ELEIÇÕES 2014

@reaconaria

Ronaldo Caiado: “quero ver Marina sair das generalidades”

No ano passado o então Deputado Federal Ronaldo Caiado (DEM-GO) discursou na Câmara com um firme contra as “generalidades” no pensamento de Marina Silva. Questionou-a sobre suas ideias com relação ao agronegócio, geração de energia, economia, etc.

Caiado foi contundente, mostrando que a agenda de Marina Silva não tem nenhum ponto específico, apenas frases de efeito e bom-mocismo político.

Isso serve para esconder uma agenda eco-radical? E os anos em que Marina estava no PT? Ela é verde por fora e vermelha por dentro?

Entendendo Marina – 3

 Quanto mais a agenda econômica for plasmada com as preocupações com a sustentabilidade ambiental, melhor será para o meio ambiente

Sobre como evitar o conflito entre desenvolvimento e meio ambiente.

marina-Rio-+-20

Fonte: http://www.oeco.org.br/reportagens/24788-marina-silva-cria-seu-proprio-instituto-

 

Entendendo Marina – 2

Tem a ver com o que estamos fazendo aqui. As pessoas estão reunidas, debatendo, tentando criar uma maioria, um espaço de convergência para que todos nós possamos nos movimentar numa outra direção. Se os recursos naturais são finitos, nós temos que trabalhar no sentido de que cada vez se produza mais com um menor volume de recursos naturais. 

Marina Silva explica seu conceito de “sustentabilidade política”

marina-Rio-+-20Fonte: http://exame.abril.com.br/mundo/noticias/marina-silva-aponta-os-7-pilares-da-sustentabilidade?page=2

Entendendo Marina – 1

 Que ajude a criar progressivamente as condições para impulsionar transversalidade à temática ambiental no plano multilateral, promovendo diálogos e estruturando processos integrados

Marina Silva propondo que o PNUMA (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) vire uma nova ONU, a ONUMA,  Organização das Nações Unidas para o Ambiente.marina-Rio-+-20Fonte: http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/nova-governanca-global-pnuma-onuma-684374.shtml

Democracia de Alta Intensidade de Marina

 Ela está chegando. Ela vem para ficar.

É a Democracia de Alta Intensidade. Ou Democracia de Alta Densidade.

 De qualquer modo, vai ser algo perfeito, verde e que vai salvar o Brasil.

1º Eixo – Estado e Democracia de Alta Densidade

Um novo modelo de desenvolvimento exige uma concepção de Estado que contemple participação, gestão competente e governabilidade pautada pela transparência. São muitas as frentes a exigir transformação, para devolver à sociedade a confiança na democracia. O desafio é também superar a crise de representação atual, por meio de várias mudanças, mobilizando de forma perene as melhores forças do país para a construção de um futuro com justiça e prosperidade.”

ss (2014-08-29 at 03.09.55)

A arte de falar muito e não dizer nada será o carro chefe do possível governo Marina.

Página oficial da candidata no Facebook: Marina Silva

Os números estaduais do Ibope: 26/08

O Ibope também realizou levantamentos da intenção de votos para os governos estaduais em alguns estados.

Em Minas Gerais, Pimentel do PT foi de 25% para 37%, distanciando-se de Pimenta da Veiga, do PSDB. Em São Paulo Skaf cresceu para 20% mas ainda está muito longe de provocar um segundo turno, especialmente pelo fato de Padilha permanecer estacionado em pífios 5%. No Rio de Janeiro, Garotinho foi de 21% para 28%, enquanto Pezão e Crivella apresentaram oscilações dentro da margem de erro mas já com Pezão à frente.  No Distrito Federal, Arruda se distanciou e vê o governador Agnelo empatado numericamente com o candidato do PSB, Rodrigo Rollemberg. E em Pernambuco o candidato do PSB começa a se aproximar da virada.

Aos números de intenção de voto, em azul, e de rejeição, em vermelho:

São Paulo:

Alckmin(PSDB) 50%, 19%
Skaf(PMDB) 20%, 12%

Rio de Janeiro:

Garotinho(PR) 28%, 35%
Pezão(PMDB) 18%, 20%
Crivella(PRB) 16%, 19%
Lindberg(PT) 12%, 19%

Minas Gerais:

Pimentel(PT) 37%, 11%
Pimenta da Veiga(PSDB) 23%, 14%

Pernambuco:

Armando Monteiro(PTB) 38%, 17%
Paulo Câmara(PSB) 29%, 19%

Distrito Federal:

Arruda(PR) 37%, 29%
Agnelo Queiroz(PT) 16%, 43%
Rodrigo Rollemberg(PSB) 16%, 5%

Ibope 26/08 – Só Marina sobe

Saíram os números da tão aguardada nova pesquisa Ibope. Havia grandes expectativas pois ela captaria dois grandes eventos políticos recentes: Marina ser escolhida como candidata do PSB e uma semana de horário eleitoral. Deve também ser levado em conta que a pesquisa de credibilidade mais recente, feita pelo Datafolha e apelidada de “boca de velório” pelo Coronel, foi feita muito em cima da tragédia envolvendo Eduardo Campos, o que a impediu de captar todo o efeito da comoção política.

Vejam então os resultados numéricos, como sempre trazendo em azul as intenções de voto e em vermelho a rejeição:

Dilma Rousseff(PT) 34%, 36%
Marina Silva(PSB) 29%, 10%
Aécio Neves(PSDB) 19%, 18%

O Estadão, um dos contratantes da pesquisa, divulgou o seguinte gráfico para ilustrar a evolução das escolhas do eleitorado:

Gráfico publicado na página do Estadão

Gráfico publicado na página do Estadão

Da mesma forma como afirmado aqui quando o Datafolha fez sua primeira simulação contando com Marina em lugar de Eduardo Campos, ainda creio que a melhor comparação dos números da candidata se dá em relação ao último cenário envolvendo a candidata.

A última simulação do Ibope com o nome de Marina Silva foi no final de abril e trouxe números bem diferentes daqueles apresentados pelo Datafolha mais próximo de então: Dilma 37%, Aécio 14% e Marina 10% (no Datafolha do mesmo mês eles tinham 39%, 27% e 16%). De qualquer forma, é nítido o crescimento de Marina Silva que, pelos números atuais, chega além até mesmo dos melhores números obtidos por ela no auge dos protestos em julho de 2013, quando chegou a 22% no Ibope.

Os números são muito ruins tanto para a campanha tucana quanto petista pois, além de avançar sobre os indecisos, Marina fez com que Aécio e Dilma caíssem em relação à última rodada do instituto. O governo poderia esboçar alguma comemoração ao olhar para os números que indicam uma redução dos que consideram o governo “Péssimo”, que foi de 32% para 27%. O problema para o PT é que isso não foi o bastante para diminuir a rejeição a Dilma, ainda em patamar elevado. Para o PSDB, a estratégia de apresentar e tornar Aécio Neves conhecido não basta mais, não há apenas um candidato viável para atrair o voto dos insatisfeitos com o Governo Dilma.

Reaçonaria Entrevista: Marcel Van Hattem

Trazemos hoje como entrevistado um candidato a deputado estadual no Rio Grande do Sul, Marcel Van Hattem.
Embora jovem, Marcel já tem um bom histórico de atuação e disputas políticas: foi vereador em sua cidade natal, Dois Irmãos, entre 2005 e 2008, concorreu a deputado estadual em 2006 e 2010,  trabalhou como assessor especial para Relações Internacionais na Câmara Federal e na Diretoria de Empreendimentos Internacionais do Ministério dos Assuntos Econômicos, Agricultura e Inovação do governo holandês. No movimento estudantil, ajudou a derrubar pela primeira a esquerda no DCE da UFRGS após 40 anos de hegemonia. Visitem o perfil dele no Facebook em https://www.facebook.com/marcel11022 e no Twitter @marcelvanhattem.

Nessa entrevista Marcel conta como, estando na Holanda, voltou ao Brasil para lutar pelo que acredita e como foi a luta dentro de seu partido para evitar o apoio dele, o PP, a Dilma Roussef:

Pergunta 1) Como nasceu a idéia de sua candidatura? Partiu de você, foi incentivada por amigos ou o partido que o procurou?
Esta não é a primeira vez que concorro a deputado estadual, mas as circunstâncias desta vez são bem diferente das anteriores. Eu não tinha planos de concorrer desta vez, mas fui convencido por amigos e apoiadores de longa data que acreditam em mim e me fizeram perceber a grande responsabilidade que eu tinha, de fazer a minha parte para conter o atual avanço do Estado sobre a vida e as liberdades dos cidadãos. 
 
Eu estava vivendo na Holanda, onde trabalhava e estudava. Mas percebi que, se não voltasse ao Brasil, poderia carregar comigo para sempre o arrependimento de não ter feito a minha parte – e engajar outros a fazerem o mesmo – para conter o avanço do PT e de seu projeto hegemonista e totalitário. O Brasil vive um momento crucial na sua política. Vivemos um período muito grave da história política nacional – certamente o mais grave desde a redemocratização. Portanto, não podemos nos omitir.  Se as pessoas decentes se afastarem da política e fugirem da briga, aí sim que iremos em direção ao abismo. Não vamos nos omitir, pois quem já está pagando a conta somos nós.
 
2) Os ideais “de direita” ou “conservadores” têm um bom alcance hoje na internet. Como fazer para levar essas idéias e temas para uma campanha de rua e com temas mais regionalizados ? 
Esses valores têm um alcance excepcional na internet, mas não podem limitar-se à rede. A imensa maioria das pessoas são honestas, trabalhadoras, preocupam-se com suas famílias, querem ter o direito de usufruir dos frutos de seu trabalho sem ser extorquidas pelo governo ou viver às custas de seus semelhantes. Eu tenho andado muito Rio Grande do Sul afora e tenho reforçado minha percepção de que o povo brasileiro traz consigo valores conservadores e geralmente ligados à Direita. O problema é que se criou uma imagem muito feia do que é ser de Direita, em boa parte devido ao período militar (que foi, aliás, extremamente intervencionista) e em função do trabalho da esquerda no campo da guerra cultural. 
Precisamos resgatar a defesa dos nossos valores na política a partir justamente do âmbito local, mostrando que é a força do indivíduo e da comunidade que gera desenvolvimento, não a mão do governo. 
 
 
3) Nos últimos anos, especialmente através de livros e da internet, há a impressão de que foi quebrado o enorme predomínio de ideais e propostas de esquerda. O Brasil já está pronto para confrontos ideológicos (direita vs esquerda, conservadores vs progressistas, liberais vs socialistas) numa campanha?
Creio que o Brasil não só está pronto como necessita desses tipos de confrontos. Vivi por dois anos e meio na Europa, onde cursei meu mestrado em Ciência Política, e pude conhecer um pouco mais sobre a realidade política de diversos países europeus. Por lá, a divergência se dá dentro dos limites da democracia liberal: existem conservadores, liberais e social-democratas. E o debate se dá quase sempre com respeito ao poder dos argumentos e limitados à racionalidade, longe da baixeza intelectual que impera não só em embates políticos mas, vergonhosamente, também nos círculos acadêmicos brasileiros. Claro que há partidos socialistas radicais em democracias consolidadas, mas eles não são levados tão a sério como o são no Brasil.  
 
 
4)Pensando num desejável mandato de deputado estadual: como será lidar com expectativas e cobranças de seus admiradores diante das dificuldades de um mandato no legislativo, ainda mais devido à história recente de escândalos no RS?
Tenho consciência de que, se eleito, terei de lidar com muitas expectativas e cobranças. Por ser novo, mas especialmente por ser o ÚNICO deputado de Direita em toda a Assembleia Legislativa do RS, haverá um acompanhamento diferenciado de tudo o que eu fizer. Mas eu julgo isso positivamente. O eleitor brasileiro, em geral, esquece em quem depositou seus votos nas eleições e isso deixa o político eleito com a sensação de estar sozinho no Parlamento, sem contar na alta suscetibilidade dele às artimanhas de opositores. O assassinato de reputações — narrado em livro pelo delegado Romeu Tuma Jr. — é uma triste e ameaçadora realidade brasileira. Preciso, portanto, de muito acompanhamento da sociedade civil, de indivíduos defensores dos nossos valores, para que o meu mandato possa ser bem-sucedido. Em resumo: mais do que expectativas e cobranças, que são naturais, preciso de uma militância forte ao meu lado. E isso se está construindo já durante essa campanha eleitoral, com uma visão de longo prazo.
 
5)O seu partido, fora do Rio Grande do Sul, é muito associado a lideranças que começaram a carreira política antes da redemocratização ou se envolveram em escândalos nacionais (Maluf, Janene, Severino Cavalcanti).   O que o PP do Rio Grande do Sul tem de diferente e o que deve ser feito para que o partido nacionalmente tenha a mesma imagem?
O PP do Rio Grande do Sul é bastante diferente do PP do resto do Brasil. Muito mais do que aqueles que vêem de fora imaginam, aliás. Mas, mesmo assim, não deixo de posicionar-me quando discordo de posicionamentos específicos. Aqui no RS, por exemplo, sempre nos posicionamos CONTRA o apoio à Dilma. Eu organizei um abaixo-assinado , conseguindo mais de mil apoios de progressistas gaúchos (incluindo aí todos os deputados estaduais), que se opõem a essa coligação. Tive uma certa dificuldade em conseguir o apoio de alguns deputados federais, o que mostra que quando se chega no âmbito federal a coisa não é tão distinta assim. Mesmo assim, a maior parte deles assinou. O lamentável da história toda é que a Direção Nacional do PP não deu o menor valor a esse apelo das bases gaúchas e nos atropelou em uma Convenção Nacional eivada de suspeições quanto à lisura e aos procedimentos.
 
 
6)Já tem uma estratégia para mobilizar apoios na Assembléia do RS para sua agenda política? Como fazer para não ser engolido pelos vícios de caciques poliíticos?
Minha campanha dispõe de bem menos recursos financeiros do que as outras com chances de eleição. Mas eu conto com um diferencial: a participação de voluntários que acreditam no poder das idéias e na necessidade de que sejam eleitas lideranças políticas comprometidas com princípios sólidos, que orientem uma sociedade livre, justa e próspera. E tenho, felizmente, encontrado muita gente disposta a me dar uma mão nessa caminhada.
Como deputado, pretendo consolidar meus vínculos com a sociedade civil e ser a voz dessa imensa parcela do eleitorado que hoje não tem representantes – o eleitor liberal, conservador, enfim, de Direita. Será uma tarefa dura, mas os apoios que tenho recebido me deixam mais confiante nas possibilidades de êxito. E, como respondi anteriormente, o fato de que muita gente acompanhará esse mandato também me dá a confiança de que conseguirei opor-me aos vícios da política tradicional. A demonstração de apoio externo ao mandato do legislador e o acompanhamento de pessoas que são de fora da política de tudo o que eu fizer garantirá grande poder de negociação política com meus pares dentro da Assembleia.
Marcel Van Hattem, candidato a deputado estadual no Rio Grande do Sul

Marcel Van Hattem, candidato a deputado estadual no Rio Grande do Sul

Os presidenciáveis no Jornal Nacional

Ainda aguardando a confirmação de uma provável entrevista com Marina Silva, já é possível fazer uma comparação entre as quatro entrevistas realizadas no telejornal.

Obviamente não há como fazer uma análise objetiva do desempenho sem levar em conta as preferências pessoais. É por isso que, como curiosidade, trazemos alguns dados sobre as entrevistas. Inserimos as respostas dos candidatos em um programa de análise textual para comparar quantas palavras cada um disse, quantas perguntas foram feitas, algumas palavras comuns a todos eles, algumas notáveis ausências e outros padrões.

A candidata à reeleição não citou nenhuma vez seu partido, o PT, mesmo tendo que responder sobre os ex-presidentes presidiários. Apenas Eduardo Campos citou a violência em sua entrevista, por 3 vezes. Aécio falou de Segurança Pública uma vez, enquanto o Pastor Everaldo citou duas vezes. Apenas Pastor Everaldo não citou nenhuma vez a palavra “inflação” e apenas ele falou em impostos, por três vezes. Aécio Neves foi quem mais falou “Brasil” ou variantes (brasileiros, brasileiras), num total de 26 ocorrências, enquanto Dilma foi quem menos falou, apenas 18. Aécio Neves foi quem mais palavras falou e quem teve menos perguntas ou intervenções, enquanto Dilma foi quem menos falou e Pastor Everaldo foi o mais questionado/interrompido.

Vejam a tabela com o número de repetição de algumas palavras, o total de palavras de cada candidato e o total de perguntas e intervenções dos entrevistadores:

AÉCIO NEVES EDUARDO CAMPOS DILMA ROUSSEFF PASTOR EVERALDO
Bonner 11 4 14 2
Patrícia 8 3 5 1
Brasil 26 23 18 20
PSDB 2 1 0 0
PT 2 2 0 2
Lula 1 0 4 0
Fernando Henrique 1 0 0 0
Inflação 3 6 1 0
Violência 0 3 0 0
Segurança 1 0 0 2
Saúde 8 2 9 2
Educação 3 1 1 4
Imposto 0 0 0 3
Total de palavras 1851 1735 1391 1586
Perguntas/intervenções 14 19 23 29

Para quem ainda não viu, as entrevistas estão disponíveis no site do Jornal Nacional:

  • Aécio Neves: link ;
  • Eduardo Campos: link;
  • Dilma Rousseff: link;
  • Pastor Everaldo: link.

Falaremos mais disso no ReaçaCast de hoje à noite, 22:00h.

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