chegaria a 1.000.000;

2) Que a legalização do aborto faria o número de abortos diminuir;

3) Que países que legalizaram o aborto teriam uma taxa de abortos menor que o Brasil, onde o aborto é ilegal.

4) Que a legalização do aborto diminuiria a mortalidade materna.

Essas mentiras não são uma particularidade brasileira. Em todo o mundo, os ativistas pró-aborto inflam os números de abortos clandestinos e inventam dados implausíveis sobre a mortalidade materna. A legalização do aborto, em geral, tem o efeito de multiplicar por 10 a quantidade de abortos realizados.

A Dra. Isabella traz dados de diversos países, com realidades muito distintas, que mostram o que de fato ocorre onde o aborto é permitido há muito tempo, onde ele passa a ser liberado e onde passa a ser proibido.

A Dra. Isabella Mantovani, sempre na vanguarda do Movimento Pró-Vida, é graduada em Odontologia pela UNICAMP, além de ser especialista em Saúde Coletiva (São Leopoldo Mandic),em Bioética (PUC RIO) e em Estratégia de Saúde da Família (UNIFESP/UNASUS). Também é mestre em Odontologia e Saúde Coletiva (UNICAMP) — e trabalha há 13 anos com saúde pública, sendo 7 deles em cargos de gestão.

O Terceiro Ciclo de Palestras Santa Generosa foi organizado pelo professor Rodrigo Gurgel.

Não percam as próximas, às quintas-feiras, às 20h00, na Paróquia Santa Generosa. Av. Bernardino de Campos, 360, Paraíso, São Paulo.

10 de agosto — Fernanda Fernandes Takitani: “Unesco: seus fundamentos e o controle da cultura”

17 de agosto — Silvio Medeiros: “Escola — ou o que restou dela”

24 de agosto — Flavio Morgenstern: “Instituições democráticas — Práticas anti-republicanas”