A arte do ódio – uma agenda cultural contra os cristãos

O que temos testemunhado no Brasil nos últimos dias é uma campanha de ódio contra os cristãos. Uma agenda de ataques disfarçada de “arte” para, com apoio da mídia, demonizar quem acredita em Deus e preza pela família.

Essa é a verdade que você jamais conhecerá através da mídia.

O roteiro é simples: alguém enfia um crucifixo no ânus, ou promove uma “exposição” com clara apologia à pedofilia, ou escreve uma peça na qual Cristo é travesti, os apóstolos são gays ou Maria, mãe de Deus, uma prostituta.

Tudo “em nome da arte”.

Os cristãos sentem o golpe, percebem que sua fé foi atacada de maneira vulgar e violenta, e decidem reagir. Porém, ao reagir com boicotes ou buscando o amparo da lei, são taxados de extremistas, de ignorantes, de jecas sem cultura.

A exposição no Santander Cultural que retratava uma “criança viada”: se você é contra, só pode ser um caipira incapaz de apreciar a arte

Ao reagir, somos jogados na “cesta de deploráveis”, para lembrar o termo que Hillary Clinton usou para tentar demonizar os eleitores de Donald Trump, chamando-os de fanáticos religiosos, homofóbicos, sexistas, racistas e etc.

Nada disso é por acaso; cada ação dessas é planejada em detalhes, calculada para provocar a reação indignada dos cristãos e, subsequentemente, legitimar na mídia e na militância o discurso de ódio contra os cristãos.

Várias táticas estão sendo combinadas nesta orquestração que visa promover a demonização gradual e sistemática dos cristãos brasileiros.

Quem estuda os tópicos de guerra política pode se lembrar de algumas das ideias de Saul Alinsky, o guru de Hillary, Obama e de parte da esquerda americana.

Em “Regras para Radicais” Alinsky ensinou, entre muitas coisas, que a esquerda deve manter fogo concentrado contra um alvo, provocá-lo, ridicularizá-lo, promover o máximo de tensão, e então atribuir a culpa ao alvo.

 Alguma semelhança com o roteiro que descrevi acima?

 Santander Cultural e Jundiaí

 Na última semana tivemos exemplos claros dos usos desta estratégia.

A exposição “QueerMuseu”, do Santander Cultural, foi uma afronta clara e brutal aos valores do povo brasileiro, majoritariamente cristão. Mesmo os não-cristãos, de outras religiões, ficaram ofendidos com o uso de crianças em situações sexuais nas imagens.

O quadro sobre a “criança viada” não deixa dúvidas de que a intenção dos autores é era o choque puro, a tensão, o ataque contra os valores do brasileiro comum.

Mas a exposição, que foi visitada por crianças em idade escolar, ia muito além, contando com um espaço para os visitantes que se tocassem e “alterassem a percepção de gênero”.

Os brasileiros reagiram em massa, por meio de um boicote vitorioso que resultou no desligamento de milhares de correntistas do Santander.

E como reagiram os “artistas”? Acusando os cristãos em boicote de conspirar contra a liberdade de expressão, de não entender nada sobre arte, que é pura, imaculada, acima da crítica, do bem e do mal.

O mesmo ocorreu em Jundiaí, por duas vezes, nesta semana.

“A Princesa e a Costureira”, a peça infantil LGBT cuja encenação se dará em evento que receberia verbas públicas em Jundiaí

A peça infantil “A Princesa e a Costureira”, baseada em um conto de fadas LGBT, havia inserida na Semana da Diversidade Sexual, promovida por uma ONG e apoiada pela Prefeitura de Jundiaí, com direito a financiamento público!

Uma petição online e a mobilização de pessoas de todo País fez com que o prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB) recuasse do financiamento do evento, que continua de pé, mas agora sem a destinação de verbas públicas.

A militância LGBT de Jundiaí imediatamente taxou a mobilização como uma conspiração de preconceituosos.

Com a repercussão negativa do caso Santander, Prefeitura e militância justificaram que a peça infantil, baseada em conto de fadas, não tinha crianças como público-alvo…

Mas tem muito mais.  Na sexta-feira, dia 15, o Sesc de Jundiaí abrigaria a encenação da peça “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu”, na qual Cristo é retratado como uma mulher trans e os apóstolos são homossexuais.

Uma claríssima releitura ideológica dos Evangelhos com objetivo de transformar Jesus no garoto-propaganda do Lobby LGBT. A inglesa Jo Clifford, autora do texto em inglês no qual a referida peça se inspira, esteve no Brasil no ano passado.

Em entrevista à Folha, Clifford deu uma amostra do tipo desconstrução social que ela pretende promover com seu texto “inocente” e “cristão”:

Hoje Clifford diz que se considera um “terceiro sexo” (toma hormônios, mas não fez cirurgia para mudar seus órgãos genitais). Suas filhas ainda a chamam de pai. Seu neto, 4, de avó. “E ambas [as definições] são verdadeiras”

A encenação de “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu” em Jundiaí foi impedida por força de liminar expedida pelo juiz Luiz Antônio de Campos Junior, que viu na peça elementos de vilipêndio e preconceito contra religião.

Escreveu o juiz em sua liminar:

Não se trata aqui de imposição a uma crença e nem tampouco a uma religiosidade. Cuida-se na verdade de impedir um ato desrespeitoso e de extremo mau gosto, que certamente maculará o sentimento do cidadão comum, avesso à esse estado de coisa.

