“Sou contra o gigantismo estatal, mas…”

O moço da direita assinou o AI-5 e hoje assina coluna em revista da esquerda governista. Não mudou muita coisa.

O moço da direita assinou o AI-5 e hoje assina coluna em revista da esquerda governista. Não mudou muita coisa.

Caro amigo, você é MESMO contra o estado grande? Defende, de fato, o mínimo possível de interferência estatal nas relações entre indivíduos? Em caso positivo, vejamos alguns tópicos.

Drogas
O estado determina quais são as substâncias psicotrópicas permitidas e proibidas aos indivíduos – quem o faz, no Brasil, é o Ministério da Saúde por meio de portaria. Independentemente de discutir “como seria” a legalização, é inegável que defender as coisas dessa forma é incorrer também na defesa de um estado grande que tutele a vida das pessoas. Fim.

Casamento Gay
Você acredita que cabe ao estado, por meio de leis, decidir quem pode ou não realizar casamento, especialmente considerando a orientação sexual dessas pessoas? Então você automaticamente assina como defensor ferrenho do estado grande. Normal, não fique triste, são apenas os fatos. E assine outra vez, como reforço, caso também considere prerrogativa estatal vedar a adoção de crianças por casais do mesmo sexo.

Prostituição
No Brasil, é “permitida” – desde que não se faça exploração. Isso mesmo: é possível realizar o trabalho autônomo, mas é proibido que um estabelecimento promova essa atividade que é lícita. E há quem concorde com isso alegando num só tempo que também é contra o estado gigante.

Enfim
Se você apoia a repressão ao uso de determinadas substâncias, defende a proibição do casamento entre pessoas do mesmo sexo, e adoção de crianças por eles, e é contra legalizar a prostituição, não diga por aí que é contra o gigantismo estatal.

Você ama o estado. Adora quando ele se mete em favor do que você considera “bom” ou contra o que você considera “ruim”.

De mais a mais, para exercer sua tutela quanto a tudo isso que você acha importante reprimir, proibir, vedar, é preciso que o estado arrecade uma fortuna em impostos e, claro, mantenha-se gigante.

Normalíssimo que os tópicos mencionados façam parte de suas bandeiras ideológicas, nem é esse o ponto. Só não saia por aí reclamando da gastança do governo. Você gosta que eu sei.

37 comentários para ““Sou contra o gigantismo estatal, mas…”

  1. João Carlos

    esse site tá paracendo que é fake viu!? outro dia colocaram no youtube video do mister catra criticando o governo. Agora defende uma agenda liberticida, anárquica, digna de Daniel Fraga.

    Vocês não são conservadores e reacionários porra nenhuma, defendem toda a agenda cultural da esquerda.

    Responder
    • Marcel

      Deixa de ser mala, em nenhum lugar deste site está escrito que ele é conservador, e reacionário é algo bem genérico e abrangente que não diz respeito somente a conservadores.

      Responder
  2. Marcel

    Eu sou favorável á estado mínimo em dois quesitos somente: economia e liberdade de expressão, o resto são pilares de ordem necessários para garantir a tão amada liberdade, a liberdade é efeito da ordem, e a ordem é a causa da liberdade.

    Responder
    • Marcel

      Quanto a discussão aí embaixo se quem tem dinheiro tem ou não direito de usar instituições públicas, se quem usa drogas tem o direito de ser internado em hospital público e etc. Bem, a vida em sociedade funciona da seguinte forma, uns financiando os outros, geralmente os mais ricos financiam os mais pobres, apesar que é discutível se a por exemplo a filha do Sílvio Santos não tem o direito de estudar na USP se o pai já deve ter financiado muitas escolas e hospitais com seus impostos. Quanto ás drogas ou se libera e as pessoas tem responsabilidade sobre seus atos e o estado não é obrigado a bancar o tratamento do vício dos outros( e a desculpinha de ir contra o estado gigante se o estado banca tratamento de viciado hein?) ou se mantém a lei proibindo e o estado ajuda as pessoas. Por favor, não venham com comparações esdrúxulas de comparar crack com açucar e sal, o primeiro causa uma convulsão social além de um tratamento totalmente diferente e mais dispendioso.

