A Batalha de Viena e a Vingança de Osama bin Laden

Rei João III Sobieski da Polônia

Corria o ano de 1683. O exército otomano, composto de cerca de 150.000 homens e liderado pelo Grão-Vizir Kara Mustafá Pashá marchou em direção a Viena. Era um alvo estratégico, que poderia dar aos turcos o controle sobre a região do Danúbio. O imperador Leopoldo I, do Sacro Império Romano-Germânico, fugiu para Passau com sua corte e 60.000 vienenses. O Duque Carlos V de Lorena se retirou para Linz. com 20.000 homens. O Conde von Starhemberg ficou defendendo a cidade com um contingente de apenas 15.000 soldados e 8.700 voluntários. Em 14 de julho, os otomanos cercaram Viena e exigiram sua rendição.

Os vienenses tinham 370 canhões e os muros da cidade haviam sido reforçados. Em vez de um ataque direto à cidade, os otomanos optaram por sitiá-la e tentar destruir gradativamente os muros. Todos os meios de fornecimento de alimentos foram cortados.

O rei da Polônia, João III Sobieski, honrando o acordo de defesa mútua entre Varsóvia e Viena, levou um exército de 80.000 homens para enfrentar os invasores. Saiu de Cracóvia em 15 de agosto e cruzou o Danúbio em 6 de setembro. Enquanto isso, os turcos estavam atacando a muralha com explosões sucessivas e chegaram a abrir buracos de até 12 metros de largura. Os defensores se preparavam para combater dentro dos muros.

Na tarde de 11 de setembro de 1683, os poloneses chegaram a Viena. Juntaram-se a eles as tropas do Duque de Lorena. O frei capuchinho Marco d’Aviano celebrou uma missa e todos se prepararam para enfrentar o cerco.

Os turcos em superioridade numérica, atacaram primeiro, tentando ao mesmo tempo resistir aos recém-chegados inimigos e invadir a cidade pelas aberturas nos muros. Instalaram dez bombas para derrubá-los, mas os defensores conseguiram localizá-las e desarmá-las. As forças germânicas lutaram bravamente e provocaram grandes baixas no exército otomano. Em seguida, os poloneses investiram contra o flanco direito do inimigo. Em vez de combater os poloneses, a maior parte da força turca estava tentando invadir a cidade. Com uma massiva carga de cavalaria, João III desbaratou as linhas otomanas e perseguiu os turcos que fugiram exaustos para o sul. Em cerca de 24 horas, as forças cristãs haviam vencido a batalha e salvo Viena.

Kara Mustafá Pashá foi executado em Belgrado, em 25 de dezembro de 1683, estrangulado por uma corda de seda puxada por vários homens de cada lado, por ordem do comandante dos janízaros.

A Batalha de Viena marcou a máxima expansão otomana na Europa. Depois dela, os cristãos reconquistaram a Hungria, a Transilvânia, Belgrado e a maior parte da Sérvia.

Depois de 318 anos de uma batalha que a imensa maioria dos ocidentais desconhece, Osama bin Laden vingou os otomanos contra os “cruzados”, com o atentado terrorista mais assustador e espetaculoso que conhecemos. Os jihadistas não se esquecem da Batalha de Viena. Para eles, a História inteira pertence ao presente.

Grão-Vizir Kara Mustafá Pashá

Frei Marco d’Aviano

Imperador Leopoldo I do Sacro Império Romano-Germânico

Conde Ernst Rüdiger von Starhemberg

Conde Carlos V de Lorena

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10 comentários para “A Batalha de Viena e a Vingança de Osama bin Laden

  1. Ruither

    Espetacular texto, os muçulmanos tentaram a invasão da europa ocidental por diversas vezes (até ocuparam determinadas regiões por séculos, como a península ibérica), agora desistiram da guerra convencional e adotaram o políticamente correto, finalmente conseguirão seu objetivo por conta da geração emáscula que aí está.

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  2. Dante Dias

    A historia merece um Filme, diferente é logico do filme “A cruzada” que coloca os muçulmanos como coitadinhos da historia e solidários com cristãos que não perdoam seus inimigos.

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