Médicos cubanos: fracasso do governo e trabalho escravo

A situação é bizarra até mesmo para os padrões do governo federal: para justificar a contratação dos médicos cubanos, que aqui trabalharão em regime análogo à escravidão, é preciso assumir expressamente que a gestão federal é um fracasso na saúde pública, e até mesmo apoiadores (incluindo revistas, blogs e o DCE da Internet™) precisam reconhecer tal fiasco para alegar a necessidade da vinda dos estrangeiros.

Simples assim, descaradamente assim.

São dez anos de gestão petista, não há para onde correr, não há neoliberalismo ou FHC a culpar. Assumir esse fiasco poderia ser um lampejo de sinceridade, mas é apenas um efeito colateral da curiosa opção feita pelo governo de preferir os tais médicos importados ao investimento estrutural.

Outro problema que surge para a militância petista é fazer de conta que esses profissionais terão todos os direitos trabalhistas e garantias constitucionais – pelos quais nossa esquerda tanto briga, mas dos quais se esquece e considera superficiais quando se trata de médico cubano.

Desse modo, quando seu amiguinho do PT defender essa medida estapafúrdia, lembre-o de duas coisas:

1) tal contratação é antes de tudo um reconhecimento expresso do FRACASSO da gestão do partido na saúde; e

2) os médicos cubanos não terão direitos trabalhistas nem garantias constitucionais, de modo que defender tal trabalho é o mesmo que defender o trabalho análogo à escravidão.

Aguarde o silêncio.

psaqui, a parte da escravidão de maneira mais detalhada.

2 comentários para “Médicos cubanos: fracasso do governo e trabalho escravo

  1. Antonio

    HOJE VEMOS TODOS ESSES 10 que ‘não-se-pode’ totalmente com inversão de valores:
    Concluo com uma citação de um panfleto do Rev. William J. H. Boetcker, publicado em 1916 e frequentemente atribuído indevidamente a Abraham Lincoln:

    Os Dez “Não-se-pode”

    Não se pode criar prosperidade desencorajando-se a frugalidade.
    Não se pode fortalecer os fracos enfraquecendo-se os fortes.
    Não se pode ajudar os pequenos derrubando-se os grandes.
    Não se pode puxar para cima o assalariado puxando-se para baixo quem paga os salários.
    Não se pode ajudar os pobres destruindo-se os ricos.
    Não se pode estabelecer uma segurança sólida com dinheiro emprestado.
    Não se pode promover a fraternidade entre os homens incitando-se o ódio de classes.
    Não se pode ficar longe de problemas gastando-se mais do que se ganha.
    Não se pode construir caráter e coragem destruindo-se a iniciativa e a independência do homem.
    E não se pode ajudar os homens de maneira permanente fazendo-se por eles aquilo que eles podem e devem fazer por si mesmos.

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