 A decisão do juiz claramente tem amparo na lei que tipifica crimes de preconceito contra religião, conforme o Artigo 208 do Código Penal.

Foi o suficiente para que se levantasse a narrativa de que está havendo uma onde homofobia, preconceito e ódio contra os homossexuais em Jundiaí.

Jundiaí e a Espiral do Silêncio

A peça  “O evangelho segundo Jesus Cristo, a Rainha dos Céus”

A verdade é que a população cristã de Jundiaí tem sido bombardeada por uma série de provocações de uma campanha de desensibilização que visa voltar a opinião pública contra os religiosos, que passam a ser taxados de extremistas.

É a famosa Espiral do Silêncio, termo cunhado pela cientista política alemã Elisabeth Noelle-Neumann, cuja teoria se baseia na ideia de que a opinião pública pode ser uma forma de controle, sendo usada por uma minoria contra determinados grupos.

Noelle-Neumann explica que um grupo se apossa dos meios de comunicação em massa e passa impor suas opiniões como se fossem a opinião da maioria ou, como se costuma chamar, a tal opinião pública.

A partir daí, quem tem opinião contrária acaba se omitindo com medo do conflito com a “opinião pública”, o que pode resultar em marginalização e isolamento.

Os cristãos de Jundiaí estão, hoje, enfrentando acusações de preconceito e homofobia, acuados e atacados por uma militância raivosa que fez de tudo para provocá-los, para chocar sua sensibilidade religiosa e moral.

A Espiral do Silêncio está em pleno curso na cidade.

Porém, existem sinais de resistência, com a criação de grupos denunciando tais táticas e lutando pela aprovação do Projeto de Lei Escola Sem Partido no município.

O ódio embalado como arte

A tática utilizada nesta agenda de ódio contra os cristãos é muito eficiente: embrulhar todo esse ressentimento, todos esses ataques gratuitos e toda essa animosidade na embalagem de “arte”.

Desta maneira, aos militantes disfarçados de artistas é possível escudar-se sob o manto imaculado da arte que garante irrestrita liberdade de expressão.

Ou será por acaso que quase todos os artistas envolvendo nesta agenda cultural contra cristãos têm estão ligados a partidos e ideologias de extrema esquerda?

O que eles fazem passa muito longe da sacralidade imposta pela ideia da arte pura que justifica a si mesma, por seu valor estético ou filosófico. Nada do que fazem está desligado de motivos políticos, ideológicos e até partidários.

Precisamos chamá-los pelo nome, sim, e questionar o valor das suas criações culturais a partir do conteúdo ideológico que elas carregam.

Se nem Jesus Cristo é sagrado para os nossos artistas, não é a arte ideológica deles que merece ser tratada como algo sagrado para nós.

 

 

 

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4 comentários para “A arte do ódio – uma agenda cultural contra os cristãos

  1. Valdir Marques de Souza

    Estamos perdidos, não vejo nenhuma melhora no horizonte, o único candidato capaz de reverter essa desgraça está sendo massacrado pela mídia em benefício do almofadinha viajante tucano de São Paulo, que homenageará terroristas aqui em SP.

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  2. Fkla Cantras

    Para resumir o comentário anterior: não há sociedade onde se preserva as liberdades individuais se esta for baseada no livre mercado e na liberdade individual. Sem o núcleo familiar baseado nas instituições da Igreja o resultado será sempre desastroso. Não é atoa que só nos países ocidentais onde a liberdade individual é idolatrada é que acontece exposições pró-pedofilia e bestialidades

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  3. Fkla Cantras

    Infelizmente (ou felizmente) a sociedade baseada nos ”belos” ideais do livre mercado e do dinheirismo leva a essas coisas. Os comunistas adoram usar o dinheiro e a vitrina que o livre mercado proporciona para corroer a sociedade.
    Quando se chega num ponto igual chegou o Brasil onde há mais de 60 mil mortes por ano e o povo preocupado em se trancar em casa, comprar um carro zero ou pular carnaval é porque antes de acontecer a ocupação socialista de inversão de valores e da relativização da moral houve muito tempo antes um periodo longo de libertinagem que é própria dos ideais iluministas.
    Os ideais iluministas aumentam as liberdades individuais e produzem por algum tempo uma certa sensação de ápice civilizatório como bem notou o prof. Nicholas Hagger mas depois vem um período de trevas. Foi assim em todas revoluções, desde a protestante, passando pela revolução francesa e americana até a revolução bolshevique.
    Os ideais liberais dos iluministas franceses levou a morte de 3 milhões no século 18 apesar de ter sido nessa mesma época proclamada que o direito dos homens era o bem mais valioso.

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  4. Alcides Ellert

    Belo texto. No meu entender, representa a realidade brasileira.

    Faço um aparte, e comparo esta situação (claro que, respeitadas as devidas diferenças…), ao que acontece na Europa – principalmente na Alemanha – onde com a invasão de mais de 7 milhões de refugiados africanos, islâmicos e outros… no território alemão, que é praticamente do tamanho do RS, e que as estimativas até 2025 apontam a entrada em torno de 15 milhões de pessoas, entre refugiados e estrangeiros.
    Quando o povo alemão reclama em seu próprio território de tamanha barbárie e se posiciona contrariamente, é considerado nazista, extremista e fascista pelo próprio governo alemão e pela mídia governamental da NWO.
    Tempos atuais difíceis e onde se defenda princípios, ética e valores morais e religiosos é considerado por muitos interesses, politicamente incorreto. Uma vergonha e um retrocesso em todos os sentidos!

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