Marcelo Centenaro

@mrcentenaro

Ajude uma professora vítima de censura e perseguição política

Suelem Halim Nardo de Carvalho é professora de História na Universidade Estadual de Maringá – UEM. Junto com Itamar Flavio da Silveira, é autora de um livro sobre a tomada do poder pelos militares, Golpe de 1964: O que os livros de história não contam. (Para saber mais sobre o livro, clique aqui e aqui.)

As disciplinas de História Contemporânea II e História Contemporânea III foram retiradas da professora Suelem neste ano de 2017, por causa de reclamações de alunos. Há fortes razões para crer que essas reclamações foram feitas por pressão das autoridades escolares, com a utilização indevida de recursos materiais da Universidade para esse fim.

No dia 8 de dezembro de 2016, foi encaminhado ao Departamento de História da UEM um conjunto de dez reclamações de alunos e ex-alunos contra diversos professores de História, entre os quais a professora Suelem. Os alunos acusam os professores conservadores de práticas de racismo e preconceito contra os alunos indígenas, discurso de ódio, perseguição política, assédio moral e outros crimes. Todas as acusações são feitas de maneira genérica, sem comprovação de nenhum fato ou circunstância.

Houve reclamações de dois alunos sobre a professora Suelem. Um se queixou unicamente dos livros que ela utilizou no curso, chamando os autores de “sem relevância para a historiografia”. Ele menciona os títulos O grande culpado, de Viktor Suvorov, Fascismo de esquerda, de Jonah Goldberg, Desinformação, de Ion Mihai Pacepa e Ronald Rychlak, O Jardim das Aflições, de Olavo de Carvalho e Os EUA e a Nova Ordem Mundial, debate entre Olavo de Carvalho e Alexandre Dugin. Outra simplesmente questionou sua competência, sem mencionar nenhum fato que embasasse sua opinião.

Dois dos alunos que escreveram reclamações se retrataram e protocolizaram solicitações, com firma reconhecida, para que seus relatos fossem desconsiderados, afirmando que não refletem seu pensamento. Uma ex-aluna escreveu em sua solicitação que assinou sob pressão e insistência de algumas pessoas, inclusive o Diretor do Campus. Um carro da Universidade foi utilizado, no dia 01/12/2016, para levar três dos alunos que escreveram reclamações até a cidade de Faxinal, onde mora a ex-aluna que assinou um dos relatos e depois se retratou.

Contexto
Há fortes indícios de que alunos do curso de História-UEM, campus de Ivaiporã, estão sendo instrumentalizados por professores do Departamento de História de Maringá, para servirem à perseguição política contra seus professores conservadores.

No dia 28/03/2017, uma sindicância foi aberta pelo Conselho Interdepartamental, do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, da Universidade Estadual de Maringá, para a apuracão do conjunto de reclamações de alunos, chamado por eles de “dossiê”, apresentado no dia 08/12/2016. O resultado foi a retirada das disciplinas ministradas pela professora Suelem Carvalho.

As reclamações recaem sobre um grupo de professores cujos alunos obtiveram no Enade notas 43% superiores às dos alunos do campus sede. Se os signatários do “dossiê” tiverem algum fundamento para reclamar da formação débil do campus de Ivaiporã, o Enade sinaliza que a formação no campus de Maringá é mais débil.

Para saber mais sobre o caso
Entrevista de Suelem Carvalho a Paulo Briguet, na Folha de Londrina.
http://www.folhadelondrina.com.br/blogs/paulo-briguet/o-drama-da-professora-que-nao-e-de-esquerda-974855.html

Ação
Por favor, escrevam cartas e e-mails, no tom mais cortês possível, às autoridades universitárias relacionadas abaixo:

– expressando preocupação com as informações sobre censura e perseguição política contra professores da Universidade Estadual de Maringá, especialmente a professora SUELEM HALIM NARDO DE CARVALHO;
– solicitando esclarecimentos sobre a denúncia de pressão sobre alunos ou ex-alunos para assinarem reclamações inverídicas, por parte do Diretor do Campus, e de utilização indevida de um veículo da Universidade para a mesma finalidade;
– solicitando esclarecimentos sobre a retirada das disciplinas de História Contemporânea II e História Contemporânea III da professora Suelem;
– lembrando que a Constituição Federal do Brasil, em seu Art. 5°, protege a liberdade de expressão e de pensamento e, em seu Art. 206, a liberdade de cátedra;
– lembrando que a Universidade é, por natureza, um local em que essas liberdades devem ser exercidas em sua máxima plenitude.

