Uma resposta às críticas contra Pedagogia do Oprimido

Recebi hoje o texto abaixo, que critica minha resenha de Pedagogia do Oprimido. Estou dividindo com meus leitores sem identificar o autor. Amanhã, publicarei uma resposta.

Prezado Sr. Marcelo Centenaro

Percebo pela sua resenha que o sr. de fato se debruçou sobre a principal obra de Paulo Freire e procurou compreendê-la de maneira sincera. Lamento dizer que o sr. não conseguiu. Gostaria de lhe dizer por quê.

A linguagem não é confusa e não existe essa falta de encadeamento lógico que o sr. aponta. Falta-lhe familiaridade com textos produzidos pelos profissionais de ciências sociais. A comparação com o Alcorão só pode ser uma piada. Quando Paulo Freire disse que sectários não seriam capazes de ler seu texto, ele previu exatamente as dificuldades que o sr. encontrou.

O sr. não entendeu o que Paulo Freire descreve como educação bancária. Não é a educação que transmite conteúdos e sim aquela que joga informações descontextualizadas da realidade do educando, impondo conceitos que lhe são estranhos, que ele não consegue compreender, e que não lhe dá espaço para dialogar. Também não é verdade que a educação libertadora despreze os conteúdos. Os conteúdos são importantíssimos, mas Paulo Freire dizia que recusava uma educação que treine e defendia uma educação que forme. Os conteúdos são uma oportunidade para discussões mais abrangentes, que ajudem o educando a realizar seu potencial completo como ser humano. Isso somente é possível se a relação entre educadores e educandos for uma relação de diálogo, de confiança mútua e de construção solidária de um processo de aprendizado abrangente.

O livro é de 1968. Muita coisa mudou de lá para cá e não podemos simplesmente julgá-lo com os olhos de hoje. Em 1968, estávamos no auge da Guerra Fria, o mundo estava dividido pelo Muro de Berlim e não sabíamos o que sabemos hoje dos antigos regimes comunistas. Também parecia mais necessária uma revolução armada para superar a opressão. Hoje, sabemos que podemos superá-la de outras maneiras, através da participação ativa dos movimentos democráticos e populares.

O sr. é cruel ao ridicularizar as influências do espanhol na expressão de Paulo Freire, assim como as citações em outros idiomas, omitindo que esse é o texto de um homem exilado, expulso de seu país pela violência da ditadura militar brasileira. Sobre as frases que o sr. diz não ter entendido, dispenso seu sanduíche de mortadela, mas traduzo-as para alguém que não é da área. Não há dificuldade alguma de entendê-los com boa vontade e conhecendo o contexto que o sr. desprezou.

1) O ser humano só existe em relação com o mundo. E o mundo se constitui para o homem da forma como é percebido pelo homem. Sobre essa percepção, a consciência humana produz intenções, aspirações, desejos de satisfazer suas necessidades básicas e de transformar sua realidade. Esse é um processo integrado. Conforme a criança toma consciência da existência do mundo, passa ao mesmo tempo a ter intenções sobre esse mundo.

2) Este trecho não apresenta dificuldades se o sr. deixar de omitir a que movimento Paulo Freire se refere e qual o sentido que ele dá a imersos, emersos e insertados. Imersos são homens que não possuem a consciência da situação de opressão. Emersos são aqueles que começam a se dar conta dessa situação. Insertados são os que estão plenamente conscientes da opressão que sofrem e já passaram à ação contra ela.

3) A verdadeira educação é baseada no diálogo. A verdadeira educação permite a descoberta do conhecimento, tanto pelos educandos como pelo educador. O objeto de estudo é apenas um meio, um facilitador para esse processo de descoberta.

4) Paulo Freire está criando uma analogia, no caso dos animais, com o ser humano, que se humaniza ou se desumaniza. O ser humano se humaniza quando atinge seu potencial, por estar em situação de liberdade. Humaniza seu contorno, seu ambiente, seu mundo, se o transforma de maneira a satisfazer suas necessidades e a construir um ambiente social de liberdade. E se desumaniza quando se escraviza. Já o animal, mesmo que atinja seu potencial, não transforma seu mundo. E não se degrada, mesmo que seja escravizado.

5) O ser humano transforma seu mundo quando produz conhecimentos e dispositivos que transcendam seu corpo e tenham impacto em seu entorno.

6) A palavra tridimensionalizar não deve ser entendida aqui no seu sentido matemático, mas sim que o passado, o presente e o futuro tem existência independente, porém inter-relacionada.

