Da Cia

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“Honestidade intelectual”

Uma das formas mais fáceis de notar vícios sociais é prestar atenção aos rastros deixados pela linguagem. Termos ocos ou com valores adulterados passam a ser mais usados. Quando alguns desses vícios não são restritos a grupos ideológicos opostos ao que “nos situamos” eles parecem incomodar menos, mas nem por isso devem deixar de ser apontados como tais. O uso frequente do termo “honestidade intelectual”, e também o seu complemento “desonestidade intelectual”, é algo a se notar.

Parece bem claro que a pessoa que se diz honesta intelectualmente está menos preocupada em parecer (e se exibir como)honesta do que inteligente. Uma rápida análise já deixa bem claro que, ao contrário da impressão que se busca causar nos outros, a verdade é que esta união não faz o menor sentido.

A honestidade é qualidade exclusiva dos seres humanos. Um girassol não pode ser desonesto, tanto quanto não se pode acusar disto uma barata. E o que nos distingue dos outros seres vivos não é mesmo nossa capacidade intelectiva? Nosso raciocínio que vai além de reações instintivas e percepção repetida de certos fenômenos externos? Logo, a honestidade só pode haver como ato pensado. Intelectual.

Todo ato desonesto foi previamente planejado, “pensado”. Vale para crimes e para mentirinhas escritas. Honestidade é uma qualidade que, mesmo quando manifestada em atitudes práticas, só existe como resultado de pensamentos não corrompidos.

Não há motivo para se acusar alguém de desonesto intelectualmente ou se gabar por ser honesto intelectualmente. Honesto e desonesto bastam.

Quadro "Pensador em sua mesa", Ferdinand Bol

Quadro “Sábio em sua mesa”, Ferdinand Bol

Exemplos rápidos aqui e aqui.

A nova tática de guerra esquerdista

Uma nova mentira vem sendo construída lentamente pela esquerda brasileira como parte de uma guerra muito mais ampla e tudo isso precisa ser exposto. A observação dos atos políticos cotidianos deixa muito claro que a distinção que a esquerda faz entre as pessoas não é aquela tradicional, ou seja, entre pessoas boas e más. Embora para essa gente não exista isso de bem ou mal, pois tudo é relativo, eles precisam tornar seu discurso aceitável para a grande massa e o fazem trocando a boa distinção por brigas de classes fabricadas e que devem necessariamente estar em conflito. Por muito tempo a dicotomia reinante no discurso imoral dessa gente foi o de ricos contra pobres, já investiram bastante nos negros contra brancos, paulistas contra nordestinos e esquerda contra direita. Mas nada do que se viu é tão baixo, fácil de notar e demonstrar na sua imprecisão do que a nova ação destruidora: dividir o Brasil entre os cristãos praticantes e os não praticantes como parte fundamental da guerra à “onda conservadora”.

Lógico que isso não nasce do acaso. É entre as pessoas religiosas, sejam os evangélicos das grandes cidades ou a massa católica das cidades pequenas, que a esquerda encontra hoje as maiores barreiras para implantar suas idéias nefastas. Para ficar em alguns exemplos óbvios, como afirmar que “rico é ruim” para os seguidores das correntes da teologia da prosperidade? Como dizer que há ódio racial insuportável entre negros (e eles malandramente chamam de negros a todos os mulatos) e brancos para quem vai a uma igreja repleta de pessoas de todos os tipos sem distinção? Como falar que a pobreza e falta de estudos geram a criminalidade para quem tem pouco estudo, é pobre e é honesto? O desespero é ainda maior pois por muito tempo evangélicos das grandes cidades, por serem pobres, tendiam mais aos votos no PT, mas esta tendência se desfez completamente nas últimas eleições.

A forma encontrada pela esquerda brasileira para combater e marginalizar os religiosos brasileiros nessa agenda “anti-conservadora” é inverter tudo e dizer que esses religiosos, nossos parentes, amigos, a maioria absoluta das pessoas com empregos braçais ou que exigem pouca qualificação, eles sim é que são intolerantes e criminosos. Eles que são o problema e devem ser segregados. O sonho dessa esquerda seria que os evangélicos se comportassem de forma organizada como o fazem por exemplo grupos ligados à esquerda ou protegidos por eles: MST, Black Blocs, PCC, FARC… Eles precisam fazer uma pessoa normal e honesta acreditar que ser religioso o associaria a coisas nitidamente ruins. Como isso não é viável, eles então transformam notícias, provocam e buscam qualquer exceção para fazer barulho e tentar criar rejeição popular.

Não se enganem… As grosserias provocadoras e estúpidas cometidas durante a “Parada Gay” não foram atos isolados. A posterior vitimização daqueles que de caso pensado atacaram os costumes de milhões também não. Os ataques estúpidos da Folha de São Paulo e agora também do Estadão em editoriais contra a “onda conservadora” são consequências diretas do susto que o establishment político e cultural do país está tomando com a reação das pessoas normais aos comportamentos anormais e criminosos. Mas há agora um caso muito claro dessa atitude e que dá para acompanhar desde o seu nascimento.

Um exemplo

Em meio aos milhares de casos de crimes cotidianos, uma notícia chamou atenção acima do normal para o caso nesta semana: uma garota foi vítima de uma pedrada quando saía de uma cerimônia de macumba – ou candomblé. Como o crime por si não encabeçaria o nosso ranking de atrocidades cotidianas, a notícia foi turbinada com uma caracterização que serve perfeitamente aos planos esquerdistas: o crime foi cometido pois a menina é macumbeira, dizem as manchetes.

Oras, o que qualifica mais esta notícia: o crime em si ou a suposição da motivação? Ainda mais por não haver nada além de suposições reforçadas pelo título das reportagens quanto a motivação do crime. E o que é mais grave, o fato de haver drogados e pessoas violentas soltos por aí que jogam pedras em grupos de pessoas diferentes ou o fato da vítima ser de uma minoria religiosa? A vítima ser dessa religião ou vivermos num cotidiano tão violento e certo da impunidade que qualquer imbecil se sente livre para atacar pedras em grupos de pessoas “diferentes”? Este crime seria um crime mesmo se a menina não fosse menor de idade ou seguisse uma religião mais comum. Aliás, quantos religiosos tradicionais são vítimas de crimes quando estão indo ou voltando de suas cerimônias religiosas sem que ganhem notícias como ‘Evangélica é estuprada a caminho de culto” ou “Católico é sequestrado após ir a missa”?

Cada discurso inspirado por suposta perseguição ou intolerância religiosa neste crime é uma precipitação que serve aos interesses dos grupos sectários que declararam guerra a tudo aquilo que faz frente ao que eles chamam de progressismo. Mas nós sabemos que progressismo é apenas uma nova embalagem para aquelas anteriores e desastrosas tentativas de destruir a sociedade em nome de um ideal utópico.

A esquerda sabe que não tem mais nada a oferecer na economia, justo o campo em que as pessoas comuns mais se identificavam com eles. Na política, as prisões e escândalos criaram uma mancha duradoura e difícil de superar no curto prazo. Resta então a eles revidar no campo cultural e comportamental, mais afeitos a abstrações e por isso mais facilmente manipuláveis por aqueles que controlam a produção artística e jornalística. Esta guerra não começou hoje, ela apenas ganhou novos contornos e força total por ser, neste momento, a tábua de salvação dos idealistas do caos. E é por isso que resistir e derrotá-los agora, estando atento a cada novo ataque, é uma tarefa importantíssima para desmascará-los e preservamos o mínimo de ordem e integridade que ainda nos resta.

Gillis Mostaert_WarandFire

Miguel Reale Jr e o culto à malandragem

Miguel Reale Jr., apresentado como “jurista tucano”, após fazer um parecer ainda não divulgado em que diria não haver fundamentação jurídica para pedir um impeachment pelas pedaladas fiscais deu uma entrevista reveladora ao jornal “O Estado de São Paulo”. Em poucas palavras, esta pessoa que tem sua fama profissional ligada uma ciência das leis, prega certa malícia para lidar com elas. Leiam abaixo:

Os meninos da marcha têm que entender: não é porque fizeram diferente do que eles queriam que virou um traidor da pátria”, disse, numa menção a Aécio Neves. “Há uma falta de informação e cultura política. O caminho da representação, que é mais seguro e está muito bem fundamentado, leva o procurador (geral da República, Rodrigo Janot) a ter que tomar uma medida.

tucano machucadoO que Miguel Reale Jr. está querendo dizer é que falta malandragem para os “meninos da marcha”. Adaptando, ele quer dar uma aula de realpolitik que só experientes como ele poderiam dar. O culto à prática política comum num lugar em que ela é tão deteriorada como aqui só pode ser coisa de sádico. Oras, é justamente por não estarem contaminados por certas práticas ruins da política nacional  que os “meninos da marcha” são apoiados e inspiram.

Vivência política não falta aos tucanos e é isso que os afasta de qualquer idealismo ou filosofia política para nortear suas ações. Malandragem é achar que pode-se ignorar alguns crimes pois fazer a lei ser cumprida daria trabalho. A vivência política de Aécio Neves, tantas vezes parceiro do PT, é responsável por toda a desconfiança e descrédito que ele recebe agora de muitos que votaram nele e de quem faz oposição ao PT.

Aliás, a vivência e cultura política dos tucanos, em outros tempos, poderia nos enganar. Eles tentaram isso muitas vezes nas últimas semanas, não apenas no caso da farsa do impeachment. A vergonhosa aprovação de Fachin para o STF nos brindou com dois momentos de “vivência e cultura política” dos tucanos usadas da pior maneira possível.

Quando descobrimos que Aécio Neves, Tasso Jereissatti e José Serra iriam a Nova Iorque aplaudir FHC, ninguém se preocupou em dar uma justificativa razoável para a falta ao trabalho. Pior, a assessoria de Aécio divulgou uma nota ridícula querendo nos convencer de que eles de tudo fariam para sabatinar Fachin com rigor no senado. Pura mentirinha que virou notícia (quem não leu, aqui está um link de como a jogada foi noticiada na Veja) .

Dias depois a Veja foi novamente usada para aliviar a barra de Aécio, mas desta vez de uma forma humilhante: Anastasia foi sacrificado em ritual numa das notas mais esdrúxulas já publicadas pela coluna “Radar on-line”. Ali líamos que surpreendentemente Anastasia, cria política de Aécio Neves, não apenas teria ido contra seu líder quanto o havia desafiado em frente a toda bancada tucana do Senado (relembrem aqui). É como imaginarmos o Alexandre Padilha desautorizando o Lula em frente a outros petistas!

Miguel Reale Jr. poderia colaborar de várias formas ao movimento oposicionista. Poderia dar lições aos “meninos da marcha” no campo de seu notável saber jurídico. Em vez disso serviu como mais um subalterno tucano na ação de controle de danos à imagem do partido após o posicionamento pusilânime do partido no tema do impeachment. Nós não precisamos de mais matemáticos do cálculo político à moda brasileira. Precisamos mudar tanta coisa no país que, só de termos ações políticas pedindo para cumprirem a lei à risca, já sentimos um alento.

Leiam também:

O mito dos 342 votos do governo“;
A farsa de Aécio Neves e Reale Jr.: Entenda a pizza preparada pelos tucanos” ;
Cunha e o impeachment: Fatos e boatos“;
Diogo Mainardi e Mario Sabino desnudam a farsa de Aécio Neves e PSDB“;
Vacina contra Reale Jr. e FHC“.

