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A Operação Custo Brasil e a proliferação de “SérgioMoros”

Não é de todo correto ter em Sérgio Moro o símbolo das investigações contra bandidos políticos, visto que ele apenas julga os casos que lhe são remetidos pelo Ministério Público Federal. Ainda assim, devido à sua condução dos julgamentos, autorização de diligências e estratégias para novas descobertas, foi ele quem virou o rosto mais famoso da Operação. Seu nome faz tremer especialmente os petistas.

Foi por isso que o PT comemorou quando, no dia 23 de setembro de 2015, o STF “fatiou” a Lava Jato, retirando de Sérgio Moro e da força-tarefa de Curitiba as investigações de esquemas descobertos no ministério do Planejamento. A corte foi chamada a se pronunciar pois a Pixuleco II, 18a fase da Lava Jato, coletou dados comprometedores no escritório do advogado Guilherme Gonçalves envolvendo a ministra de Dilma Gleisi Hoffman. Celso de Mello e Gilmar Mendes foram votos vencidos nas duas questões apresentadas no plenário. Mendes defendeu que o caso envolvendo a senadora é parte de um “esquema criminoso” com os mesmos operadores e que, portanto, deveria se manter nas mesmas relatoria e seção judiciária dos processos relacionados à Petrobras. O processo foi então encaminhado para São Paulo.

Imagine-se então como fica a situação dos membros do Ministério Público Federal em São Paulo, e em outros lugares do país, ao verem que a divisão paranaense da força pública é tida como a única íntegra o bastante para meter medo em políticos? Que bandidos comemoraram ao verem que estaria nas mãos deles as investigações, supondo então que seriam no mínimo mais incompetentes que a República de Curitiba? Juízes federais, policiais federais, promotores do MPF, todos estão vendo o quanto o Brasil celebra a força-tarefa de Curitiba. Como se não bastasse o enorme prazer em ver poderosos bandidos acuados, há também em toda a população um desejo de vingança contra todas as dificuldades que esta roubalheira nos impôs. Será que isso tudo não contamina outros agentes públicos?

A Operação Custo Brasil tem esse fator adicional a se comemorar hoje. Conduzida pelo MPF de São Paulo, que cuida do caso desde outubro do ano passado e faz hoje sua primeira grande operação de rua, ela dá a certeza de que a boa atuação da Lava Jato em Curitiba está motivando o surgimento de SérgioMoros e DeltansDallagnol por todos os lados. Tão importante como punir quem já cometeu crimes é criar uma cultura em que nossos bandidos tenham menos inclinações a roubar, que comecem a ter medo de ser pegos assim como nós temos medo de andar em determinadas ruas à noite.

A elite política brasileira treme em pensar que existam forças independentes o bastante para investigar e punir essa gente sem sucumbir a pressões de bastidores. A Lava Jato de Curitiba é assim, e ver sua boa influência se espalhar por todo o país é uma excelente notícia. Agora que começamos a ver os resultados do MPF paulista, que herdou a Pixuleco II, resta perguntar: quando é que o MPF carioca, responsável pelos desdobramentos que levaram ao Eletrolão, começará a mostrar resultados parecidos?

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

Abertura de processo contra Bolsonaro é claramente uma ação política do STF

Há meses a casta política e midiática brasileira se depara com o incômodo do crescimento da candidatura e popularidade de Jair Bolsonaro. Era inexplicável para eles que alguém fora do circuito de desvios públicos, que financia partidos, ONGs e jornalistas, pudesse se tornar de fato uma ameaça às forças políticas tradicionais. É algo totalmente inédito, pois mesmo Fernando Collor de Mello veio desse meio: membro família  política e dona de meios de comunicação local, além de ter vencido o segundo turno contra Lula em parte por ter tido apoio da Rede Globo.

O incômodo se tornou mais preocupante conforme avançavam as investigações da Lava Jato. Hoje já está claro que o PT só elegeu Dilma graças aos milhões roubados dos cofres públicos. Que se a justiça se fizer realmente no caso, o partido terá de ser extinto. Depois, percebemos todos que Aécio Neves não tem grande futuro eleitoral, tanto por envolvimento em investigações que apontam desvios seus que beneficiaram também ao PT, quanto pelo fato de ter uma atuação frustrante em relação ao que se esperava de alguém que teve tantos votos contra o PT.

A Lava Jato avança e tem perspectiva de jogar na mesma lama em que se encontram o PT e o PMDB, também o PSDB, o PSB e, em parte, Marina Silva. E isto porque o sistema político, o mesmo sistema de onde saem os ministros do Supremo, está podre. Imprensa, elite intelectual, elite empresarial, o Brasil inteiro está contaminado por práticas ilegais que se perpetuavam graças às conexões entre todos esses grupos.

Jair Bolsonaro é o maior nome fora das castas que comandam o Brasil. Não é à toa que tanto o PT quanto setores ligados ao PSDB já o miram como inimigo a ser batido. A ação do STF hoje, ao aceitar pedido da PGR pela abertura de processo penal contra ele por ter respondido a uma ofensa gravíssima, de que seria estuprador, e ainda mais ridículo, acusando-o de ter feito apologia ao estupro, é tudo menos algo fundamentado na lei. O STF deveria ser uma corte constitucional, não uma elite judiciária a serviço de um sistema todo corrompido por ideologia e outros vícios.

Jair Bolsonaro não fez apologia ao estupro quando, respondendo a Maria do Rosário que o chamava de estuprador, disse que se o fosse não a estupraria pois ela não merece. Se não foi uma reação grandiosa, o que se esperar de uma pessoa normal ao ser interpelado com tais acusações? A coisa fica ainda mais grotesca ao se lembrar que todo embate entre Maria do Rosário e Jair Bolsonaro se deu por ele defender punição indistinta entre menores de idade  e adultos que estuprem.

Reforça o caráter político da aceitação do processo pelo STF a leitura dos argumentos dos ministros. Todos ignoraram que Jair Bolsonaro estava no Congresso na hora do entrevero, que dava entrevista por ser deputado e que o debate que ali se travava era todo ligado ao ambiente de trabalho da Câmara. No exercício de seu mandato, todo parlamentar é inviolável civil e penalmente por quaisquer opiniões, palavras e atos, privilégio que inclusive foi usado fartamente por petistas e simpatizantes como Roberto Requião (abaixo) para cometerem injúrias raciais contra Joaquim Barbosa quando este era o inimgo número um do partido.

Não há meio termo, o STF fez um juízo político da figura incômoda representada por Bolsonaro ao aceitar o processo no dia de hoje. Sabemos quem são os beneficiados pelo ato, como isto será usado contra ele e o tipo de gente que comemorou o fato. Só não sabemos o tamanho da influência desses grupos nessa acolhida oportunista, ilegal e extemporânea do processo.

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Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

A maldição do cálculo político

Inúmeros comentários em posts recentes deste site trazem um argumento vergonhoso: o de que é preciso deixar Renan Calheiros quieto em seu lugar pois, se ele perder o mandato ou a presidência do Senado, o posto cairia no colo de Tião  Viana. É lamentável ver que, a despeito de tudo o que vivemos nos últimos anos, as pessoas ainda façam cálculo político diante da lei, como se, a depender da utilidade do crime e da figura do criminoso, seria então melhor não fazer nada.

O esquerdismo brasileiro só chegou ao estado-de-arte criminoso atual por conta de argumentos assim. Afinal de contas, o PT dá dinheiro público para entidades parasitas mas “melhorava a vida do pobre” e se o PT não fizesse isso seus inimigos tomariam conta do poder. O PT roubava mas todos roubam e só o PT roubava pelos pobres. É a isto que se está emulando quando há alguma defesa ao mandato de Renan Calheiros pois “se ele sair, assume um petista”.