      Responder
      • Flavio Augusto

        Perfeito. Na questão das drogas, não tem como tirar o Estado da jogada, de alguma forma ele vai estar presente, arcando com os custos de segurança e saúde.
        O usuário pode reclamar que quer liberdade para fazer o que quiser, pois acha que não está afetando as vidas alheias, só seu próprio corpo. Isso é uma das alegações mais idiotas que existem, pois um viciado fissurado, alucinado em busca da droga, que resolva cometer crimes para manter o vício vai tirar a liberdade dos outros, seja seus familiares ou pessoas que não o conhecem. E no final, é o Estado que vai ter que se fazer presente para reprimir o criminoso drogado, assistir a sua família que não tem condições financeiras para tal e cuidar para que o “amante da liberdade” não morra de overdose.
        Quando trato de segurança nesse caso, não estou falando em tráfico de drogas. Entendo que o problema do indivíduo que busca o crime para manter seu vício vai acontecer com a droga sendo vendida oficialmente ou não.
        Nunca vi alguém roubar e matar para conseguir recursos para manter seu vício em nicotina, álcool ou maconha, mas em cocaína, crack e heroína temos vários casos documentados nas páginas policiais.

        Responder
        • Pedro.

          Alguém afirma que o “fissurado, doido p/ comprar droga” vai cometer crimes e ISSO ENTÃO JUSTIFICA A PROIBIÇÃO DAS DROGAS”

          …QUE TAL PROIBIR A COMIDA? ..rsrs
          …QUE TAL PROIBIR O DINHEIRO?
          …pqp!!!! …Tem quem use a cabeça apenas para separar as orelhas.

          Ora, levando esse argumento a sério, teríamos que os crimes são causados pela existência do dinheiro ou dos bens úteis em geral. Portanto, levando-se essa pretensa justificativa para as proibições, se deveria proibir o dinheiro e qualquer tipo de capital que causasse cobiça. Só assim acabariam os crimes. …PQP!!!! …esses tipos que querem mandar na vida alheia são maníacos.

          A droga, tomada pelo individuo em sua ação causa danos apenas ao indivíduo. PONTO!!! …é fato.
          Se o desejo de consumir droga leva à pratica de crimes, isso não é razão para proibir seu consumo ou existência. …AFINAL, TODO BEM QUE GERA COBIÇA É CAUSA DE CRIMES COMO O ROUBO.

          Uns roubam pq querem tenis bom, carro, moto, roupas ou qq tipo de buginganga.
          ….ENTÃO PELA LÓGICA DO DEFENSOR DE PROIBIÇÕES COM BASE EM EFEITOS COLATERAIS DEVERIA, POR COERÊNCIA, DEFENDER A PROIBIÇÃO DE TUDO.

          Ou como bom esquerdista socialista, defender que o Estado dividisse tudo igualmente (o que sobrasse depois de sua hierarquia consumir o desejado). Assim é que esquerdinhas condenam as “desigualdades” como causa dos crimes. …

          Bem disse Einstein:
          “Só duas coisas são infinitas, o universo e a estupidez humana, mas não tenho plena certeza sobre a primeira” …rsrs

          Humanos, demasiado humanos …”são incapazes de criar um inseto, mas criam deuses ás dúzias” (acho que Montaigne). Pois é todos querem o Estado impondo aquilo que desejam impor aos demais. Assim todos desejam e assim todos são vitimas das imposições de apenas alguns. Todos igualmente “interpretam” as verdades divinas segundo suas próprias subjetividades. Todos os deuses concordam plenamente com seus fiéis. Uma coincidência danada!!!!!!

          Responder
  3. Cesar Motta

    Sempre pensei assim tb.

    E se incluíssemos a educação? Hoje no Brasil a educação é obrigatória pelo Estado.

    O período de tempo que a humanidade não trabalhou antes dos 18 é ridiculamente pequena.

    É só uma divagação….

    Abs

    Responder
  4. Gilberto

    Se 5 homens resolverem montar uma família “poliafetiva” e depois adotar uma criança. Além disso se o lugar onde eles residissem , fosse comum o uso de substâncias recém liberadas pelo grande leviatã, esse seria mesmo o melhor para a criança? Os adultos q cuidem de suas próprias vidas, mas se a criança não tem quem olhe por ela é dever do estado SIM proibir esse tipo de coisa. Defendo um estado pequeno na economia, mas em certas áreas ele é muito necessário.

    Responder
  5. Pedro.

    falhou, paragrafo completo:

    Na verdade a idéia de seguro é a mesma que faz com que se pague ao Estado. Portanto, um plano de saude ou o Estado se eqquivalem. A diferença é que os planos de saude, mesmo pagando elevados impostos e contribuição para saude estatal (coisa do josé serra, que encareceu a saude privada para no caos justificar mais aumento de impostos em beneficio da saude estatal – rato!).ainda assim são mais baratos do que o cretino atentimento estatal. Sim, pagar plano de saude p toda a população sairia mais barato que o q se gasta com atentimento estatal. Tal qual a “vistoria” do detran que sai mais cara que um real serviço (mais trabalhoso) numa oficina. Um alinhamento, balanceamento e regulagem de motor são mais baratos em oficinas que a “taxa” cobrada pela vistoria (olhadela inutil). Apesa de oficinas pagarem impostos e “contribuições” sociais também impostas.

