Marcelo Centenaro

@mrcentenaro

Escola, ou o que restou dela, por Silvio Medeiros

No dia 17 de agosto de 2017, Silvio Medeiros deu a palestra “Escola, ou o que restou dela”, no Terceiro Ciclo de Palestras Santa Generosa. A palestra foi filmada e editada por Saul Nahmias.

Silvio faz um panorama da história da educação desde o início do cristianismo até os dias atuais. Com uma imensa riqueza de informações e detalhes, ele começa com o trabalho de homens como São João Crisóstomo, São Patrício, São Bento, São Bonifácio e Santo Isidoro de Sevilha, passando para a educação medieval, consolidada no Trivium e no Quadrivium.

Porém, com a Reforma Protestante, Lutero quebrou a idéia de autoridade, dando o primeiro grande golpe contra a instituição educacional. Foi também um dos grandes responsáveis pela educação obrigatória. Mais tarde, Descartes subjetivizou o conhecimento, dando o segundo grande golpe contra a educação clássica. As idéias de Rousseau nortearam a Revolução Francesa, que procurou instituir um igualitarismo absoluto, reformando o calendário, abolindo sobrenomes, reformando o território, confiscando bens da Igreja, refundando, uniformizando e centralizando todo o sistema educacional.

A Revolução Industrial criou o conceito de educação para o mercado de trabalho.

Marx não dava importância para a educação no contexto da revolução proletária, mas os marxistas como Lenin, Mao e Paulo Freire viram no sistema educacional um excelente instrumento para potencializar conflitos sociais, incutir idéias revolucionárias e destruir as instituições sobre as quais a sociedade se sustentava.

Mao promoveu a humilhação pública dos professores chineses na Revolução Cultural e inspirou os estudantes franceses à revolta de Maio de 68.

Hoje, existem duas visões educacionais, ambas derivadas do pensamento de Hegel. A visão marxista busca formar o agente transformador da sociedade. E a educação progressiva tem como objetivo central é o mercado de trabalho.

Nesse beco sem saída em que estamos, a responsabilidade por reverter esse quadro sinistro é dos pais, que precisam encontrar meios de suprir o que a escola não fornece e de impedir que ela deseduque seus filhos.

Link para o vídeo do Family Policy Institute of Washington sobre identidade, legendado pelos Tradutores de Direita, do qual trechos foram mostrados nesta palestra.

Link para o post “A viagem do MST”
Comentário de Alexandre Borges sobre esse post.

Artigo de Flavio Gordon sobre o livro A Escola dos Bárbaros.

Silvio Medeiros é publicitário formado pela PUC-PR. Conta com uma vasta experiência de 17 anos no mercado de publicidade, tendo trabalhado para algumas das maiores agências do Brasil. Reconhecido internacionalmente diversas vezes, com prêmios inclusive no Festival de Cannes, Sílvio Medeiros foi responsável pela criação de grandes campanhas publicitárias para anunciantes como Apple, Nissan, Nestlé, Ford, Gatorade e Bayer, entre outros.

O Terceiro Ciclo de Palestras Santa Generosa foi organizado pelo professor Rodrigo Gurgel.

Nova vitória na Justiça: Bene Barbosa vence professor que o processou


Depois das recentes vitórias de Thais Godoy Azevedo, Joselito Müller e Danilo Gentili, processados por esquerdistas que não entenderam direito essa tal de liberdade de expressão, uma ação contra Bene Barbosa foi julgada improcedente.

Em 9 de setembro de 2015, Bene Barbosa participou de um debate sobre desarmamento com Luciano Nascimento, professor do Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Estadual da Paraíba, Pós-doutor em Teoria e Sociologia do Direito pelo Centro di Studi sul Rischio, Doutor em Ciências Jurídico-Criminais pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra e Investigador científico do Max-Planck Institut. O evento foi organizado pelo Grupo Libertário Joaquim Nabuco e pelo DATAB – Diretório Acadêmico Tarcísio Burity, do Centro de Ciências Jurídicas da Universidade Federal da Paraíba. Assistam ao debate aqui e vejam como o professor Luciano foi massacrado.

Após o evento, Bene publicou este post no Facebook.

O professor Luciano processou Bene Barbosa, exigindo a retirada do post e cobrando uma indenização por danos morais. Nesta segunda-feira, 23 de outubro, foi divulgada a decisão da Juíza Luciana Bassi de Melo, julgando a ação improcedente e determinando que o autor pague pela sucumbência. Destaco alguns trechos da sentença.

A publicação contestada não traz, por si só, apesar de não ser das mais agradáveis, danos a imagem ou dignidade do autor, da mesma forma que se encontra dentro do direito constitucional de expressão conferido ao requerido, sem que se possa reconhecer excesso capaz de justificar a censura ou a indenização pretendida, de forma a tornar infundado o pedido de indenização por danos morais.

No mesmo sentido, verifica-se que não se trata de uma publicação inverídica ou caluniosa, uma vez que o requerente não as afasta por completo, ou seja, não nega o que foi ali descrito em qualquer momento. Logo, o que se percebe no caso concreto é que se tratam de meros aborrecimentos decorrentes de um debate entre posicionamentos e ideologias opostos.

No mais, prospera a alegação proferida pela parte requerida de provocações recíprocas, considerando os documentos juntados na contestação.

Parabéns, Bene Barbosa! Parabéns ao seu advogado, Alvaro Luis Gradim! Continuem ensinando aos esquerdistas como funciona a liberdade de expressão.

Leia aqui a íntegra da sentença.

Thais Godoy Azevedo vence em primeira instância a feminista que a processou

Em maio de 2016, publicamos este apelo de Thais Azevedo, que estava sendo processada por exercer seu direito à liberdade de expressão. Ela pedia ajuda financeira para se defender. Foi um dos posts mais populares que publicamos. Obrigado a todos os que contribuíram ou divulgaram.

A sentença da primeira instância saiu recentemente e foi feita justiça. Thais venceu.

Leiam o relato de seu advogado, Rafael Rosset.
https://www.facebook.com/rafael.rosset/posts/10212026663600156

Em 2016 a Thais Godoy Azevedo acompanhava o pai, que então se preparava para uma cirurgia gravíssima, quando foi citada para uma ação que tramitava no JEC de Goianira/GO. Uma militante feminista queria R$ 30.000,00 e o fim da página Moça, não sou obrigada a ser feminista. A Thais me ligou e eu assumi, com muito prazer, a defesa dela.

Em resumo, a feminista estava indignada porque alguém tirou um print de um post dela e compartilhou na página “Moça”, o que gerou uma série de comentários jocosos e depreciativos. Ela aparentemente queria o direito de falar e não ser contestada, de opinar e ser sempre aplaudida, nunca criticada. O detalhe é que ela alegou violação de privacidade, mas o post dela era PÚBLICO.

A sentença saiu essa semana, e o resultado está aqui. De forma transparente, a íntegra da sentença está no link, pra quem quiser ler (o processo é público). Em suma, a juíza (sim, é uma MULHER) ressaltou que a postagem da feminista tinha um tom provocador (“a autora (…) fez uma afirmação provocativa aos leitores masculinos e os incitou a responderem sua provocação”), de sorte que ela não poderia reclamar pelo teor dos comentários recebidos (“o dano moral alegado originou-se da própria conduta da autora, que expôs sua opinião e sua intimidade e chamou os homens a responderem o seu comentário, através de uma frase provocativa”). Tampouco ela poderia alegar que teve sua privacidade violada se opina de maneira pública (“não foi a reclamada quem expôs a autora e sua honra, foi ela mesma quem se expôs em público”).

Estabelecendo importante precedente, a juíza deixou claro que não se pode responsabilizar os administradores da página pelo teor dos comentários dos seguidores, principalmente se há provocação (“não se pode responsabilizar a reclamada pelas críticas e ironias feitas à autora pelos leitores da página, notadamente porque a autora os incitou tais comentários ao escrever em seu texto a seguinte frase: ‘respondam aí, fodões’.”). Pois é, se usar bait tentando gerar reações pra se vitimizar depois, não pode mais reclamar.

E, na parte mais sensacional da sentença, a juíza ressalta que o post da feminista tomava por verdadeira uma notícia veiculada pelo Joselito Müller, claramente satírica, o que denotaria, da parte da autora da ação, uma “combinação entre a cultura que ainda aceita a censura e o deficit de leitura da maioria dos brasileiros”.

Meu trabalho neste processo resultou ainda num gostoso artigo para o Implicante, em que analiso a gênese do direito pleno à liberdade de expressão, e porque tal liberdade engloba também e principalmente a liberdade de dizer coisas que desagradam alguns, mesmo que esses “alguns” sejam minorias ou grupos “sensíveis”. Ninguém está a salvo da crítica, e não existem “espaços seguros” num mundo livre. Se você quer ter o direito de falar, vai ter também a obrigação de ouvir e ser, eventualmente, criticado e ridicularizado. Não há meio termo, e a causa que você defende ou a ideologia que você professa não te torna imune a críticas, ainda que você pense deter o monopólio da virtude.

Evidentemente cabe recurso da sentença, mas, até aqui, justiça foi feita, e a alegria da Thais com o resultado obtido alegrou minha semana. São as felicidades dessa profissão.

A íntegra da sentença pode ser lida aqui.

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