EDITORIAL: O pacto nacional para a sucessão de Temer

Hoje, o maior entrave para a sucessão de Michel Temer é o tal do ‘pacto nacional‘ para garantir a transição até o dia 1º de janeiro de 2019.

Durante a campanha pelas ‘Diretas Já!‘ começou a ser costurado um pacto nacional para se eleger Tancredo Neves presidente. Após a rejeição da Emenda Dante de Oliveira, Tancredo acabou sendo eleito através da via indireta. O PT não participou do pacto.

Depois, houve o impeachment do presidente Fernando Collor de Mello e novamente ocorreu um pacto nacional para garantir o governo do presidente Itamar Franco. O PT não participou do pacto e foi um sabotador do Plano Real porque acreditava que iria vencer o ministro da Fazenda, Fernando Henrique Cardoso, no primeiro turno das eleições de 1994. O PT perdeu no primeiro turno e apostou em manter a crise e a inflação por motivos eleitorais.

O presidente Michel Temer no começo de seu mandato também foi levado a manter um pacto. O governo continuou a financiar entidades como o MST e o MTST como forma de acalmar as ruas. A esquerda não manteve o pacto e não só inferniza a vida do cidadão com atos criminosos, como ainda recebe recursos públicos sob a desculpa de que seria pior sem o pacto.

Em todos esses episódios, as esquerdas são chamadas e tidas como agentes fundamentais no processo democrático e atravancam o quanto podem as negociações. Depois, quando viram as costas, nos damos conta de que elas nem eram tão fundamentais assim. Existe ainda o fator de existirem várias esquerdas no país sem que todas acreditem em democracia. Governo após governo, agente político depois de outro, muitos são instados a firmarem pactos democráticos com quem não tem a democracia como valor.

A situação é a de um tanque de guerra (o governo e as forças políticas majoritárias) cedendo às ameaças de um trombadinha armado com uma faca plástica descartável (as esquerdas).

Quando Eduardo Cunha (PMDB) foi eleito presidente da Câmara contra o governo Dilma, ele não só venceu, como retirou o PT (o segundo maior partido em número de deputados) do comando das principais Comissões da Casa. O deputado fez política, conquistou a maioria e transformou a esquerda no que ela é: a força parlamentar minoritária com cerca de 1/5 das cadeiras.

É claro que as esquerdas socialistas são parte da vida política do país, mas se são minoria parlamentar, devem ser tratadas como minoria. A força de seus argumentos já teve o freio legítimo das urnas. O voto da minoria do Congresso vale mais que o da maioria?

O maior arauto do pacto com as esquerdas é FHC (que nem os deputados do próprio partido suportam mais). Nas notas de bastidores na imprensa ele tem sido apontado como o maior articulador e empata de um nome que não leve em conta os anseios do PT. Uma palhaçada. O pior é saber que figuras sem voto como a trinca FHC-Lula-Sarney estão sendo as fiadoras de candidaturas que dizem respeito aos parlamentares, com voto, e sua prestação de conta aos eleitores.

O pacto nacional com as esquerdas não interessa ao país. Os parlamentares devem realizar aquilo que lhes é prerrogativa legítima: o fazer político e da conquista de maioria.

O PT tem que ser excluído do pacto nacional.

Obs.: Um presidente que trabalhe para acabar com a Lava Jato é delírio da classe política e do STF. Ninguém segura uma onda.

Presidente Michel Temer discute a crise política com a base aliada (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

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3 comentários para “EDITORIAL: O pacto nacional para a sucessão de Temer

  1. Pantafernando (@Pantafernando)

    Eu sempre acreditei que o Temer seria o melhor caminho até 2019. E acho que estive certo.
    Mas todo esse teatro devastou o poder político de Temer. Isso é visível para qualquer um. Hoje, acho que ele não tem mais força para tocar o país para frente.
    Eu acho uma pena, honestamente. Não acho o Temer pior do que ninguém no meio político do Brasil, e acho ele muito melhor do que 99% dos quadros do PT, PSDB e PMDB.
    Eu discordei do Reinaldo Azevedo desde o impeachment, mas tenho que admitir que ele acertou em uma pequena coisa, apesar de que por motivos errados. Acho que integrantes do MPF realmente tentaram usar a operação Lava Jato para politizar a questão, e buscar privilégio. E se utilizaram do medo para atacar que era contra a operação. Não que eu ache que o projeto do abuso de autoridade ou a anistia do caixa dois tinha qualquer coisa de boa intenção. Mas essa questão deve ser debatida por aqueles que tem voto, e não por procuradores. E também é um absurdo um procurador instigar um criminoso a armar cilada contra o presidente da república. O presidente pode ser o maior bandido que tem, mas uma coisa é você investigar e apresentar denúncia, e outra é você propositalmente armar uma situação para derrubar um presidente. Me desculpe, mas depois desse episódio, para mim o Janot é uma mácula na operação Lava Jato, assim como o PGR. Na minha opinião a única Lava Jato que confio é a comandada pela PF e conduzida pelo juiz Moro. Do resto, não passam de oportunistas tentando se utilizar de bandidos para seus próprios fins políticos tais como isenção da reforma da previdência, etc.

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  2. BrasilSEMCORRUPTOS

    Essa VELHARADA POLITICA brasileira já passou dá hora de sumir do mapa , bando de ridiculos LADRÕES que pensam serem eternos , sempre trabalhando pra impedir que novas gerações surjam no cenario politico pra mudar os estragos que esses velhos corruptos causam ao brasil há anos, FORA VELHARADA CORRUPTA!

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