Massa, sovada e crescida

Queria escrever tanta coisa…, mas, como se vê, não ando com tempo. Trabalho…

Por hora, apenas uma constatação bem triste:

Supondo – supondo – que esse movimento pelo não aumento das passagens seja de de fato legítimo, e que os tais 40 centavos diários realmente façam falta no orçamento de muitos, inclusive de “pejotinhas” que ainda têm certa estrutura pra comentar os caraminguás na internétchis, me pergunto pra que raios serviu toda essa epifania petista de melhorar a vida do brasileiro.

“Não sei quantos saíram da pobreza, não sei quantos têm carteira assinada hoje, não sei quantos milhões passaram a ganhar mais, não sei quantos mobiliaram suas casas, não sei quantos tiveram acesso à faculdade, à inclusão digital, à eletricidade à água…”

OI!

Vamos ser sinceros, né? Morar em São Paulo ou em qualquer cidade razoavelmente grande no Brasil está pela hora da morte. Qualquer aluguel está a 2 mil reais, com condomínio a 700. Por causa do Alckmin? Não, a culpa é do Lula, que escancarou crédito e beneficiou principalmente os especuladores imobiliários.

E o preço da gasolina? Num país cuja maior empresa não se tornou capaz de refinar seu petróleo ruim e tem o – ahãm! – monopólio dos preços nos postos? Chato abastecer o carro assim, não? Imagina pras empresas de ônibus.

O que dizer então do preço do suquinho de caixinha vespertino? Um dos poucos luxos que restam! A julgar pela escalada da inflação, logo logo a tal pejotinha vai fazer suco de envelope em casa e fazê-lo render a semana inteira, acompanhado de 1 (uma) laranja-pera, o item mais barato do hortifruti (sim, porque a banana já está pela hora da morte).

A vida já foi bastante boa. Dava até pra dar umas subornadas no namorado, comprando aquele vinho tals que ele gostava. Viajar. Comprar o apê. Hoje não dá mais. Hoje está tudo caro, enquanto os empregos estão cada vez mais fuleiros (sim, as políticas petistas esqueceram tanto da qualificação profissional quanto da regulamentação e fiscalização de novas formas de trabalho. Com exceção das empregadas domésticas, claro.

O Nordeste continua uma tragédia. O interior do Brasil continua ruim à beça. O excesso de gente continua concentrado em São Paulo (e você sabe que inflação de qualquer coisa desvaloriza essa coisa, não? Não sabe? Logo logo sua ficha vai cair de vez). A educação (que não é só ler escritor de vanguarda. Educação inclui ler e interpretar textos, situações) está indo ladeira abaixo. A saúde…, bem, a não ser uma pereba aqui e ali, os jovens passeatistas ainda não precisaram dela.

A verdade é que a situação, principalmente econômica, está péssima. Certa fatia da população trabalhou por décadas para convencer o povão de que um governo de esquerda saberia fazer as coisas. Não soube. Por ganância e, principalmente, inexperiência. E hoje começamos a pagar por isso.

Só começamos. É só o começo, mesmo. Estamos lascados.

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