7) Cada momento da história contém o conflito dialético entre um conjunto de valores e seu contrário. A representação desses valores e desse conflito constitui os grandes temas debatidos no momento histórico.

As críticas que o sr. faz são todas injustificadas e injustas. Paulo Freire ousou sonhar com um mundo melhor, onde ninguém fosse escravo da opressão e todos fossem livres e dedicou sua vida a esse nobre objetivo. Ele não se dizia católico. Era católico e jamais desdenhou das crenças do povo. Não negou a humanidade de ninguém, mas considerou compreensível a justa reação dos oprimidos no momento em que se libertam da opressão. E, se este livro é mais dedicado à política que à educação, há inúmeros outros, como Pedagogia da Autonomia ou Cartas à Guiné-Bissau, que tenho certeza que o sr. desconhece, que tratam amplamente de questões pedagógicas.

Basta de doutrinação direitista! Viva Paulo Freire.

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

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25 comentários para “Uma resposta às críticas contra Pedagogia do Oprimido

  1. danir

    Não sou filósofo, não sou sociólogo, não sou educador e não sou pedagogo. Mesmo assim, eu insisto em ter opinião, em defender meus pontos de vista e apontar o que acredito seja certo ou errado. Pura teimosia para quem está tão desqualificado segundo a opinião do crítico do texto do Centenaro. Acontece que para mim, educar significa formar cidadãos livres, que por serem livres tem opiniões próprias. Livre aqui representa : ter a capacidade de pensar com os próprias meios e a desenvoltura para expressar suas ideias. Se estou assimilando um ensinamento de política, devo ter acesso aos diversos pontos de vista e ser incentivado a buscar, analisar e expressar minhas conclusões. Se for filosofia, a mesma coisa, se for sociologia idem. Somente deve haver uma rigidez maior quando o assunto for uma ciência exata ou uma atividade que demande praticas mais ou menos automatizadas baseadas na experiência no teinamento contínuo e em leis fisicas. Mesmo assim, quando falamos de fisica, medicina ou matemática, por exemplo, uma certa liberdade de opinião e ousadia criativas nos levam mais longe na obtenção de respostas e de novas soluções. Tudo o que foi mostrado do Sr. Paulo Freire vai contra esta minha concepção amadora do que seja um educador. Tentar transformar a ação do mestre em uma ação política “libertadora” é no sentido estrito um crime contra a inteligência e a liberdade. Justificar a violência como ato de ação contra a opressão (definida por pais da pátria ou por ideólogos) e justificar a revanche não me parece tambem uma atitude cristã. Uma coisa é partir de convicções formadas livremente e se insurgir contra diversas formas de opressão, outra é ser incitado a agir desta maneira por quem te vende uma verdade que não é verificável. A atitude Gramsciana é tambem uma forma de violência muito cruel. Espero que este senhor que está incognito, me perdoe o desplante de contrariar sua opinião. Mas sabe como é; desde pequeno fui “forçado” a aprender o significado das palavras, a pensar no que lia ou ouvia e a perguntar quando não entendia, para tentar de novo e de novo, até gerar uma compreensão minima que fosse. Geometria, matemática, filosofia, química, catecismo, a atitude sempre a mesma. Estou imaginando se estivesse em uma aula em alguma renomada universidade ouvindo algum mestre privilegiado expondo os textos e os pensamentos de Paulo Freire e tivesse solicitado uma explicação mais elaborada das idéia deste patrono. Provavelmente seria divertido e esclarecedor.

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  2. Isabella

    Fui até a parte “sectários não seriam capazes de ler seu texto”. Argumento retórico que isola a condição racional de apreensão do texto, transferindo ao leitor, a incapacidade do escritor de se fazer entendido, ou se querer, se fazer entendido. Penso que seja fácil dialogar com o resto da argumentação e sugiro que qualquer pessoa que vá falar de Paulo Freire, tenha sempre em seu campo de diálogo o trabalho de Charles Laubach (1884-1970), http://pt.wikipedia.org/wiki/Frank_Laubach a teoria marxista.

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  3. Andre

    Quiz rápido:

    Paulo Freire ou Rachel Sheherazade?

    “Não negou a humanidade de ninguém, mas considerou compreensível a justa reação dos oprimidos no momento em que se libertam da opressão.”

