Jornalismo criativo nas eleições

Não há período mais fértil para a criatividade jornalística do que o eleitoral. Especialmente lidando com as pesquisas, sempre é possível extrair algo favorável à opinião de quem analisa os números.

Uma nota na coluna Painel da Folha de São Paulo após a última rodada do Datafolha para o governo de São Paulo teve um ótimo exemplo. Vejam abaixo, trecho da edição da Folha de SP do dia 18/07:

Lado bom. Ínfimo, mas bom

Lado bom. Ínfimo, mas bom

Na falta de qualquer número positivo para o nanico ex-ministro, o jornalista buscou um  pequeníssimo avanço entre o restrito grupo dos 14% que julgam o governo Alckmin ruim ou péssimo. Para terem noção da irrelevância, o jogando os “8% a 11%”  do grupo restrito para o total pesquisado, seu avanço total foi de 0,42%:  de 1,12% para 1,54%.

Ainda que falte margem de erro para ver um lado bom, sempre haverá a criatividade.

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