    Responder
  6. Pedro.

    Péra aí, voce diz:

    “se o indivíduo tem problemas de saúde por causa do uso dessas substâncias, deveria ser proibido de usar a rede pública de saúde.”

    Mas antes disse:
    “seus parentes não tem condição de ajudá-lo. Onde ele vai pedir ajuda? No Estado, lógico. Nesse caso, o Estado que deu liberdade pra ele fazer o que quer, vai ter que usar o dinheiro dos impostos, que deveria ser usado para um bem maior, para custear o tratamento da “doença” autoinfringida do indivíduo”

    Ora pombas!???!!!
    A argumentação parece conflitante, sem nexo.

    Ademais há o caso dos bandidos que são causadores de gastos. Deveriam então ser forçados a trabalhar para sustentar todo o aparato de segurança e mesmo em parte do judiciário.

    Porém, o mais incoerente é sugerir que os planos de saude (seguros saude) arcassem com os custos e o Estado não. Pô??!!!!
    Essa afirmação denuncia que o comentarisma tem em mente que o Estado gasta por filantropia e que por tal os culpados de seus infortunios não deveriam usufruir da caridade estatal.
    PQP!!! …coisas da lavagem cerebral. Pois que o Estado recebe para prestar serviços (em teoria e nem tanto, pois que por lei o IR é são um direito do Estado e não implica em contrapartida).
    Assim, pela mesma lógica os planos de saude deveriam recusar o atendimento.

    Ademais no caso das escolas dos governos (estatais) os pobres que produzem muitos filhos o fazem por negligencia ou vontade, e são os demais que tem que pagar por tantas escolas. Também deveriam pagar por seus filhos uma escola particular???
    Aquele que sobe na laje para soltar pipa e cai, deveria pagar por seu atendimento???
    Aquele que come demais e engorda causando-se problemas de saúde também deveria pagar por seus atendimentos???

    Na verdade a idéia de seguro é a mesma que faz com que se pague ao Estado. Portanto, um plano de saude ou o Estado se eqquivalem. A diferença é que os planos de saude, mesmo pagando elevados impostos e contribuição para saude estatal (coisa do josé serra, que encareceu a saude privada para no caos justificar mais aumento de impostos em beneficio da saude estatal – rato!).

    Enfim, essa coisa do governo cobrar após ter recebido impostos para tal, é meramente o novo mote da propaganda onde o Estado tenta lançar culpas e faturar mais algum além de enxotar a própria responsabiliodade assumida.
    Há não muito tempo, artistas e jornalistas pateticamente (comoventes) discursavam que o povo não deveria esperar tudo do estado e que deveria agir por si mesmo. Era a propaganda enxotando responsabilidades assumidas pelo Estado e muito bem cobradas. Mas tal discurso simulava que tudo que o estado faz é filantropico epor tal não se deveria cobrar dele, mas agir. …hehehe!
    Eles são hábeis nas manipulações em defesa do proprios interesses parasirtários.

    A ideologia estatal nãoné elaborada por amadores, é coisa de profissionais da canalhice desde há muito tempo. Ideologias não aconteceram por acaso, mas sim elaboradas para alguém dominar os tolos e atraves deles os rebeldes.
    Tudo que é aparentemente espontaneo em jornais e tvs não é assim tão espóntaneo. Por isso os privilégios oficiais e oficiosos para as classes comunicadoras, são elas que fazem a cabeça da massa.

    O Estado cobra caríssimo por seus porcos serviços, a margem de lucro estatal (distribuida entre seus integrantes hierarquizados) é gigantesca, pois que IMPOSTA. Sim, o Estado é uma SA e seus integrantes usufruem lucro na forma de salários, mordomias e mesmo corrupção.

    Responder
    • Flavio Augusto

      Não! O exemplo que usei para os usuários cocaína foi brincar com uma linha imaginária em que tudo é liberado. O Estado permiti tudo, não cria leis proibindo nada. Ponto.
      O indivíduo vai lá, usa a cocaína ou o crack, se vicia, perde o controle e não consegue manter o vício. Mesmo com o produto liberado, esse indivíduo começa a criar problemas para sua família e para a sociedade, pois vira um nóia, perde o emprego, não ganha mais dinheiro para comprar a droga, e daí começa a roubar. O que era um grito de liberdade individual, vira um problema para todo mundo que tem contato com ele. Sua família não tem condições de tratá-lo, mas precisam resolver a situação senão o cara vai morrer. E, então, nesse mundo imaginário, em que tudo é liberado, onde a família pobre vai buscar ajuda? Adivinha: no Estado!
      Aí tudo aquilo que não se queria, a interferência do Estado para controlar o que se consome, termina na conta do Estado tendo que assumir a bronca da merda que o viciado fez.
      Nesse caso o problema é de segurança pública, não individual.
      Com relação à saúde do paciente, se ficou com alguma sequela, o problema é dele também. Foi alertado e educado que a droga faz mal, vai ter que se virar sozinho. Se não tiver como pagar, problema dele.

