Mateus, ministro das Relações Exteriores, ofende todos os brasileiros

Hoje ocupante do cargo de Ministro das Relações Exteriores, o ex-motorista do psicopata terrorista Carlos Marighella utilizou seu perfil no Facebook para ofender, de maneira velada, todos os brasileiros que possuem opinião contrária a sua lei de imigração. Mateus usou duas pessoas como bodes expiatórios: a jornalista Joyce Hasselmann e o empresário Luiz Phllipe de Orleand e Bragança.

Mateus Guarani-Kaiowá disse:

“Aos que criticam a lei, primeiro peço que leiam com mais cuidado o texto. Refiro-me por exemplo a uma blogueira de nome Joice Hasselmann ou a Luiz Philippe de Orleans e Bragança, cujos sobrenomes denotam a ascendência estrangeira.

Peço que saiam de seus castelos e visitem, por exemplo, os porões clandestinos em que milhares de imigrantes ilegais servem de mão de obra escrava, confeccionando roupas de grife que provavelmente eles próprios vestem.“

Joice possui sobrenome alemão, o que pela história das imigrações brasileiras indica que sua família não veio durante a colonização e nem estava aqui antes dela. Assim, sua opinião seria de menor valor e carregada de preconceitos e desconhecimento. Ao que parece, diferente do ministro Mateus Tupinambá.

O outro atacado, Luiz Philipe, possui sobrenome português. Ele é empresário, mas seu sobrenome vai além da origem lusitana pura e simples, já que é o sobrenome da família real deposta pelo golpe militar de 1889. Luiz é sobrinho do atual Chefe da Casa Imperial brasileira, Dom Luís Gastão. Apesar de tudo isso, Luiz ainda não é qualificado para criticar a nova lei, segundo Mateus Ianomâme.

Além da safadeza evidente na postagem do Ministro das Relações Exteriores, a burrice é o que mais faz mal a esse debate. Mateus se utiliza da ideia de “imigração” como algo igual em todas as épocas e os “imigrantes” como um grupo único em todas as épocas. Diferente da ideia atual de imigração, as famílias alemãs, italiana, japonesas, etc, não tiveram as benesses do Estado brasileiro, muito pelo contrário, vieram com destino definido e função exclusiva de trabalharem em novos postos de trabalhos urbanos e rurais, estes no interior em desbravamento.

Além disso, uma das maiores desgraças da história a brasileira, a escravidão, não foi um projeto imigratório livre, mas trouxe novas populações ao país. À força, negros foram retirados de suas terras no continente africano e trazidos para o Brasil. Será que, para Mateus, esses negros (sobrenomes Silva, Santo, Souza…) podem ter opinião sobre essa nova lei?

Se nenhum descendente de imigrante europeu pode ter opinião; nenhum descendente de imigrante asiático, muito menos do oriente médio, como os libaneses; se nem quem tem sobrenome português (negros inclusos) pode criticar a lei, nem mesmo o descendente da família que colonizou estas terras; quem pode?

Talvez os índios? Que nada, até eles sofreriam a ira do Ministro, que provavelmente se utilizaria de algum termo bonito como “diversidade” ou falaria que no projeto há a garantia de livre trânsito dos “povos tradicionais”.

A resposta, ao final, é fácil: apenas a pessoa de nome Aloysio Nunes Ferreira, vulgo Mateus, esse sim, uma figura 100% livre de preconceitos e que está acima de TODOS os brasileiros “de sobrenome estrangeiro”, pode opinar, e a opinião dele é clara:

ABRAM AS FRONTEIRAS E CALEM AS VOSSAS BOCAS.

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

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Um comentário para “Mateus, ministro das Relações Exteriores, ofende todos os brasileiros

  1. Rodrigo

    O que esperar de alguém que foi associado de um assassino? Que fez parte de um grupo que se arrogou a tarefa de “salvar o Brasil” instituindo uma ditadura comunista, violenta e retrógrada? Não me consta que aludido ministro tenha feito ao menos um “mea culpa” pelos tempos em que participou de ações criminosas ou ainda as apoiou. Ainda quer ostentar o mesmo messianismo, “iluminar” as massas ignaras e “fustigar as elites” (da qual pertence?), agora bastante desbotado, é verdade. Não adianta, enquanto políticos esquerdistas, ex terroristas e criminosos em geral forem a maioria no país caminharemos para o buraco. “A árvore se conhece pelos frutos” – os frutos dessa turma que colhemos hoje começaram a ser plantados pelos tais a partir da redemocratização. Quais tipos de árvores são eles?

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