Escreva para:

Magnífico Reitor
Prof. Dr. MAURO LUCIANO BAESSO
Universidade Estadual de Maringá
Avenida Colombo, 5790
87020-900 Maringá-PR
E-mail: sec-gre@uem.br

Prof. Dr. ANGELO APARECIDO PRIORI
Diretor do CCH
Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes
Avenida Colombo, 5790, Bloco G34 – Sala 03
87020-900 Maringá-PR
E-mail: sec-cch@uem.br

Envie cópias para:

Suelem Carvalho
Rua Adolfo Purpur, 565, Jd. Imperial
87023-155 Maringá-PR
E-mail: suelemhalim@hotmail.com

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

Trump escolheu os países errados? Não é bem assim.

72 terroristas condenados vieram de um dos sete países temporariamente bloqueados

De acordo com as informações compiladas por uma comissão do Senado americano, pelo menos 72 pessoas condenadas por crimes relacionados ao terrorismo desde os ataques de 11 de setembro de 2001 eram provenientes de algum dos sete países relacionados na ordem executiva de Donald Trump sobre imigração.

Em junho de 2016, a Subcomissão do Senado para Imigração e Interesse Nacional divulgou um relatório sobre pessoas condenadas em casos de terrorismo desde 2001. Usando fontes públicas, porque a administração Obama se recusou a prover registros oficiais, constatou-se que eram estrangeiros 380 dos 580 condenados pela Justiça no período, por terrorismo. Foi feita uma lista contendo o nome dos criminosos, data da condenação, filiação a grupo terrorista, acusações criminais, pena, estado de residência e histórico de imigração.

A partir desses dados, o Center for Immigration Studies (CIS), uma entidade independente que faz pesquisas sobre imigração para os Estados Unidos, encontrou 72 indivíduos condenados por terrorismo cujo país de origem está na lista da ordem executiva de Trump: Iêmen, Irã, Iraque, Líbia, Síria, Somália e Sudão. Os pesquisadores do Senado não conseguiram obter informações completas sobre cada terrorista. Portanto, é possível que mais terroristas sejam originários desses países.

Os números por país são os seguintes:

Somália 20
Iêmen 19
Iraque 19
Síria 7
Irã 4
Líbia 2
Sudão 1
Total 72

Pelo menos 17 desses indivíduos chegaram à América como refugiados. Três entraram com visto de estudante e um com passaporte diplomático. 25 desses imigrantes se tornaram cidadãos americanos. Dez tinham permissão legal permanente de residência e quatro eram imigrantes ilegais.

Trinta e três foram condenados por crimes graves, como uso de uma arma de destruição em massa, conspiração para cometer um ato de terrorismo, apoio material a um terrorista ou a um grupo terrorista, conspiração para lavagem internacional de dinheiro, posse de mísseis ou explosivos e posse ilegal de arma automática.

Seguem alguns dados da lista dos 72 terroristas.

Nome País
de origem
Organização
terrorista
Issa Dorch Somália Al-Shabaab
Basaaly Saeed Moalin Somália Al-Shabaab
Ahmed Nasir Taalil Mohammud Somália Al-Shabaab
Mohamed Mohamed Mohamud Somália Al-Shabaab
Mohamed Osman Mohamud Somália Al-Qaeda
Siavosh Henareh Irã Hezbollah
Mahamud Said Omar Somália Al-Shabaab
Manssour Arbabsiar (aka Mansour) Irã Qods Force (Iranian Islamic Revolutionary Guard
Corps (IRGC)
Mohanad Shareef Hammadi Iraque Al-Qaeda in Iran (AQI)
Ahmed Hussein Mahamud Somália Al-Shabaab
Ahmed Abdulkadir Warsame Somália Al-Shabaab, Al-Qaeda in the Arabian Peninsula
Waad Ramadan Alwan Iraque Al Qaeda in Iraq (AQI)
Nima Ali Yusuf Somália Al-Shabaab
Mohamud Abdi Yusuf Somália Al-Shabaab
Amina Farah Ali Somália Al-Shabaab
Hawo Hassan Somália Al-Shabaab
Omer Abdi Mohamed Somália Al-Shabaab
Mohamed Mustapha Ali Masfaka Síria Holy Land Foundation for Relief and Development
Pirouz Sedaghaty Irã Al-Haramain Islamic Foundation
Abdel Azim El-Siddig Sudão Islamic American Relief Agency
Abdow Munye Abdow Somália Al-Shabaab
Ali Mohamed Bagegni Líbia Islamic American Relief Agency
Ahmad Mustafa Iraque Islamic American Relief Agency
Zeinab Taleb-Jedi Irã Mujahideen-e-Khalz (MEK)
Mohamed Al Huraibi Iêmen Hezbollah
Yehia Ali Ahmed Alomari Iêmen Hezbollah
Saleh Mohamed Taher Saeed Iêmen Hezbollah
Mohammed Ali Hasan Al-Moayad Iêmen Hamas
Mohammed Moshen Yahya Zayed Iêmen Hamas
Salah Osman Ahmed Somália Al-Shabaab
Mohammed Abdullah Warsame Somália Al-Qaeda
Wesam Al Delaema Iraque
Monzer Al Kassar Síria FARC
Emadeddin Muntasser Líbia Mujahideen-e-Khalz (MEK)
Nuradin M. Abdi Somália Al-Qaeda
Yassin Muhiddin Aref Iraque Ansar al-Islam
Saleh Alli Nasser Iêmen
Monassser Omian Iêmen
Sadik Omian Iêmen
Jarallah Wasil Iêmen
Elmeliani Benmoumen Iraque
Ahmed Hassan Al-Uqally Iraque
Abad Elfgeeh Iêmen Al-Qaeda and Hamas
Aref Elfgeeh Iêmen Al-Qaeda and Hamas
Ali Mohammed Al Mosalch Iraque
Omar Abdi Mohammed Somália
Rafil Dhafir Iraque
Numan Maflahi Iêmen Al-Qaeda
Ibrahim Ahmed Al-Hamdi Iêmen Lashkar-e-Tayyiba (LET)
Mukhtar Al-Bakri Iêmen Al-Qaeda
Enaam M. Arnaout Síria Al-Qaeda
Mohamed Albanna Iêmen
Nageeb Abdul Jabar Mohamed Al-Hadi Iêmen
Hussein Al Attas Iêmen Al-Qaeda
Mohadar Mohammed Abdoulah Iêmen Al-Qaeda
Nabil Al-Marabh Síria Al-Qaeda
Mohammed Husssein Somália Al-Qaeda
Mohammed Ibrahim Refai Síria
Omer Salmain Saleh Bakarbashat Iêmen
Hadir Awad Síria
Mustafa Kilfat Síria
Mohamed Abdi Somália
Kamel Albred Iraque
Haider Alshomary Iraque
Wathek Al-Atabi Iraque
Hatef Al-Atabi Iraque
Fadhil Al-Khaledy Iraque
Mohammed Alibrahimi Iraque
Haider Al Tamimi Iraque
Ali Alubeidy Iraque
Alawai Hussain Al-Baraa Iraque
Mustafa Al-Aboody Iraque

Fonte: http://cis.org/vaughan/study-reveals-72-terrorists-came-countries-covered-trump-vetting-order

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

Está dando certo, continuem!

Ao longo do dia, muitas pessoas ligaram para o gabinete do presidente Michel Temer e do ministro da Casa Civil Eliseu Padilha, dando apoio à indicação de Ives Gandra Filho ao Supremo Tribunal Federal. No final do dia, as secretárias perguntavam para quem ligava “é para dar apoio ao Ministro Ives Gandra?”

Continuem, está dando certo! Liguem, mandem e-mails, assinem as petições, entrem no site Fale com o Presidente. Façam sua voz ser ouvida.

O Supremo Tribunal Federal não pode ter advogados de partidos e movimentos políticos em sua composição. Não pode ter Ministros que legislem ou que achem o Direito na rua. O Supremo precisa sim de Ministros que respeitem as leis e os fundamentos do Direito.

Sigam as postagens no Facebook de Taiguara Fernandes de Sousa, que iniciou esta campanha e fiquem bem informados.

Gabinete do Presidente Michel Temer
(61) 3411-1200
gabinetepessoal@presidencia.gov.br

Gabinete do Ministro Chefe da Casa Civil
(61) 3411-1573 / (61) 3411-1935
casacivil@presidencia.gov.br

Site Fale com o Presidente
https://sistema.planalto.gov.br/falepr2/index.php

Abaixo-assinados
http://citizengo.org/pt-br/signit/40701/view
http://www.peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR97347

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

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