      O que estou discutindo no texto é o impacto que cada tema tem na sociedade. Na minha opinião, o impacto da liberação da maconha e da nicotina é demasiadamente menor que o impacto da cocaína ou do crack. Por isso, um viciado em maconha ou nicotina pode se livrar da droga, se achar necessário, por conta própria, sem precisar da ajuda do Estado. Se caso pegou alguma doença, o problema é dele, os impostos não devem custear um tratamento se o doente foi alertado antes que o consumo daquela substância podia levar a problemas de saúde.
      Da mesma forma, que se o usuário perder a linha e, por causa do vício, trazer transtornos para outras pessoas, vira um caso de segurança.

      Você está entendendo que a carga tributária iria continuar a mesma nesse mundo imaginário que criei. Pelo contrário, num mundo com Estado menor, a lógica é que teremos menos impostos. Impostos que serão usados para custear serviços básicos e não a irresponsabilidade de usuários de drogas que foram amplamente avisados dos problemas que o consumo de entorpecentes acarreta.

      Resumindo meu raciocínio, se a ideia é menos Estado, a legalização de todas as drogas só vai trazer MAIS ESTADO, pois os problemas que isso irá trazer serão impossíveis das pessoas resolverem sozinhas. Se queremos menos ESTADO, as drogas tem que ser exterminadas da face da Terra. Enquanto elas existirem o Estado será um agente presente, queiram ou não.

      Responder
      • Gravataí MerengueGravataí Merengue Posts do autor

        Então quem deliberadamente consome açúcar ou gorduras em excesso também não deve procurar hospitais públicos? Afinal, são substâncias que sabidamente fazem mal e quem as consome aceita correr o risco. Aguardo parecer do amigo humanista.

        Em tempo: independentemente do que deu causa a qq doença, sou contra quem tem condições de usar hospital público (o que também, na minha idéia, valeria para escolas públicas e afins).

        Responder
        • Flavio Augusto

          É diferente, nosso organismo para funcionar precisa receber quantidades de açúcar e gordura na quantidade necessária para cada indivíduo. Como saber quando é excessivo ou não?
          Quanto aos entorpecentes, se não forem impostas por um médico, não precisamos deles para sobreviver. Nosso organismo não vai sentir falta de doses de cocaína ou maconha se nunca os utilizarmos. Essas substâncias não fazem parte do nosso grupo alimentar.
          Como excluir o açúcar de uma fruta? Ou a gordura uma carne? Não dá.
          Não dá pra saber quem vai ficar diabético, gordo, hipertenso etc. Todos alimentos trazem benefícios e riscos. As drogas só trazem riscos.

          Responder
          • Gravataí MerengueGravataí Merengue Posts do autor

            Como saber: quando excede a quantidaide benéfica e passa a fazer mal. Da mesma forma que “sabemos” que algo pode ser bom ou mesmo necessário numa dosagem X.

            E, aplicando agora essa sua nova regra explicativa, então para álcool, cigarro e acidentes em atividades de lazer, aí não poderia hospital público? Hm.

            Responder
          • Gravataí MerengueGravataí Merengue Posts do autor

            Sem dúvida, apenas explique isso a quem diz ser contra o uso de hospitais públicos por quem usou determinada substância legal que não seja “essencial” à saúde do corpo. Nunca vi uma “direita” tão próxima dos postulados estatais esquerdistas rs

            Responder
            • Flavio Augusto

              Eu sou contra tratar drogados como doentes.
              Se o cara não usa drogas, ele não se vicia, não cria problemas para sua família, não gera impacto na sociedade. Pronto.
              O dinheiro dos impostos que deveria ser usado para tratamentos de doenças reais, é usado para custear o tratamento de irresponsáveis.

              Responder
              • Gravataí MerengueGravataí Merengue Posts do autor

                Maravilha, mas o problema é que esse não é o ponto do texto. Não entro no mérito de quem defende X ou Y, mas sim demonstro que para ser contra o gigantismo estatal é preciso também admitir que algumas outras liberdades sejam garantidas. Só isso 🙂

                em tempo: sou contra darem tiros nos outros (sei lá, vou aproveitar para mostrar algo que sou contra só para manter a onda de vcs :D)

                Responder
                • Flavio Augusto

                  Esse foi o tema do meu primeiro comentário, que resumindo que não vejo LIBERDADE NO USO DE DROGAS e MENOS ESTADO na mesma frase.
                  Quanto maior o consumo de drogas mais será a necessidade de interferência do Estado para tratar da saúde desses usuários e da segurança da sociedade.
                  Você pode não querer que o Estado o proiba de usar drogas, mas saiba que quando der merda, é o Estado que você vai procurar pra te ajudar a sair dela.

                  Responder
      • Pedro.

        Pobres gostam de ter muitos filhos sem terem condições de cuidar deles.

        Assim, acaba sendo necessário gastos com urbanização, saúde, escola e etc. devido um excesso de filhos miseráveis.
        Um cidadão de boa renda tem um ou dois filhos, um favelado tem 4 ou5 pelo menos e lança essa filharada para aqueles que tiveram um ou dois criarem filhos alheios e ainda pagar a gordissima comissão do Estado que não resolverá nada.

        No mais, vc não se ateve ao que escrevi. Ou não leu, ou se fez de morto ou não entendeu.

        Responder
        • Flavio Augusto

          Em qualquer lugar do mundo isso se resolve principalmente com qualidade na educação, investimentos em Saúde e responsabilidade de quem governa. E não precisa esse papel de educar ser só responsabilidade do Estado. Igrejas, ONGs, associações de bairros, empresas, escolas, imprensa… todos podem ter uma papel em educar, em ensinar como se prevenir da gravidez, como controlar e organizar o dinheiro que ganha, como se preparar melhor para o mercado de trabalho.
          Por que uma igreja evangélica não pode interromper sua cobrança por dízimos para fazer um debate com seus fiéis sobre o tema? Por que a igreja católica insiste em demonizar em vez de incentivar o uso dos anticoncepcionais que ajudam a resolver o problema? Por que uma empresa não pode organizar palestras para discutir e informar sobre os mais variados assuntos, inclusive sobre natalidade? Por que uma associação de bairro, uma diretora de escola, um centro espírita e até um boteco de esquina não podem realizar ações para orientar as pessoas em temas como esse?
          Já a responsabilidade do Estado, nessa questão de pobres espertos que procuram ter muitos filhos para aumentar os ganhos com as bolsas-qualquer-coisa, e assim, fazem crescer suas famílias e o custo da pobreza, é rever suas políticas sociais, fiscalizar, limitar a quantidade do benefício por família e cobrar contrapartidas. É claro que é difícil esperar essa organização de um governo de esquerda, em que o importante é ganhar a próxima eleição e não orientar as famílias pobres em trabalhar para tomar decisões melhores.
          Como educador o Estado é só um dos agentes que podem ajudar a resolver o problema.

          Responder
  7. Flavio Augusto

    Nesse texto você jogou ideias a esmo, sem profundidade, por isso acho que discutir como cada tema interfere sobre a sociedade é mais produtivo do que uma simplória provocação.
    Para discutir até onde o governo deve interferir, regular, determinar, legislar, eu penso que devemos resumir em uma palavra: IMPACTO.
    Por exemplo, qual o impacto de um casamento gay para o desenvolvimento da sociedade? Nenhum, a sociedade vai continuar sobrevivendo se duas pessoas do mesmo sexo se casarem, portanto o Estado não deveria se ocupar com isso. Os preconceituosos e religiosos não devem nem ser ouvidos.
    E um usuário de cocaína ou crack? Vamos supor que a cocaína está liberada, o sujeito começa a usar por recreação, porque decidiu-se que ele sabe o que faz da vida dele, mas depois de um tempo fica viciado, para de trabalhar, de cuidar da sua família, perde o emprego, começa a roubar para comprar a droga, fica incapacitado para tomar decisões e seus parentes não tem condição de ajudá-lo. Onde ele vai pedir ajuda? No Estado, lógico. Nesse caso, o Estado que deu liberdade pra ele fazer o que quer, vai ter que usar o dinheiro dos impostos, que deveria ser usado para um bem maior, para custear o tratamento da “doença” autoinfringida do indivíduo. Por causa de problemas como esse, o impacto da liberação das drogas na sociedade é altíssimo, haveria um aumento nos gastos com saúde e segurança. Nesse caso, o Estado tem que estar mais presente, pois o uso da droga é individual, mas gera problemas para muitos.
    E o usuário de maconha? Não conheço ninguém que saia roubando por aí fissurado para comprar a erva. O impacto na sociedade seria mínimo, pois o usuário poderia produzir para seu próprio sustento e sem atrapalhar a ordem pública. O Estado nesse caso deveria ser mais maleável.
    Em casos como a maconha e a nicotina, se o indivíduo tem problemas de saúde por causa do uso dessas substâncias, deveria ser proibido de usar a rede pública de saúde. É justo que, se quis liberdade e a não interferência do Estado para usar essas substâncias, que pague por um plano privado de saúde para tratar do mal que causou a si próprio. Se quer ter o direito de fumar, tem que ter o dever de assumir responsabilidades e não jogá-las para cima do Estado quando der merda.
    Da mesma forma, deve-se pensar cada tema que se discute a interferência do EStado separadamente, identificando até onde o Estado deve agir pelo bem de todos. O melhor seria um Estado regulador, e não limitador.

