Marcelo Centenaro

@mrcentenaro

O Deus da Máquina, capítulo XVI

Historical Development of Antitrust LawsNo capítulo XVI de O Deus da Máquina (As Grandes Empresas e a Lei de Status), Isabel Paterson resume as origens da legislação antitruste e analisa sua lógica e suas consequências para a economia e a sociedade.

Após a Guerra Civil, o governo federal americano incentivou as ferrovias a se expandirem para o oeste, com o objetivo de integrar melhor o país. Isso foi feito por meio de subsídios e concessões de terra. Embora a ferrovia fosse um meio de transporte tremendamente mais barato e rápido que as alternativas anteriores, o resultado do auxílio governamental foi a criação de um monopólio. As ferrovias eram odiadas pelos fazendeiros do oeste porque constituíam um monopólio. Se houvesse qualquer tipo de problema, os usuários não tinham nenhuma outra opção.

Depois das ferrovias, houve o caso da Standard Oil Company. Essa grande empresa pioneira usou de meios políticos para conseguir benefícios fiscais nos fretes ferroviários. Ao fazer isso, tornou-se objeto de execração pela opinião pública americana.

O único remédio possível para o abuso de poder político é limitar o poder político. Foi feito o inverso. Houve um movimento para “regular” as grandes empresas. Criou-se uma legislação aberrante, sob a qual ninguém sabe exatamente o que é proibido. Se uma empresa vender seus produtos mais caro que seus concorrentes, pode ser acusada de “cobrar demais”. Se vender mais barato, pode ser acusada de “vender a preços inferiores”. Se vender pelo mesmo preço que eles, pode ser acusada de “combinação de preços”.

A legislação abusiva começou enquadrando grandes empresas, mas afeta cada cidadão. O primeiro sintoma de um governo totalitário é o controle político da vida econômica. O ato de trabalhar passa a ser criminalizado e o ser humano precisa de permissão para produzir. A consequência lógica desse processo é que o indivíduo precise de permissão para existir.

A tradução do capitulo 15. Encontra-se aqui

A tradução do capitulo: As Grandes Empresas e a Lei de Status. Encontra-se aqui

A tradução do capitulo 17. Encontra-se aqui 

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

O Deus da Máquina, capítulo XV

Constitution shreddedO capítulo XV de O Deus da Máquina (As Emendas Fatais) descreve como sucessivas emendas à Constituição dos Estados Unidos foram gradativamente desvirtuando os princípios estabelecidos pelos Founding Fathers.

A Décima Primeira Emenda proibiu que um Estado fosse contestado na justiça por cidadãos de outros Estados. A Décima Terceira Emenda é a única que Isabel Paterson considera realmente benéfica: aboliu a escravidão. A Décima Quarta confirmou a cidadania federal e os direitos civis dos cidadãos por toda a União, mas isso foi feito apelando-se para um subterfúgio perigoso. É uma das partes da Constituição que dá mais origem a litígios, sendo a base da decisão sobre o aborto em 1973, no caso Roe v. Wade e também da confirmação da eleição de Bush em 2000, no caso Bush v. Gore.

A Décima Quinta Emenda tirou dos Estados o poder de determinar as qualificações dos seus eleitores. A justificativa para isso é que os Estados do sul não davam aos negros o direito ao voto. Isabel afirma que, embora seja evidente que esse critério era imoral e absurdo, tirar dos Estados essa prerrogativa fez com que eles deixassem de existir como entidades políticas.

O golpe final para desconstituir os Estados foi a Décima Sétima Emenda, que que tirou a eleição dos senadores da Legislatura Estadual e a passou para o voto popular. Isabel diz que, desde então, os Estados não têm mais ligação com o governo federal.

A tradução do capitulo 14. Encontra-se aqui

A tradução do capitulo: As Emendas Fatais. Encontra-se aqui

A tradução do capitulo 16. Encontra-se aqui 

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

O Deus da Máquina, capítulo XIV

A Virgem e o Dínamo

O capítulo XIV de O Deus da Máquina (A Virgem e o Dínamo) analisa a evolução do pensamento europeu a partir da existência das colônias na América e, posteriormente, dos Estados Unidos. Para Isabel Paterson, esses fenômenos foram profundamente mal interpretados e resultaram, num primeiro momento, na Revolução Francesa, no Terror e na explosão napoleônica. Sua manifestação plena deu-se no século XX, com o comunismo, o nazismo e a Segunda Guerra Mundial. Isabel escreve durante esse conflito.

A partir dos avanços científicos na Física e na Astronomia, os europeus regrediram para um pensamento mecanicista que havia sido suplantando pelo Cristianismo. Deus seria um matemático e Newton e Descartes seus profetas. Daí a acreditar que o homem é um mecanismo foi um passo.

Nesse ponto, houve pensadores que imaginaram que, se as restrições artificiais da sociedade fossem abolidas, o homem-mecanismo funcionaria de maneira perfeita, como foi projetado. A pergunta que esses pensadores não responderam, porque não tem resposta, foi: como um mecanismo absolutamente natural (o homem) foi capaz de desenvolver e impor a si mesmo restrições artificiais contrárias à sua natureza? Esses pensadores clamavam por um legislador supremo, um Euclides das ciências sociais, que descobriria e imporia as bases da harmonia social. Queriam um ditador. Napoleão foi a resposta. Isabel Paterson rastreia alguns precursores de Napoleão, candidatos a “déspotas esclarecidos”.

Os três principais sonhos de Estado Absoluto são a “Politeia” de Platão (traduzida erroneamente como “A República”), a Utopia de Thomas More e a Terra Prometida sem nome de Marx. Isabel diz sobre eles: “Platão era um literato; seu senso artístico de forma estava inquieto e ele tentou compensar isso com um planejamento rigoroso. More era um homem inteligente e um sábio; ele rotulou sua criação francamente pelo que era: Utopia significa Lugar Nenhum. Marx era um tolo; ofereceu seu esquema como uma previsão do futuro.”

Ela conclui com uma reflexão do historiador americano Henry Adams. Ele considerava que a Virgem Maria simbolizava o melhor do mundo antigo e o dínamo representava a modernidade. Qual a relação entre os dois? A resposta dela, que Adams não encontrou, é que a Virgem Maria de alguma forma representa o livre arbítrio. E, por meio dessa liberdade, o homem é capaz de perseguir seus questionamentos intelectuais e produzir invenções.

A tradução do capitulo 13. Encontra-se aqui

A tradução do capitulo: A Virgem e o Dínamo. Encontra-se aqui

A tradução do capitulo 15. Encontra-se aqui

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires