Waldomiro Diniz foi à África

ditadores

138 c) fortalecer a presença do PT no mundo, através dos núcleos, da difusão de material partidário, do contato com os meios de comunicação, do envio e recepção de delegações internacionais, da presença partidária em eventos internacionais. Manter uma rotina de viagens internacionais de dirigentes do Partido, dando ênfase para aqueles países governados por partidos amigos; para aqueles de grande importância estratégica; para aqueles onde a esquerda possui grande força política e eleitoral. (…) Acompanhar os organismos internacionais que reúnem partidos políticos, com destaque para o Foro de São Paulo. Implementar, em comum acordo com os núcleos de petistas no exterior, as campanhas eleitorais do PT no exterior, bem como propor à direção do Partido a política a adotar no caso das eleições em outros países, nas quais brasileiros de dupla nacionalidade podem votar.


(
Trecho de documento sobre a política internacional do PT, preparado para o seu  quarto congresso nacional ocorrido em 2011.)

Waldomiro Diniz (ex-assessor do presidiário José Dirceu durante o  governo Lula) foi à África, mais especificamente,  Angola. Segundo reportagem, agora ele é consultor de empresas, assim como José Dirceu, que de tanto sucesso abriu uma filial em um paraíso fiscal: o Panamá.  Por coincidência, a filial fica no mesmo endereço da Truston International, dona do hotel que ofereceu emprego em Brasília ao presidiário Dirceu. Por coincidência também, o mesmo Panamá que abriga recursos da revista Carta Capital.

A cooperação formal do PT com partidos totalitários como o Partido Baath Árabe Socialista (de Saddam Hussein e Bashar al-Assad),  a União Socialista Árabe (de Muammar al-Gaddafi), o Partido Comunista de Cuba (dos irmãos Castro e dos cleptocratas do regime) é conhecida. Mas quais são as consequências práticas desses acordos?

40 (…) Fosse homogênea e uniforme, ou expressa somente em duas correntes, a esquerda latino-americana não apresentaria a fortaleza atual.

41. A continuidade desta fortaleza dependerá, em boa medida, da articulação entre as diferentes esquerdas. Tal cooperação não exclui a luta ideológica e política; mas esta luta precisa ocorrer nos marcos de uma máxima cooperação estratégica. Cooperação que foi objetivamente favorecida, nos fatos, pela política internacional impulsionada pelo Partido dos Trabalhadores.

(continuação do documento petista)

João Santana, ministro oculto da Propaganda e Verdade dos governos petistas, também foi à África. Ele é o responsável pelo intercâmbio de recursos humanos de publicidade e marketing entre os governos alinhados de esquerda, não por acaso, respondeu pelas  campanhas de Lula (reeleição), Dilma Rousseff, Mauricio Funes (El Salvador), Danilo Medina (República Dominicana), José Eduardo dos Santos (Angola,), Hugo Chavez  e Nicolás Maduro (Venezuela). Hoje continua prestando serviços aos governos de Angola, El Salvador e República Dominicana.

“Sou um dos últimos socialistas românticos e um dos primeiros socialistas cibernéticos.” João Santana.

Recentemente, a presidente Dilma inaugurou uma das maiores obras da gestão petista, o Porto de Mariel, em Cuba, fruto de um mal explicado acordo secreto entre os governos brasileiro e cubano e de uma esdrúxula política de reserva de mercado para algumas poucas empresas brasileiras. O porto custará US$ 682 milhões em repasses do BNDES. A reserva de mercado aos sócios privados do governo e a afinidade ideológica entre os governantes é a diretriz que norteia a política de empréstimos e perdão de dívidas do petismo no poder. Uma simbiose perfeita entre o petismo, o tetismo e o rentismo.