Dizer que se sair o Renan da presidência do Senado virá alguém pior não é, no fim das contas, o mesmíssimo argumento de muito petista enrustido contra o impeachment? A Dilma roubou mas quem vai assumir é pior, dizem eles de forma eufemística. Será preciso quantos mais exemplos para mostrar a sem-vergonhice deste tipo de afirmação?

Além de tudo, falar em não mexer com Renan Calheiros enquanto segue o impeachment é também uma burrice. Renan Calheiros foi e é ainda a favor de Dilma, de Lula e do PT. Renan Calheiros sabe que tem muito mais poder de influência no status quo petista, de quem é credor e avalista, do que no ainda cambaleante governo Michel Temer. Renan Calheiros de tudo fez contra o andamento do impeachment, e talvez isto explique a lentidão do STF em relação a seus processos, além da boa vontade de setores da imprensa, destacadamente a Folha de São Paulo. Ontem mesmo Renan Calheiros deu declarações contra a redução do tempo do rito de impeachment no Senado. Num post do ano passado, mostrei como, assim que Renan Calheiros deu sinais mais claros de apoio ao PT, o STF mudou o ritmo de andamento de seus processos, chegando até mesmo a extinguir um deles de forma estranhíssima.

Renan até chegou a ensaiar uma rebelião contra Dilma e o PT após ter seu nome envolvido na grande lista de investigados pela Lava Jato (relembrem um sinal de alerta público de Renan ao governo aqui). Mas Lula sabe lidar com  seus semelhantes e reconhecia no senador alagoano o maior risco político (relembre aqui e aqui o tamanho do problema que Renan representava). Lula encontrou Renan Calheiros no dia 14 de maio. Duas semanas depois Cármem Lúcia arquivaria um dos inquéritos contra Renan no STF e desde então Renan virou o segundo maior ator político pela sustentação de Dilma no poder, só abaixo de Lula.

Por fim, há ainda mais burrice em defender a permanência de Renan por supor que Jorge Viana, assumindo a presidência do Senado, poderia parar o processo de impeachment. É burrice porque não há mais nada, nenhum passo do processo que dependa de ação exclusiva do presidente. É burrice porque Jorge Viana é um senador muito menos conhecedor dos procedimentos internos da casa do que Renan. É burrice porque Jorge Viana tem muito menos influência pessoal e relação duradoura com os outros membros da casa. E é burrice porque, nesta fase final do processo, quem comandará o julgamento será o presidente do STF, Ricardo Lewandowski.

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Giotto di Bondone, “A lenda de São Francisco: 10 – Exorcismo de Demônios”

Vivemos política demais nos últimos tempos, falamos demais do assunto. Isto não é desculpa para que as pessoas normais comecem a emular os piores comportamentos dos profissionais da política. Uma pessoa normal deve se preocupar em ver bandido punido, é este tipo de cultura que devemos fortalecer para diminuir o cinismo e a roubalheira em nosso país.

A defesa estratégica da figura política de Renan Calheiros só se sustenta como uma imoralidade, uma burrice histórica e ignorância factual. A quem continuar defendendo o senador alagoano, informo que já tem todos os requisitos para ser uma nova versão petista.

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

As escolhas da Folha diante das gravações de Sérgio Machado

A minha primeira reação quando soube que a Folha revelaria áudios explosivos envolvendo investigados da Lava Jato foi a de surpresa. Afinal de contas, desde que passaram as eleições 2014 e a operação se tornou o centro das atenções políticas do país, quase nada de impactante foi trazido em primeira mão pela Folha. Podem pesquisar: tirando as catarses das operações de busca e apreensão, sempre que algo de novo surgia na Lava Jato, a revelação era publicada em primeira mão pela equipe da revista Época, pelo jornalista Fausto Macedo (Estadão), pelo Jornal Nacional (mais recentemente), e mais algumas pelas revistas Veja e IstoÉ. Como estamos falando basicamente de informações ainda sigilosas que em seguida seriam abertas ao público, não insinuo com isso que a Folha tenha má vontade com a operação, embora até já tenha feito editorial criticando Sérgio Moro e os promotores pelos métodos.

O fato é que, se fosse eu trabalhando arduamente para desmantelar um esquema criminoso desse vulto, não seria nem um pouco solícito com a equipe de um jornal que é favorável ao governo beneficiado pelos esquemas que investigo. Imagino que o pessoal da Lava Jato pense algo nesse sentido. É de se notar também que, da parte do PT (Lula e Dilma), quase tudo que é revelado sai primeiro na Folha, especialmente pelas mãos de Mônica Bergamo e Marina Dias, repórter que cobre o PT e é filha e afilhada de importantes dirigentes do partido (leiam aqui).

Foi então que li a reportagem e, realmente, não era ainda um áudio da Lava Jato, mas gravações que tinham sido levadas ao Procurador-Geral da República. A reportagem diz exatamente isso, que o áudio estava nas mãos do Procurador-Geral, o que pode significar qualquer coisa, até mesmo que os arquivos foram enviados por e-mail. As gravações só foram entrar nos autos da Lava Jato na terça-feira, enquanto o primeiro trecho revelado pela Folha foi revelado no domingo de noite.

Também achei questionável a manchete dada pela Folha. Mais importante do que a sugestão de um pacto de defesa dos políticos que envolvesse todo mundo, inclusive o STF, para mim é saber que gente do STF foi contatada e era suscetível a este tipo de aproximação. Pior: o trecho em que o STF foi citado não está como transcrição pura da conversa na reportagem do jornal, mas como citação ao diálogo. Muito mais grave do que um senador conversar com um investigado sobre como livrar todo mundo das investigações é saber que gente do STF foi acessada por este mesmo senador para participar da artimanha. E é isto que o que Romero Jucá sugere.  Tanto que foi assim que destacamos a história em nosso site (“Romero Jucá citou STF em acordão para melar a Lava Jato“).

O decorrer da semana aumentou meus questionamentos… A Folha não teve acesso aos outros áudios, aqueles que foram revelados pelo Jornal Nacional quatro ou cinco dias depois? Por exemplo, as partes mais graves para Lula e Dilma estão nas gravações de Renan Calheiros e José Sarney, reveladas pelos telejornais da Rede Globo nos dias 26 e 27, incluindo um trecho em que Jucá fala em proteger a família de Lula. A Folha não teve acesso a esses trechos de fala de Machado com Jucá, como o abaixo?

Isso, proteger no governo. Essa conversa… Só tem a solução do Getúlio, rapaz: proteger a família do Lula, fazendo um acordo com o Supremo.

Somente no dia 28 a Folha trouxe uma reportagem que comprometia Lula e Renan, 5 dias após a primeira divulgação. Foram duas reportagens com as seguintes chamadas: “Renan diz que Lula não foi processado no mensalão por falta de investigação” e sem grande destaque na capa da edição impressa.

Folha_petista

 

Por fim, é extremamente constrangedor saber que a mesma Folha de São Paulo que organizou um evento de aniversário com patrocínio da Odebrecht (relembrem aqui) tem seu presidente citado em uma gravação de Renan Calheiros, que, temos insistido, é um eterno anistiado pela Folha*. Vejam os trechos

MACHADO – Agora, a Globo passou de qualquer limite, Renan.
RENAN – Eu marquei para segunda-feira uma conversa inicial com [inaudível] para marcar… Ela me disse que a conversa dela com João Roberto [Marinho] foi desastrosa. Ele disse para ela… Ela reclamou. Ele disse para ela que não tinha como influir. Ela disse que tinha como influir, porque ele influiu em situações semelhantes, o que é verdade. E ele disse que está acontecendo um efeito manada no Brasil contra o governo.
MACHADO – Tá mesmo. Ela acabou. E o Lula, como foi a conversa com o Lula?
MACHADO – Não dá pra ficar como está, precisa encontrar uma solução, porque se não vai todo mundo… Moeda de troca é preservar o governo [inaudível].
RENAN – [inaudível] sexta-feira. Conversa muito ruim, a conversa com a menina da Folha… Otavinho [a conversa] foi muito melhor. Otavinho reconheceu que tem exageros, eles próprios tem cometido exageros e o João [provável referência a João Roberto Marinho] com aquela conversa de sempre, que não manda. […] Ela [Dilma] disse a ele ‘João, vocês tratam diferentemente de casos iguais. Nós temos vários indicativos’. E ele dizendo ‘isso virou uma manada, uma manada, está todo mundo contra o governo.’

As escolhas da Folha de São Paulo precisam ser melhor explicadas, assim como os contatos de Otávio Frias Filho com a presidente Dilma para se explicar sobre as pautas de seu jornal. Isto não é normal! Ou faz isso ou fica impossível acreditar no lema da empresa, o de “um jornal a favor do país”.

 

* Leiam mais sobre nossas críticas ao posicionamento da Folha em relação a Renan Calheiros nos posts “A Folha de São Paulo ama Renan Calheiros” e “Uma troca de mensagens com a Folha“. Vejam também a diferença de postura do Estadão no post ” Estadão se diferencia da Folha de São Paulo e critica duramente Renan Calheiros“.

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

 

 

A taxonomia de um crime

Quando aprendi sobre seres vivos no ginásio, os professores ensinaram a sua classificação com a artimanha de decorarmos a sigla ‘REFICOFAGESP’, que significava: REino, FIlo, Classe, Ordem, FAmília, Gênero e ESPécie. Nessa ordem, parte-se das características mais abrangentes às mais específicas. Um gato é bem diferente dum rinoceronte, embora ambos sejam animais, vertebrados e mamíferos, e é menos diferente de uma onça, que é igualmente da ordem dos carnívoros, da família dos felinos, mas difere no gênero e depois na espécie. Essa classificação é importantíssima pois distingue os animais e tem a ver com as formas que lidamos com eles, partindo dos níveis mais genéricos aos mais específicos.

Algum tipo de classificação semelhante precisa ser aplicada ao tratar de crimes que abalam o país. Por exemplo, no caso dos estupradores (ou não?) da menina do Rio de Janeiro: eles são do reino ANIMAL, do sexo MASCULINO, de nacionalidade BRASILEIRA e do estado do Rio de Janeiro, características genéricas que se atribuem a milhões de semelhantes que não fizeram aquilo. O que então determinou que eles cometessem tais crimes? Aquilo que os faz diferenciar de todos outros que não têm tais hábitos, ou seja, são CRIMINOSOS do tipo TRAFICANTES.

A mobilização recente que fala em “cultura de estupro” não ataca especificamente os CRIMINOSOS e TRAFICANTES que vivem naquele inferno frequentado pela menina do Rio, mas quer fazer acreditar que todos os que são homens e brasileiros são partícipes da monstruosidade. É como se, para evitar os mosquitos que transmitem doenças, saíssemos matando todos os seres vivos vertebrados. Artistas e políticos de esquerda estão sempre prontos a atacar ainda outras generalidades mais abstratas como “o ocidente”, “a religião”, “a opção sexual”, “a família tradicional” ou “a classe social”, quando nenhuma dessas é determinante. Falar que todo homem é estuprador em potencial ou que no país há uma cultura de estupro é no fim das contas culpar a todos para inocentar os verdadeiros marginais.

Não há nenhum risco de um TRAFICANTE ou ESTUPRADOR se sensibilizar com montagenzinha de Facebook, o que os faz parar é polícia bem armada e justiça eficiente. E curiosamente, os artistas e engajadinhos de esquerda que condenam os homens, os brasileiros, os cristãos ou a classe média genericamente são os mesmos a se opor a leis mais duras contra assassinos, estupradores e traficantes. No REFICOFAGESP que imagino, artistas e militantes de esquerda estão mais próximos de TRAFICANTES e ESTUPRADORES do que de homens brasileiros normais.

Hierarquia taxonómica

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

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