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  4. MARAT

    .
    Para mim continua um LIXO!
    .
    Acredito que somos o que PENSAMOS e comemos. Partindo daí, vejo que o defensor de PF acima, pensa distorcido e se alimentou do LIXO de PF e gostou, faça boa digestão em CUBA.

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  5. José Alexandre Hage

    Eu estava com sentimento negativo porque não conhecia esse famoso livro, de homem prestigiado internacionalmente, com 25 edições. Li o texto de Paulo Freire com muita atenção e realmente não vejo trabalho efetivamente voltado para a sala de aula, com técnicas de transmissão de disciplinas ou didática. Ao menos para sala de aula de aluno regular, entre 6 e 15 anos.

    Vejo sim um livro muito preocupado em estabelecer “consciência revolucionária” muito em voga nos anos 1960. É claro que criticar Paulo Freire não deixa o crítico passar incólume – haverá contracríticas dizendo que o crítico não entendeu, é alienado, e direitista, não tem condições intelectuais etc. Já devia ser esperado isso. Até a Unicef entrou no imbróglio na crítica a Paulo Freire.

    Afinal, Paulo Freire é praticamente leitura obrigatória em todos os cursos de pedagogia; um dos comentadores mais ouvidos da rádio CBN paulista, professor da PUC, é discípulo apaixonado de Paulo Freire. Agora, se a produção de ciências sociais utiliza de linguagem hermética e compreendida apenas pelos especialistas o problema não é de quem a lê e não compreende, mas sim de quem escreve.

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  6. RENOR

    Neste exato trecho meu c… caiu da bunda: “tridimensionalizar não deve ser entendida aqui no seu sentido matemático, mas sim que o passado, o presente e o futuro tem existência independente, porém inter-relacionada.”

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  7. Helder Melo

    Um momento, devagar com o andor que “São Paulo Freire” é de barro. O pedagogo em questão é mais exaltado e xingado que lido, é verdade, e ainda tem muita enxadada para se dar nessas terras incultas e muita minhoca (sem pé nem cabeça) vai sair de seus textos.

    Primeiro uma informação biográfica importante: Paulo Freire era comunista. Ver “La Rebelion de la Nada”, onde há uma transcrição de um congresso no Chile, onde, pressionado em público (oprimido?) por uma estudante de humanas por não ser radical o bastante, o o autor faz uma profissão de fé socialista. (Vigorava então excomunhão “latae sentencia”, i.e, pelo ato mesmo, de católicos que apoiassem objetivamente a causa ou regimes comunistas. Não há razão de chamar de católico um autor que só fazia questão de o ser da boca para fora, para aumentar sua esfera de influência.) Esse homem confuso era capaz de inverter a linguagem e chamar a tolerância de intolerância na famosa frase “Devemos ser tolerantes, mas não com nossos inimigos.”

    E isso não é sectarismo? Só quem compõe o secto socialista não vai ver o uso subjetivo de “sectarismo” e “radicalismo”, palavras desprovidas de significado real e usadas, vejam só, para estabelecer a assimetria mais monstruosa, perto da qual os contratos de trabalho, ainda que de boca, firmados oralmente, são o reino da liberdade. Explico: Freire dividiu a humanidade entre radicais iluminados que podem ler o texto (reparem que ele não cita o método sociológico, nem nada disso, como supõe o autor da réplica acima, é uma questão espiritual mesmo. ) e os sectários, que são o resto, que não podem nem apontar incoerências ou levantar a mais mínima objeção. Você não presta; nós, sim. É só isso que esse trecho quer dizer, uma reafirmação grupal excludente e só. E medrosa. É muita disposição para o diálogo!

    Aí entramos no problema real do método freireano, ao eleger a interpretação marxista como a luz que vai dar “consciência” real e conduzir à “humanidade plena”. (reparem como esses termos são abertos à uma discussão de 2000 mil anos e verão como uma única explicação, ademais materialista empobrece a perspectiva do próprio educador.) É estabelecida outra assimetria monstruosa, os alunos são convidados a aderir a uma interpretação da sociedade no momento mesmo em que estão SE FAMILIARIZANDO COM O CÓDIGO ESCRITO. De um lado, um educador dotado de ideologia e domínio da leitura (nível Freire,mas vá lá.), “desconfiado do povo”, porque este tem a “dominação” inculcada. Do outro, pessoas incapazes de formular uma crítica fundamentada àquela ideologia, o que demanda leitura, coleta de pontos-de-vista contraditórios (sectários?), vivências. Esse é o nível do diálogo “libertador”, um odioso maquiavelismo pedagógico.

