Marcelo Centenaro

@mrcentenaro

Violência contra o público de “O Jardim das Aflições” na UFPE


Nesta sexta-feira, 27/10/2017, o filme O Jardim das Aflições, de Josias Teófilo, foi exibido no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Grupos de esquerda vinham se preparando para impedir sua exibição há dias. Os cartazes do filme na Universidade foram sistematicamente rasgados. Houve ameaças de que o acesso ao auditório seria bloqueado e que seriam atirados tomates contra o público. Os grupos de esquerda organizaram um evento paralelo no campus, no mesmo dia e horário da exibição do filme.

O público não foi impedido de entrar, mas teve muitas dificuldades para sair. Os autonomeados censores da UFPE cercaram as saídas e gritavam ameaças como “1, 2, 3, 4, 5, mil, lugar de fascista é na ponta do fuzil!”

Josias tentou negociar a saída pacífica do público e pedia insistentemente às pessoas que foram ver o filme que recuassem e saíssem pelo outro lado. A cada vez que ele fazia isso, os agressores entoavam um coro de “Recua, direita, recua!”

Um dos estudantes que usava uma camiseta com a figura do deputado Jair Bolsonaro foi empurrado e começaram agressões mútuas. A guarda universitária não interferiu na briga. O Jornal do Commercio perguntou o motivo da agressão ao rapaz que deu o primeiro empurrão. O agressor, que se identificou como Gustavo, disse ao repórter: “eu empurrei ele porque ele estava usando a camisa do Bolsonaro, e isso é inadmissível aqui nessa Universidade”.

Depois que todos conseguiram sair, Josias Teófilo declarou: “Justiça seja feita: se não fossem os com camisa de Bolsonaro que defenderam a porta do evento eles teriam entrado e espancado todo mundo. Eles literalmente rebocaram os esquerdistas que fecharam o corredor.”

O Jardim das Aflições é um documentário sobre a obra do filósofo Olavo de Carvalho. O filme foi convidado a participar do Festival de Cinema de Pernambuco e, por causa disso, os diretores de sete outros filmes se retiraram da mostra.

Panfleto distribuído pelos agressores antes do evento

 

Posted by O Jardim das Aflições on Friday, October 27, 2017

Vídeo gravado por Josias Teófilo

Matéria do Jornal do Commercio:
http://jconline.ne10.uol.com.br/canal/cidades/geral/noticia/2017/10/27/exibicao-de-filme-sobre-olavo-de-carvalho-termina-em-confusao-na-ufpe-313534.php

Escola, ou o que restou dela, por Silvio Medeiros

No dia 17 de agosto de 2017, Silvio Medeiros deu a palestra “Escola, ou o que restou dela”, no Terceiro Ciclo de Palestras Santa Generosa. A palestra foi filmada e editada por Saul Nahmias.

Silvio faz um panorama da história da educação desde o início do cristianismo até os dias atuais. Com uma imensa riqueza de informações e detalhes, ele começa com o trabalho de homens como São João Crisóstomo, São Patrício, São Bento, São Bonifácio e Santo Isidoro de Sevilha, passando para a educação medieval, consolidada no Trivium e no Quadrivium.

Porém, com a Reforma Protestante, Lutero quebrou a idéia de autoridade, dando o primeiro grande golpe contra a instituição educacional. Foi também um dos grandes responsáveis pela educação obrigatória. Mais tarde, Descartes subjetivizou o conhecimento, dando o segundo grande golpe contra a educação clássica. As idéias de Rousseau nortearam a Revolução Francesa, que procurou instituir um igualitarismo absoluto, reformando o calendário, abolindo sobrenomes, reformando o território, confiscando bens da Igreja, refundando, uniformizando e centralizando todo o sistema educacional.

A Revolução Industrial criou o conceito de educação para o mercado de trabalho.

Marx não dava importância para a educação no contexto da revolução proletária, mas os marxistas como Lenin, Mao e Paulo Freire viram no sistema educacional um excelente instrumento para potencializar conflitos sociais, incutir idéias revolucionárias e destruir as instituições sobre as quais a sociedade se sustentava.

Mao promoveu a humilhação pública dos professores chineses na Revolução Cultural e inspirou os estudantes franceses à revolta de Maio de 68.

Hoje, existem duas visões educacionais, ambas derivadas do pensamento de Hegel. A visão marxista busca formar o agente transformador da sociedade. E a educação progressiva tem como objetivo central é o mercado de trabalho.

Nesse beco sem saída em que estamos, a responsabilidade por reverter esse quadro sinistro é dos pais, que precisam encontrar meios de suprir o que a escola não fornece e de impedir que ela deseduque seus filhos.

Link para o vídeo do Family Policy Institute of Washington sobre identidade, legendado pelos Tradutores de Direita, do qual trechos foram mostrados nesta palestra.

Link para o post “A viagem do MST”
Comentário de Alexandre Borges sobre esse post.

Artigo de Flavio Gordon sobre o livro A Escola dos Bárbaros.

Silvio Medeiros é publicitário formado pela PUC-PR. Conta com uma vasta experiência de 17 anos no mercado de publicidade, tendo trabalhado para algumas das maiores agências do Brasil. Reconhecido internacionalmente diversas vezes, com prêmios inclusive no Festival de Cannes, Sílvio Medeiros foi responsável pela criação de grandes campanhas publicitárias para anunciantes como Apple, Nissan, Nestlé, Ford, Gatorade e Bayer, entre outros.

O Terceiro Ciclo de Palestras Santa Generosa foi organizado pelo professor Rodrigo Gurgel.

Nova vitória na Justiça: Bene Barbosa vence professor que o processou


Depois das recentes vitórias de Thais Godoy Azevedo, Joselito Müller e Danilo Gentili, processados por esquerdistas que não entenderam direito essa tal de liberdade de expressão, uma ação contra Bene Barbosa foi julgada improcedente.

Em 9 de setembro de 2015, Bene Barbosa participou de um debate sobre desarmamento com Luciano Nascimento, professor do Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Estadual da Paraíba, Pós-doutor em Teoria e Sociologia do Direito pelo Centro di Studi sul Rischio, Doutor em Ciências Jurídico-Criminais pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e Investigador científico do Max-Planck Institut. O evento foi organizado pelo Grupo Libertário Joaquim Nabuco e pelo DATAB – Diretório Acadêmico Tarcísio Burity, do Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Federal da Paraíba. Assistam ao debate aqui e vejam como o professor Luciano foi massacrado.

Após o evento, Bene publicou este post no Facebook.

O professor Luciano processou Bene Barbosa, exigindo a retirada do post e cobrando uma indenização por danos morais. Nesta segunda-feira, 23 de outubro, foi divulgada a decisão da Juíza Luciana Bassi de Melo, julgando a ação improcedente e determinando que o autor pague pela sucumbência. Destaco alguns trechos da sentença.

A publicação contestada não traz, por si só, apesar de não ser das mais agradáveis, danos a imagem ou dignidade do autor, da mesma forma que se encontra dentro do direito constitucional de expressão conferido ao requerido, sem que se possa reconhecer excesso capaz de justificar a censura ou a indenização pretendida, de forma a tornar infundado o pedido de indenização por danos morais.

No mesmo sentido, verifica-se que não se trata de uma publicação inverídica ou caluniosa, uma vez que o requerente não as afasta por completo, ou seja, não nega o que foi ali descrito em qualquer momento. Logo, o que se percebe no caso concreto é que se tratam de meros aborrecimentos decorrentes de um debate entre posicionamentos e ideologias opostos.

No mais, prospera a alegação proferida pela parte requerida de provocações recíprocas, considerando os documentos juntados na contestação.

Parabéns, Bene Barbosa! Parabéns ao seu advogado, Alvaro Luis Gradim! Continuem ensinando aos esquerdistas como funciona a liberdade de expressão.

Leia aqui a íntegra da sentença.

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