L. Lopes

Rapidinha

Que tristeza perder tempo do meu sábado pra escrever isto. Mas vamos lá.

Trotsky possui um famoso livro intitulado “A nossa moral e a deles”. Nele, o autor discorre sobre o que ele chama de “moral burguesa”, um calcanhar de Aquiles dos antirrevolucionários (reacionários) que os socialistas deveriam explorar em nome da revolução.

Trecho de um dos  prefácios da edição francesa atribuído a Victor Serge:

“A verdadeira moral deve defender os interesses da própria humanidade, representada pelo proletariado. Trotsky pensa que o seu partido, que já esteve no poder e que hoje se encontra na oposição, representou sempre o verdadeiro proletariado e que ele próprio representou a verdadeira moral.

Conclui daqui, por exemplo, o seguinte: fuzilar reféns é acto que assume significados completamente diferentes, consoante a ordem for dada por Estaline, ou por Trotsky, ou pela burguesia. Essa ordem é moralmente válida se tiver por objectivo e por efeito táctico a vitória revolucionária da classe proletária. Assim, Trotsky defende o decreto que promulgou em 1919 e que autorizava o sistema dos reféns (mulheres e filhos dos adversários…) mas julga abominável este sistema quando aplicado por Estaline (que, por exemplo, para obrigar um diplomata a regressar à Rússia, ameaça a sua família), porque Estaline age assim para defender a burocracia contra o proletariado.

Apoiando-se em Lenine, Trotsky declara que: os fins justificam os meios (desde que os meios não sejam inúteis; exemplo, em geral, o terrorismo individual é inútil); nenhum cinismo nesta atitude, mas, diz o autor, simples constatação dos factos. Trotsky declara ter destes factos uma consciência aguda, que constitui o seu sentido moral.

O conteúdo desta obra não é sem dúvida inteiramente novo, mas nunca foi expresso com tanta clareza, nem formulado tão nitidamente. Para toda uma categoria de intelectuais e escritores de esquerda a astúcia e a violência em si são sempre coisas más, que só podem gerar o mal. Para Trotsky, quando são postas ao serviço de um fim justificado, a astúcia e a violência devem ser empregadas sem hesitação, representando nessas circunstâncias, pelo contrário, o bem.” Fonte.

Hoje, a Folha de São Paulo ilustrou bem “nossa moral e a deles”. Em uma matéria porca insinua -e bota insinuação nisso-  que nosso/meu amigo Fernando Gouveia recebe dinheiro público pra financiar sites que atacam o PT.

Um trecho da resposta do Gravz:

“1 – Eu não sou contratado, ponto. Sou sócio de uma empresa que, entre outros clientes, é contratada pela Agência Propeg, por sua vez prestadora de serviços para o Governo do Estado. Essa contratação se deu porque a Appendix (APPX) ofereceu o MENOR PREÇO (informação omitida na matéria) e dispõe, para esse contrato, de 3 empregados regularmente contratados via CLT;

2 – TODA a atuação da empresa ocorre dentro das leis, sejam fiscais ou trabalhistas, bem como TODAS as certidões junto ao Poder Público estão atualizadas e assim o são sempre;”

Os jornaslistas Ricardo Mendonça (editor-adjunto de Poder) e Lucas Ferraz assinam a matéria que cita o reaconaria.org, e mesmo com a OBRIGAÇÃO jornalística de checar a fonte, nenhum dos dois nos procurou.

Sem checar o arquivo da própria Folha sobre nosso site e sem checar o que o site se propõe a fazer, nos categorizam como “site focalizado em patrulhamento de jornalistas e veículos de comunicação”. E pior, ainda lançam uma certa “conspiração” ao dizer que nosso site impede descobrir quem é responsável pelo domínio. Os responsáveis somos nós. Por qual motivo os jornalistas não nos procuraram antes de publicar a matéria na versão impressa e online do jornal? A nossa “Carta de Princípios” é pública e qualquer um pode ler aqui.

Mas isso não é gratuito. Recentemente ultrapassamos O Conversa Afiada, Carta Maior e Nassif em audiência, e, nosso crescimento tem sido orgânico e sem patrocinar postagens. Nosso único financiamento é a leitura de quem gosta da gente. Incomodamos e vamos incomodar mais.

Organizações criminosas dão “salves” de dentro da cadeia para ordens serem cumpridas fora dela.  Essa matéria foi assim: um “salve”. Imediatamente ela foi replicada pela militância e deturpada por gente com má fé.

Jornalistas da Carta Capital (aquela revista que revelamos com exclusividade que possui dinheiro em paraíso fiscal), militantes do PT, parlamentares do PT e toda essa gente esquisita do PT replicou a matéria. O site oficial do partido não tardou em noticiar.

Organizações criminosas são assim: dão um “salve” e a bandidagem cumpre a ordem.

Obs.: Nem eu, nem nenhum dos colunistas do site já recebeu dinheiro de partido/governo/empresa para escrever matérias.  O site Reaçonaria jamais recebeu contribuição financeira de qualquer tipo. Leiam também o texto do Angelo sobre o mesmo assunto.

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

 

Página 6 de 29« Primeira...234567891011...2025...Última »