    Responder
    • davi

      Opa! Peraí!

      “(…) o Estado que deu liberdade pra ele fazer o que quer (…)”
      A liberdade não é uma prerrogativa estatal. A liberdade existe antes mesmo do Estado existir. 😉

      Outro ponto: você está assumindo que o preço da cocaína continuaria o mesmo. Acho difícil, mas assumamos que continue.

      Continuando: é interessante que você não joga pro Estado a responsabilidade sobre problemas decorrentes da maconha/nicotina. Qual a diferença desses para a cocaína? Por que o Estado deveria cuidar de um dependente de cocaína mas não de um de nicotina?

      http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/05/nicotina-e-cocaina-tem-modos-de-atuacao-semelhantes-no-cerebro.html

      http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2011/11/nicotina-abre-porta-para-uso-de-cocaina-diz-estudo.html

      Responder
      • Flavio Augusto

        Sim, claro, a liberdade não é uma prerrogativa do Estado. Eu quis dizer que o Estado, nessa linha imaginária, não estabeleceu nenhuma lei, regra para proibir ou coibir o uso da droga e, no final, quando o indivíduo que teve toda a liberdade para fazer o que quer, vai implorar a ajuda do Estado quando o vício sair do controle.

        Eu acho que principal problema não é só o preço da cocaína, mas o estágio viciante do indivíduo. Vemos casos de pessoas que tem dinheiro, mas que dependendo da quantidade do consumo, não conseguem sustentar a sua necessidade. Usar uma ou outra vez o cara pode pagar, só que em dado momento, o consumo pode perder o controle e o dinheiro torna-se pouco para o que precisa.
        Temos que ver todos os cenários, um cara milionário pode até conseguir manter o vício, já um cara pobre, não.

        Posso estar errado, mas eu nunca vi um fumante de cigarro de nicotina e maconha fissurado, fora de si, alucinado e cometer crimes para manter o vício. A crise de abstinência na cocaína é muito mais agressiva que para um viciado em nicotina.

        Eu não acho que o Estado deveria cuidar do usuário de cocaína, só que infelizmente, o tráfico domina, ninguém consegue diminuir a venda, e os casos de saúde e segurança pipocam pra todo lado. Acho que a cocaína não pode ser liberada igual a maconha. A nicotina já é liberada e temos essa experiência, sabemos que não aconteceu nenhum caos na segurança, só um aumento de casos na área da saúde.

        Não coloquei no comentário anterior a minha opinião sobre essas drogas mais fortes, pois sou muito mais radical em relação a elas. Crack e cocaína deveriam ser proibidas definitivamente. E o combate a droga não deveria ser feito domesticamente, reprimindo usuários e traficantes, acho que deveríamos pensar mais longe, o foco deveria ser o produtor. Pode parecer loucura, mas sou a favor de que os países que sofrem com o consumo da droga se juntarem numa ação militar e darem um ultimato nos países produtores, como a Bolívia, Colômbia e Peru.
        Os EUA fizeram isso com os países que abrigam terroristas, mas quem mata mais e prejudica a economia no mundo, as drogas ou os terroristas? Antes as guerras eram feitas por conflitos territoriais, e o que são as drogas se uma invasão de território muito mais prejudicial?
        O plantio da coca deveria ser exterminado da face da Terra, dane-se se ela é importante para a cultura desses países. A partir do momento que essa planta virou um perigo para a saúde mundial, ela deve ser exterminada. Se os governos dos países produtores não conseguem controlar o plantio e suas fronteiras, que a força militar da ONU tome providências. Por motivos diplomáticos, não vejo algum país propondo isso, mas é a única solução.
        Liberando a droga, muita gente vai consumir por recreação e não vão atrapalhar a vida dos outros, por outro lado, muito mais gente vai ficar viciada e tirar o sossego dos seus familiares e da sociedade.

        Responder
    • Pedro.

      …hehehe!

      “Nesse texto você jogou ideias a esmo, sem profundidade, por isso acho que discutir como cada tema interfere sobre a sociedade é mais produtivo do que uma simplória provocação.”

