Marcelo Centenaro

@mrcentenaro

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Por que e como ser anti-globalista hoje?, por Filipe G. Martins

No dia 4 de agosto de 2017, Filipe G. Martins deu a palestra “Por que e como ser anti-globalista hoje?”, no Terceiro Ciclo de Palestras Santa Generosa.

Para responder a essa pergunta, ele começa dizendo que o globalismo é uma manifestação da mentalidade revolucionária. Essa mentalidade julga o presente e o passado a partir de uma irreal projeção futura. Acredita que os fins justificam os meios e faz uma inversão entre sujeito e objeto. Assim, qualquer um que esteja no caminho da revolução será considerado culpado e deverá ser eliminado.

Os globalistas afirmam que vivemos em um mundo interdependente, o que faz com que faz com que pessoas em qualquer lugar procurem atuar em problemas que afetam qualquer outra parte do mundo. Ele se propõe a acabar com a violência, com as guerras e as doenças e, assim, conquistar a paz mundial. Com esse pretexto, vai criando uma rede de entidades e regulações que modificam a vida das pessoas, muitas vezes de maneira muito diversa daquela originalmente declarada.

As guerras mundiais fortaleceram muito o movimento globalista. Perto do final da Primeira Guerra Mundial, o presidente americano Woodrow Wilson propôs os famosos “Catorze Pontos” que deveriam ser executados para se alcançar a paz. Um deles era a criação da Liga das Nações. A Liga foi criada e não evitou um conflito ainda maior logo a seguir. Mesmo assim, o mundo seguiu a mesma receita e criou a ONU.

A seguir, e talvez em conseqüência de um período mais prolongado de paz, outras questões foram sendo levantadas, para as quais se pretendem obter soluções mundiais. O desenvolvimento econômico, os direitos humanos, as questões climáticas, entre outros, também servem para a criação de órgãos internacionais, pactos e normas que procuram eliminar as características particulares das diferentes sociedades. Hoje, já é possível modificar o comportamento da população mundial em curtíssimo prazo, simplesmente dizendo “estudos afirmam que …”

Os efeitos a longo prazo dessas intervenções incluem a infantilização e imbecilização da maioria das pessoas, que cada vez mais dependem primeiro de seus pais e depois de seus governos e são incapazes de assumir a responsabilidade por suas próprias vidas.

É necessário ser anti-globalista, porque o globalismo é uma idéia anti-natural.

Filipe G. Martins é formado em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília, com ênfase em geopolítica, forecasting e análise de riscos. Aluno do Curso Online de Filosofia do Professor Olavo de Carvalho desde 2009, tem dado especial atenção ao estudo da filosofia política e acumulado experiências profissionais em órgãos governamentais e representações diplomáticas estrangeiras no Brasil. Atualmente, é editor-adjunto do site Senso Incomum, consultor político e professor de Política Internacional para candidatos à carreira diplomática.

O Terceiro Ciclo de Palestras Santa Generosa foi organizado pelo professor Rodrigo Gurgel.

Não percam as próximas, às quintas-feiras, às 20h00, na Paróquia Santa Generosa. R. Afonso de Freitas, 49, Paraíso, São Paulo.

17 de agosto — Silvio Medeiros: “Escola — ou o que restou dela”

24 de agosto — Flavio Morgenstern: “Instituições democráticas — Práticas anti-republicanas”

Aborto: a farsa dos números, por Isabella Mantovani

No dia 27 de julho de 2017, Isabella Mantovani deu a palestra “Aborto: a farsa dos números”, no Terceiro Ciclo de Palestras Santa Generosa.

O objetivo dessa apresentação é refutar algumas afirmações falsas sobre o aborto. São elas:

1) Que a quantidade de abortos por ano no Brasil chegaria a 1.000.000;

2) Que a legalização do aborto faria o número de abortos diminuir;

3) Que países que legalizaram o aborto teriam uma taxa de abortos menor que o Brasil, onde o aborto é ilegal.

4) Que a legalização do aborto diminuiria a mortalidade materna.

Essas mentiras não são uma particularidade brasileira. Em todo o mundo, os ativistas pró-aborto inflam os números de abortos clandestinos e inventam dados implausíveis sobre a mortalidade materna. A legalização do aborto, em geral, tem o efeito de multiplicar por 10 a quantidade de abortos realizados.

A Dra. Isabella traz dados de diversos países, com realidades muito distintas, que mostram o que de fato ocorre onde o aborto é permitido há muito tempo, onde ele passa a ser liberado e onde passa a ser proibido.

A Dra. Isabella Mantovani, sempre na vanguarda do Movimento Pró-Vida, é graduada em Odontologia pela UNICAMP, além de ser especialista em Saúde Coletiva (São Leopoldo Mandic),em Bioética (PUC RIO) e em Estratégia de Saúde da Família (UNIFESP/UNASUS). Também é mestre em Odontologia e Saúde Coletiva (UNICAMP) — e trabalha há 13 anos com saúde pública, sendo 7 deles em cargos de gestão.

