Giannazi: Eu o desafio!

O deputado Carlos Giannazi (PSOL-SP) é um socialista e, como tal, é um falsificador da realidade. Odeia os fatos como os gatos odeiam água. Para defender seus arroubos utópicos típicos de um adolescente que veste terno-e-gravata, só lhe resta como alternativa a famosa e fartamente documentada tática da dramaturgia-bufônica-de-tribuna.

O bufão Gianazzi ascende à tribuna da Assembleia Legislativa de São Paulo todas as semanas como se fosse um profeta do Antigo Testamento, repreendendo os poderosos por seus erros morais e lamuriando as engrenagens terríveis da classe política da qual faz parte.

As idas de Gianazzi à tribuna da Alesp são espetáculos nauseantes que representam uma síntese diabólica do emocionalismo-para-donas-de-casa das novelas da Rede Globo, o populismo de apresentadores de programas policiais, a histeria feminina presente em filmes macarrônicos e o moralismo farsesco de certos televangelistas.

Na sessão de quarta-feira, dia 29, o bufão Gianazzi ultrapassou todos os limites do bom senso com uma sequência de ataques histéricos, desequilibrados e perturbados contra o projeto de Lei 1301/2015, popularmente conhecido como projeto de Lei Escola Sem Partido.

Como já foi dito aqui, o projeto de Lei Escola Sem Partido tem como única finalidade permitir que estudantes secundaristas e universitários saibam quais são os seus direitos previstos pela Constituição, por meio da afixação de um cartaz em sala de aula.

Gianazzi tratou como uma forma de censura um projeto de lei que busca democratizar o conhecimento dos alunos sobre os seus próprios direitos constitucionais, conforme o projeto de Lei 1301/2015 especifica em detalhes e sem margens para dúvidas.

Como é possível tratar como um mecanismo de censura a afixação de um cartaz em sala de aula por meio do qual os estudantes podem conhecer seus direitos constitucionais?

O que me leva ao Princípio do Terceiro Excluído: ou Gianazzi é deliberadamente mentiroso ou excepcionalmente desinformado; não existe terceira alternativa.    

Ao atacar o projeto Escola Sem Partido, deputado socialista agiu na tribuna como se estivesse defendendo a liberdade dos alunos, mas estava apenas protegendo os interesses dos doutrinadores, um grupo significativo de uma classe que Gianazzi conhece bem.

Antes do projeto de Lei Escola Sem Partido, existia o movimento Escola Sem Partido. Uma iniciativa formada por um grupo de pais de alunos e de estudantes preocupados com a contaminação ideológica em nossas salas de aula e que decidiu fazer algo a respeito.

Mas Gianazzi nega a existência de estudantes vítimas da doutrinação ideológica. Nega a existência de pais preocupados. Nega a existência de doutrinadores. É um negacionista.

Como ele pode tratar como uma iniciativa pró-censura um projeto de lei que no seu primeiro artigo cita os princípios constitucionais que devem guiar a educação? Leia você mesmo:

I- Neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado

II- Pluralismo de ideias no ambiente acadêmico

III- Liberdade de Consciência e de Crença

IV- Reconhecimento da vulnerabilidade do educando como parte mais vulnerável na relação com o aprendizado

Pluralismo, liberdade de consciência e de crença, neutralidade do Estado: algo nesses princípios aos quais alude o projeto Escola Sem Partido apresenta algum rastro de censura?

Gianazzi não leu o projeto ou está brigando contra os fatos – como é típico dos esquerdistas.

Por isso o deputado socialista faz tanto uso da dramaturgia-bufônica-de-tribuna, a retórica que também está presente no discurso dos tirantes latino-americanos ávidos por incutir no populacho o sentimento tribal do “nós contra eles”, de luta do “bem contra o mal”.

Gianazzi age como se fosse um espírito translúcido de Eras Passadas a nos revelar verdades inconvenientes sobre os governos. É uma pena que tenha lhe faltado entusiasmo messiânico para contestar cortes no orçamento da educação durante o governo Dilma.

O socialista faz, sim, críticas ao PT, partido do qual foi expulso, mas são críticas tímidas, pontuais, fracas. Talvez por conta de um sentimento ainda latente de camaradagem.

Gianazzi surta apenas diante de tucanos e de qualquer um que não comungue da sua ideologia esquerdista. Nenhuma semelhança com professores doutrinadores.

Também nunca vi Gianazzi subir à tribuna para cobrar da UNE (União Nacional dos Estudantes) explicações para o fato da entidade ter recebido R$ 30 milhões em verbas federais, em 2010, para construir sua nova sede e até agora não ter entregado o novo prédio.

Desde 2006 a UNE já recebeu R$ 55,9 milhões da administração pública, entre doações de estatais, transferências diretas e patrocínios de ministérios. É dinheiro que saiu do bolso dos contribuintes. Gianazzi jamais questionou: “Pra onde vai essa grana, garotada?”

Será que Gianazzi é mais um político que finge defender direitos da população, mas que na verdade tem sua voz ventriloquizada por feudos da máfia sindical? A conferir.

O que sei é que defender interesses dos estudantes é bem diferente de defender os interesses corporativos de entidades com graves problemas com a Justiça como a UNE.

Agora vamos ao desafio anunciado no título deste artigo. Eu desafio o deputado Carlos Gianazzi a participar de um debate sobre o projeto de Lei Escola Sem Partido.

Ele terá a oportunidade de fazê-lo no começo de agosto quando a Alesp receberá, pela primeira vez em sua história, uma programação voltada aos estudantes e ao movimento estudantil, mas sem organização e controle de entidades como UNE e UPES.

Na “Semana do Estudante” que movimentos independentes estão organizando na Alesp o deputado socialista terá a oportunidade, inclusive, de beliscar os universitários e estudantes secundaristas vítimas de doutrinação para verificar sua existência.

Fica o desafio, Gianazzi: compareça à “Semana do Estudante” (*) da Alesp e debata conosco sobre toda essa temática. Nós todos também apreciamos um bom espetáculo.

(*) A programação começa no dia 08 e se estende até o dia 11 de agosto, a partir das 19h00, na Assembleia Legislativa, no auditório Teotônio Vilela. Mais informações em breve. 

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

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3 comentários para “Giannazi: Eu o desafio!

  1. FER

    Gianazzi é um Lunático … De Doutrinação ele entende Muito Bem haha … O Primo dele faz Doutrinação Descarada em uma escola tradicional da zona sul de SP e agora através de redes sociais, Nesta escola aparentemente o psol está influenciando muito afinal a maioria dos professores (salvas rarissimas Excessões e Parte da Direção/Coordenação) são Esquerdistas … Alias Recentemente realizaram um Evento em abril de 2017 no qual teve um Viés Totalmente Esquerdista no qual contou com a “Ilustre Presença” do Gianazzi. Lamentável a Diretora permitir mas aparentemente infelizmente ele é Amigo dela.

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  2. Marcos TC

    O texto e a critica são excelentes. Mas soa como defesa, enquanto precisamos é estar no ataque aos sórdidos comunistas que não concedem à verdade nenhuma oportunidade. A mentira não pode ser contestada, caso contrário os vermelhos perdem o discurso e a narrativa da superioridade moral e da primazia da luta pelos mais fracos.

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