Eu apoiei Donald Trump do começo ao fim

No começo das primárias republicanas eu apoiei Rick Perry, ex-governador do Texas. Perry usa bota, chapéu e porta arma, nada mais qualificado para ser presidente. Quando ele apareceu mal nas pesquisas eu escolhi um segundo candidato para apoiar, Donald Trump. Após o texano sair da disputa, minha escolha foi clara: Make America Great Again.

Desde o começo, gostei do que Trump falava. Jamais fiquei ‘bravinho’ com suas declarações, principalmente as que envolviam mexicanos. Não sou mexicano e não ligo para discursos do tipo porque odeio imigração descontrolada. Um discurso como aquele falava a verdade. Ser duro foi necessário, porque enfeitar algo assim só servia para enganar o povo e ser aceito pelo establishment. Algo tão óbvio não poderia ser alvo de reações afetadas, choros falsos e discursos ridículos sobre multiculturalismo vindo de pessoas que só têm contato com “outras culturas” por meio do restaurante temático em Manhattan.

Esse establishment, termo muito usado neste ciclo eleitoral, é o conjunto de políticos de carreira, intelectuais, pundits – os comentaristas de política -, lideranças partidárias e grandes financiadores. A maioria desses especialistas ficou contra Trump, eles eram os “verdadeiros conservadores”. Na verdade não passam de um bando de palpiteiros que defendem “ideias”, como se estas se construíssem sozinha e pairassem no ar. O que esse grupo não entendeu é que nada disso importa se não existir um povo, uma nação. Para Trump, essa nação está sendo vítima de ações criadas e defendidas pelo establishment. Os pundits ficaram indignados, onde já se viu falar de algo real e não das platitudes? Como Trump ousava romper a mordaça dos “intelectuais”? Como ele ousava desprezar o apoio da mídia conservadora?

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Edição especial da maior revista conservadora americana contra candidatura de Trump.

Bem, uma coisa os pundits acertaram: Trump não é conservador. Nunca foi e imagino que nunca será. Trump é um nacionalista. Em um contexto americano, o nacionalismo faz sentido, pois está ligado com a formação demográfica e cultural. Diferente do Brasil, em que nacionalismo é ligado a coisas que a nação nunca fez – mato, bicho e petróleo -, os americanos querem defender seu idioma, cultura, religião e sua constituição. Os pundits também defendem tudo isso, mas só na formalidade, não nas manifestações reais feitas pelo povo. Assim, fica claro que existe uma barreira entre as análises da classe pensante e a visão de Donald Trump.

Trump ficou conhecido como um candidato que “desafia o politicamente correto”. Trazendo para o Brasil, ele seria um candidato que tem vídeos “viralizados” no whatsapp em grupos da família, em que seu parente compartilha o vídeo com a legenda “ESSE FALOU A VERDADE”. Ser politicamente incorreto, portanto, não tem nada a ver com fazer piadas ou ser mal-educado, mas sim descrever a realidade como ela é. Sem filtros ou enfeites. O povo americano, principalmente o mais interiorano e simples, passa por situações que não podem ser descritas realisticamente. Trump, portanto, tornou-se o porta-voz dessa população que também é vítima de perseguição e rotulação na grande mídia e na cultura.

Na campanha, Trump foi alvo da maior oposição midiática já vista na política americana. Todos claramente torcendo pela Hillary e fazendo o possível e o impossível para garantir sua vitória. Visto de fora, isso parecia ser um xeque-mate contra Trump, mas o povo americano confia cada vez menos na mídia e a parcialidade evidente só acentuou esse posicionamento.  A parte cultural também agiu, com filmes, programas de “comédia”, séries, tudo focado no combate à “intolerância” dos direitistas-religiosos-fascistas.

Quando Trump disse “America first” (América em primeiro lugar), uma polêmica absurda se criou nos EUA. Como algo tão óbvio e tão necessário pode ser alvo de polemiquinhas? Nós, brasileiros, não queremos um presidente que coloque o “Brasil em primeiro lugar”? Um presidente que defenda o seu compatriota? Trump, mais uma vez, falou algo óbvio que era rejeitado pela elite “pensante”. Ele deveria ser o presidente apenas por isso, nada mais.

O caminho para a vitória estava traçado: manter o mesmo patamar de votação com as minorias e aumentar com brancos da classe trabalhadora. Pelo jeito, foi isso mesmo que ocorreu. Trump conseguiu vencer estados que o Partido Republicano não ganhava desde a eleição de Ronald Reagan. Áreas que anteriormente votaram em Obama, agora deram vitória fácil ao republicano.

Como explicar o voto massivo do “povão” em um bilionário de Nova Iorque? Uma ideia: Trump é a voz do americano comum, que não tem defesas – dinheiro, posição social, poder político – para descrever a realidade como ela é. Ele é a única alternativa de representação que sobrou a uma classe que foi desdenhada pelo partido democrata e que é tratada como dispensável pelo Partido Republicano.

Tudo isso e muito mais explicam o meu apoio ao Trump. Não sou americano, não voto lá. Gosto de política, mas poderia ficar sem torcer. Torci. Não apenas pelo Trump em si, mas pelo movimento criado ao redor dele e pela representatividade que ele passou a ter.  É algo maior do que ele, como BREXIT e posições anti-União Europeia. Por isso, na conjuntura atual, não tem escapatória: é barbárie ou MAGA.

 trump-maga

Revisado por Maíra Pires @mairamadorno

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2 comentários para “Eu apoiei Donald Trump do começo ao fim

  1. Jr

    TEMOS QUE TER ÓDIO VISCERAL PELO MARXISMO E SUAS DERIVAÇÕES QUE SÃO O COMUNISMO, SOCIALISMO, ESQUERDISMO, FEMINISMO, GAYZISMO E O POLITICAMENTE CORRETO.
    Temos que boicotar todo e qualquer tipo de serviço em que predomine a cultura marxista, como por exemplo a mídia em geral.
    Temos que nos comportar assim para o bem de nossas vidas e das futuras gerações.

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