Marcelo Centenaro

@mrcentenaro

Homenagem às Mulheres

lane_paterson_randEm homenagem a todas as mulheres, apresento a tradução completa do artigo de Jim Powell, Rose Wilder Lane, Isabel Paterson, and Ayn Rand: Three Women Who Inspired the Modern Libertarian Movement, escrito em 1996.

Li esse artigo em março de 2010. Procurei pelos livros e comprei imediatamente The Discovery of Freedom. Fiquei fascinado pelo livro, uma das coisas mais originais que já vi. Baixei da Internet Give Me Liberty e The God of the Machine e li os dois com grande prazer. Credo não estava disponível na Internet. Consegui comprar a edição original em papel, digitei o texto e está publicado, em primeira mão, na Reaçonaria.

Gostaria que mais gente conhecesse as ideias tão originais dessas pensadoras. Traduzi Give Me Liberty com o nome de Quero Liberdade, Credo como Profissão de Fé e esses textos estão no site. O Deus da Máquina está saindo capítulo a capítulo, conforme eu for traduzindo.

Boas leituras!

O texto original encontra-se aqui

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

Profissão de Fé, de Rose Wilder Lane

Foto da revista original

Foto da revista original

Se procurarmos na Internet por textos de Rose Wilder Lane, vamos saber que ela escreveu, em 1936, um artigo chamado Credo para a revista The Saturday Evening Post. É uma defesa entusiasmada da liberdade individual contra todas as formas de opressão. Esse artigo foi revisado e ampliado por ela em 1944 e publicado em forma de livro, com o título Give me Liberty. Podemos encontrar algumas cópias do texto, em formatos diferentes, com os dois títulos. Porém, o texto sempre é o de 1944.

Intrigado com isso, entrei em contato com a revista. The Saturday Evening Post foi fundada em 1728, por Benjamin Franklin, e continua existindo. Responderam que o artigo foi publicado na edição de 7 de maio de 1936, mas não dariam mais informações. Procurei essa edição em sebos e achei um que tinha, no Alabama. Enviaram um exemplar em perfeito estado de conservação; uma revista grande, de 112 páginas pouco menores que uma folha A3, cheia de anúncios de carros (Chevrolet, Buick, Pontiac), refrigeradores, rádios (Philco) e outros produtos (Listerine, Aspirina). E com o texto original de Credo, cuja tradução apresento, com notas indicando as diferenças para a versão de 1944. Em português, chamei Credo,  Profissão de fé , e Give Me Liberty de Quero Liberdade.

O texto não mudou muito. Existem pequenas melhorias estilísticas; algumas ambiguidades foram eliminadas e algumas ideias foram expressas de maneira mais completa. O texto foi enriquecido com uma comparação entre os agricultores da Rússia transcaucasiana, onde Rose visitou uma aldeia comunista, e os colonos de Illinois, uma bela declaração baseada na introdução da Declaração de Independência dos Estados Unidos e provocações a Marx. Algumas narrativas são mais detalhadas, especialmente a da caça aos trustes por William Jennings Bryan.

Há diversas histórias novas em Quero Liberdade que eram apenas sugeridas, ou nem isso, em Profissão de Fé. Por exemplo, aquela em que o carro de Rose quebra na Itália, ou a burocracia na compra de um novelo de lã em Paris, por causa de um decreto de Napoleão. A mais marcante é a da batida policial que Rose acompanhou na Hungria.

Um ponto importante é que, em Profissão de Fé, Rose afirma que a liberdade individual é uma ideia que nunca ocorreu a nenhuma civilização antes do surgimento dos Estados Unidos. Em Quero Liberdade, ela reconhece que a ideia existia como princípio religioso dos judeus, cristãos e muçulmanos. Mas ressalta que nunca havia sido um princípio político.

Mais relevante é uma pequena troca de palavras. Em Profissão de Fé, ela se refere algumas vezes à democracia. Em Quero Liberdade, ela sempre diz liberdade individual. Nesse intervalo de oito anos, Rose percebeu que a democracia, sendo o governo da maioria, poderia não ser garantia suficiente para as minorias e que a menor minoria que existe é o indivíduo.

Existem dois trechos de Profissão de Fé que foram suprimidos em Quero Liberdade. São aqueles em que Rose elogiava alguns serviços públicos dos Estados Unidos, especialmente escolas públicas.

O último capítulo de Profissão de Fé, O Hiato que se Fecha, foi bastante ampliado. Ficamos sabendo muito mais sobre a vida da comunidade rural dos Montes Ozark, próxima à fazenda onde Rose morou por longo tempo.

E o último capítulo de Quero Liberdade é completamente novo, conclamando os americanos a deixarem de lado o conformismo e o pessimismo e passarem para a ação, para defenderem sua liberdade ameaçada.

Defendamos a nossa!

A tradução do livro Profissão de Fé encontra-se aqui

A tradução de Credo encontra-se aqui 

A tradução de Quero Liberdade encontra-se aqui 

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

O Deus da Máquina, de Isabel Paterson

Estou publicando O Deus da Máquina, de Isabel Paterson, um dos três clássicos das Libertárias de 1943. (Os outros dois são A Descoberta da Liberdade, de Rose Wilder Lane, e A Nascente, de Ayn Rand.)

Isabel Paterson faz um panorama da história da liberdade, começando com as Guerras Púnicas e a estrutura da República Romana, passando pela Idade Média e o papel da Igreja, pela a Magna Carta e pela história dos Estados Unidos. Ataca o fascismo, o nazismo e o comunismo como variantes do mesmo mal. Afirma que a liberdade individual só é possível se houver liberdade política. Critica o alistamento militar, o planejamento central da economia, subsídios governamentais para empresas, o papel-moeda e a educação governamental obrigatória.

Não é um livro fácil, por causa das muitas metáforas técnicas, em que ela compara aspectos da sociedade com conceitos de engenharia mecânica ou civil, por exemplo. Mesmo assim, a leitura é agradável por causa da riqueza dos temas e da eloquência com que Isabel Paterson se expressa.

Estou traduzindo de acordo com minha disponibilidade. Todos os erros de tradução e digitação são de minha responsabilidade.

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

 

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