ELEIÇÕES 2014

@reaconaria

Share

Reaçonaria entrevista: Adolfo Sachsida

Começamos hoje uma série de entrevistas com candidatos que, de alguma forma, representam uma real e necessária contestação ideológica ao predomínio esquerdista nas ações políticas. Traremos candidatos indicados por leitores e amigos da Reaçonaria para falarem de suas candidaturas e planos de ação.

Nesta primeira edição trazemos o amigo Adolfo Sachsida, candidato a deputado distrital pelo DEM-DF. Adolfo é pesquisador do IPEA, formado em Economia pela UnB e pós-doutorado em Economia pela “University of Alabama”. As opiniões de Adolfo estão espalhadas na internet em seu blog, sua página pessoal no Facebook, seu canal de vídeos no YouTube, seus tweets e seus artigos para o Instituto Liberal.

Na entrevista Sachsida nos fala de como diminuir os escândalos de corrupção no Distrito Federal, que pretende privatizar o banco público estadual e que seus pensamentos já começam a ter eco na campanha:

1)Como nasceu a idéia de sua candidatura? Partiu de você, foi incentivada por amigos ou pelo partido?

Resposta) A ideia partiu de mim mesmo. Notei que por mais que desse aulas, fizesse vídeos, palestras, e posts na internet, minhas ideias continuavam a não fazer parte do ambiente político. Meu objetivo é simples: quero ver as ideias que defendo fazerem parte do noticiário político, e passarem a ser consideradas como opções viáveis para as resoluções dos problemas de nossa sociedade.

 2) Você já é bem conhecido na internet por conta de suas opiniões em posts e vídeos. Como fazer para levar suas idéias e temas para uma campanha de rua e com temas mais regionalizados ?

Infelizmente não sou tão conhecido assim. Meu blog tem em media 1.500 acessos/dia, e meus vídeos dificilmente ultrapassam a barreira das 10 mil visualizações. Além disso, tenho dificuldade em levar as ideias que defendo aos políticos que efetivamente tomam decisões. Essas eleições são a chance que estou tendo de interagir diretamente com outros políticos. Por exemplo, numa reunião do partido defendi a privatização do BRB (Banco de Brasília), outras pessoas gostaram da ideia, e passaram a considerá-la. Além disso, dada minha formação em economia, tenho sido consultado inclusive sobre a elaboração de projetos de governo. Sendo direto na resposta: não tento me iludir acreditando que terei abertura em áreas onde nunca atuei antes, nem me iludo acreditando que terei votos em áreas afastadas de meu centro de influência. Contudo, outros candidatos tem me ouvido, e levado essas ideias liberais clássicas a um público que antes estava fora do alcance de meus vídeos e posts.

3) Nos últimos anos, especialmente através de livros e da internet, há a impressão de que foi quebrado o enorme predomínio de ideais e propostas de esquerda. O Brasil já está pronto para confrontos ideológicos (direita vs esquerda, conservadores vs progressistas, liberais vs socialistas) numa campanha?

Pronto ou não temos que partir para esse confronto. Não adianta esperarmos as condições ideais, elas nunca surgirão de nossa inércia. Tenho viajado e dado muitas palestras em diferentes grupos. Em todos eles tem-se a impressão de que as ideias de direita (ou conservadoras ou liberais) estão se espalhando rapidamente. Discordo dessa visão, estamos melhores do que estávamos há alguns anos, mas isso não é suficiente. Acompanho de perto os esquerdistas e, verdade seja dita, os grupos de extrema esquerda tem ganho muita musculatura nos últimos anos. Não basta crescermos, temos que crescer mais rapidamente que eles, e não creio que isso esteja acontecendo. Vá numa livraria e peça um livro de algum autor liberal clássico. Peça também um livro de um marxista. Você verá que: 1) a disponibildiade de livros marxistas é muito superior; e 2) o preço dos livros marxistas é mais em conta. Nós estávamos completamente isolados, a internet nos uniu, e deu essa falsa impressão de que chegou a nossa hora. Acredito que é justamente o contrário: 2018 será o teste da verdade. E é para 2018 que devemos estar coordenados e prontos. Em 2015 teremos uma crise severa e, em momentos de crise os extremos ganham força. A direita irá crescer, mas a extrema esquerda também irá crescer muito. Nas próximas eleições presidencias, em 2018, será o momento da verdade. É para 2018 que temos que montar nossa estratégia.

4) Pensando num desejável mandato de deputado distrital: como será lidar com expectativas e cobranças de seus admiradores diante das dificuldades de um mandato no legislativo, ainda mais devido à história recente de escândalos no DF?

A esmagadora maioria dos escândalos públicos do Distrito Federal provém da corrupção gerada pela questão fundiária. Exatamente por isso precisamos tirar a Terracap (empresa que gerencia os terrenos pertencentes ao governo do Distrito Federal) do controle do próximo governador. Aliado a isso, é fundamental vendermos o Banco de Brasília. Sem essas duas grandes fontes de renda creio que a corrupção no DF vai ser consideravelmente reduzida. Claro que é mais fácil falar do que fazer isso. Mas falar já é um primeiro passo. Trazer essas ideias ao conhecimento do grande público é o caminho para materializarmos essas propostas. Nunca tive problema algum em lidar com cobranças, e não será diferente agora. Estudo duro, trabalho duro, confio muito em mim mesmo, e sempre dou o meu melhor. Isso é tudo que se pode pedir de um homem. Claro que muitos me chamarão de ladrão, canalha, vendido, ou outra ofensa qualquer. Contudo, quando meu momento chegar, estarei de cabeça erguida perante o Criador, sabedor de que fiz o meu melhor. E, se assim não o for, prefiro nem ser eleito.

5) O DEM enfrentou uma grande crise no DF devido ao pagamento de propinas mas, mesmo assim, apoiaria a candidatura de Arruda (expulso do partido por causa do escândalo) se não houvesse a intervenção da executiva nacional. Qual será sua liberdade para, num provável mandato, contrariar a orientação partidária local?

Deixe-me divagar antes da resposta direta. Sou fã de carteirinha de um filme chamado “Cruzada”. No filme, em determinado momento o rei diz ao cavaleiro: “e quando chegar a sua hora, não irá adiantar dizer que você assim procedeu pois os outros fizeram o mesmo, ou ainda de que assim agiu por ordens de seu rei…”. Frase espetacular. Não amo o poder. O poder é uma das maneiras de se divulgar as ideias que defendo. Meu compromisso não é com o governador. Meu compromisso é com as ideias que defendo, e com as pessoas que confiaram em mim acreditando que defenderia essas ideias.

6) Já tem uma estratégia para mobilizar apoios na Câmara do DF para sua agenda política? Como fazer para não ser engolido pelos vícios de caciques políticos?

Acredito que a chave para a mobilização na Câmara do DF resida em dois pilares: 1) pressão popular aliada a imprensa; e 2) esclarecimento das propostas aos políticos locais. Muitos políticos simplesmente nunca ouviram as propostas liberais. Tão logo conheçam mais a respeito, e notem o potencial de votos aliadas as mesmas, muitos passam a defendê-las. Quanto a população, tão logo compreenda as vantagens de um arcabouço mais liberal irá pressionar por mudanças. Isso é o que penso. Caso alguém tenha ideias melhores peço que gentilmente entrem em contato (sachsida@hotmail.com) e troquem informações comigo. Não sou o dono da verdade, e não tenho vergonha alguma em aprender. Os vícios, tais como os demônios, são ardilosos. A melhor maneira de evitá-los é manter distância. Se isso não for possível resta sempre a pergunta: se meu pai, ou minhas filhas, me vissem fazendo isso teriam orgulho de mim? Caso a resposta seja negativa o melhor a fazer é ir pra casa.

sachsida

Página 7 de 71234567