Flanela 2

@LeticiaFlaP

Um hospital referência para odiar

sirio

Situação em uma tribo imaginária de bosquímanos: o grupo mora em dado local na África, sujeito a inundações e ataques de animais. Entre os moradores, um resolve se empenhar e construir sua cabana no alto de uma árvore. Ninguém acha nada, até que vem uma inundação, em que morrem algumas dezenas. O homem da casa na árvore e sua família seguem ilesos, porque, além da casa protegida, ele fez um estoque de víveres.

Passa um tempo, e há uma invasão de feras. Vários habitantes morrem ou ficam feridos, mas o homem da casa na árvore consegue se proteger, a si e a sua família somente, porque não há condições de abrigar os restantes, senão a casa cairia.

O grupo começa a perceber que a casa na árvore pode ser uma boa saída para evitar desgraças naquela sociedade. O chefe espiritual dos bosquímanos resolve reunir a tribo e todos chegam à conclusão de que o homem da casa na árvore deve ensinar os demais a construir suas próprias casas em árvores, e assim terão vantagens em momentos cruciais, mesmo que a construção demande tempo e esforços extras. E assim é feito.

Bonitinha a história, não? Fui eu que inventei. Até porque nunca existiu tribo de bosquímanos com tal grau de aperfeiçoamento. Por isso são… bosquímanos.

O mais provável de acontecer, num caso hipotético como este, seria os demais ficarem com raiva do homem da casa da árvore por ele ser o único a dispor de proteção, e tratarem de destruir sua invenção.

Os protestos recentes em frente ao Hospital Sírio-Libanês são mais ou menos isso. Menos, até.

Não há sentido algum em, sob a alegação de que o SUS é horrendo, desviar o foco da saúde pública e voltar as iras para a saúde particular, justamente para o símbolo torto de sua excelência no Brasil: o Hospital Sírio-Libanês.

O fato de o Sírio-Libanês volta e meia internar figuras malquistas da República (o Senado tem um CONVÊNIO com o Hospital) é irrelevante. (Até porque – pense comigo – talvez o Congresso tenha tentado convênio com o Albert Einstein, o luxo do luxo para essa gente de Brasília, mas o hospital pode ter recusado, já pensou nisso?) O Sírio-Libanês é muito, muito mais que isso. Abriga e trata gente DOENTE. Na maioria das vezes, gente gravemente doente. Muitas vezes gente vinda do SUS, nos casos em que o Estado não tem condições de oferecer ou não tem vaga num exame mais complexo, por exemplo.

Não sei o material de que é feito esse tal de Fórum Popular de Saúde, responsável pela baderna de ontem no Hospital, quando invadiram o pronto-atendimento e quebraram cadeiras e vasos. Acredito até que possa ser composto por alguns médicos do setor público, até porque no SUS é frequente que profissionais da saúde tenham por hábito falar alto e gritar, inclusive durante o trabalho, sem respeito algum pelos pacientes de que dizem cuidar.

Já que “protestam por melhores condições de trabalho e pedem a saída do secretário estadual de Saúde”, seria até interessante dar uma olhada, entre os manifestantes, em suas carteiras funcionais, para saber se de fato são médicos e enfermeiros do SUS. Acho que haveria surpresas dentro de surpresas.

Em sua página no Facebook, dizem que “saúde não é mercadoria”. Claro que não. Mas, ~meu bem~, a luva é mercadoria, o curativo é, o aparelho de ultrassonografia é, a máquina da cintilografia é, os serviços diários de manutenção são, o franguinho light é, o detergente das faxineiras e o papel higiênico também são.

Se o Sírio-Libanês consegue azeitar essa máquina toda, oferecendo serviços de ponta a uma população frequentemente não tão elite assim, é um problema deles, porque é um hospital particular.