(Fonte: Folha Online)

(Fonte: Folha Online)

51. Em 2007, o III Congresso do PT aprovou por consenso um documento sobre política internacional. A partir daquele documento, podemos listar alguns “princípios” da política partidária:
 a)  o PT é um partido internacionalista, anti-imperialista, anticolonialista, socialista e defensor da integração latino-americana. (…) O internacionalismo democrático e socialista” será nossa inspiração permanente;
f) defendemos Cuba e as conquistas sociais da Revolução Cubana,
(continuação do documento petista)

Nos últimos anos, com o aumento do valor das commodities no mercado mundial, o Brasil surfou na onda das exportações. Apesar da diminuição na participação do comércio mundial, retração da indústria e diminuição dos empregos cujos salários estão acima de dois mínimos, a euforia foi plantada, e a narrativa oficial sobre o desenvolvimento do Brasil obteve sucesso. Mas nem só de promessas vive o indivíduo, a espera pela “qualidade de vida” parece que cansou o brasileiro médio. Reflexo disso são as manifestações, que começaram capitaneadas por movimentos sociais de esquerda e depois foram tomadas pelo brasileiro comum (conservador).

A crise chegou, o mercado dá sinais de esgotamento com o governo, o eleitor dá sinais de esgotamento com o governo, a base aliada dá sinais de esgotamento com o governo. E é sempre bom lembrar, em 2010, 60% dos brasileiros aptos a votar, não votaram em Dilma Rousseff.

98. Atuando neste contexto de extrema instabilidade, o PT implementará uma política internacional que possui várias dimensões: a) a articulação com organizações e movimentos que compartilham nossos objetivos socialistas


(continuação do documento petista)

Tuma Jr (ex-Secretário Nacional de Justiça), em entrevista ao programa Roda Viva cujo tema era o seu livro “Assassinato de Reputações”,  discorreu sobre o aparato policial de exceção que o governo petista instalou no país: grampos de ministros do supremo, grampos de opositores, chantagem com colaboradores de campanha e o terror que o empresário sofre caso decida não ser doador de campanha.

Tudo isso com uma estratégia de concentração de recursos no governo federal.

Em 1991 o governo federal ficava com 51% dos impostos arrecadados, hoje, fica com 66%. Além disso, os sócios privados do governo (principais doadores de campanhas), que constroem seus oligopólios (política dos campeões nacionais) sob o manto protetor do BNDES e das renegociações de dívidas do BB, talvez não percebam, mas estão seguindo a agenda do “socialismo petista” de maneira exemplar. Estão concentrando demanda em um único fornecedor, cartelizando mercados, e funcionando sob a dependência do governo, ou seja, a economia está cada vez mais dependente dos repasses do Tesouro via seus agentes financeiros (metade do crédito no país está nas mãos de bancos públicos).

Além do aumento de arrecadação, houve o aumento de carga tributária nos últimos 12 anos. Então, esbocemos o quadro: aumento da carga tributária sobre pessoas físicas e jurídicas, aumento da concentração de recursos e poder no governo federal e oligopolização da economia abençoada pelo BNDES. Como dizia o fascista Mussolini “Tudo para o Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”. Esse é o atual cenário político-econômico-social do país, esse é o resumo de 12 anos de “socialismo petista” no poder.

Depois da inesperada condenação pelo Supremo Tribunal Federal dos réus do mensalão, o PT está apostando na indicação de ministros “jovens e progressistas” para o tribunal, radicalizando no discurso de controle sobre a mídia e uma reforma eleitoral que retroalimente o petismo. Agora,  chegamos em 2014, mais quatro anos de petismo?

Revisado por Maíra Adorno @mairamadorno

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7 comentários para “Waldomiro Diniz foi à África

  1. Pingback: PT: A escalada autoritária | Reaçonaria

  2. att

    Não há partido ou governo sério nesse país. Nunca houve. O povo brasileiro andas com as próprias pernas e é diariamente pisoteado pelo poder público que só pensam em sugar os escassos recursos que nos sobram. Acreditar no governo ou partido é acreditar em papai noel. Estamos perdidos.

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  3. André

    Excelente artigo.

    E, como sempre, o PT nos “contando” o que faz e fará atraves das resoluções de seus Congressos

    massssssss ninguem liga
    na imprensa, na oposição… e passa batido

    Responder

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