Marcelo Centenaro

@mrcentenaro

O Deus da Máquina, capítulo IX

Carte_Lewis-Clark_Expedition

Mapa da Expedição de Lewis e Clark

O capítulo IX de O Deus da Máquina, A Função do Governo, traz uma das discussões mais importantes de todo o livro. Isabel Paterson demonstra que as únicas coisas que um governo faz são proibir e taxar. Na verdade, são as únicas coisas que um governo pode fazer.

Governos são necessários, porque é necessário que determinadas ações sejam proibidas. Taxar é necessário para que o governo tenha meios de agir. Mas não devemos nunca nos esquecer de que o governo é um mal. Um mal necessário.

A tradução do capitulo 8. Encontra-se aqui

A tradução do capitulo: A Função do Governo. Encontra-se aqui

A tradução do capitulo 10. Encontra-se aqui

Revisado por Maíra Pires @mairamcpires

O Deus da Máquina, capítulo VIII

Grupo de Dukhobors canadenses, fotografados em 2001.

Grupo de Dukhobors canadenses, fotografados em 2001.

No capítulo 8 de O Deus da Máquina (A Falácia do Anarquismo), Isabel Paterson afirma que somente sociedades primitivas podem funcionar sem governo.

A partir do momento em que uma sociedade chega ao estágio de possuir agricultura ou pecuária, as relações entre seus membros passam a depender do espaço e do tempo. Seus acordos e suas regras precisam funcionar por longos períodos e à distância. Isso não é viável se não existir um governo que garanta o cumprimento desses acordos e dessas regras.

Isabel nega que o governo possa ser baseado na força. Numa tribo, ou em qualquer tipo de sociedade, o mais forte dos homens não é mais poderoso que qualquer pequeno grupo que decida se opor a ele. Não é possível se impor pela força física, somente pela força moral.

A tradução do capitulo 7. Encontra-se aqui

A tradução do capitulo: A Falácia do Anarquismo. Encontra-se aqui

A tradução do capitulo 9. Encontra-se aqui

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

O Deus da Máquina, capítulo VII

O Nobre SelvagemNo capítulo VII de O Deus da Máquina (O Nobre Selvagem), Isabel Paterson ressalta o assombro que tomou a Europa quando se descobriu que algumas tribos de índios americanos não tinham governo. Mesmo assim, viviam em relativa paz. Os europeus acreditavam que a ausência de governo representaria fatalmente a guerra de todos contra todos. Se não era assim na América, os índios americanos deveriam ser essencialmente bons. Essa é a origem do mito do Nobre Selvagem.

Para os colonos americanos, o índio era um inimigo presente e cruel. Essa diferença de percepção talvez seja a origem do cisma entre as ideias europeias e americanas. Os americanos, em contato direto com a vida selvagem, não tinham porque idealizá-la. Mas podiam notar que a necessidade de governo era relativa. Como diz Isabel: “Se, em certas condições, o governo pode ser completamente dispensável, por que e até que ponto ele é realmente necessário em qualquer condição?” Os americanos observavam a sociedade de status funcionando na Europa. Viam as sociedades selvagens dos nativos americanos. E viam, principalmente, a sociedade que construíram, na qual pessoas das mais diferentes origens e crenças conviviam em paz e prosperavam num ambiente de grande liberdade. Além de tudo isso, viam a grande aberração da sociedade americana, a escravidão. A maioria dos problemas sociais trazidos da Europa não foi resolvida, simplesmente evaporou.

Os americanos procuraram criar um tipo de governo que permitisse a paz e a liberdade. Sabiam que o governo era um mal necessário, que devia ser mantido tão pequeno quando possível e agir somente quando provocado. Esse governo deveria reconhecer o direito dos indivíduos à vida, à liberdade e à busca da felicidade. Postularam que a fonte da autoridade secular era o indivíduo.

Nessa visão, o homem não é totalmente nobre nem incorrigivelmente mau. É uma criatura imperfeita, dotada da fagulha divina e, portanto, capaz de progredir. Isso é uma aplicação secular da doutrina cristã do livre-arbítrio, que permite o pecado e o erro, mas possibilita a salvação. Isabel Paterson considera que é impossível reescrever a Declaração de Independência dos Estados Unidos sem a referência à fonte divina dos direitos humanos.

A tradução do capitulo  6. Encontra-se aqui

A tradução do capitulo:O Nobre Selvagem. Encontra-se aqui 

A tradução do capitulo 8. Encontra-se aqui

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires