Lava Jato: em decisão, Sérgio Moro vê possível ligação entre a organização criminosa e a morte de Celso Daniel

A expressão “esqueletos no armário” parece ter sido cunhada especialmente em referência ao misterioso assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, à época um dos nomes mais fortes do PT. As circunstâncias obscuras ligadas ao caso nunca foram suficientemente explicadas, tanto no que diz respeito à execução do petista, bem como das sete testemunhas que também misteriosamente morreram.

Pois bem, a 27ª fase da Lava Jato, deflagrada hoje sob o nome de “Operação Carbono 14”, parece ter, finalmente, ligado a atuação ilegal daquela que o Ministério Público Federal chamou de sofisticada organização criminosa aos eventos referentes à morte de Celso Daniel. Vejam esse pequeno trecho da decisão do juiz Sérgio Moro:

O depoimento de Bruno José Daniel, irmão do ex-prefeito Celso Daniel, foi prestado à força-tarefa da Lava Jato ainda em janeiro. Nele, Bruno confirma as conversas com Gilberto Carvalho e Miriam Belchior sobre a existência de um esquema criminoso destinado a abastecer os cofres do PT.

Ao que parece, enquanto o governo e o STF estavam preocupados com áudios que poderiam sugerir possível obstrução da justiça, a força-tarefa estava trabalhando para conectar alguns dos pontos mais obscuros envolvendo a história do Partido dos Trabalhadores.

Neste tempos, em que muito se fala sobre as eventuais semelhanças entre a política nacional e o seriado House of Cards, seria Celso Daniel o Peter Russo do PT e de Lula?

Revisado por Maíra Pires  @mairamadorno

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