De Abadessa à Feminista: O empobrecimento no olhar sobre a mulher

 

Regine Perneud, em seu livro “ O mito da idade média”, evidencia a importância da mulher na sociedade:

“Nos tempos feudais a rainha coroada como o rei, geralmente em Reims ou por vezes, em outras catedrais. A coroação da Rainha era tão prestigiada quanto a do rei. A ultima rainha a ser coroada foi Maria de Medici, em 1610. Algumas Rainhas medievais desempenharam amplas funções, dominando a sua época; tais foram Leonor de Aquitânia ( representada na imagem a baixo) ou Branca Castela.   “

 ”  Certas Abadessas,  por exemplo, eram autenticas senhores feudais, cujas funções eram respeitadas como a dos outros senhores; administravam vastos territórios com aldeias, paroquias, algumas usavam o báculo como o bispo.”

“As monjas da época eram pessoas instruídas e cultas, dentro dos padrões do seu tempo                ( Século XII) . A própria Abadessa Heloisa ensinava suas monjas Grego e Hebraico.”

” Mesmo as mulheres que não eram altas damas, nem abadessas nem monjas, mas camponesas ou profissionais de alguma arte da época, exerciam sua influência na vida publica”.

“Estes fatos têm significado em nossos dias, que movimentos feministas reivindicam direitos das mulheres na sociedade atual. Vemos que tencionam precisamente superar um obscurecimento da figura feminina que é pós medieval. A idade média, no caso, bem poderia servir de modelo à própria mulher contemporânea. Esta porém, no afã de assumir seu lugar junto ao homem, parece as vezes esquecer de sua própria identidade e originalidade; é o que observa muito a propósito Regine Perneud:

Tudo acontece como se a mulher, deslumbrada de satisfação de ter penetrado no mundo masculino, ficasse incapaz do esforço de imaginação suplementar que lhe seria preciso, para trazer a este mundo, a sua própria marca, aquela precisamente que falta a nossa sociedade. Basta-lhe imitar o homem, ser considerada capaz de exercer as mesmas profissões, de adotar os comportamentos, e até os hábitos, em relação ao vestuário de seu parceiro, sem mesmo pôr a si mesma a questão do que é em si contestável, e do que deveria ser contestado. É perguntar se ela não será movida pela admiração inconsciente, que se pode considerar excessiva, dum modo masculino que ela acredita necessário e que basta copiar com tanta exatidão quanto for possível, mesmo que seja a custa da perda da própria identidade e negando antecipadamente sua originalidade. (pg 103)”

Abaixo a imagem de algumas mulheres medievais:

Para garantir esta ilusão a ONU em seu documento “Princípios do Empoderamento das Mulheres” diz:

Empoderar mulheres e promover a equidade de gênero em todas as atividades sociais e da economia são garantias para o efetivo fortalecimento das economias, o impulsionamento dos negócios, a melhoria da qualidade de vida de mulheres, homens e crianças, e para o desenvolvimento sustentável.”

O principal problema do empoderamento feminino é que ele visa eliminar as diferenças entre homens e mulheres. Negar estas diferenças é negar a realidade; homens e mulheres são fisicamente diferentes, a formação do cérebro de ambos é diferente, e ao invés desta diferença ser anulada, gerando seres amorfos, ela deveria ser estimulada e valorizada .

A sexualidade é um traço individual de cada pessoa, e por isso deve ser construído no âmbito da família. São os pais que devem orientar os filhos e não a escola. Uma pessoa que não conhece sua identidade sexual, não sabe quem é. As orientações escolares mostram cada vez mais uma politica ditatorial que visa anular e massificar os cidadãos desde a tenra infância.

Enquanto a família participava da formação da pessoa e da sexualidade, a identidade da mulher fluía naturalmente, ela sabia seu lugar em casa e na sociedade. Mas quando a escola assumiu este lugar, a sexualidade deixou de ser natural para ser imposta pelo governo.

A mulher portanto perdeu sua identidade e deixou de ser um indivíduo e passou a ser um marionete nas mãos do feminismo.

Um comentário para “De Abadessa à Feminista: O empobrecimento no olhar sobre a mulher

  1. Pedro Rocha

    A discriminação da mulher começou a se tornar forte no Renascimento, quando se iniciou a onda neo-pagã que hoje combatemos, sendo uma de suas vertentes mais fortes o “esquerdismo” como um todo. Lembrando que o Protestantismo foi o primeiro grande movimento esquerdista, vemos Lutero, John Knox e outros tratanto as mulheres de forma pejorativa, sendo o ápice da discriminação os escritos misóginos de Charles Darwin.

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