O NOSSO problema é um SUS que – veja você! – lida com mercadorias também: compra (superfaturado) papel higiênico, curativo, luvas, coisinhas com que, vá lá, sabe lidar razoavelmente. E eventualmente compra ou recebe em doação (desses hospitais mercantilistas) aparelhos de raios X ou ultrassom, e em boa parte dos casos esquece de outras mercadorias: técnicos para ensinar o funcionamento e outros técnicos para fazer a manutenção de tais aparelhos. As máquinas ficam lá, apodrecendo na embalagem, enquanto o hospital manda pacientes para exames em… hospitais particulares como o Sírio.

Hospitais do SUS também têm com símbolo algo visível a qualquer bosquímano: o total sucateamento de seu patrimônio (mercadoria?…), já que não consegue manter em ordem por mais de seis meses a mais reles cadeira de espera: todas invariavelmente enferrujadas, quebradas; leitos com pintura lascada, paredes arrebentadas na altura das macas, janelas que não funcionam. Além, é claro, de corredores, enfermarias e salas de médicos que mais parecem um galinheiro (opa, isso não depende de dinheiro, não é mercadoria!)

Clamo aos céus!!!! que nem eu nem algum dos leitores vá parar em algum hospital público onde atuem “profissionais da saúde” que protestam dessa maneira, nessa visão de vida.

Porque, além da barulheira que não têm vergonha de fazer, é perigoso ficar nas mãos de gente que pensa o mundo do modo expresso nessa tal notinha do “Fórum Popular de Saúde”.

Imagina o que vão achar de algum paciente diabético? E a distribuição social de açúcar no sangue pelo mundo, como fica, afinal?

  • Foto: (Nelson Antoine/Fotoarena/Folhapress): aquele jovenzinho atrás do principal; aquele mesmo, o loiro dos cachinhos: é médico ou enfermeiro?

Vai vendo…

No Twitter rolou conversa a partir de matéria no Estadão de hoje a respeito da possibilidade de a Prefeitura petista estatizar as empresas de ônibus.

Reestatizar, quer dizer. Na tentativa de fornecer alguns nortes, é meu dever repassar as informações que busquei em fontes puras – ou seja, meu pai. Antes, não custa reproduzir trecho (editado) de post do Flanela Paulistana de novembro de 2008:

(… ) Topei com cartas de MacKenzie a Herbert Couzens, outro bambambam do staff da Light em São Paulo, com seu testemunho ocular da cidade durante a Revolução de 1932. É quase como um diário interessantíssimo, de um estrangeiro muito integrado à cidade, ainda mais naquele momento complicado. Escolhi para postar um trecho de rolar de rir. Traduzindo, dá mais ou menos isso:

“Os comunistas juntam sua habitual literatura diante de uma oportunidade ímpar que se aproxima. A polícia, por seu lado, os está confinando em caráter preventivo. Assim, entre eles cresce o boato de que comunistas estão sendo guilhotinados sem julgamento ou vestígios. A história é boa, sendo verdadeira ou falsa.”

Não fosse a Light, ainda estaríamos, certamente, rachando o calcanhar em estradas e barro e nos comunicando por tambores. A Light não só atuou no setor de energia, construindo usinas e inúmeras redes elétricas para transporte por bondes, como cuidou da telefonia nas duas maiores cidades brasileiras – Rio de São Paulo -, no pronto atendimento às necessidades estruturais urbanas, notadamente com os loteamentos no padrão de qualidade requerido pela Companhia City em São Paulo.

Ao longo dos anos de concessão, as sucessivas prefeituras de São Paulo deliberadamente impediram que a Light aumentasse o preço das passagens de bonde ou de telefone, motivo pelo qual a empresa optou pela não renovação dos contratos. O interessante é que, no dia seguinte à transferência dessas empresas para o Poder Público, a primeira medida era invariavelmente o aumento nas tarifas dos serviços. É o glorioso Estado brasileiro mostrando a que veio, não?

Pois é. Meu pai me conta que, sob a Light, os preços das passagens estavam esmagados em 50 centavos, no trecho completo entre Lapa e Patriarca. Quem parasse antes do Largo Padre Péricles só pagava 20 centavos. Era muito barato demais. Isso redundava em degradação dos serviços.

Após a encampação, o preço passou a ser único, e aumentou para 1 real. Investimentos estatais? Ampliação dos serviços? Não. A única coisa que Adhemar fez foi pintar a lataria da frota de amarelo.

Alguma analogia?

Sem mais,

A utopia citadina: polícia, só pros outros

GCM.Prefeitura

Você notou ontem.

Ainda reflexo da semana anterior, a PM não foi chamada para cobrir a passeata desta terça-feira. Resultado: Haddad foragido, não houve muito o que fazer senão a Guarda Civil Metropolitana, “defesa do patrimônio da cidade”, se encafofar no prédio da Prefeitura e largar o resto do centro ao caos. Tá certo. Não é sua função.

Apenas momentos mais tarde, quando a região ficou entregue aos vândalos, é que a Tropa de Choque da PM teve de ser acionada, e aí as ações repressoras foram não só reclamadas, superbem-vindas.

Me parece que existe entre a população de facebook/mídia certa turbidez no entendimento da atuação das instituições, e sobre seu próprio papel na sociedade.

Para além das considerações de apresentadores de programas populares, a PM está aí para proteger as pessoas… das pessoas. Se o estudante toddynho sair pra protestar, é direito dele. É direito dele inclusive ser protegido do outro estudante toddynho que saiu pra vandalizar e furar bloqueios, mesmo que a mãe do segundo teça uma série de considerações sociais sobre as motivações da cria.

Confesso que já me enchi um pouco dessa ladainha diária de “o movimento foi uma beleza, fora a ação de uns poucos vândalos”. Todo dia tem a ação de “uns poucos vândalos”, e assim as cidades vão sendo paralisadas e destruídas. Por falta de discurso, nos outros estados o bullying contra a polícia é menor ou inexistente, mas em São Paulo, por pressão de certa camada político-ideológica da população, vive-se agora um estado de praticamente não intervenção da PM.

A que o governo estadual anuiu – por estratégia, certamente. Ficou bonito a partir de segunda-feira largar o povo livre pelas vias, sem planejamento, sem bloqueios, sem bandeiras e sem amanhã, não é mesmo?

Deu no que deu: cidade parada e, agora, lojas do centro invadidas, depredadas e saqueadas por uma também população – mas “diferenciada”, né, antropólogas de Perdizes?

(Ai, meu Deus, dá até preguiça de repetir isso toda hora:) Ninguém defende truculência de policial, erasmodiasação dos movimentos, bala de borracha a esmo, etc. E as passeatas devem continuar, claro. Mas a PM deve atuar pra todo mundo, inclusive se seu filhote resolver romper acordos de bloqueio e depois aparecer pras câmeras cheio das explicações e apontando pra barriga deflorada por uma bala de borracha.

Se a PM pode atuar livremente contra vândalos comuns/pobres (como os saqueadores das lojas do Centro), mas acionar o salvo-conduto na hora de lidar com manifestantes classe média que quebram tudo por ~furor cívico~, tá na hora de rever esse conceito igualitário de “passe livre”.

Foto: Fábio Braga/FolhaPress.

PS.: Pra neguinho tentar ler e raciocinar como funciona a PM: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/monicabergamo/2013/06/1297981-decisao-de-nao-chamar-pm-para-conter-protesto-na-prefeitura-de-sp-foi-conjunta.shtml

Massa, sovada e crescida

Queria escrever tanta coisa…, mas, como se vê, não ando com tempo. Trabalho…

Por hora, apenas uma constatação bem triste:

Supondo – supondo – que esse movimento pelo não aumento das passagens seja de de fato legítimo, e que os tais 40 centavos diários realmente façam falta no orçamento de muitos, inclusive de “pejotinhas” que ainda têm certa estrutura pra comentar os caraminguás na internétchis, me pergunto pra que raios serviu toda essa epifania petista de melhorar a vida do brasileiro.

“Não sei quantos saíram da pobreza, não sei quantos têm carteira assinada hoje, não sei quantos milhões passaram a ganhar mais, não sei quantos mobiliaram suas casas, não sei quantos tiveram acesso à faculdade, à inclusão digital, à eletricidade à água…”

OI!

Vamos ser sinceros, né? Morar em São Paulo ou em qualquer cidade razoavelmente grande no Brasil está pela hora da morte. Qualquer aluguel está a 2 mil reais, com condomínio a 700. Por causa do Alckmin? Não, a culpa é do Lula, que escancarou crédito e beneficiou principalmente os especuladores imobiliários.

E o preço da gasolina? Num país cuja maior empresa não se tornou capaz de refinar seu petróleo ruim e tem o – ahãm! – monopólio dos preços nos postos? Chato abastecer o carro assim, não? Imagina pras empresas de ônibus.

O que dizer então do preço do suquinho de caixinha vespertino? Um dos poucos luxos que restam! A julgar pela escalada da inflação, logo logo a tal pejotinha vai fazer suco de envelope em casa e fazê-lo render a semana inteira, acompanhado de 1 (uma) laranja-pera, o item mais barato do hortifruti (sim, porque a banana já está pela hora da morte).

A vida já foi bastante boa. Dava até pra dar umas subornadas no namorado, comprando aquele vinho tals que ele gostava. Viajar. Comprar o apê. Hoje não dá mais. Hoje está tudo caro, enquanto os empregos estão cada vez mais fuleiros (sim, as políticas petistas esqueceram tanto da qualificação profissional quanto da regulamentação e fiscalização de novas formas de trabalho. Com exceção das empregadas domésticas, claro.

O Nordeste continua uma tragédia. O interior do Brasil continua ruim à beça. O excesso de gente continua concentrado em São Paulo (e você sabe que inflação de qualquer coisa desvaloriza essa coisa, não? Não sabe? Logo logo sua ficha vai cair de vez). A educação (que não é só ler escritor de vanguarda. Educação inclui ler e interpretar textos, situações) está indo ladeira abaixo. A saúde…, bem, a não ser uma pereba aqui e ali, os jovens passeatistas ainda não precisaram dela.

A verdade é que a situação, principalmente econômica, está péssima. Certa fatia da população trabalhou por décadas para convencer o povão de que um governo de esquerda saberia fazer as coisas. Não soube. Por ganância e, principalmente, inexperiência. E hoje começamos a pagar por isso.

Só começamos. É só o começo, mesmo. Estamos lascados.

Cronologia de um labirinto, não tão místico assim…

haddad

Gravz publicou post no Implicante a respeito do individualíssimo final feliz de um movimento chamado Existe Amor em SP, lançado no dia 21 de outubro de 2012 no Facebook.

[Antes, uma rápida refrescada na cronologia da campanha das eleições a Prefeito em São Paulo no ano passado (vai da minha memória). Principais candidatos no primeiro turno (que se deu em 7 de outubro): José Serra, Celso Russomano, Gabriel Chalita, Soninha e Fernando Haddad, mais ou menos nessa ordem inicial de intenção de votos. Haddad começou bem lá em baixo e custou um pouco a subir. Em agosto, Russomano chegou a empatar e ultrapassar José Serra, enquanto Haddad ia de 6% para 9%. Na véspera do primeiro turno , Haddad alcançava Russomano e Serra, em empate técnico. E foi ao longo desse tempo que a cobra dos fatos fumou.]

Em um longo período anterior, sobreposto e até além desse, percebia-se entre acadêmicos, jornalistas e blogueiros – residentes e confortavelmente domiciliados na cidade que odeiam – um nhé-nhé-nhé crescente, de carona na música “Não existe amor em SP”. Inspirada nas melancolias de Criolo, militantes e distraídos se animavam desde 2011 em mostrar uma cidade oprimida e triste, de per si e principalmente por causa da gestão Kassab/Psdb/protofascista etc. Uma pequena amostra:

[Coletânea]

Adriana Küchler =>  30.07.2011

Xico Sá => 15.04.2011 E 08.09.2012

Marcelo Rubens Paiva => 8.10.2012

Marilena Chauí => 20.10.2012  E aqui

Luis Nassif => 2.11.2012

Vitor Angelo, Blogay – 25.01.2013

Posto isso, e tendo Haddad conseguido subir nas pesquisas, aí a falta de amor geral deu lugar ao epifânico “Existe amor em SP”, uma espécie de “vamos lutar que dá”, ação afirmativa da esperança de que Haddad poderia chegar no segundo turno, como de fato ocorreu. O  objetivo oficial do movimento era o “Fora Russomano” (tá, eu sei, mas de qualquer modo é uma atitude democraticamente duvidosa), mas no fundo, no fundo, parecia querer a exclusão total dos rivais em favor de um só candidato. Abaixo, parte da descrição do ato, ocorrido na então recém-inaugurada Praça Roosevelt, em 6 de outubro de 2012, um dia antes do primeiro turno, quando Serra, Russomano e Haddad estavam tecnicamente empatados nas pesquisas:

Apesar da proposta ser apartidária, a maioria circulava com adesivos de Fernando Haddad (PT) e bandeiras do PT, que tinha um comitê de vereador em frente a praça vendendo acessórios cor-de-rosa. Outros traziam dizeres também contra José Serra (PSDB), em camisetas, entre eles a frase “Se quer amar, não erra: nem Russomanno, nem Serra”. Também foi possível ver militantes tucanos, de Gabriel Chalita (PMDB), de Carlos Giannazi (PSOL) e de Ana Luiza (PSTU). (aqui)

E, uma vez Haddad alçado ao segundo turno, agora era a vez de um festival cor-de-rosa e amoroso. Sempre “apartidário”, “divertido”, que “não levanta bandeira de nenhum partido político” e tals.

E – vejam só a coincidência! – Haddad, em seu discurso de posse, reiterou com propriedade o teatro que o levou à Prefeitura: “existe uma imagem do paulistano, na qual dizem que ‘só há espaço para o egoísmo’. Entretanto, […] “existe amor em São Paulo”.

Voltando a hoje, maio de 2013: a notícia do Estadão de que alguns dos organizadores do “Existe amor em SP” foram convidados a exercer cargos na Prefeitura, gerou reação geral e contrarreação específica das mais bipolares.

Foi ou não foi apartidário? Tinha ou não tinha adesivos e bandeiras de candidato? Tinha ou não tinha movimento contra outros candidatos? Então, repito a pergunta: Era apartidário ou não era?

Não há nada demais em ser partidário, ora, por que não? Mas, apesar da toda a nova conjuntura de comportamento, algumas coisas são e sempre foram feias e antiéticas, e sempre serão. Duvido que se o movimento escancarasse suas preferências haveria tão menos gente aquela noite na Praça Roosevelt a infernizar a vida dos vizinhos. Mas tinha de avisar, Vanderlei. Por que o medinho de se posicionar? Algumas pessoas juram até hoje, com a mãozinha no coração, que aquilo foi uma movimentação legítima do povo. Mas o fato é que não foi bem assim.

Esquizofrenia por esquizofrenia, fiquem aí com o texto de Gilberto Dimenstein (ago. 2012), que em resumo diz bem sobre aquele pensamento de grupo que acabou definindo a eleição: “A gestão Serra/Kassab fez coisas incríveis na cidade, mas foi péssima, eu quero mesmo é “uma coisa nova”.

PS.: Hoje, com Haddad e o PT, moçoilas e moçoilos que não dão nem bom dia no elevador mas que derramaram rios de chorume via Criolo estão em estado de êxtase. Os problemas da cidade acabaram, a periferia sumiu e todo mundo é feliz, cercado de amigos e familiares, com aquele emprego bacana e casbaladatudodigrátis.

  • Foto: Fábio Braga, Folhapress.

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