Com nomeação de Flávia Piovesan, Temer sinaliza continuação do esquerdismo cultural

No final de março, escrevi um texto sobre “O Mito do Fim do PT“, ou melhor, como o impeachment não seria uma vitória completa, pois o PT possui poder além do controle da máquina estatal. A força cultural, intelectual e midiática que a esquerda possui foi o que criou a oportunidade de Lula chegar ao poder, não o contrário.

O próximo governo teria que se render ao discurso corrente no Brasil, um discurso que é pautado por pessoas de esquerda. Por exemplo, logo após escolher os ministros, Temer foi criticado por ter formado um gabinete só com homens. Isto não é um problema real, mas a máquina midiática e militante da esquerda criou a ideia de que Temer é machista e que seu gabinete não tinha “diversidade”, o que fez o presidente discursar sobre o tema. Outro exemplo, mesmo com a saída do PT, funcionários do Ministério da Educação protestaram contra a nomeação de Mendonça Filho (DEM), que teve que discursar sobre sua experiência de ter estudado em uma escola tradicional de esquerda.

Agora, Temer faz uma concessão absurda para a esquerda ao nomear Flávia Piovesan para a Secretaria de Direitos Humanos, agora incorporada no Ministério da Justiça e Cidadania (antigo Ministério da Justiça). Veja a opinião dela sobre aborto:

– Aborto: “Eu sou contra a criminalização do aborto. Este é um tema complexo, que deve estar sediado na área da saúde pública. No Brasil, o aborto figura como a quarta causa de mortalidade materna. Há uma discussão, muitas vezes, hipócrita. Está provado que a ilegalidade do aborto só leva à clandestinidade. […] Temos de revisitar a legislação repressiva e que isso seja repensado no campo das políticas públicas, na área da saúde e com todo respeito à laicidade do Estado.”

Outras opiniões estão no texto do advogado Taiguara Fernandes.

Por que Temer nomeou Flávia Piovesan? Por ela ser mulher? Por ela ser uma agente no campo cultural e dos “direitos humanos” ligada a todos os movimentos de esquerda? Isso é simbólico ou a secretária dos DHs terá poder real para realizar ações militantes na área?

Não adianta o PT sair do governo se suas ações serão continuadas com uma camuflagem de neutralidade.

A continuidade das ações pró-aborto, da ideologia de gênero, dos ataques à família e do aumento da “guerra de raças” no Brasil tem que ser impedida. Não podemos aceitar essa nomeação. Flávia Piovesan deve ser demitida e, em seu lugar, ser colocado alguém que defenderá os verdadeiros direitos humanos.

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

5 comentários para “Com nomeação de Flávia Piovesan, Temer sinaliza continuação do esquerdismo cultural

  1. Julio Costa

    Essa senhora com certeza não vive no mundo real com as pessoas reais. Quem defende essas idéias são grupos ultra minoritários que querem impor a grande maioria de nossa população o gayzismo o abortismo e outras porcarias do gênero ou de “gênero”.
    Dona Flávia vá ocupar sua cabeça com coisas úteis: limpar a casa, cuidar da família, cozinhar, trabalhar, ajudar os pobres. Pare de incentivar esses absurdos, seguindo essa agenda internacional de porcarias que só servem para afastar as pessoas dos valores mais nobres do ser humano, como família, caridade, amor, religiosidade. Deveria ter vergonha dessa agenda.

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  2. Souza

    Precisamos fazer um levante na sociedade, conscientizar a sociedade sobre essas pessoas perversas, precisamos lutar contra essa ideologia, nós não podemos mas ceder um milimetro sequer a essa corja.

    Temos que lutar gente, lutar contra a idolatria de estado, contra o secularismo, que é o grande mal na nossa sociedade.

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    • Willian

      Desculpe, mas sim ao secularismo. Ser contra o PT e ser liberal nao significa ter religiao. Cada um na sua e respeito às diferentes escolhas.

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      • Caio

        Perfeito Willian, concordo com você. Sem secularismo, tudo que nos resta é uma teocracia, o que sob vários aspectos, não deixa de ser já uma triste realidade no nosso país. A grande maioria da nossa população tem uma imensa dificuldade de entender conceitos relacionados ao tema, seja por má fé, pela manutenção dos privilégios concedidos a entidades religiosas no nosso país ou simplesmente pela não compreensão dos conceitos em si, uma pena.

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  3. Régis

    “Temos de revisitar a legislação repressiva e que isso seja repensado no campo das políticas públicas, na área da saúde e com todo respeito à laicidade do Estado.”

    Esse tipo de esquerdista, os mui equilibrados, mui atucanados, é o mais perigoso.

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