Marcelo Centenaro

@mrcentenaro

O Deus da Máquina, capítulo VII

O Nobre SelvagemNo capítulo VII de O Deus da Máquina (O Nobre Selvagem), Isabel Paterson ressalta o assombro que tomou a Europa quando se descobriu que algumas tribos de índios americanos não tinham governo. Mesmo assim, viviam em relativa paz. Os europeus acreditavam que a ausência de governo representaria fatalmente a guerra de todos contra todos. Se não era assim na América, os índios americanos deveriam ser essencialmente bons. Essa é a origem do mito do Nobre Selvagem.

Para os colonos americanos, o índio era um inimigo presente e cruel. Essa diferença de percepção talvez seja a origem do cisma entre as ideias europeias e americanas. Os americanos, em contato direto com a vida selvagem, não tinham porque idealizá-la. Mas podiam notar que a necessidade de governo era relativa. Como diz Isabel: “Se, em certas condições, o governo pode ser completamente dispensável, por que e até que ponto ele é realmente necessário em qualquer condição?” Os americanos observavam a sociedade de status funcionando na Europa. Viam as sociedades selvagens dos nativos americanos. E viam, principalmente, a sociedade que construíram, na qual pessoas das mais diferentes origens e crenças conviviam em paz e prosperavam num ambiente de grande liberdade. Além de tudo isso, viam a grande aberração da sociedade americana, a escravidão. A maioria dos problemas sociais trazidos da Europa não foi resolvida, simplesmente evaporou.

Os americanos procuraram criar um tipo de governo que permitisse a paz e a liberdade. Sabiam que o governo era um mal necessário, que devia ser mantido tão pequeno quando possível e agir somente quando provocado. Esse governo deveria reconhecer o direito dos indivíduos à vida, à liberdade e à busca da felicidade. Postularam que a fonte da autoridade secular era o indivíduo.

Nessa visão, o homem não é totalmente nobre nem incorrigivelmente mau. É uma criatura imperfeita, dotada da fagulha divina e, portanto, capaz de progredir. Isso é uma aplicação secular da doutrina cristã do livre-arbítrio, que permite o pecado e o erro, mas possibilita a salvação. Isabel Paterson considera que é impossível reescrever a Declaração de Independência dos Estados Unidos sem a referência à fonte divina dos direitos humanos.

A tradução do capitulo  6. Encontra-se aqui

A tradução do capitulo:O Nobre Selvagem. Encontra-se aqui 

A tradução do capitulo 8. Encontra-se aqui

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

O Deus da Máquina, capítulo VI

VinlandNo sexto capítulo de O Deus da Máquina (Liberdade, Cristianismo e o Novo Mundo), Isabel Paterson nos diz que os europeus sempre imaginaram um lugar feliz a oeste do Oceano Atlântico. Essa tradição começa com Platão e a lenda de Atlântida e passa pelas Ilhas Afortunadas, a Ilha de São Brandão, Avalon, Hy-Brasil e Tir-Nan-Og.

Para que um lugar fosse feliz, era necessário que fosse livre. Os europeus criaram a ideia de um mundo mítico de liberdade e depois foram buscá-lo. Os primeiros a fazer isso foram os vikings. Procurando liberdade, Leif Ericsson chegou à América por volta do ano 1000 e estabeleceu uma colônia, que teve curta duração.

Isabel Paterson mostra que, em grande parte, a expedição de Colombo foi resultado da iniciativa privada. E que a riqueza gerada pela descoberta da América, ao inundar um país rigidamente governado e absolutamente homogêneo, acabou por arruinar o Império Espanhol. A Inglaterra acabou dominando o mundo porque era o país com o governo mais limitado.

A tradução do capitulo 5. Encontra-se aqui

A tradução  do capitulo: Liberdade, Cristianismo e o Novo Mundo. Encontra-se aqui

A tradução do capitulo 7. Encontra-se aqui

Revisado por Maíra Pires@mairamacpires

O Deus da Máquina, capítulo V

A Sociedade de Status e a Sociedade de Contrato

No quinto capítulo de O Deus da Máquina (A Sociedade de Status e a Sociedade de Contrato), somos apresentados ao conceito do jurista inglês Henry Sumner Maine de que as sociedades evoluem do status para o contrato. Na Sociedade de Status, o indivíduo não é reconhecido e ninguém tem direitos. As pessoas se definem por sua relação com o grupo e todos devem obedecer durante toda a vida. Na Sociedade de Contrato, as pessoas nascem livres. Todos os direitos pertencem ao indivíduo e são limitados apenas pelos direitos dos outros indivíduos.

A República Romana era uma mistura perfeita entre status e contrato. Com a Idade Média, a Europa regrediu quase completamente para o status. Quem conservou o contrato nesse período foi a Igreja.

Conforme o comércio começou a ressurgir, a Sociedade de Contrato lentamente emergiu outra vez. Muitos chamam esse fenômeno de aparecimento de uma classe média. Isabel Paterson diz que o termo é completamente incorreto. O que chamamos de classe média não é nem nunca foi uma classe. É uma forma diferente de sociedade: a sociedade sem classes, a sociedade livre, a Sociedade de Contrato.

A tradução do capitulo 4. Encontra-se aqui

A tradução do Capitulo: A Sociedade de Status e a Sociedade de Contrato. Encontra-se aqui

A tradução do capitulo 6. Encontra-se aqui

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires