O Reaçonaria estava certo: Médicos cubanos são escravos da ditadura

Um dos temas que mais mobilizou nosso site nos seus primeiros meses foi a contratação dos médicos cubanos. Estava muito claro a questão política e ideológica: aquilo era uma forma de financiar o regime cubano. Mais importante, destacávamos a condição humana dessas pessoas que vinham para o nosso país trabalhar com uma das profissões mais nobres, respeitadas e bem pagas, mas viviam sob regime de controle total de seus passos. Falávamos e repetimos diversas vezes que aquilo era um regime de escravidão.

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Ouvimos chacotas e fomos algumas vezes ridicularizados por nossa posição. Imorais e utilitaristas riam de nossas críticas pois o programa era certamente aprovado pela população – quem não tem médico próximo pouco se importa se quem o atende está ganhando um salário digno, se tem sua integridade respeitada ou se vive vigiado. Em termos meramente econômicos, os médicos cubanos são também bom negócio para o país pois eles ganham menos que médicos brasileiros e não têm nenhum direito trabalhista. O tema era importante por reunir a favor da medida classes de vagabundos de direita (utilitaristas liberais e libertários) e de esquerda (pois se é comunista não há crime que não mereça ser relevado).

Passado muito tempo e com o PT fora do poder, os médicos cubanos começam a se rebelar. São eles que estão dizendo que vivem aqui como escravos. Michel Temer, nosso presidente em exorcismo, tem atuado firmemente em favor da ditadura cubana e ajudada na repressão deles mas até médicos estrangeiros percebem que quem está na presidência é um frouxo que pode ser desafiado.

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O jornal americano The New York Times fez uma ampla reportagem, reproduzida nas páginas da Folha, UOL e Estadão, retratando esses bravos trabalhadores cubanos que estão desafiando dois governos de filhos da puta, o brasileiro e o cubano, em nome do respeito próprio que merecem. Vejam um trecho da reportagem:

As sementes da rebelião foram plantadas há um ano, durante uma conversa entre uma médica cubana e um pastor em uma cidade do Nordeste. Anis Deli Grana de Carvalho estava chegando ao fim de um contrato de três anos. Mas, como se casara com um brasileiro, queria ficar e continuar trabalhando no País.

O pastor ficou indignado ao saber que, sob os termos do contrato, os médicos cubanos ganham somente um quarto do montante que o Brasil paga a Cuba. Ele imediatamente a colocou em contato com um advogado em Brasília. No fim de setembro do ano passado, ela recorreu a um tribunal federal para trabalhar como autônoma.

Nas semanas seguintes, dezenas de médicos cubanos seguiram o caminho de Anis e moveram ações judiciais. O governo brasileiro está recorrendo e acredita que terá ganho de causa. “Não há injustiça”, disse o ministro da Saúde, Ricardo Barros. “Quando esses médicos se inscreveram no programa, concordaram com as condições.”

 

Se dependerem dos jornalistas brasileiros, nossa esquerda e os micheleiros, os médicos cubanos continuarão oprimidos e vistos como subcontratados. Neste tempo todo de Mais Médicos, cabe destacar a atuação de Ronaldo Caiado e a proposta de Ezequiel Fonseca, que fizeram ou propuseram as coisas certas.

Torcemos pela liberdade desses profissionais e o consequente fim do envio de dinheiro brasileiro à ditadura cubana.

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