Escola Invadida: Escola Com Partido

Nenhuma escola teria sido invadida se não tivesse sido previamente ocupada por militantes partidários disfarçados de professores ao longo das últimas décadas.

O movimento de invasões não teria acontecido se um grande esforço de doutrinação ideológica não estivesse em andamento nas salas de aula do Brasil. As invasões foram precedidas de um crime mais grave: o sequestro intelectual dos estudantes.

Ao longo do texto trouxe algumas das centenas de flagrantes que iluminam uma verdade que todos conhecemos, com exceção da imprensa: são os partidos de esquerda, os sindicatos e as entidades estudantis aparelhadas que estão no comando das invasões de escolas.

Alunos do ensino médio passaram a protestar contra uma PEC sobre a qual pouco ou nada sabem, empunhando bandeiras de uma pauta nitidamente vinculada com o grupo que foi desalojado do poder e que hoje tenta se reerguer enquanto oposição.

A PEC 241 e as mudanças no modelo educacional serviram de justificativa oficial para as invasões de escolas e universidades. A verdade é que as invasões aconteceriam de qualquer maneira: em nome da democracia, da paz mundial ou dos direitos indígenas.

Presidente da UNE, a comunista Carine Vitral, fala a estudantes em Brasília: movimento apartidário?

Presidente da UNE, a comunista Carina Vitral, fala a estudantes ligados a movimentos e partidos de esquerda em Brasília: movimento apartidário?

O mesmo fenômeno já havia ocorrido no fim de 2016 no estado de São Paulo. Na época, a desculpa oficial era a de que os estudantes estavam lutando contra o projeto de “reorganização escolar” do governo Alckmin, que acabou engavetado.

Neste artigo ficou amplamente documentado que o movimento de invasões de escolas em São Paulo havia sido executado por partidos de esquerda e seus braços militantes, os “movimentos estudantis” aparelhados: UBES, UPES e UNE, entre outros. Eis um trecho:

O dia 04 de dezembro ficará marcado na História como o dia em que o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, foi derrotado por uma constelação de grupelhos que invadiram escolas e fecharam ruas na capital paulista contra a “reorganização escolar”.

É quase o mesmo cenário em 2016. Mudaram apenas as desculpas e os elementos políticos: a esquerda já não tem mais o poder institucional e está visivelmente desesperada para tentar recuperar seu poder de influência social. A PEC 241 é o que menos interessa nessa história.

Barracas em escolas invadidas em São Paulo, em 2015

Barracas em escolas invadidas em São Paulo, em 2015

Mas é claro que um movimento nacional de invasões de escolas e universidades não é algo que pode ser criado da noite para o dia. É o tipo de coisa que demanda um trabalho de base de longo prazo, meticuloso, forjado no dia-a-dia da sala de aula.

Esse trabalho de base tem sido executado por militantes disfarçados de professores ao longo das últimas décadas. São justamente eles que se levantam ruidosamente contra a “censura” que representaria a aprovação do projeto de Lei Escola Sem Partido.

Eles estão na sala de aula não para promover o famoso “pensamento crítico”, mas apenas e tão somente para promover a agenda dos partidos de esquerda aos quais são filiados.

É claro que não são apenas professores: diretores de escola e até secretários de Educação estão diretamente envolvidos nesse processo de doutrinação ideológica e destruição da autonomia intelectual de estudantes universitários e secundaristas.

Neste áudio podemos ouvir Marta Bertanes da Silva, diretora da escola Estadual Dr. Waldemiro Pedroso, em Jaguapitã, no Paraná, incitando estudantes a participarem de invasões e dando dicas de como eles deveriam justificar suas ações diante da imprensa.

Marta Bertanes: "uma vida dedicada à educação"

A secretária de Educação Marta Bertanes: “uma vida dedicada à educação”

Sim, o nível de aparelhamento ideológico nas escolas é tamanho que os profissionais que deveriam representar os interesses do Estado e agir com prudência em nome do bem estar dos próprios estudantes são os primeiros a estimular a baderna nas escolas.

Neste vídeo temos um flagrante inacreditável: a secretária de Educação de Poços de Caldas (MG), Maria Cláudia Prézia Machado, repreende um grupo de estudantes insatisfeitos com a paralisação das aulas e defende a invasão das escolas!