    E por fim, o fracasso em passar os conteúdos “importantíssimos”, justamente pela ênfase na mobilização e cooptação política dos educandos: os educados pelo método freireano, quando não herdam o fanatismo de seu mentor(que acredito demonstrado), não dominam sintaxe, ortografia e coesão textual. Elementos fundamentais para compreensão de textos, essa habilidade promovida pela educação “de dominação”. Onde está o grande prosador freireano?

    Por fim, o autor da crítica deve ser militante socialista, razão pela qual termina seu texto com uma palavra de ordem. Se não por isso, pela adesão à concepção de que toda pedagogia que não for “anticapitalista” é capitalista, noção que ressoa o conceito marxista de superestrutura versus infra-estrutura. Se não por isso, ainda, pelo trechinho o “mundo mudou e a hoje podemos superar a opressão por meio de movimentos democráticos, etc”. Isso foi o que aconteceu na Venezuela, onde milícias pro-governo atiram a esmo em protestos da oposição? O super-Patrão-Estado-De-Arma-Na-Mão é menos opressor que uma miríade de empregadores de infinitas orientações e métodos e formações? Fica a provocação.

    Mais algumas estupefações não respondidas sobre o Paulo Freire podem ser lidas em :
    http://www.olavodecarvalho.org/semana/120419dc.html

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  8. amaury

    “Basta de doutrinação direitista!”

    dou um Sonho de Valsa a quem consiga apontar pelo menos 1 caso de doutrinação direitista nos últimos 500 anos.

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    • Fabricio

      Essa frase estapafúrdia dita pelo esquerdista defensor de Freyre remonta à máxima atribuída à Lenin e muito praticada pela Esquerda: “Acuse-os do que você faz! Xingue-os do que você é!”

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    • NÍCHOLAS

      OLAVO DE CARVALHO É UM DOS PRINCIPAIS HOJE. ESSA ESTUPIDEZ DE “MARXISMO CULTURAL”, O ENSINAMENTO QUE DUQUE DE CAXIAS FOI HERÓI NACIONAL PRESENTE EM LIVROS DE HISTÓRIA, DESDE DO SÉCULO XIX ATÉ FIM DOS ANO 80 SÃO EXEMPLOS GRITANTES DE DOUTRINAÇÃO DIREITISTA, SÓ QUE PESSOAS ALIENADAS E DESPROVIDAS DE CRITICIDADE E EDUCAÇÃO LIBERTADORA JAMAIS CONSEGUIRÃO ENXERGAR ISSO, COMO BEM DIZIA PAULO FREIRE.

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  9. betula

    Concordo, é um polilogismo(segundo Von Mises) , diria que poderia ser um ramo da dialética erística , que já definiu antes o sentido do polilogismo. Ou seja, o cidadão não defende a ideia, só quer ganhar o debate, diminuindo os críticos, pois esses vão contra o ser humano… Notem também, a prova do marxismo , pois é o homem e seu mundo…não homem com DEUS…ateísmo.O livro é de 68 e concorda que as ideias precisam de revisão (será que apelariam a DEUS para ressuscitar Paulo Freire?) , mas mesmo sendo ideias ultrapassadas, segundo o próprio autor do texto, estão sendo usadas em sua plenitude. Paulo Freire é o patrono da educação brasileira…dessa EDUCAÇÃO BRASILEIRA QUE TEMOS… e ai? vocês acham boa nossa educação??? padrão FIFA??? Nenhum país desenvolvido adota Freire…

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  10. Flavio

    Nada disso é “para criticar a nomeação póstuma desse personagem como “Patrono da Educação Nacional”. Ao contrário: aprovo e aplaudo calorosamente a medida. Ninguém melhor que Paulo Freire pode representar o espírito da educação petista, que deu aos nossos estudantes os últimos lugares nos testes internacionais, tirou nossas universidades da lista das melhores do mundo e reduziu para um tiquinho de nada o número de citações de trabalhos acadêmicos brasileiros em revistas científicas internacionais. Quem poderia ser contra uma decisão tão coerente com as tradições pedagógicas do partido que nos governa? Sugiro até que a cerimônia de homenagem seja presidida pelo ex-ministro da Educação, Fernando Haddad, aquele que escrevia “cabeçário” em vez de “cabeçalho”, e tenha como mestre de cerimônias o principal teórico do Partido dos Trabalhadores, dr. Emir Sader, que escreve “Getúlio” com LH. A não ser que prefiram chamar logo, para alguma dessas funções, a própria presidenta Dilma Roussef, aquela que não conseguia lembrar o título do livro que tanto a havia impressionado na semana anterior, ou o ex-presidente Lula, que não lia livros porque lhe davam dor de cabeça”.
    por Olavo de Carvalho, na íntegra aqui: http://www.olavodecarvalho.org/semana/120419dc.html

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  11. Flávio Gordon

    “Falta-lhe familiaridade com textos produzidos pelos profissionais de ciências sociais”. Puro blefe. Tentativa de “carteirada” acadêmica. Eu sou um – vá lá – “profissional de ciências sociais” (fiz graduação, mestrado e doutorado na área) e também acho que o Paulo Freire não fala coisa com coisa. Só os bitolados freireanos, graças ao seus provincianismo e ignorância, especialmente em relação à alta literatura e filosofia clássica, é que entendem, ou fingem entender aquele amontoado de slogans e clichês políticos disfarçados de pseudo-ciência. Não se trata ali de um vocabulário técnico – que, aliás, em ciências humanas deveria guardar alguma semelhança com o vernáculo pátrio, mas que, infelizmente, costuma constituir uma língua exótica e grotesca -, mas de falatório hipnótico, vazio de conteúdo. A defesa de Paulo Freire acima só prova que os seus herdeiros e discípulos são intelectualmente – e, ouso dizer, moralmente – incapazes.

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    • Marcos TC

      Flavio, seu comentário é perfeito, simples e completo. Jamais vi “Pedagogia” em P.Freire. Nada além de uma busca pela revolução cultural de uma forma tosca e falsamente rebuscada. Mas para comunistas….

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  12. dudu

    Se idiotice e ideias retorcidas ganhassem prêmios, essa “cartinha” ganharia todos eles!!! Quanta boçalidade em tão poucas palavras!!! Parece que a falta de raciocínio e autocrítica é a bússola de todo retardado esquerdista.

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  13. Roberto

    Bem, dado que Freire é o guru desta professorada medíocre que infesta nossas escolas, nenhuma surpresa de nosso padrão escolar ser o que é. Os estudantes saem da escola sem dominar porra nenhuma, mas com um puta orgulho de suas ignorâncias, como direi, “livres da opressão da ditadura do conhecimento”…
    Falando em opressão, a fixação de Freire pela mesma só pode ser sinal de uma coisa: ele deve ter mijado na cama até pelo menos 15 anos de idade.

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  14. marcio carlos

    Desculpe mas vou ter que ser extenso. Os sociólogos se debruçam sobre os problemas e apontam soluções, esclarecem aquilo que está escondido aos olhos de muitos esperando que contemplando a verdade mudemos a situação social. Até aí está muito bom, é bom ter pessoas cultas, conhecedoras da realidade do mundo e que façam a leitura dos fatos. Ser tendencioso é um erro mas todos nós de uma forma ou de outra pendemos a um lado. Acontece com o sociólogo também. Vivemos imersos em uma sociedade capitalista, está na Constituição. O capitalismo é ruim? Depende. Quem governa deve usar seus instrumentos para a proteção daqueles que não tem capital. Bem utilizado, freia a selvageria financeira. Nasci em 1957 e com 13 anos fui trabalhar. Mesmo sendo o regime militar, havia pleno emprego e estabilidade. Com a volta da democracia tudo piorou muito. Parece piada lembrar com nostalgia daquela época. Ao invés de melhorar já que estávamos fora do regime de exceção, pioramos. Infelizmente no Brasil, os governos sempre foram ruins e burocráticos. A educação despencou em sua qualidade, servindo para contribuir com a ignorância, com a falta de politização das pessoas, com o empobrecimento das classes mais baixas. Nunca vi atitudes que contemplassem uma mudança radical no ensino, no mercado ou na cultura. Somente uma classe privilegiada é que sempre soube qual jogo se joga aqui. Qualquer que seja o governo, sempre é o primeiro a nos oprimir, depois vem os bancos, os políticos, sindicatos, as Igrejas, os capitalistas que monopolizam, órgãos de classe, ideólogos, a mídia, a publicidade e aqueles que estando em postos de decisão e informação se negam a faze-lo em beneficio de seu povo. Estamos cansados de ser enganados por governos, pela mídia e pelos formadores de opinião.

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