Governo instrumentaliza o estudo “Mapa da Violência”

Quando acabarem os anos do PT no poder, terá sobrado algum estudo ou instituição confiável no Brasil?

Após aparelhar e corromper praticamente toda a estrutura do poder público, o governo federal agora avança sobre uma área para a qual nunca dera muita atenção: o combate à criminalidade. Foi publicado nesta semana o estudo “Mapa da Violência” do ano de 2015.

Em 2014, o Mapa da Violência mostrou o assustador número de 56 mil assassinatos. Como o governo não consegue e não demonstra disposição para combater o problema, ele o transforma em outro com a vantagem adicional de ter uma redução drástica no número que vai às manchetes e apresenta então o número de “assassinatos por armas de fogo”. Deixa-se de combater a violência (os assassinatos, os criminosos) para falar do instrumento de alguns crimes. Foge-se do problema objetivo para enganar com uma questão simbólica.

Mas isso não é tudo. O jornalismo brasileiro está tão desqualificado que ninguém notou que o Mapa da Violência de 2015 traz os dados do mesmo ano do Mapa da Violência de 2014. Qualquer jornalista que se desse ao trabalho de navegar no site http://www.mapadaviolencia.org.br perceberia que os estudos anuais são sempre feitos com base nos dados de dois anos antes, logo, deveríamos ter agora o número total de assassinatos do ano de 2013.

MAPAS_2014E2015

INACREDITÁVEL: governo divulga estudo com os mesmos dados do ano anterior, imprensa não percebe e noticia

O Mapa da Violência 2015 foi feito para ser usado pela esquerda brasileira contra a diminuição nas restrições a compra de armas de fogo, demanda crescente em uma sociedade que se sente cada vez mais vulnerável. Não é um documento sério, é uma tese política fartamente financiada e que deve ser exposta como o panfleto que é.

Safadeza_MapadaViolencia

Trecho do documento ideológico e instrumentalizado

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

O panelaço é coisa nossa

Desde a nossa Independência, o Brasil passou por diversas tentativas de encontrar uma identidade nacional. Se nosso país continental possuir tantas diferenças étnicas, culturais e climáticas já torna a missão difícil, nossa história relativamente curta e a existência por muito tempo de uma minoria de letrados deixa tudo quase impossível.

A primeira metade do século XX forneceu bons subsídios para esta identidade após a passagem de um líder populista, autoritário e também popular pelo poder (Getúlio Vargas) que juntou à imagem nacional e de seu governo o resultado do trabalho de pesquisa de uma elite bem-sucedida no campo das ciências sociais. Gilberto Freyre notara a forte miscigenação como traço distintivo em relação a outras experiências coloniais em “Casa Grande e Senzala” e Sérgio Buarque de Holanda destacou a cordialidade em seu breve “Raízes do Brasil”.  Desnecessário dizer que as consagradas obras são, ainda hoje, motivo de disputa e polêmicas estúpidas que tentam distorcer o trabalho sério e correto.

A rápida urbanização do país no meio do século passado favoreceu a definição do samba como estilo musical mais característico, mesmo sendo este um ritmo popular em áreas muito menores do que, por exemplo, a música caipira. Já a ditadura militar explorou a passagem de um fenômeno inigualável no campo esportivo, Pelé e suas vitórias, para criar um nacionalismo sobre a base do já amplamente popular futebol. Assumimos bordões como “somos o país do futebol, a pátria de chuteiras” enquanto se fortalecia o lema do “Brasil: ame-o ou deixe-o”.