O Terceiro Ciclo de Palestras Santa Generosa foi organizado pelo professor Rodrigo Gurgel.

Não percam as próximas, às quintas-feiras, às 20h00, na Paróquia Santa Generosa. Av. Bernardino de Campos, 360, Paraíso, São Paulo.

10 de agosto — Fernanda Fernandes Takitani: “Unesco: seus fundamentos e o controle da cultura”

17 de agosto — Silvio Medeiros: “Escola — ou o que restou dela”

24 de agosto — Flavio Morgenstern: “Instituições democráticas — Práticas anti-republicanas”

 

Todo mundo que eu não gosto é comprado pelo Temer? Calma aí.

Recebi este texto de um amigo que prefere permanecer anônimo. Endosso totalmente. Não preciso ressaltar que minha opinião não necessariamente reflete a opinião do site.

Todo mundo que eu não gosto é comprado pelo Temer? Calma aí, cara pálida.

A política seria mais fácil, admito, se fosse como um roteiro da Disney, onde o mundo se divide entre forças do bem/mal e quem representa o bem é franzino e bonito e o mal é feio e fala grosso. A realidade é muito mais complexa e os interesses e motivações são tão fragmentados e desencontrados que nem um roteiro de Game of Thrones daria conta de descrever.

Acreditar num parlamento motivado apenas pelo bem comum é tão ingênuo quanto acreditar num parlamento movido apenas por compra de votos. Por incrível que pareça, existem mais motivos para se votar contra a denúncia do Temer do que apenas negociatas espúrias.

Ao contrário de Dilma, os parlamentares não viram as maiores manifestações de rua da história do país, nem uma única, tomando as cidades e através da aclamação popular o pedido uníssono de queda de Temer. Aqueles balões da CUT não deram conta de encher nem o vão do Masp.

Do ponto de vista econômico, Dilma foi a causa da crise, e Temer está sendo a causa da estabilização. Olha a valorização do seu dinheiro, o Real. Com Dilma no poder o dólar chegou a custar R$4,30, agora está em R$3,00. Com Dilma no poder, o custo do crédito, a taxa de juros chegou a 14% e agora já está em 9.25% com previsão de chegar a patamares ainda menores. Com Dilma, seu poder de compra caiu a patamares históricos, com Temer você sacou seu FGTS. A bolsa de valores, nosso principal termômetro de como os investidores estão confiando na capacidade de geração de riqueza do Brasil, desde o fundo do poço deixando por Dilma, já se valorizou 83%, tirando nossas empresas principais da lama.

Aliás, ainda falando sobre economia, mês passado tivemos a primeira deflação no Brasil em 11 anos.

Existe uma diferença gigante entre um processo de impeachment e um processo de investigação por crime comum como o enviado contra o Temer. Se ontem o plenário aceitasse que Temer fosse investigado, e o STF acatasse o processo, Temer ficaria afastado por 180 dias e Rodrigo Maia assumiria o cargo. Isso muda tudo. Seria uma quebra tão abrupta nesta contínua melhoria estrutural que o país vem recebendo que a bolsa de valores, no dia que vazou o tal áudio do Temer dizendo “tem que manter isso aí”, chegou a cair mais de 15%. Além disso, se o Supremo condenasse o Presidente, entraríamos na famigerada querela das eleições indiretas, impopular mas a única alternativa prevista pela constituição. Essas eleições indiretas se dariam, muito provavelmente, a menos de um ano das eleições diretas de 2018. Ou seja, assistíramos no Brasil, em quatro anos, quatro Presidentes, com toda a instabilidade que disso decorre.

Se coloque por um momento na mente do parlamentar. Ele vê a rejeição grande ao Temer mas ao mesmo tempo vê que as manifestações populares contra o presidente praticamente inexistem perto do que aconteceu com a Dilma, a economia ainda frágil mas dando sinais de melhoras sucessivas depois da pior crise que este país já enfrentou, 14 milhões de desempregados gerados pela instabilidade política e pela fuga de investidores, e um processo de investigação que afasta automaticamente o presidente independente de ser culpado ou inocente. Você acha que ele precisa APENAS de uma emenda parlamentar que vai para o bolso de entidades credenciadas num processo altamente complexo e burocrático, como santas casas, casas de amparo, creches, escolas, prefeituras, que tem um cronograma lentíssimo e pode ser totalmente rastreado pela internet?

Além do mais, votar contra a investigação não significa inocentar o presidente, que pode e será investigado pela justiça comum no primeiro dia após a entrega do seu mandato. O que os parlamentares fizeram ontem foi decidir que para fazer a transição até 2018 é melhor um ruim que conhecem, que está sendo monitorado e que está estancando a crise do que um desconhecido que pode fazer o Brasil entrar novamente em estado de choque.

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