Secretária de Educação de Poços de Caldas repreende estudantes contrários à invasões: "Não mandei ninguém falar!"

Secretária de Educação de Poços de Caldas repreende estudantes contrários à invasões de escolas: “Não mandei ninguém falar!”

“A ocupação é movimento legítimo. Os meninos que ocuparam conseguiram isso no voto ontem à noite”, diz a secretária, que é interrompido com frases de protestos dos alunos e, então, perde o controle: “Esperem eu terminar! Não mandei ninguém falar!”.

É neste cenário de autoritarismo, ação desavergonhada de militantes partidários e assédio ideológico explícito que os estudantes brasileiros são coagidos, recriminados e doutrinados.

Enquanto isso os colegas de partido dos doutrinadores, apresentados na imprensa como especialistas, pintam o “Escola Sem Partido” como o grande inimigo da educação.

Sem democracia para quem pensa diferente

O mais interessante disso tudo é que os invasores de escolas dizem representar os estudantes e mesmo a luta pela democracia, contudo, eles são contestados por milhares de estudantes que querem aula e, quando isso acontece, preferem agir com truculência.

Um exemplo foi a assembleia estudantil convocada na UFPA (Universidade Federal do Pará) para decidir pela manutenção ou não da invasão da universidade. Ao perceberem que perderiam no voto, os invasores partiram pra violência e adiaram a assembleia.

Confira neste vídeo a forma grotesca e selvagem com a qual os invasores encerraram a assembleia para impedir os estudantes de retomarem o controle da UFPA.

Na UnB (Universidade de Brasília) a invasão também ocorreu e se mantém sem contar com o necessário consenso dos estudantes. E o clima é de absoluta hostilidade contra quem tenta contestar as ações arbitrárias dos militantes partidários.

Desde o ensino básico, nas escolas municipais 

Tudo isso é possível porque um longo processo de doutrinação ideológica transformou muitos estudantes em militantes juvenis. No Brasil a doutrinação ideológica começa desde cedo, ou, para ser exato, desde o ensino básico. Eis alguns exemplos.

Em uma escola municipal da cidade de Cabrobó, no Sertão de Pernambuco, crianças entre 5 e 7 anos de idade foram orientadas pela “tia” (professora do ensino básico) a produzirem cartazes contra o governo Temer e a PEC 241.

Crianças de Pernambuco induzidas a produzir cartazes contra Temer

Crianças de Pernambuco induzidas a produzir cartazes contra Temer

As fotos das crianças com rostos pintados e cartazes anti-governistas foram espalhadas entre grupos de militantes na internet como prova de que até as crianças estão engajadas no movimento “Fora Temer”. Confira aqui esta história impressionante.

Neste vídeo outro grupo de crianças de uma escola ainda não identificada tenta, com suas vozes ainda em formação, ensaiar palavras de ordem contra o governo e a PEC 241.

Também na cidade mineira de Jaguapitã, alguns “professores” se juntarem aos estudantes, ministrando “oficinas” nas escolas invadidas. São os “educadores” que aparecem em fotos felizes ao lado de da senadora Gleisi Hoffman, acusada de desviar dinheiro dos aposentados.

Encontro Nacional de Invasores de Escolas

A União Nacional dos Estudantes (UNE) – que há mais de 40 anos é regida ditatorialmente  pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB) – está usando todos os seus recursos (bancados por quem?) para promover e manter a agenda de invasões em todo o Brasil.

A UNE não hesita em organizar um encontro nacional de invasores de escolas, atestando que toda essa movimentação contra PEC 241 tem uma clara finalidade político-partidária.

A entidade, inclusive, está promovendo caravanas nos estados (bancadas por quem?) para levar os invasores ao encontro na capital federal, como bem ilustra esta postagem.

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O movimento “apartidário” de “ocupações” de escolas convoca para ato nacional…

Qual é a desculpa oficial para a festinha federal dos baderneiros? É esta aqui:

No dia 29 de novembro, dia da votação da PEC 55 (241) no Senado, uma grande caravana de estudantes e entidades educacionais vão sair de diversos estados até a capital do nosso país para pressionar os parlamentares.

Os estudantes denunciam perseguição, criminalização, e a tentativa de sufocar os movimentos socais, beirando o estado de exceção. E em conjunto afirmam que “a PEC da maldade não nos amedrontará, nem a truculência da PM, muito menos as declarações de Mendonça e Temer. Transformaremos Brasília na capital da Ocupação”.

É assim que os movimentos sociais de esquerda retroalimentam sua pauta: primeiro, invadem escolas e provocam reação do Estado para, em seguida, reagir contra a reação do Estado, e assim o farão para sempre ou enquanto seus pais pagarem suas mensalidades.

Sindicatos de Professores mobiliza alunos

De acordo com o blog Coluna Esplanada, os serviços de inteligências das PMs dos Estados onde mais houve invasões descobriram que por trás do protagonismo juvenil de ‘resistência’ estão os sindicatos de professores ligados a PT, PCdoB, PSOL e PSTU.

As polícias notaram o silêncio ensurdecedor dos sindicatos e dos professores diante das mobilizações. Eles se ocultaram atrás dos estudantes que escalaram para os protestos:

Pior, para dificultar a ação das autoridades contra as ocupações irregulares, na tentativa de comover a opinião pública, usaram menores nas invasões.

Pais e professores contra as mobilizações de cunho partidário têm citado por todo o País que as ocupações são notoriamente ilegais, impedem o direito de ir e vir e o direito de outros alunos e professores que querem as aulas.

“Somos milhões de Ana Júlia”

Em artigo recente, o sempre brilhante Percival Puggina desmontou o discurso corajoso engajado da supostamente engajada estudante paranaense Ana Julia. Escreveu Puggina:

Assisti ao vídeo em que essa menina, falando aos deputados estaduais do Paraná, discorre sobre os motivos das atuais invasões. Seu discurso é a síntese do que ensinam os fazedores de cabeça […] Sua relação com o contraditório se exerce pela mera aplicação de rótulos. Os adjetivos que dispara – golpista, fascista, machista, homofóbico, racista – abastecem seu vocabulário como os únicos cabíveis a quem diverge do que lhe foi ensinado.

Ana Julia, como bem notou o escritor, afirma em seu discurso que a “escola pertence aos estudantes”, mas não esclarece que o grupo ao qual pertence pretende monopolizar essa alegada e excluir todos os que pensam diferente dela e que querem aula:

Li que o pai da adolescente seria vinculado ao PT. Ele tem todo direito de orientar sua filha como quiser, embora esse direito não prescinda de uma conduta respeitosa em relação à liberdade dela. Já à sua escola e aos seus professores não é dado esse direito! Vem daí a Escola sem Partido. O discurso da mocinha reforça a necessidade do projeto. Ela quer escola com partido, para reproduzir o que aprendeu. Essa é uma escola que permite ser capturada, que fecha suas portas aos demais alunos, professores e famílias, em nome dos objetivos políticos que lhe prescreveram. Nem mesmo uma eleição de segundo turno para prefeito será mais relevante e democrática que a tomada do prédio por seu aparelhinho pedagógico.

Não por acaso, a Juventude Petista de São Paulo emitiu nota oficial intitulada “Somos milhões de Ana Julia”, na qual afirmam que o “protagonismo secundarista revela uma juventude altamente engajada, consciente e disposta à radicalização”.

Ana Julia: a menina saída de um molde

Ana Julia: a menina saída de um molde

Os jovens petistas, tal como Ana Julia, acreditam que podem representar “a juventude”, “os estudantes”, ignorando todos aqueles que discordam da pauta dos partidos e movimentos que sequestraram as escolas e que estão de saco cheio de invasões e paralisação de aulas.

Em nota oficial, a Direção Estadual da Juventude Petista de São Paulo também manifestou apoio às invasões de “escolas, faculdades, institutos e órgãos públicos” em todo o Brasil:

O movimento de ocupações acontece em um momento de resistência e luta às medidas do governo ilegítimo de Michel Temer, as quais trarão mudanças cruciais às condições de vida, estudo e trabalho, e que não foram abertas ao debate de toda a sociedade.

Não há dúvidas: o efeito perverso e maturado do ensino partidarizado é o cenário de terra arrasada das escolas invadidas.

Toda escola invadida foi uma escola previamente ocupada por partidos.

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