      Era de esperar essa saída rebolante pela porta dos fundos.
      Nem mesmo reconhece a falta de lógica de suas asserções desconexas.

      Era de se esperar …rs

      Responder
      • Flavio Augusto

        Se meu comentário tivesse se resumido a esse parágrafo você teria razão em achar isso. Mas esse parágrafo foi só a introdução para lançar na sequência meu argumento sobre o porque não concordo com algumas afirmações do texto apresentado pelo blogueiro.
        Se você não entendeu meu argumento não posso fazer nada.

        Responder
  8. Pedro.

    A única coisa que cqabe a uma organização proibir, reprimir e penalizar é o inicio de agressão contra um inocente, não importando sob que objetivo for.
    Ninguém tem o direito de impor sua vontade a outro sem um acordo prévio (redundante, mas necessário: espontâneo) onde as parte se comprometem a cumprir o contrato firmado (verbal ou escrito).
    Ou seja, alguém que pede que o Estado imponha uma religião oficial ou que apenas conceda a uma religião, a uma ou todas suas igrejas, privilégios legais (embora ilegítimos) é um defensor do arbítrio estatal. Quando se diz contrário é apenas contrário a imposições ou proibições das quais discorda. …Porém um é um adorador da entidade mística denominada Estado qual se atribui “habilidades superiores” que pretensamente justificam as arbitrariedades de seus integrantes organizados e hierarquizados por ideologia alegadamente legitimadora.

    São farsantes estes que se dizem “a favor do livre mercado”, embora de fato nunca se afirmem defensores da liberdade individual (somente de mercado), nem mesmo defendem um mercado efetivamente livre.
    Os milicos eram efetivamente conservadores, defendiam uma religião estatal (privilegiada) e impunham leis arbitrárias baseadas em achismos religiosos (ideológicos) sem qualquer fundamento na ideia de justiça ou de ética.

    Se gays querem casar uns com outros, se é espontâneo, consensual, não são lunáticos que tem o direito de impedi-los. Afinal, não estão causando dano algum a nenhuma outra pessoa, não existem terceiros envolvidos.
    Se alguém deseja andar pelas ruas com roupas pequenas, também a ninguém causam dano algum. Da mesma forma se um indivíduo rico não deseja ajudar qualquer pobre, ninguém tem o direito de obriga-lo a tal, ameaçando-o com violência, prisão ou em ultimo caso ante a resistência, com a morte,
    ………………Ou seja, ninguém pode justificar o direito de alguns árbitros decidirem que João tem obrigação de sustentar José e em caso de recusa poderá se legalmente preso ou mesmo morto se resistir. Isto é absurdo!!! …O Estado (súcia organizada e hierarquizada) em nome dos pobres se atribui o direito de expropriar, oprimir e mesmo matar qualquer um que desobedeça suas deliberações arbitrárias (voltadas para o aliciamento da população corrompendo grandes parcelas com promessas de beneficios a custo alheio).

    É ridícula a repetição a título de LAVAGEM CEREBRAL sobre a ninguém ser dado o direito de fazer justiça com as próprias mãos, deixando tal privilégio para a hierarquia estatal a fim de que esta possa semear a injustiça poupando seus íntimos bem como seus suportes justificadores para seu poder coercitivo.

    Estes fajutos (farsantes) adversários do socialismo, igualmente bestializados por ideologias farisaicas, são igualmente EGOCÊNTRICOS e querem controlar a vida alheia em beneficio de suas manias e ambições materiais e morais. Todos aqueles que almejam impor seu besteirol ideológico a todos os demais, é um sociopata, um maníaco que sonha impor sua conveniência como verdade.

    Não há argumento capaz de justificar a intromissão na vida alheia inocente e inofensiva. A liberdade é um direito do indivíduo (corpo e mente) e ninguém pode arvorar-se o direito de determinar como os outros devem viver a fim de atender seu capricho um tanto doentio. Essa obstinação por comandar a vida alheia é motivada por um desejo patologico de transformar os demais em instrumento de seu bem estar psicológico ou mesmo material.

    Quem se droga tem todo direito de faze-lo, desde que não implique em agressão a inocentes. Neste caso que se aplique a JUSTIÇA (não a justissa achista) e que se retribua a agressão e se providencie tanto desestimulo a reincidência quanto quanto ao isolamento de individuo nocivo a inocentes.

    Nestas manifestações muitos maníacos andaram a condenar os desorientados por estarem pedindo mais Estado, acusando mesmo uma idiota conspiração novelesca por parte de um movimento nitidamente espontaneo, simplesmente por em tal manifestação estar surgindo uma pequenina tendência contrária a um Estado Senhor em favor de um Estado prestador de serviços. Contudo, são estes mesmos maníacos grandes reivindicadores de ação estatal a fim de imporem suas manias, preconceitos e achismos ideológicos e teologico-mirabolantes a todos. São efetivos adoradores do estado como Entidade mística pretensamente legitima (se com eles concorda) para impor a vontade de suas deliberações hierarquizadas sobre a vida alheia.

