Ajude uma professora vítima de censura e perseguição política

Suelem Halim Nardo de Carvalho é professora de História na Universidade Estadual de Maringá – UEM. Junto com Itamar Flavio da Silveira, é autora de um livro sobre a tomada do poder pelos militares, Golpe de 1964: O que os livros de história não contam. (Para saber mais sobre o livro, clique aqui e aqui.)

As disciplinas de História Contemporânea II e História Contemporânea III foram retiradas da professora Suelem neste ano de 2017, por causa de reclamações de alunos. Há fortes razões para crer que essas reclamações foram feitas por pressão das autoridades escolares, com a utilização indevida de recursos materiais da Universidade para esse fim.

No dia 8 de dezembro de 2016, foi encaminhado ao Departamento de História da UEM um conjunto de dez reclamações de alunos e ex-alunos contra diversos professores de História, entre os quais a professora Suelem. Os alunos acusam os professores conservadores de práticas de racismo e preconceito contra os alunos indígenas, discurso de ódio, perseguição política, assédio moral e outros crimes. Todas as acusações são feitas de maneira genérica, sem comprovação de nenhum fato ou circunstância.

Houve reclamações de dois alunos sobre a professora Suelem. Um se queixou unicamente dos livros que ela utilizou no curso, chamando os autores de “sem relevância para a historiografia”. Ele menciona os títulos O grande culpado, de Viktor Suvorov, Fascismo de esquerda, de Jonah Goldberg, Desinformação, de Ion Mihai Pacepa e Ronald Rychlak, O Jardim das Aflições, de Olavo de Carvalho e Os EUA e a Nova Ordem Mundial, debate entre Olavo de Carvalho e Alexandre Dugin. Outra simplesmente questionou sua competência, sem mencionar nenhum fato que embasasse sua opinião.

Dois dos alunos que escreveram reclamações se retrataram e protocolizaram solicitações, com firma reconhecida, para que seus relatos fossem desconsiderados, afirmando que não refletem seu pensamento. Uma ex-aluna escreveu em sua solicitação que assinou sob pressão e insistência de algumas pessoas, inclusive o Diretor do Campus. Um carro da Universidade foi utilizado, no dia 01/12/2016, para levar três dos alunos que escreveram reclamações até a cidade de Faxinal, onde mora a ex-aluna que assinou um dos relatos e depois se retratou.

Contexto
Há fortes indícios de que alunos do curso de História-UEM, campus de Ivaiporã, estão sendo instrumentalizados por professores do Departamento de História de Maringá, para servirem à perseguição política contra seus professores conservadores.

No dia 28/03/2017, uma sindicância foi aberta pelo Conselho Interdepartamental, do Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes, da Universidade Estadual de Maringá, para a apuracão do conjunto de reclamações de alunos, chamado por eles de “dossiê”, apresentado no dia 08/12/2016. O resultado foi a retirada das disciplinas ministradas pela professora Suelem Carvalho.

As reclamações recaem sobre um grupo de professores cujos alunos obtiveram no Enade notas 43% superiores às dos alunos do campus sede. Se os signatários do “dossiê” tiverem algum fundamento para reclamar da formação débil do campus de Ivaiporã, o Enade sinaliza que a formação no campus de Maringá é mais débil.

Para saber mais sobre o caso
Entrevista de Suelem Carvalho a Paulo Briguet, na Folha de Londrina.
http://www.folhadelondrina.com.br/blogs/paulo-briguet/o-drama-da-professora-que-nao-e-de-esquerda-974855.html

Ação
Por favor, escrevam cartas e e-mails, no tom mais cortês possível, às autoridades universitárias relacionadas abaixo:

– expressando preocupação com as informações sobre censura e perseguição política contra professores da Universidade Estadual de Maringá, especialmente a professora SUELEM HALIM NARDO DE CARVALHO;
– solicitando esclarecimentos sobre a denúncia de pressão sobre alunos ou ex-alunos para assinarem reclamações inverídicas, por parte do Diretor do Campus, e de utilização indevida de um veículo da Universidade para a mesma finalidade;
– solicitando esclarecimentos sobre a retirada das disciplinas de História Contemporânea II e História Contemporânea III da professora Suelem;
– lembrando que a Constituição Federal do Brasil, em seu Art. 5°, protege a liberdade de expressão e de pensamento e, em seu Art. 206, a liberdade de cátedra;
– lembrando que a Universidade é, por natureza, um local em que essas liberdades devem ser exercidas em sua máxima plenitude.

Escreva para:

Magnífico Reitor
Prof. Dr. MAURO LUCIANO BAESSO
Universidade Estadual de Maringá
Avenida Colombo, 5790
87020-900 Maringá-PR
E-mail: sec-gre@uem.br

Prof. Dr. ANGELO APARECIDO PRIORI
Diretor do CCH
Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes
Avenida Colombo, 5790, Bloco G34 – Sala 03
87020-900 Maringá-PR
E-mail: sec-cch@uem.br

Envie cópias para:

Suelem Carvalho
Rua Adolfo Purpur, 565, Jd. Imperial
87023-155 Maringá-PR
E-mail: suelemhalim@hotmail.com

Revisado por Maíra Pires @mairamacpires

Loading...

6 comentários para “Ajude uma professora vítima de censura e perseguição política

  1. Pedro Rocha

    Tenho dito que tem muito conservador em clima de festa por causa do Trump e da Lava Jato. Claro que são vitórias, mas ainda estamos muito longe de sequer nos equiparar às esquerdas, sendo que nem Bolsonaro presidente por 8 anos conseguiria desinfetar completamente o serviço público dessa corja vermelha, pois eles também estão nos sindicatos, Justiça e Ministério Público.

    Responder
    • Luci

      Concordo plenamente! Os esquerdistas são extremamente pragmticos só aceitando como verdades as palavras deles, você nåot tem o direito de discordar deles, eles não admitem! Um grande exemplo foi a nossa expresidente sendo entrevistada nos Estados Unidos, onde ela ignorava as perguntas feitas e só falava aquilo rque queria! Eles se acham certos em tudo, mas não querem cumprir as regras gerais, só sabem agir, se as regras forem impostas por eles! É o caso desta professora, eles não admitem que as regras não sejam impostas poe eles, e logicamente, qualquer um que conteste se torna um inimigo! Cuidado!

      Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *