Marcelo Centenaro

@mrcentenaro

Instituições democráticas, práticas anti-republicanas, por Flavio Morgenstern

No dia 25 de agosto de 2017, Flavio Morgenstern deu a palestra “Instituições democráticas, práticas anti-republicanas”, fechando o Terceiro Ciclo de Palestras Santa Generosa.

Segundo Flavio, “democracia” é uma das palavras mais complicadas usadas no nosso vocabulário político. Para se defender qualquer coisa atualmente, basta colocar o adjetivo “democrático”. A linguagem possui uma dimensão psicológica, conforme já sabia Aristóteles. As palavras, além de uma definição histórica, também pertencem a uma esfera psicológica. As pessoas reagem a palavras conforme seu entendimento pessoal, mas também segundo o entendimento social que se dá a elas. Por exemplo, nenhuma palavra é mais assustadora que “nazismo”. É a palavra mais usada pela esquerda, em qualquer contexto.

Platão define três formas de governo, Monarquia, Aristocracia e Politéia. Esses sistemas podem ser degenerados. Quando isso acontece, a monarquia degenera em tirania, a aristocracia em oligarquia e a politéia em democracia. Durante 23 séculos, de Platão até Locke, o termo “democracia” teve conotação negativa.

A única exceção parcial é a democracia de Péricles, que é famosa por sua produção cultural, muito mais que por seu sistema de governo. A democracia ateniense é lembrada, mais que por qualquer outro motivo, pela morte de Sócrates. Se a decisão da maioria é a única lei, a maioria pode decidir matar Sócrates, ou matar Jesus Cristo.

Os romanos criaram um sistema inspirado na Politéia de Platão, mas baseado em instituições. Nesse sistema, chamado de República, o poder foi circunscrito, limitado. Mesmo que seja tomada uma péssima decisão, uma vez que o poder está circunscrito, essa péssima decisão tem pequenas conseqüências.

Quem tentou recriar essa idéia foi a América. Os Founding Fathers não queriam, de forma alguma, criar uma democracia. O que eles mais temiam era o modelo ateniense. Criaram uma república.

Ser americano não significa pertencer a uma etnia, nem ser descendente de americanos, nem nascer no território americano, mas sim defender a idéia de que a América é um lugar de liberdade, “the land of the free and the home of the brave”. A América é um país que é uma idéia.

Quem estiver interessado no livro com textos do Monsenhor José Mayer Paine, apresentado no início da palestra pode obter mais informações aqui.

Flavio Morgenstern é escritor, analista político, palestrante e tradutor. Utiliza os estudos sobre linguagem — lingüística, retórica, hermenêutica e filosofias da linguagem — para uma melhor apreensão de termos em debates públicos. É autor do livro “Por trás da máscara: do passe livre aos black blocs” e fundador do portal Senso Incomum.


O Terceiro Ciclo de Palestras Santa Generosa foi organizado pelo professor Rodrigo Gurgel.

Textos do vigário da Paróquia Santa Generosa reunidos em livro

O Monsenhor José Mayer Paine, hoje com 96 anos, é vigário da Paróquia Santa Generosa há 62, desde 6 de fevereiro de 1955. Por muito tempo, escreveu narrativas de sua visão dos Evangelhos, publicados no Informativo Mensal da Paróquia. Alguns desses textos foram selecionados e reunidos por Sonia Tanaka, que os colecionava, e publicados no livro Narrações do Novo Evangelho.

Sonia falou um pouco sobre o livro antes da palestra de Flavio Morgenstern, “Instituições democráticas, práticas anti-republicanas”, logo no início do vídeo. Ela também nos mandou o seguinte texto:

 

«No Evangelho não lemos a biografia de Jesus, mas a narração de seus ensinamentos. Da mesma forma, esta obra não trata da biografia do Mons. José Mayer Paine, nem tampouco de narrações do Evangelho, muito embora os textos sejam decorrentes deste último. Trata-se da reunião das publicações oriundas dos frutos das meditações e vivência do Mons. José, de sua longa e intensa vida de sacerdote como pároco da Igreja de Santa Generosa, repletos de doutrina, sabedoria e erudição.

Na vida de quem cultiva a santidade se produz um “novo Evangelho”. Assim, uma síntese da Boa Nova, narrada, vivida e ensinada pelo Mons. José Mayer Paine, é o que se encontra nas páginas do livro “Narrações do Novo Evangelho”.»

O livro pode ser adquirido por R$30,00 na secretaria da Paróquia Santa Generosa, na Av. Bernardino de Campos, 360, Paraíso, São Paulo, de segunda a sexta, das 8 às 18h. Os interessados que não puderem ir até esse endereço podem entrar em contato diretamente com a Sonia, somente por WhatsApp (11) 99918-2145.

Caso Santander-Queermuseu: Erotização de crianças era objetivo da mostra, dizem procuradores criminais, segundo van Hattem

O deputado estadual Marcel van Hattem (PP-RS) divulgou um release do Procurador de Justiça Criminal do Ministério Público do Rio Grande do Sul, Dr. Alexandre Lipp, sobre a mostra Queermuseu, organizada pelo instituto Santander Cultural.

Segue a íntegra.

15/09/2017

“EROTIZAÇÃO DE CRIANÇAS ERA OBJETIVO DA MOSTRA”, dizem Procuradores Criminais

Diante da repercussão da mostra Queermuseu – Cartografias da Diferença na Arte Brasileira, os Procuradores de Justiça Criminal Alexandre Lipp e Sílvio Munhoz visitaram ontem a exposição no Santander Cultural, que se mantém fechada ao público desde o último domingo (10), com o objetivo de tirarem suas próprias conclusões sobre o que foi exibido ao público infanto-juvenil.

Durante a visita, os procuradores de justiça constataram que, à exceção de algumas obras, a exposição tinha o nítido propósito de erotizar o público alvo e induzi-lo a tolerar condutas como orgias, zoofilia e vilipêndio a símbolos religiosos (crime definido no art. 208 do Código Penal). “A erotização da criança é um facilitador da pedofilia. Além disso, apresentar ao público escolar condutas como zoofilia em um contexto de respeito à diversidade, comunica a mensagem de que essas condutas devem ser aceitas” afirma Alexandre.

Sílvio chama a atenção para o fato de que eram as próprias escolas que definiam a faixa etária dos alunos visitantes, e que os pais provavelmente não tiveram ciência do conteúdo erótico a que seus filhos foram submetidos: “Independentemente de ser arte ou não, de gostar ou não, o que não se pode conceber é um conteúdo que serve visivelmente para erotizar crianças e adolescentes, e que as escolas estejam fazendo isso sem conhecimento e consentimento dos pais”.

Os organizadores que acompanharam a visita entregaram aos membros do Ministério Público o material didático distribuído aos professores para uso posterior em sala de aula. Disso, Alexandre conclui: “Para quem ainda tem dúvida, aqui está a prova de que a ausência de restrição etária não foi um descuido. O evento tinha como finalidade a doutrinação amoral do público infanto-juvenil, e os pais que agora tomaram conhecimento disso podem procurar o Ministério Público para a adoção de providências, sobretudo se descobrirem que os filhos participaram de alguma dinâmica sensorial sugerida no evento, o que pode caracterizar crime contra a dignidade sexual”.

O Ministério Público já recebeu mais de 20 representações para apuração de delitos como vilipêndio a objeto de culto religioso e apologia de crimes.

Publicação original:
https://www.facebook.com/marcel11022/photos/a.659564467398799.1073741826.186189258069658/1562804933741410/

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