Leonardo Lopes

@lopes_leonardo

Ciro Pessoa é do nosso pessoal

Você conhece a banda O Terço? Moto Perpétuo? Sá, Rodrix e Guarabyra? Clube da Esquina é só mais um disco do Milton Nascimento com Lô Borges? Rock Rural é só uma frase do Cocóricó? Adora Gil e Caetano e nunca ouviu falar da Máfia do Dendê? Qual força política levou Gilberto Gil para o Ministério da Cultura? A turma de Minas Gerais só possui trabalhos relevantes quando são parcerias com a turma da Bahia? Ama os festivais da canção e nunca ouviu falar da “Marcha contra a guitarra elétrica“? Não entende como as referências musicais brasileiras são sempre as mesmas em quase 60 anos? Só se fazia música no exílio? Qual o motivo de a música que se fazia aqui durante a ditadura ter sido enterrada? É por acaso que Rita Lee só sai nos cadernos de cultura como “roqueira” ou “drogada”? O Rock brasileiro dos anos 80 é mais uma face da alienação cultural?

Pois é, a música brasileira também sofreu com a guerra cultural. Um processo calculado de esquecimento e sabotagem de grandes artistas não alinhados com a ideologia do CPC (braço cultural do PCdoB dentro da UNE) foi gestado e perpetrado no Brasil.

Ciro Pessoa, 57, é músico, compositor, poeta e jornalista. Foi fundador dos Titãs, Cabine C. e C.P.S.P (Ciro Pessoa e Seu Pessoal), além de possuir diversos outros trabalhos culturais em seu currículo. Ele é mais um que denuncia com perfeição o aparelhamento da gestão cultural no Brasil.

A partir dos 44 minutos desta imperdível entrevista concedida a Cesar Gavin, Ciro Pessoa dita de forma didática e visceral como funciona a máquina de Cultura brasileira. Casas Fora-do-eixo, MinC, editais, Lei Rouanet, SESCs e tudo o  que serve para calar a cultura brasileira e alimentar artistas que de dois em dois anos estão em nossas TVs na propaganda partidária.

Quem é fã do Ciro Pessoa não pode perder a entrevista completa, quem quer entender a guerra cultural assista a partir dos 44 minutos.

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

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