Os discursos de exaltação da alegria do brasileiro também se consagraram, mas de forma mais espontânea: seríamos um povo alegre e sempre dispostos a sorrir apesar de tudo. O cinema popular explorou a sensualidade nacional, que também já era bem divulgada pelos desfiles de Escolas de Samba e pelo sucesso de nossas praias e suas belas mulheres junto aos turistas. Mais recentemente, novamente a propaganda oficial tentou aproveitar-se de um momento do país para forjar uma identidade. Após o boom econômico pós-estabilidade (Plano Real) e o enriquecimento do país devido ao aumento no preço dos commodities, o governo Lula vendia a idéia de que éramos uma potência mundial e que havíamos superado a pobreza. Foi o tempo do “Brasil grande”. Em meio a isso, o lema de uma peça publicitária entrou no imaginário popular: “Sou brasileiro e não desisto nunca”.

A conta da realidade após a farra de gastos e roubos da era petista veio em forma de raiva política. Pela primeira vez, casos de corrupção afetavam de forma direta o custo de vida dos cidadãos comuns. As pessoas viam as notícias de roubo na Petrobras e recebiam um enorme aumento no preço dos combustíveis; mentiram sobre a situação da energia e após a eleição a conta de luz chega a dobrar numa época em que já estamos acostumados à baixa inflação. Obras são paradas em todo o país pois as construtoras que roubaram dinheiro público vêem seus dirigentes na cadeia e tendo de pagar multas milionárias. A incerteza legal, as turbulências políticas e o estarrecimento diante de tantos escândalos assusta o empresariado que deixa de investir, aumentando o desemprego e aprofundando a crise. E foi nesse cenário que surgiu da força do povo, sem planejamento estatal, leitura acadêmica ou coordenação política, uma vibrante nova característica: os panelaços!

É bem verdade que os panelaços só se tornaram nacionais após os primeiros grandes protestos de rua contra o governo e que eles não têm o impacto visual da foto de um milhão reunidos como aqueles do 15 de março mas a continuidade do hábito é muito mais fácil. O primeiro panelaço veio justamente após os protestos do dia 15, quando ministros de Dilma apareceram em entrevista coletiva para falar dos protestos. Desde então abateu-se sobre o governo federal um temor misturado à estratégia de imagem que faz com que a presidente fuja de discursos e entrevistas que possam ser antecipados pelos eleitores. Foi assim que Dilma evitou o uso de cadeia nacional de rádio e televisão no feriado de Primeiro de maio. Uma semana depois seu partido fez uso do horário eleitoral anual que tem direito e ocorreu então, ontem, um panelaço jamais visto. O protesto foi longo, barulhento e espalhado por todo nosso amplo território nacional. Muito pior, foi um golpe duríssimo na moral do ex-presidente Lula, outrora mais popular político do país e que agora encontra-se sob investigação por tráfico de influência internacional.

Os panelaços vieram para ficar. Como é muito improvável haver uma recuperação no ânimo da população ou no cenário econômico, a popularidade de Dilma deve continuar beirando o insustentável conforme se descobrem mais e mais roubos de seu governo. Sendo assim, será um panelaço para cada nova aparição da presidente. Para um povo que sempre teve como das suas mais fortes auto-críticas a baixa participação política, é uma mudança gigantesca.

É excelente que os panelaços se tornem característica nacional. Eles representam uma natural rejeição aos governantes e eficiente revide contra  as muitas mentiras contadas. Num país em que o poder executivo abusa da propaganda, do controle da informação e dos gastos com auto-promoção, o panelaço é uma virtuosa resposta que pode inclusive levar a mudanças necessárias.

Eu me orgulho em dizer que sou parte do “povo do panelaço”.

09/03/2015. Crédito: Minervino Junior/CB/D.A Press. Brasil. Brasília - DF. Protesto contra o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, em Águas Claras. Na foto, Simone Nunes participou do "panelaço".

09/03/2015. Crédito: Minervino Junior/CB/D.A Press. Brasil. Brasília – DF. Protesto contra o pronunciamento da presidente Dilma Rousseff, em Águas Claras. Na foto, Simone Nunes participou do “panelaço”.

 Revisado por Maíra Adorno

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