    Um conservador defende a colocação de simbolos de sua ideologia religiosa nas dependencias estatais (isso em nada fere ninguém, de fato), porém se forem colocados simbolos de religiões afro, se oguns, pombagiras, iemanjás e sei lá mais oquê nas dependências estatais, imediatamente se entregarão ao frenesi histérico opondo-se a tal.

    Responder
    • Thiago Cortês

      “Um conservador defende a colocação de simbolos de sua ideologia religiosa nas dependencias estatais (isso em nada fere ninguém, de fato), porém se forem colocados simbolos de religiões afro, se oguns, pombagiras, iemanjás e sei lá mais oquê nas dependências estatais, imediatamente se entregarão ao frenesi histérico opondo-se a tal.”

      Sou conservador e em nada me identifico com isso. Não dá pra colocar todo mundo no mesmo saco. Aliás, ultimamente vejo que os ateus são mais preocupados com essas questões do que os religiosos. Uma coisa são os conservadores tipo “minha religião deve prevalecer”; outra coisa são os que estão preocupados apenas em defender a ordem institucional em acordo com as liberdades individuais. E não precisamos jogar fora nossas tradições e hábitos para conciliar as coisas. É possível ser um conservador cristão, e não se incomodar com essas questões. Até porque o cristianismo abriu caminho para a tolerância religiosa no Ocidente. Acho que sua visão foi um pouco binária demais.

      Responder
      • Pedro.

        Francamente!
        …o nivel das asneiras proferidas por tarados ideológico é algo espantoso.
        O sujeito escreve:

        “Até porque o cristianismo abriu caminho para a tolerância religiosa no Ocidente”

        BARBARIIDADE TCHE!!! …Ele nunca deve ter ouvido falar em CRUZADAS nem em INQUISIÇÃO. …deve estar fazendo piada ou ainda não escola não teve aulas de história. Qdo for para o segundo grau talvez descubra a asneira que proferiu.

        Aliás, a INQUISIÇÃO não iniciou as perseguições e assassinatos de hereges e descrentes do cristianismo, ela APENAS OFICIALIZOU e CENTRALIZOU ewsta perseguição a fim de não permitir que nenhuma localidade pudesse tolerar a divergencia ideológica (religiosa). Afinal, qq um poderia ser acusado por um maníaco fanatico qualquer e assim, PELO TERROR a Igreja conseguiu tornar a PERSEGUIÇÃO GENERALIZADA em todo lugar. A inquisição não iniciou a perseguição, ela TORNOU-A OBRIGATÓRIA!

        …e aí o sujeito na maior cara de pau diz que o cristianismo abriu caminho para a tolerancia religiosa …tsc tsc tsc, em nada difere de um marxista cego e falastrão.

        Responder
  9. Hêider M.

    Sou liberal…tá, um pouco anarquista. Concordo com tudo e apoio. Mas o texto tá ruim mesmo, apesar da minha concordância, bem raso e panfletário. Como diz minha avó, feito com as coxa. Já vi coisas poquim melhores nesse site. Mas é isso aí, vamo lá.

    Responder
  10. Gabriel Romero

    Nossa, mas quanta bobagem. As conclusões são absurdas! O estado define o que é droga proíbida e o que não é; portanto, o estado é grande. VAI ESTUDAR, MANÉ! Não é assim que se escreve.

    Responder
  11. Thiago Cortês

    O artigo é curto, mas extremamente corajoso. É exatamente isso que me incomoda em alguns conservadores facebookeanos (ou pós-burkeanos) que adoram enxergam conspirações socialistas em todo lugar, mas não hesitam em pedir os serviços do Estado – contribuindo para a legitimação de sua ampliação – quando se trata de defender seus valores e princípios (falo aqui daquela velha agenda moralista).

    Eu sou cristão, mas assim como Barry Goldwater e outros conservadores, penso que é imoral fazer o uso instrumental do Estado para propagandear o meu modo de vida, assim como me incomoda que as militâncias LGBT e outras tentem fazer o mesmo. No campo cultural, contudo, é preciso entender que estamos em guerra com tais militâncias e não há como ser moralmente neutro. A neutralidade moral é um tópico para instituições; não para indivíduos. É uma posição complexa, mas faz parte da vida do conservador não encarar a vida no preto sobre o branco.

    Mais uma vez, parabéns ao Reaçonaria. Vocês honram suas calças.

    Responder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *